E corre para arrumar a casa!

Meu prazo médio para arrumar toda a casa após uma mudança é de três dias. Não é que fique tudo impecável, mas nesse período tenho praticamente todas as caixas abertas e a casa funcionando.

Faço compras normalmente pela internet e já havia agendado compras básicas programadas para chegar em casa na quarta-feira, 16, dia seguinte à mudança. Assim que não houve nem respiro, já acordei botando para quebrar!

Dessa vez, como temos algo de espaço em um tipo de depósito no final do jardim, não nos desfizemos das caixas. Desmontei tudo, envolvi em plásticos para proteger e Luiz guardou lá atrás. Não parece nada, mas as caixas são um custo razoável na hora da mudança e a torcida do flamengo inteira já imagina que esse não será nosso último endereço, então, melhor guardá-las.

Na sexta-feira, era feriado. Nosso amigo que sempre dorme por aqui e tem carro, nos deu uma carona para buscar a escultura no apartamento antigo. Luiz deixou as chaves dele por lá e fiquei eu encarregada de voltar para entregar o apartamento depois. Ele também foi conosco ao Ikea, que é uma mão na roda para comprar as coisas para casa.

Precisávamos de armários, o espaço é bom, mas tinha pouco lugar para armazenamento e isso atrapalha bastante a arrumação. Compramos uns provisórios baratinhos e fáceis de montar. Aproveitamos e compramos também alguns móveis para o jardim, nada muito complicado ou caro, mas queremos aproveitar a área externa. Luiz é ótimo churrasqueiro!

A gente deveria aproveitar o resto do fim de semana para terminar de montar e arrumar tudo, mas depois de tanto trabalho, resolvemos relaxar e fomos tomar vinho com nosso amigo no jardim.

Ao longo da semana, corri tudo o que pude para deixar a casa pronta, porque meu irmão e minha cunhada estavam pela Europa e queria encontrá-los. Na verdade, havia combinado de ir na sexta-feira 25 para Berlin encontrar meu irmão, mas minha cunhada não estaria mais. Assim que tinha o plano malévolo de resolver tudo e ir antes para a Bélgica fazer uma surpresa.

Mas não deu certo e nem foi pela arrumação da casa, o problema é que precisava renovar meu passaporte brasileiro e minha data para entregá-lo ao consulado era exatamente no meio da semana, na quarta-feira 23. Dia em que descobri que meu agendamento havia sido feito errado, e perdi tempo indo ao consulado! Caraca, mil coisas para resolver e fui para o centro à toa!

Não foi de todo perdido, me informaram que poderia voltar no dia seguinte, para tirar minhas digitais e enviar a documentação pelo correio. Achei engraçado aquele negócio de ir até lá e ao invés de entregar os documentos, enviar pelo correio para o mesmo lugar que estava! Eu devo ter entendido isso errado! Não tem problema, vou assim mesmo e tento entregar os documentos pessoalmente.

Na saída, ameacei me aborrecer, afinal perdi o maior tempo à toa e ainda estava preocupada se conseguiria resolver no dia seguinte mesmo. Esse negócio de documentação é um perrengue para quem mora fora do seu país de origem. Ainda tentei aproveitar e ir para o trabalho do Luiz almoçar com ele, mas justo naquele dia, ele estava em um evento. Putz! Não é meu dia… Mas quer saber de uma coisa, dane-se! Vai se resolver e já que estou no centro, vou aproveitar! Sentei em um restaurante que adoro, especializado em ostras, tomei um vinhozinho ótimo e ainda usei o wi-fi para atualizar minhas mensagens. Afinal, levamos 3 semanas para ter internet em casa após a mudança, mas essa é outra história. Dessa maneira, apesar de não haver resolvido ainda, pelo menos meu humor estava melhor.

Dia seguinte, acordo eu bem cedo e toca para o consulado brazuca outra vez! Fui atendida, nem demorou muito e achei o atendente até bem simpático e com paciência para explicar tudo. Realmente, naquele dia só poderia tirar minhas digitais, os documentos (passaporte antigo, identidade, certidão de casamento, atestado que estava quite com a justiça eleitoral, foto, formulário do consulado e comprovante de pagamento da taxa) precisavam ser enviados pelo correio. Mas como assim, eu tenho que enviar para cá? Mas eu estou aqui! Eu trouxe um envelope, não posso colocar tudo bonitinho no envelope e entregar na recepção, igualzinho ao correio?

Não podia. É meio maluco, mas enfim, expliquei para ele a situação, que poderia precisar viajar ao Brasil a qualquer momento e blá, blá, blá… Ele me disse que era rápido, levava no máximo 5 dias úteis depois que os documentos chegavam. Como não havia outro jeito, pedi que ele checasse se eu tinha tudo certinho, ele checou tudo para mim e me entregou exatamente como eu deveria por no correio. Tirei minhas digitais e saí dali diretamente para uma agência, para não perder mais tempo.

