E depois de uma longa pausa…

Saudade de escrever!

Sim, andei sumida! Viajei, voltei, fiquei sem computador, sem tempo, festas de fim de ano etc. Agora o difícil é lembrar de tudo que aconteceu nesse período. Então, vamos pouco a pouco.

Na semana seguinte ao meu aniversário, viajamos para o Rio, para o casamento do meu irmão. Nem me lembro quantas vezes precisamos ir ao Brasil em 2013, mas finalmente, era por uma boa razão e acho que a única viagem planejada do ano. Não perderia por nada!

Um pouco antes do dia da viagem, Luiz me chama para irmos ao nosso Pub local e pelo caminho me solta um: precisamos conversar… Ops! O que mesmo eu fiz de errado que nem lembro? Ferrou! Mas não era discussão da relação, era sobre seu trabalho. Contou que havia recebido um convite da sua empresa para sairmos de Londres, assim, na lata!

Fiquei até tonta! Por essa, realmente não esperava. Tudo ainda muito no ar, mas uma proposta para voltar aos EUA. Viajamos com isso na cabeça, no meio da negociação, digamos assim. E talvez tenha sido um bom momento para viajar ao Rio, pois ajudava a colocar as coisas em perspectiva, além de poder contar pessoalmente aos nossos pais e família muito próxima. Afinal de contas, ainda não dava para comentar com mais ninguém.

O bom de correr é que tudo vira motivação! A corrida é tipo Bombril, tem mil e uma utilidades, principalmente no quesito desabafo! Então, se não podia falar nada, lá ia Bianquinha para academia correr e soltar a franga! E talvez por essa adrenalina adicional, acabei chegando antes aos 10km, minha meta para o fim de 2013. Nem acreditei! Cheguei mortinha da silva, mas evoluindo e, como consequência indireta, entretanto muito bem vinda, continuei emagrecendo. Malhei pesado até o dia da viagem, endorfina na veia e, porque não, a satisfação de ficar bem no vestido.

Chegando ao Rio, a prioridade absoluta era o casório do meu irmão, o que também foi bom para ter outras coisas para pensar. Fomos uma semana antes da data e voltamos no dia posterior ao evento. Era o que dava para Luiz tirar de férias.

Para falar a verdade, essa semana anterior à boda foi uma neura total! Uma série de últimos detalhes para resolver, meu irmão nervoso, todo mundo meio histérico! Para complicar, meu pai passou mal de uma maneira bem complicada, que até hoje não consigo falar direito no assunto. Não me lembro de ter me sentido tão covarde antes. Minha sogra descobriu um quisto maligno no seio, estava razoavelmente tranquila, mas todos sabemos que nunca é tão tranquilo assim. E a gente não queria falar muito a respeito disso na casa dos meus pais para não tirar o foco do casamento. Eu também tinha consulta com mastologista e, dentro desse quadro, não posso dizer que não estivesse meio grilada. E se ainda por cima desse pau para o meu lado também? E justo agora!

Caraca, mas essa não era a viagem legal? Aquela que a gente ia relaxar e aproveitar um festão? Respira fundo, a vida é assim mesmo, depois de tocar o fundo do poço, só dá para ir para cima.

Fiz minha consulta médica e para meu alívio, tudo certo! Nada de novo, meus quistos em tamanhos controláveis, nem precisei tirar nada! O que para mim, veio como um ar fresco. Sigo com saúde, então o resto a gente corre atrás. Aliás, ultimamente, corro literalmente atrás! Daí para frente, acho que as coisas começaram a melhorar.

Quase todos os dias, consegui aproveitar para caminhar na praia com minha mãe e sentir um pouco desse bom astral de cidade litorânea. Teve feriado não-sei-de-que e o Rio estava lotado de gente! Até que divertido! Foi bom também para queimar o musgo da pele e ter uma aparência mais saudável para festa, afinal, queria caprichar!

Conseguimos encontrar com alguns amigos, meio corrido, mas sempre que há uma brecha a gente tenta se administrar.

