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Archive for the ‘Tá na mesa’ Category

A Confraria da Cachaça

Para quem não sabe, sou cachaceira de marca maior.

 

Nunca fui de cerveja, o que no meu tempo morando no Rio, não ajudava muito a minha vida social. Era bastante constrangedor quando o garçon chegava à mesa, contava as pessoas e dizia: “x” chopps! Daí lá ia eu, morrendo de vergonha dizer, não, eu não tomo chopp. E todo mundo me olhava como se eu estivesse dizendo a coisa mais estranha do planeta.

 

Vale ressaltar que nessa época, a oferta de vinhos era ainda bastante ruim. E Whisky não combinava muito com o verão carioca. Não me sobravam muitas alternativas.

 

Paciência!

 

Daí abriram a “Academia da Cachaça” e para mim foi ótimo ter uma opção de lugar onde eu não era um bicho esquisito. Aliás, por curiosidade, o primeiro bar que Luiz me levou quando saímos foi exatamente esse, porque ele também era frequentador.

 

Ou seja, que podemos dizer que a cachaça batizou nosso relacionamento e, de momento, 19 anos depois, não podemos reclamar.

 

Quando saímos do Brasil, dificultou seu consumo. São poucas as cachaças que chegam à Espanha e todas brancas. Temos uma barriquinha de carvalho, o que quebra bastante o galho, envelhecemos nossa própria cachaça. E, lógico, a cada ida de férias, a mala vem cheia.

 

Um dia, Luiz teve a idéia de montar a “Confraria Européia da Cachaça”. Nos juntamos com um amigo brazuca que mora na Suíça e começamos a brincadeira. Não temos fins lucrativos, mas tentamos reunir amigos que apreciem a bebida. E quem sabe, ajudando a difundir seu consumo, direta ou indiretamente a gente consiga incentivar que outras marcas cheguem à Europa.

 

Aqui em Madri, temos um amigo dono de uma coqueteleria que se interessou pelo tema. Também é um apreciador de cachaças. Então, começamos a promover alguns cursos e degustações no seu bar. O que a gente faz é apresentar 5 cachaças para serem degustadas, cada uma harmonizada com a respectiva “tapa”. Aqui chamamos isso de “maridaje”, feito normalmente com vinhos, mas que se encaixa à perfeição com as cachaças. Luiz faz a apresentação de cada bebida e conduz a palestra, e eu faço as comidinhas.

 

Degustamos o seguinte “maridaje”:

 

Começamos por uma cachaça branca. Normalmente, utilizadas para drinks, justamente por serem mais neutras que as envelhecidas. Ainda assim, aportam bastante personalidade. A cachaça ficou internacionalmente conhecida através da “caipirinha”, drink bastante popular no Brasil e cada vez mais pelo mundo. Mas existe uma série de possibilidades de outras combinações e não há limites para a criatividade em novos drinks. E a cachaça branca, também pode ser consumida pura. Aqui encontramos a “Velho Barreiro” e optamos por ela, acompanhada por um caldinho de feijão.

 

Seguimos com a Sanhaçu, envelhecida em Freijó. Madeira nobre que não altera muito as características da bebida (cor, sabor e aroma), sendo muito utilizada para o “descanso/repouso” das bebidas brancas, que adquirem com o freijó maior estabilidade dos seus elementos e compostos. O processo de “repouso” assenta a aspereza natural da bebida e a torna mais gostosa de tomar. Degustamos a Sanhaçu acompanhada de bolinho de tapioca com queijo. Sobre a cachaça, na Zona da Mata pernambucana, esta família trabalha com agricultura orgânica desde 1993, o que propiciou o retorno de animais silvestres como o teju, o coelho do mato e o sanhaçu ou sanhaço, pássaro que dá nome à cachaça. Com notas frutadas, de rapadura e de especiarias, é um pouco ácida na boca, deixando a boca bem enxuta. Por sua adstringência, a gordura do queijo dá o equilíbrio e combina bastante com o toque de rapadura.

 

A terceira foi a Salinas, envelhecida em Bálsamo. Famoso na produção da cachaça de Salinas, o envelhecimento em bálsamo deve ser muito cuidadoso. É de processo mais específico e pode deixar a cachaça com gosto de “madeira de marcenaria”. Já em boas mãos, propicia uma bebida vivamente amarelada, com gosto forte e marcante – muito atraente. Antigamente abundante na região de Salinas, foi usada por esses com maestria. A Salinas é uma cachaça premiada várias vezes, é suave e versátil, pode ser consumida pura ou em drinks. Há uma falsa idéia de que a cachaça só deve acompanhar aperitivos fortes, o que não é verdade. No caso da Salinas, pode perfeitamente se harmonizar, por exemplo, com peixe. Foi degustada com bolinho de bacalhoada.