Volto para casa, pensando em arrumar as malas para o dia seguinte. Felizmente, para Berlin não havia problema viajar, porque iria com meu passaporte espanhol.

Muito bem, chega à noite, minha sogra é internada e o estado parecia grave. E agora, o que a gente faz?

Caminhamos para onze anos fora do Brasil, a quantidade de vezes que já escutamos que alguém da família não estava bem e logo se reverteu é incontável! Mas sabe como é, essas coisas você nunca tem certeza. E ainda por cima, havia acabado de enviar meu passaporte brasileiro! Em princípio, não tinha nem como viajar para o Brasil! Há alguns procedimentos de emergência, mas como acabei de dizer, a gente nunca tem certeza se é realmente uma emergência até que realmente aconteça.

Bom, queria encontrar meu irmão, também temos poucas oportunidades assim. As passagens pagas, o hotel pago, inclusive por ele que queria nossa companhia. Quer saber Luiz, para ficarmos preocupados aqui, fico lá!

Assim que resolvemos manter o plano de ir na sexta-feira de manhã, mas Luiz estava agoniado e, por via das dúvidas, foi com uma mala maior e com os dois passaportes, caso precisasse ir direto para o Rio.

Não deu em outra! Chegamos em Berlin ainda cedo no Brasil, pelo fuso horário, e tivemos tempo de dar uma volta pela cidade, junto com meu irmão. Mas logo que o dia amanheceu pelo outro lado do oceano, as mensagens começaram a pipocar no seu celular e ele resolveu não arriscar. Não conseguiu comprar passagem para o mesmo dia, mas achou um vôo no sábado pela manhã. Fiquei com meu irmão até domingo, acompanhando por telefone o que estava acontecendo.

Domingo à noite, cheguei em casa, em Londres, na dúvida do que fazer. O momento era complicado, sem passaporte, acabávamos de mudar e tínhamos ainda algumas pendências para resolver, encomendas para receber, internet para instalar, chave de apartamento para devolver, eu tinha trabalho para entregar… mas ao mesmo tempo, preocupada com Luiz no Rio.

Honestamente, achei que tudo fosse durar mais tempo. Sabia que Luiz não poderia ficar direto por lá e pensei que o melhor era terminar de resolver as coisas por Londres, afinal tinham pendências que alguém precisava fazer e, se fosse necessário, ao invés de estarmos nós dois no Rio, me revezaria com Luiz na semana seguinte.

Não deu tempo. A situação foi se agravando progressivamente e a mãe dele faleceu no dia 29 de abril. Eu deveria estar preparada, não posso dizer que foi uma surpresa, mas francamente, não esperava que fosse tão rápido. Não havia perdido a esperança que ela melhorasse, ainda que soubesse que boa ela não ficaria.

Foi duro e mais dolorido por não estar ao lado do Luiz, mesmo sabendo que juntos estávamos.

Até hoje não estou totalmente bem, é uma mistura de sentimentos muito grande, por ela, por Luiz, pelos meus… De algum modo diferente mexeu comigo, abriu alguns canais, dúvidas, sei lá. Quase fui de toda maneira agora em maio, para ajudar Luiz a resolver qualquer pendência e, francamente, talvez fosse mais por minha causa mesmo, bateu saudade.

Acontece que não há muito o que fazer agora. Logo vem a malfadada Copa e tudo fica absurdo, além de nada se resolver. E, finalmente, meu pai deve fazer uma cirurgia em julho, então, o mais razoável é esperar.

Por outro lado, também não estou totalmente mal, me recuso a ficar. A gente segue tocando a vida. Semana passada tinha trabalho vazando pelas orelhas, nem sempre o mais agradável, mas é importante para mim voltar a ser “produtiva”, ou melhor, ganhar algum dinheiro pelo que produzo, né?

A casa nova é uma graça! Tem vários defeitos que nem ligo, em pouco tempo estou aprendendo a não vê-los. Com o passar dos dias, vem ganhando outra energia, cores, aromas… vida! Já recebemos os primeiros visitantes, fizemos churrasco, plantei ervas, colhi flores e começo a reconhecer uma meia dúzia de gatos que se alternam em turnos passeando sem a menor cerimônia pelo meu quintal temporário, sem me dar a menor bola, mas me arrancando sorrisos e alimentando a vontade de acolher o meu novo felino, arrumar nossa própria casa, algum dia, em algum lugar.

O trigésimo oitavo endereço!

Foi estressante e trabalhoso, mas deu tudo certo! O que, felizmente, tem sido a manchete da nossa vida ao longo dos anos.

Nos mudamos para meu 38o endereço no dia 15 de abril de 2014. Sim, com esse número quase que intimidador, era de se esperar que tivesse (e tenho!) uma baita experiência no assunto. Ainda assim, tenho essa sensação de que algumas mudanças são mais complicadas que outras e essa foi uma das complicadas.