Muito bem, finalmente, chegou o dia, 23 de novembro! A agitação começou pouco depois do almoço, minha tia chegou de viagem com meus primos e a mulherada já se encontrou no salão de beleza do bairro para começar a se arrumar! Foi uma luta para conseguir encaixar horário para todo mundo, mas deu tudo certo e adoro essa confusão feminina de família se arrumando e dando palpite.

Eu faria minha maquiagem no salão mesmo, mas para ter agenda para elas, resolvi abrir mão do meu horário e fazer só o cabelo. Aliás, diga-se de passagem que para manter os cachos até a hora de sair, voltei para casa com o cabelo todo enrolado em grampos de plástico coloridos, ridícula! Naquele esquema, por favor que absolutamente ninguém conhecido passe pela rua nesse momento e me veja! Se viram, não sei, eu olhei para o chão e caminhei na velocidade da luz!

Bom, fiz alguns testes de maquiagem durante a semana e tinha tudo mais ou menos sob controle… desde que não errasse nada! Assim que confesso que rolou um momento meio tenso quando comecei a me arrumar em casa para sair. Concentração total e absoluta! Nem falem comigo! Principalmente, quanto estiver pintando os olhos!

Mas não vou fazer suspense nem fingir modéstia, foi um daqueles poucos dias que você se olha no espelho e pensa, acertei tudo! Hoje estou podendo! Enfim, estava me sentindo poderosa! Pronto, falei! Ou talvez, apenas estivesse feliz.

Não quer dizer que estivéssemos todos tranquilos, porque estou contando minha parte, mas o resto da casa também estava se arrumando. Minha mãe não estava muito segura com a cor do seu vestido e com medo do sapato machucar. Eu, francamente, achei que ela estava lindíssima! Daí foi ajudar meu pai a se vestir… o smoking estava curto! Putz, agora já era, faz de conta que não notou. A gravata também estava meio pequena, mas ele tinha outras em casa, ufa! Nisso liga meu irmão estressado porque a sua gravata estava grande, se não tinha alguma de elástico lá em casa para trocarem com ele. Respondi que sim, pode deixar que a gente leva e se encontra no carro! Verdade que não tinha nem ideia se tinha mesmo a tal gravata de elástico, falei só para ele ficar tranquilo enquanto procurava alguma em casa! A do Luiz era de elástico, então, troca com meu irmão e pega a do meu pai! Enfim, rolou aquele escravos-de-Jó dos três homens com suas gravatas! E o tempo passando…

Entram todos no carro que meu irmão deixou contratado para a gente e já todo mundo nervoso com a hora, ele lembra que ainda tinha que passar no caixa eletrônico no caminho! Eu tive vontade de me enfiar no banco porque estava vendo a hora do meu pai dar um chilique! Para no caixa eletrônico, pelo menos foi rápido e voa para a casa de festas! Chovendo, trânsito, mas chegamos! Felizmente, antes da noiva, mas já havia vários convidados no local. Eu doida para falar com o pessoal, mas éramos padrinhos e mandaram a gente subir direto e aguardar nossa vez de entrar.Tudo bem, nada grave, chegamos todos lindos e inteiros! A partir de agora, só alegria!

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E assim foi! O casamento foi na Casa Julieta de Serpa e o lugar é realmente um charme. Sei que minha opinião é muito suspeita, mas achei tudo perfeito! Eles optaram por uma cerimônia budista, pois minha cunhada é seguidora. Foi a primeira vez que fui a uma cerimônia assim e gostei muito, acho que tem uma energia bacana.

Eu simplesmente amo casamentos! Amo mesmo, eu vibro e fico feliz da vida! Acho o máximo aquele momento em que noivo e noiva se olham no início da cerimônia, enquanto ela caminha até ele! É um olhar único, cúmplice! Noiva deslumbrante e mais bonita ainda depois do olhar do meu irmão. Ambos estavam realmente felizes e iluminados.

Para mim, depois do meu próprio casamento, esse foi o próximo em importância. Tínhamos a mesma família presente, que a gente acaba só conseguindo juntar inteira ou quase inteira nesses eventos. Sendo que dessa vez, me cabia somente aproveitar, sem a responsabilidade da festa. Meu irmão fez um discurso bonito no final da cerimônia, me surpreendeu pela facilidade e intensidade do que disse. Sempre será meu irmão pequeno, que só eu tenho o direito a criticar, mas ai de quem concorde. Pois ali se mostrou um homem adulto de verdade, em paz e muito bem acompanhado.