 

A próxima foi a Magnífica, envelhecida em carvalho. É a madeira mais usada no envelhecimento, junto com o bálsamo, o jequitibá e a amburana. Por ser tão famosa há jeitos e jeitos de envelhecê-la aí: há cachaças mais claras feitas em carvalho, mas também há outras bastante escuras. Sem sombra de dúvida, uma das madeiras mais próprias ao envelhecimento de bebidas alcoólicas, o carvalho proporciona uma melhora na aguardente, encorpando-a e deixando cor e aroma marcantes e característicos. Muitas vezes se empregam tonéis em que já foram usados para envelhecer outras bebidas e, por isso, a cachaça adquirirá um sabor diferente, de acordo com o que tiver sido anteriormente armazenado neles (vinho, whisky, Bourbon etc). Já que muitos produtores utilizavam tonéis que uma vez envelheceram whisky, a cachaça curada nessa madeira é aquela que fica mais parecida com a bebida escocesa – mas com um grande sotaque brasileiro. O “maridaje” da Magnífica foi com bolinho de mandioca com calabresa. É uma cachaça de cor dourada, sabor suave e aroma perfumado. É envelhecida por 2 anos em barris de carvalho. Indicada para ser apreciada pura como aperitivo. A linguiça calabresa, assim como a mandioca estão bastante presentes nos aperitivos de bar no Brasil. Sua combinação harmoniza muito bem com o sabor do carvalho.

 

A quinta cachaça foi a Saliboa, envelhecida em Ipê. Da mesma forma que outras madeiras como o jatobá, o ipé empresta à cachaça um tom e um sabor bastante pessoais. Sua cor chega a um alaranjado escuro, e o sabor fica bastante peculiar e muito atrativo para aqueles de personalidade forte e que buscam prazeres igualmente profundos e marcantes. Foi acompanhada de doce de tapioca com côco. Com uma produção anual de 30 mil litros, é intensa e persistente no aspecto olfativo, com notas de fruta, flor, madeira e especiarias. Na boca, é leve, de acidez equilibrada e macia, destacando a forte presença de canela. Muito boa na harmonia geral. É comum as pessoas degustarem a cachaça com “salgados”, mas também funciona muito bem como digestivo, ao final da refeição com doces (como um “orujo”). A Saliboa poderia ter sido harmonizada perfeitamente com um aperitivo salgado, com os torresmos, por exemplo, mas queríamos mostrar outras possibilidades para a bebida e foi bem recebida assim.

 

Nossa degustação acabaria aí, mas Luiz resolveu adicionar um “bônus” e degustamos também a Ypioca 160, que tem um sabor que lembra razoavelmente a um whisky.

 

Atrevo-me a dizer que foi um êxito total! Fizemos no dia 15 de março, na Belmondo Coqueteleria. O local é pequeno, charmoso e aconchegante. Não cabe muita gente e lotou! Tanto as cachaças quanto as tapas fizeram bastante sucesso e o pessoal pareceu se divertir bastante. Verdade que à medida que o álcool circulava pelo cérebro o grupo ficava mais animado, mas todos saíram bem de lá. Não era nossa intenção embebedar ninguém.

Para mim, também não deixou de ser uma experiência com catering e adorei! Estou pensando seriamente em montar um curso de tapas em casa mesmo, mas já veremos.

 

Enfim, ainda não sabemos quando será a próxima, mas já tem fila de espera. Assim que vamos fazendo nossa parte em converter mais e mais cachaceiros pelo mundo!

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Trata-se de uma receita básica que pode ser aproveitada de três (ou mais) maneiras diferentes: bacalhoada, bolinho de bacalhoada e escondidinho de bacalhoada.

 

Na verdade, se aproxima bastante da tradicional bacalhoada portuguesa, que é a base do prato. O bolinho e o escondidinho são evoluções da mesma receita.

 

Ingredientes para a bacalhoada:

 

– 1 posta de bacalhau fresco ou lombos de bacalhau que cubram o tabuleiro (se não tiver fresco, dessalgar bem)

– 1 Kg de batata cozida

– 1 cebola grande

– 1 pimentão

– 2 tomates pequenos

– 6 dentes de alho

– azeite

– salsa/cebolinha ou coentro (para quem gosta)

– sal

– (pode incluir azeitonas, eu pessoalmente não gosto, mas sei que é um desvio de personalidade que estou tentando corrigir!)

 

Ingredientes adicionais para o bolinho:

 

– 3 a 5 ovos

– 3 colheres de sopa de farinha de trigo

– 1 colher de sopa de fermento em pó

 

Ingredientes adicionais para o escondidinho:

 

– queijo cremoso para cobertura (aproximadamente 250g, pode ser catupiry, requeijão… na Espanha, utilizo o queijo para untar sabor camembert)

– queijo ralado para gratinar (aproximadamente 100g, parmesão, gruyère…)

 

1 – Bacalhoada

 

Untar um tabuleiro com azeite, forrar com a batata cozida em rodelas e fazer camadas com o pimentão, cebola, tomate e alho bem picadinhos. Colocar sal a gosto (cuidado se utilizar bacalhau já salgado) e regar generosamente com azeite. Importante que seja um azeite de excelente qualidade. Misturar.