Por que? Porque não tinha grandes referências de nenhuma empresa transportadora por essas bandas, tinha um nome que uma amiga havia passado, mas não havia utilizado. Portanto, precisei ir tateando um pouco no escuro e torcer para que fossem honestos. E, verdade seja dita, foram corretos em tudo que se proporam. Usei a Simply Removals.

Eles são considerados de um custo mais baixo que a média, mas sem muito mi-mi-mi. O que é uma desvantagem para quem não sabe o que fazer, entretanto no nosso caso, foi ótimo! Veja bem, eu nem preencho aquelas listas de móveis etc para fazer orçamento, já negocio direto com as empresas por número de caixas e metragem cúbica. Não preciso de visitas prévias. Apesar do que, essa foi a primeira empresa que, efetivamente, contou com o que eu disse e não fez nenhuma visita prévia, se eu tivesse dado alguma informação errada, problema meu, iria pagar o que precisasse a mais! Confesso que com toda a onda que tiro, entre nós, me deu um medinho. Será que disse tudo certo mesmo? E se não entenderam meu inglês direito?

Muito bem, havia a opção de fazer tudo em um dia só, ou embalar em um dia e transportar no outro. Sempre faço tudo no mesmo dia, mas era o mesmo preço, minha primeira vez com eles, havia empacotado um monte de coisas por minha conta… quer saber, vamos tentar em dois dias que tenho mais segurança.

Tinha praticamente certeza que os funcionários seriam do leste europeu, ou seja, o pessoal que eu tenho medo (sim, eu sei que é preconceito e tal, mas já expliquei por aqui que meu problema é que não consigo entender a cultura e me sinto insegura. É pura ignorância assumida!).

E não deu outra, segunda-feira, chegam dois indivíduos, um educado, normal, apenas preocupado onde estacionar seu carro. Bom, a gente havia reservado vaga para o dia da mudança e pagamos uma nota por isso, mas para o carro do empacotador, não tinha nada reservado, sinto muito. De toda maneira, me propus a ajudá-lo a tomar conta se alguém aparecesse para multar e tal. O outro empacotador mal abria a boca e tinha a maior cara de mau! Mas enfim, não mexe com quem está quieto, né?

Havia deixado tudo encaminhado em casa, deixo tudo muito organizado antes deles chegarem, porque uma vez que eles entram, é como um furacão, quando você vê… já foi! Pois bem, nas cláusulas que recebi por e-mail em relação à mudança dizia que não transportavam bebidas nem comida. Na verdade, a maior parte das transportadoras dizem isso, ainda que até hoje, sempre consegui contornar a situação e levar as bebidas de alguma maneira. Nós somos colecionadores (e bebedores) de cachaça, temos aproximadamente umas 40 garrafas em casa, fora os vinhos, whiskies etc. Assim que já havia me preparado para levarmos nós mesmos essas garrafas, no carro de amigos, após a mudança. Daí, deixei tudo encaixotado, mas com as caixas abertas, separado embaixo de uma mesa, meio sem saber como abordaria o tema do seu transporte no dia seguinte.

O empacotador com cara de mau, foi o que ficou nesse área da casa e eu na outra ponta do apartamento com medo dele, mas de vez em quando ia lá dar uma olhadinha, bem rápido, no que estava acontecendo. Em uma dessas vezes, quando chego na cozinha, está ele embalando as bebidas que havia separado e achado que eles não levariam; na verdade, havia embalado boa parte delas! Eu devo ter feito uma cara de surpresa quando cheguei e o vi empacotando novamente as bebidas, no que ele me responde sério: essas bebidas não estavam bem embaladas, estou colocando de um jeito mais seguro. Ou seja, com essa frase, queria dizer que ele não estava nem aí se era proibido ou não, se estavam empacotando, eles levariam! Eu nem titubeei, respondi assertiva: você tem toda razão, o seu jeito está muito melhor! E saí comemorando sozinha pelo corredor e já achando o cidadão com cara de mau gente boa pacas!

Em mais ou menos três horas eles terminaram o serviço, foi rápido! Até porque, modéstia às favas, estava fácil de resolver. Achei bom dividir em dois dias, é menos cansativo e me deu mais confiança que no dia seguinte eles realmente apareceriam para o transporte. Porque veja bem, recebi tudo por e-mail, paguei e não tinha um só papelzinho assinado comprovando nossa negociação!

Encurtando o suspense, pontualmente na terça-feira, dia 15, a segunda dupla apareceu, com o caminhão direitinho do tamanho que havia negociado. Ambos novamente do leste europeu, lituanos, e para eu pagar com a minha língua, um deles era a maior simpatia! Um ótimo astral, brincalhão e bastante educado. O outro era mais sério, mas depois descobrimos que simplesmente quase não falava inglês, sempre que precisava se comunicar, o mais simpático traduzia.