Passadas as formalidades, toca aproveitar a festa! E que festão! Nem preciso dizer que me acabei! Só queria conseguir me dividir em várias e aproveitar mais as pessoas que nem sempre consigo encontrar, fofocar mais com as primas e primos, dançar ainda mais, abraçar ainda mais, pagar aqueles micos de fim de festa em que se ama todo mundo! E tentar não pensar em quão improvável será ter essas mesmas pessoas queridas novamente no mesmo espaço, ao mesmo tempo, ao alcance da minha vista. Mas naquele dia eu tive.

Fomos os últimos a deixar a festa, os noivos, Luiz, eu, minha mãe, um primo e um amigo de infância do meu irmão que caiu na besteira de me acompanhar no whisky e mal conseguia se levantar.

Fui a última a me deitar. Tentando proteger a casa com o novo mantra budista aprendido. Não tenho fé para rezar, mas posso expandir minha energia. Pelo menos, naquele dia que estava podendo tanto, por que não? Mal não iria fazer.

Não acordamos tão tarde. Nós voltaríamos à noite para Londres, mas ainda queria fazer um esforço e almoçar com quem estivesse da família. Marcamos com minha prima no restaurante da Casa Daros, mas sem muita certeza de quem conseguiria ir. Meu pai estava no clube, achamos que ele não fosse… os noivos viajariam à noite para a lua-de-mel, não sabíamos se iam aparecer… não tinha certeza do horário do voo da minha tia… Pois vamos ver no que dá! E saiu melhor que a encomenda!

Minha mãe é filha única e meu pai tem só uma irmã. Assim que, de primeiro grau, tenho uma única tia e três primos. Só uma das primas mora no Rio há pouco tempo, os outros todos moram em Minas. Enquanto éramos crianças, a gente sempre se encontrava em férias na casa dos meus avós paternos em Cabo Frio. Meus avós maternos também moravam ali, assim que reunir essa parte da família era algo normal na nossa infância. Até hoje, mesmo quando levamos anos para nos encontrar, não rola aquele silêncio esquisito, porque a intimidade já foi há muito conquistada. Mas paciência, com o tempo, cada um foi fazendo sua vida, as avós e avô faleceram, filhos nasceram, fui morar fora do país, enfim, já não é simples que a gente se encontre. Há alguns anos meu pai não aguenta mais viajar e agora minha tia também terá dificuldade para sair da sua cidade, assim que apesar de não ser impossível, juntar esse grupo, todos ao mesmo tempo, será bastante complicado.

Não nego que bateu um pouco de nostalgia, mas isso também não fez que o astral do almoço baixasse. Pelo contrário, foi mais e mais gente se juntando até quase não caber na mesa, aperta daqui, levanta dali, sai um, volta outro, chega prima do lado da minha mãe, os noivos, a mãe da noiva, meu pai pega um taxi sozinho e aparece no restaurante… E quando nos demos conta, um almoço de família como vários que já foram antes em uma mesa grande armada na garagem da casa da minha avó.

Talvez tenha sido como naqueles filmes de casamento em que tudo acontece, parece que o caos vai se apoderar, todo mundo reclama, todo mundo fala ao mesmo tempo, de repente tudo parece que se resolve e, pelo menos dentro de um momento, somos todos felizes para sempre.

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9 comentários em “E depois de uma longa pausa…”

  1. Obrigada meninas! Já conto um pouco mais sobre a mudança, mas ainda não temos nada certo! Beijos e Feliz 2014 para todos nós 🙂

  2. Querida que loucura!!! Que bom que deu tudo certo, que a festa foi linda e estavam todos felizes!
    Vc tava um espetáculo!!!
    beijocas!

  3. Dessa vez, não deu para encontrar nem um terço da família… estávamos em Gramado, visitando meu pai.
    Mas, que lindo deve ter sido o casamento do seu irmão! Muita felicidade ao casal!
    Beijos

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