Foi um pouco mais demorado do que imaginava, mas é que o caminhão veio cheio até as bordas e é um quebra-cabeças fazer caber as coisas. E o principal, levaram praticamente tudo, inclusive o que imaginava que não fosse possível. O que para nós foi fantástico, porque quase não sobrou o que levar depois, a não ser um aspirador de pó, que deixei de propósito e uma escultura grande e muito frágil que precisava ir no meu colo.

Nós não temos carro aqui, então, uma amiga ficou de ajudar no fim de semana se precisasse, outro amigo estava meio enrolado no trabalho, mas tentando dar um jeito de sair… nisso, durante a mudança uma outra amiga diferente liga oferecendo o carro se quiséssemos levar algo naquele dia. Maravilha! Fechei com ela, na verdade, um casal, fiquei de ligar quando acabássemos.

Quando estávamos quase terminando, como íamos de metrô, Luiz resolveu ir para casa nova na frente e não correr o risco do caminhão chegar primeiro. Além do mais, ainda nem tínhamos a chave da casa ainda, imagina isso! Fiquei eu no apartamento antigo para finalizar o processo.

Daí a jóia rara do meu digníssimo marido, me pergunta em inglês alto e claro na frente do carregador: você não podia ir com eles de carona? Eu queria matá-lo, juro! Veja bem, qual o marido que oferece a sua mulher para ir de carona sozinha com dois lituanos desconhecidos de caminhão? Só o meu, né?

Fui rapido e literalmente tirando o meu da reta, que eu precisava limpar algumas coisas antes de sair e não ia atrasá-los. E o próprio lituano simpático, também já estava se desculpando, mas disse que não podiam levar mais ninguém no caminhão por uma cláususa do seguro ou algo assim. Claro, claro, entendo perfeitamente, não se preocupe…

Pois muito bem, a medida que iam terminando os ambientes, eu ia atrás passando o aspirador para adiantar meu serviço e saí alguns minutos depois deles do apartamento para pegar o metrô. Por via das dúvidas, esperei o caminhão sair para justificar minha estadia. Luiz já havia chegado na casa nova.

Deixar o apartamento vazio foi estranho, costuma ser. Porque de uma hora para outra, não é mais minha casa, a energia muda. Caminhei até a estação do metrô viajando sozinha, lembrando de quando cheguei, também sozinha e com um apartamento vazio. Mas ainda tinha muita coisa para fazer e não dava tempo de ficar melancólica!

Cheguei na casa nova pouco antes do caminhão, Luiz já havia pego as chaves e conversado com o proprietário.

É que como nada nosso é simples, ainda tinha outro porém, a entrada da casa fica em um corredor um pouco apertado para os móveis entrarem, alguns simplesmente não poderiam fazer a curva e passar pela porta da frente. A solução era passar pelo corredor lateral do vizinho e entrar por uma passagem removível na cerca de madeira entre as duas propriedades. Porque a porta que dá para o jardim é bem acessível. Contando assim é mais complicado do que foi na prática, mas sabe como é, tudo depois que se sabe é mais fácil.

O vizinho estava viajando, mas nosso proprietário tem (ou tinha) a chave do seu portão lateral. Isso facilitou bastante, pois não precisamos incomodar ninguém. Quero ver no dia que a gente precisar sair, mas aí é outra história!

Resumindo a ópera, foi trabalhoso, mas nada anormal para uma mudança. Havia feito maquetes improvisadas dos ambientes e sabia praticamente onde iria tudo, isso também facilitou. Modéstia às favas, experiência… sabe como é…

Final da tarde, tudo dentro de casa, finalmente assinamos algum papel, que a essa altura nem me fazia diferença, já estava tudo pago mesmo! Demos uma boa gorjeta para os lituanos, afinal trabalharam bem, sem reclamar e, novamente para eu pagar a língua, nenhuma cara feia! Pelo contrário! Ficaram felizes com a gorjeta, acho que nem esperavam, acho que ninguém espera gorjeta aqui.

Nós estávamos mortinhos da silva, mas ainda faltava voltar para o apartamento, terminar de limpar e pegar as coisas que ficaram por lá. Ligamos para o casal que ía nos dar essa carona de volta. Eles ainda demorariam a se liberar, o que achamos até bom, resolvemos sentar para comer alguma coisa, afinal, nem almoçar a gente havia conseguido!

Com as olheiras arrastando pelos joelhos, paramos em um restaurante de carnes da nossa vizinhança, o Lomito. Luiz me faz a proposta indecorosa de deixar a limpeza do apartamento para outro dia e relaxarmos um pouco. Levei mais ou menos 14 segundos para aceitar! Pedimos uma caipirinha (sim, havia caipirinha!) e comemos uma carne divina!

De qualquer maneira, havíamos marcado com o casal no apartamento e, logo depois do jantar, nos dirigimos para lá. Na verdade, até passei um aspirador rápido onde faltava, e faltava pouco, porque já havia adiantado bastante coisa, mas já não fiz mais do que isso. A escultura não coube no carro deles, mas foi a única coisa que ficou para trás e a buscaríamos no fim de semana.

Eles nos deixaram em casa, mas nenhum de nós aguentava mais tomar ou comer nada, todo mundo cansado! Então, eles só visitaram a casa nova rapidamente para conhecer e se foram.

Lá fui eu dar uma aspirada rápida no andar de cima, onde ficam os quartos, afinal já deve ter dado para perceber que sou neurótica com limpeza, e Luiz ia atrás passando um pano para o acabamento. Limpei o banheiro e o resto podia ficar para depois.

Deixo aqui uma dica para quem se muda, separar uma mala com roupa de cama e de banho, além da roupa que vai precisar no dia seguinte. Dessa maneira, você pode fazer o que fizemos no final de um dia duro de mudança: tomar um banho quente, desses de lavar a alma, deitar na sua cama com roupa de cama limpinha e apagar até o sol despontar!

Uma história de amor

Levantei tarde. Decidi que hoje só sairia da cama quando o corpo doesse! É o primeiro dia, depois da mudança de casa, que não tenho um compromisso pela manhã. Aliado à notícia triste de ontem e, por consequência, uma baixa de resistência, uma gripe ou alergia me derrubou. Nada grave ou que uma manhã tranquila e um chá com gengibre não cure.

Ontem faleceu minha sogra e fiquei triste. Achei que aceitaria com mais facilidade, afinal a idade e a experiência têm me adestrado a isso. Mas me custou e ainda nem sei porque me abalou mais do que meu sogro, porque acho que amava os dois igualmente. Talvez porque meu sogro estivesse tão pronto, tão preparado, como simplesmente fosse dar o próximo passo. Então, foi mais natural para mim. Acho que ele teria inclusive dado esse passo antes, se não fosse pela preocupação em deixar minha sogra.

E hoje falo dela, ou pelo menos como interpreto a parte que conheci. Acho que era uma mulher à frente do seu tempo, uma cabeça técnica e científica em um período que esse era um privilégio para os homens. Pois coloquem essa cabeça “masculina” em um corpo ensinado que o certo era casar, ter filhos e viver só para eles. O resultado evidente seria uma pessoa amarga e frustrada, mas não aconteceu assim. Ela era doce, gentil, discreta e carinhosa a seu jeito. E, eu pelo menos, pouquíssimas vezes a escutei reclamar.

Não acho que era o tipo de se queixar e sim de tomar a iniciativa, mesmo que fosse através do meu sogro. Ele tomava à liderança, mas no fundo, fazia o que ela queria. E bom que fosse assim, pois eram mais e melhores dessa maneira.

Se não era adequado para uma mulher ter uma carreira ou se era impossível acompanhar o marido em suas mudanças se tivesse um emprego, novamente deu seu jeito. Virou professora particular de matemática, e ainda que não tenha sido sua aluna, não tenho a menor dúvida que sua inteligência amparada pela sua generosidade a fizeram uma professora genial! Não será à toa que ao Luiz lhe encanta ensinar e nem por acaso que tenha se formado em Matemática (Informática, no seu tempo, era atrelada à Faculdade de Matemática). Afinal, teve desde cedo o exemplo da melhor professora do mundo! Quando me casei com Luiz, ela ainda dava aulas, e mesmo décadas depois, não era incomum encontrar adultos, ex-alunos, pela rua lhe agradecendo com carinho. Coisa que a deixava sempre muito feliz.

O tempo passou rapidamente e talvez também seja por essa consciência que tenha me abalado tanto a notícia. Tenho mil histórias para contar, mas só vou contar mais uma. Com os dois já bastante idosos e meu sogro precisando dos cuidados de enfermeiras por 24h, minha sogra surtou. A carga foi demasiada e precisou ser literalmente internada. Sua saúde era de ferro, mas a cabeça não aceitava e começou a dar sinais visíveis de demência senil. Meu sogro, por sua vez, com a saúde extremamente debilidatada, mas as idéias mais lúcidas que nunca. Fomos ao Brasil para retirá-la da tal clínica e entender o quanto ela estava pronta para voltar para casa, sem significar um risco para ela nem para o meu sogro. Ela estava pronta. Precisava ser medicada, precisava de enfermeiras também, mas começava a aceitar que a realidade era outra, havia se convertido em outra.

Após a sua chegada, discretamente emotiva e pouco conversada entre os dois, afinal, acho que nem sempre a gente precisa de palavras quando se conhece tão bem, sentaram-se à mesa, comeram alguma coisa e foram se deitar, juntinhos e abraçados. Um suspiro de alívio e a respiração sincronizada de siameses.

A imagem dos dois deitados abraçados está entre as mais bonitas na minha memória. Um reencontro repetido sistematicamente por 60 anos. Um contraste entre a falta de privacidade em precisar fazer isso em meio às enfermeiras e nós mesmos, com a bolha de cumplicidade em um mundo paralelo só deles.

Quando meu sogro faleceu, minha sogra murchou. Ela tentou e confesso que, por muitas vezes, a sentia reagindo, melhor, tentando se animar mesmo sem vontade. Mas chegou ao seu limite.

Podemos buscar explicações, motivos ou enumerar os problemas de saúde que foram aparecendo ao longo do último ano. Podemos aceitar que se foi por velhice, por doença, por saudade… por tudo isso junto. Todos são motivos razoáveis e às vezes é uma questão de optar em qual versão preferimos acreditar.

Na minha versão da história e a que vou me lembrar, fico com a que acho mais bonita, prefiro pensar que ela simplesmente morreu de amor.

Tudo certo, nada resolvido!

Basicamente, a história da minha vida. A gente vai tocando o barco por não haver outra alternativa, mas raramente a gente tem a maioria das variáveis razoavelmente controladas, nem digo todas porque nem tenho esperança dessa possibilidade.

Começou com esse mora-não-mora-onde, daí quando se decide que é em Londres mesmo que ficamos, está pensando que está tudo resolvido? Claro que não! Vai buscar outro endereço… encaixar a saída de um endereço com a entrada no outro… esperar o proprietário da casa alugada assinar o contrato depois que a mudança já precisa estar contratada… começar a embalar a mudança sem saber se conseguirá a vaga para o caminhão na frente de casa… e por aí vai! Tudo certo, mas nada resolvido até os 43 minutos do segundo tempo!

Como sempre, todo mundo partindo do princípio que o processo é óbvio e que você tem a obrigação de saber todos os detalhes do trabalho alheio, né?

E isso sem falar que a vida pessoal segue, Luiz não está trabalhando menos e ainda pipocando problemas de saúde com sua mãe no Brasil. Treinamentos sendo marcados no mês que aviso desde o começo do ano que não tenho internet para dar suporte. Meu irmão chegando pelas bandas européias no final do mês e eu me virando para achar um jeito de viajar para encontrá-lo…

Sério, estou estressada! Tem horas que me invoco e distribuo um “par de hostias”, porque modéstia às favas, sou muito legal e flexível, mas às vezes o povo abusa, em qualquer lugar do mundo. Verdade que esse critério tem funcionado bem.

Mas enfim, se todo mundo fizer o que disse que ia fazer (e a gente não teve outra alternativa a não ser acreditar), essa novela se encerra em breve. Hoje é sexta-feira, tenho a maioria das coisas frágeis já embaladas por mim mesma; na segunda-feira vem dois homens aqui em casa embalar o restante e transportam na terça-feira, dia 15 de abril. Uma vez a mudança dentro da próxima casa, fica só o trabalho de arrumar, mas isso não me preocupa, é só trabalho e depende basicamente de mim. O que me enlouquece é depender da resposta dos outros. E, às vezes, para complicar um pouquinho, dependo da resposta alheia por telefone com cada sotaque mais difícil de entender que o outro! Ainda bem que Luiz me ajuda!

Pronto! E agora que desabafei, ficou um pouco melhor! Vou tentar dar uma última corridinha na minha querida academia do parque. Pode ser que uns 10km me acalmem!

Ajudamos a Mariana?

Recebi o pedido abaixo aqui no blog e achei bonitinho.

“Oii, tudo bem? Eu estou procurando pessoas que possam me ajudar a fazer uma homenagem para o meu namorado, quero dizer a ele que o mundo todo sabe que eu amo ele, pois mês que vem fazemos 7 anos de namoro. E então estou pedindo para pessoas que moram fora me ajudarem, tirando uma foto na cidade que estão com um papel escrito: “Rafael, aqui (em tal lugar) todos sabem que a Mari ama você”. É dificil pois não tenho muitos amigos no exterior, então tenho que parecer uma louca e pedir para estranhos, mas espero encontrar pessoas legais e a favor do amor que possam me ajudar! Caso queira ajudar: marib_log@hotmail.com

Não conheço a Mariana pessoalmente, mas trocamos várias mensagens e não custa dar uma força ao amor, né? Assim que, amigos leitores pelo mundo, quem quiser colaborar com ela e sua homenagem romântica para o Rafael, fiquem à vontade!

PS1: Favor, enviar as fotos até dia 13 de abril de 2014!

PS2: Essa é a Mariana, dando o exemplo e divulgando publicamente seu amor!

DSCF3724

PS3: Quem ficar com vergonha ou não quiser aparecer, pode enviar assim:

Mariana
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English version!

Dear friends around the world, let’s help Mariana (Mari) with her love tribute? You just have to write in a paper “Rafael, here at (your city’s name) everyone knows that Mari loves you!”, take a picture in your city and send to her at marib_log@hotmail.com. Good luck to Mari and Rafael!

Original translated message:

“Hi, guys! Next month, my boyfriend and I will complete 7 years together and I am looking for people who can help me to make a tribute for him. I want to tell that everyone around the world knows that I love him. So, I’m asking for people who live outside to help me, taking a picture in the city that they live with this message writen in a poster:

“Rafael, here at (city’s name) everyone knows that Mari loves you!”

It’s hard to reach it because I don’t have many friends abroad, so I look like a crazy person asking that for strangers. Anyway, I hope to meet nice people who believe in love and could help me! If you want to help, please send your picture to marib_log@hotmail.com”

Until April 13th!

Carnaval 2014 em Londres

O carnaval britânico é simplesmente o máximo! A cidade se transforma por uma semana! Ruas decoradas, desfile de blocos, escolas de samba… Portela campeã… até que você acorda e descobre que algo semelhante a isso só nos seus sonhos mesmo!

Queridos e queridas, não há como dourar a pílula nem descrever de uma maneira mais elegante: o carnaval de Londres é uma merda!

Veja bem, no ano passado a gente mal havia chegado ao país, mas nos colamos a um grupo e fomos passar o sábado de carnaval no Guanabara. Que eu saiba, é o maior e mais conhecido bar brasileiro por essas bandas. Para ser sincera, aproveitei bastante, principalmente pela companhia. Meu irmão e minha cunhada também estavam de visita, enfim, foi legal e mantemos até hoje bons amigos que conhecemos nesse dia. Naquela noite, me lembro de pensar que no ano seguinte, teria que dar um jeito de estar em algum grupo de “batuqueiros” e me enturmar melhor para curtir essa época com meu tamborim em punhos.

Pois é, mas a gente ia para Miami, lembra? Então, deixei o plano para lá. Quando descobrimos que não íamos mais, já não dava muito tempo para organizar nada decente! Aliás, nem indecente daria! Afinal, tudo aqui é combinado com meses de antecedência (e sigo sem me adaptar a esse quesito).

Daí pensei em ir ao Guanabara mesmo, como no ano anterior. Comentei com alguns amigos que se animaram, mas nem tanto. Era mais pela completa falta de outra opção.

Muito bem, deixa eu abrir um parênteses, eu simplesmente amo carnaval! Luiz, não dá a menor bola para o evento, assim que desde que nos casamos, essa época é sempre meio nebulosa com alguém fazendo alguma concessão. O que, nesse caso específico, geralmente sou eu, pode acreditar. Raramente, a gente passa um carnaval que se preze!

Em Madri, não era de todo mal, pelo contrário. A gente só tinha um dia de carnaval, o sábado. Mas como já morávamos a algum tempo e tínhamos muitos amigos animados, sempre agitávamos alguma coisa e praticamente todos os carnavais saíamos com os intrumentos batucando pela rua. Eu nem faço mais questão do carnaval inteiro, um sabadozinho me satisfaz, melhor que nada!

Muito bem, na sexta-feira, havia um jantar aqui em casa com o pessoal do trabalho do Luiz. O big boss e o super big boss estavam de visita por Londres. Digamos que era um evento político, mas nem por isso menos agradável. Caprichei no jantar e gostei muito de conhecê-los.

Nem tinha expectativa de fazer nada mais essa noite, mas assim que acabou o jantar e, modéstia às favas, foi um sucesso, lembrei que no Brasil o carnaval estaria bombando e me bateu os cinco minutos que eu precisava, porque eu precisava, ir para um baile de carnaval a-go-ra!

Ainda liguei para um casal de amigos animados para ver se eles também topavam, mas eles já estavam no fim de noite. Lembrem-se que Londres é uma cidade que dorme cedo.

_ Luiz, então, vamos nós dois para o Guanabara! Pelo menos a gente vê se vale à pena voltar lá amanhã ou aborta esse plano de vez!

Pegamos um taxi, com Luiz dizendo que a gente não ia conseguir entrar e blá, blá, blá… claro que vamos conseguir entrar… ligamos para mais um amigo tentando convencê-lo a ir, mas esse sabíamos que era só farra, porque ele detesta o lugar!

Muito bem, entramos e ficamos mais ou menos doze minutos no bar!

Sério! Ok que já era tarde e tal, mas não havia no recinto nada, absolutamente nada que lembrasse remotamente um baile de carnaval! Nem decoração, nem música, nada! Nada de nada! Não vou nem dizer que estava ruim, mas estava igual a qualquer outro club da cidade, o que nesse dia, vamos combinar, não tem nada a ver, né? Principalmente, em um bar brasileiro!

Ainda bem que os amigos não toparam ir para lá conosco! Eles iam querer me matar! Voltei para casa bastante desiludida e me prometendo que no dia seguinte não voltaria nem a pau!

Felizmente, no próprio sábado, uma amiga estava fazendo uma festa de inauguração da sua casa nova e, por ser brasileira, acabou se animando a fazer um tema de carnaval. Foi o que salvou! Não era exatamente um baile, mas juro que estava muito mais divertido do que o tal do Guanabara!

Pois agora, que eu tenha registrado, que se quiser um carnaval razoável daqui para frente, vou ter que tomar a iniciativa e correr atrás com antecedência. Acho que tem muita gente que gosta, topa e colabora, mas falta quem acenda o pavio. Não me incomodo em ter o trabalho de organizar, portanto que nos aguardem no próximo ano. Não sei que raio a gente vai arrumar, mas prometo (ou ameaço) que igual a esse carnaval não será!

Quem sai na chuva…

Já dizia Vicente Matheus, quem sai na chuva é para se queimar, certo?

Então, vamos lá. Logo que mudamos para Londres, optamos por morar em um lugar muito legal e central. Optamos por Maida Vale, em uma zona que eles chamam de “very posh area”. O que seria perfeito… se não fosse estupidamente caro! E, para ser franca, apesar de achar nosso apartamento um charme, nem temos tanto espaço assim.

O plano A era morar aqui por um ano, enquanto conhecíamos Londres melhor e depois disso fazer como os ingleses, sair do centro, ir para zonas periféricas onde você tem muito mais espaço e paga um preço mais razoável. A questão é saber por qual dessas áreas optar. Quais bairros são seguros? Quais são as melhores linhas de metrô para você? Enfim, perguntas difíceis para você responder logo que chega a uma cidade tão grande como Londres.

Logo, achamos que nos mudaríamos para Miami e paramos de pensar nisso.

Quando a mudança deu para trás e a proposta em Londres parecia bem melhor, ou seja, achamos (porque nunca temos certeza) que ficaremos aqui por mais algum tempo, pensamos que talvez fosse um bom momento de voltar ao plano original e buscar novo endereço.

Além do mais, depois de ver tantas casas em Miami, já tinha na minha cabeça essa vontade implantada. Estava muito afim de morar em casa ou, pelo menos, um apartamento que tivesse saída para um jardim, o que aqui é relativamente normal.

Outro fator importante é que você faz um contrato por determinado período, normalmente um ou dois anos. Se sair antes desse tempo, a multa é tão alta que não compensa. Como a gente já havia cumprido mais de um ano no atual endereço e já havia avisado mesmo que iria sair, era a hora certa!

Ok, até aí, tudo bem, mas vai procurar lugar para morar em Londres assim do dia para a noite para você ver o que é bom para tosse! Lá foi Bianquinha pedir referências para deus e o mundo sobre bairros para morar e Luiz também pegou algumas referências com seus amigos no trabalho. Além do que, fiquei vesga de tanto ver imóveis pela internet! Verdade que foi mais fácil agora do que há um ano, pelo menos tínhamos alguma noção de por onde começar. Outra coisa que fizemos em fins de semana era pegar o metrô para algum bairro potencial e andar em volta, ver se gostávamos da área, visitamos imobiliárias, enfim, serviço completo!

Até que conseguimos decidir por determinada zona e focamos esforços, facilita bastante. Nossas preferências eram Harrow-on-the-hill, Northwood e Stanmore. Temos uma amiga que mora em Stanmore que me ajudava a dar dicas se o lugar era bom ou não.

Resumindo a ópera, vimos uma casa em Northwood que me interessou bastante. É longe do centro, zona 6 (para dar uma idéia de distância, o centro é zona 1, hoje moramos na zona 2). Acontece que tem metrô bem próximo e é exatamente a linha que Luiz usa para o trabalho, faz toda a diferença do mundo! Achei o bairro elegante, é considerado muito seguro e de um nível legal. Ali poderemos economizar brincando uns 30% no valor do aluguel e ainda por cima morar em uma casa bem maior.

Na rotina diária, não muda minha vida nem a do Luiz. Nos fins de semana, se quisermos sair à noite no centro de Londres, pode complicar. Acontece que foi aprovado liberarem a circulação do metrô durante toda a madrugada no final de semana, é uma questão de pouco tempo para entrar em vigor. Ou seja, a princípio, parece perfeito!

Fizemos proposta nessa casa e agora esperamos a papelada ser aprovada. Dedos cruzados! Se não for essa, será outra, mas adoraria resolver logo isso, porque o tempo está passando e nosso prazo ficando cada vez mais curto para organizar a mudança. Lembra que ninguém faz nada nessa terra de improviso, né? Tudo é agendado com uma irritante antecedência!

Enfim, mais uma vez, vamos dar uma chance ao caos! É uma dor de cabeça e só de pensar me dá preguiça! Vamos combinar que caminho para meu 38º endereço! Sério, ninguém merece! Por outro lado, é uma casa tão legal, com mais espaço, jardim lindo, um bairro super charmoso…

Como diz uma amiga minha, universo faça sua parte! A nossa, às vezes reclamando um pouquinho, estamos caprichando.