Temperar o bacalhau com sal (se for fresco) e pimenta branca moída. Colocar o bacalhau por cima de tudo e regar novamente com azeite.

Levar ao forno médio para alto, por cerca de 40 minutos. Mexer na metade do tempo só a parte de baixo, o bacalhau sempre por cima.

 

Servir no próprio tabuleiro que assou.

OBS: Se for parar nessa primeira etapa, a bacalhoada, melhor que a quantidade de bacalhau seja maior. Para o bolinho e o escondidinho, não é necessário.

 

Massa da bacalhoada para o bolinho e o escondidinho

 

Separar as postas de cima da bacalhoada, desfiar (de maneira que dê para sentir os pedaços do bacalhau), tirar as espinhas e reservar.

Todo o restante do tabuleiro (batatas, tomates, cebola, alho, salsinha) é amassado como um purê. Não escorra o azeite, ele vai junto e dá bastante sabor.

Adicionar o bacalhau desfiado à essa massa. Se a massa estiver com pouca liga, pode incluir até umas 3 colheres de farinha de trigo e 1 colher de fermento em pó. Bater 3 a 5 ovos e adicionar.

Lembro que as receitas não são ciências exatas, é importante observar o ponto da massa. As batatas variam de país para país. Precisando de uma consistência mais firme quando pronto, adicionar mais ovos. Fiz essa receita no Brasil com uns 3 ovos, na Espanha, sempre uso uns 5. Mas é importante não exagerar na farinha para não ficar massudo demais.

 

2 – Bolinho

 

Untar com azeite as forminhas, uso normalmente os moldes de silicone. As formas precisam estar bem untadas ou vai agarrar na hora de sair.

Preencher as forminhas com a massa da bacalhoada e levar ao forno médio por uns 20 minutos e alto por mais outros 20 minutos.

 

Desenformar e servir.

Pode ser congelado, mas melhor que sejam esquentados em forno a gás. No microondas vai funcionar também, mas não fica tão crocante.

 

Por que criei essa receita? Acho que a maior vantagem sobre a tradicional receita de bolinho de bacalhau é o fato de não ser frito. Eu pelo menos, muitas vezes desisti de fazer o bolinho de bacalhau pela quantidade de óleo ou azeite utilizada. Além do cheiro de fritura que deixa pela cozinha, ficava com a consciência pesada de jogar fora todo aquele azeite depois. Enfim, melhor para nossa saúde e para a do planeta.

 

Além do mais, é uma maneira de se comer bacalhoada como aperitivo. Faz o maior sucesso nos coquetéis. E como disse anteriormente, pode ser preparado com antecedência e congelado, facilita quando você quer oferecer uma recepção.

3 – Escondidinho de Bacalhoada

 

Untar um tabuleiro grande com azeite, esparramar a massa da bacalhoada cobrindo totalmente o fundo. Cobrir tudo com queijo cremoso (vai cobrindo aos poucos, caso contrário o queijo afunda e você não consegue esparramar), cobrir novamente com o queijo para gratinar e levar ao forno por aproximadamente 30 minutos.

Servir no próprio tabuleiro.

 

Uma alternativa para quem não gosta de queijo é cobrir com ovos batidos. Dá um aspecto de souflê.

 

Também pode ser congelado, mas aconselho a congelar sem o queijo (ou sem os ovos batidos). Deixar para cobrir e gratinar na hora de servir. Assim fica com mais jeito de fresquinho.

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Da última vez que estive no Brasil, provei um manjar dos deuses que é o tal do bolinho de tapioca com queijo coalho. Bom, sou até meio suspeita para opinar, porque amo comida de boteco!

Quando cheguei em Madri, adaptei um pouco o que achei pela internet com o que podia encontrar por essas bandas e deu na receita abaixo, que modéstia às favas, não decepcionou nem um pouco.

Não temos queijo coalho por aqui. Substituí pelo queijo manchego curado. A tapioca a gente só encontra em caixa, mas funciona direitinho para a receita. O único cuidado é deixá-la de molho com antecedência para hidratá-la.

Uma vantagem dessa receita é que não é frita, é assada. Enfim, acho que fica mais leve e sempre que posso assar ao invés de fritar, prefiro. É mais saudável.

– 500g de tapioca granulada

– 500g de queijo manchego (ou algum outro queijo curado) ralado

– 1 xícara de leite quente

– 50g de manteiga

– 3 ovos

– 1 pitada de pimenta do reino branca

– 1 envelope de fermento em pó

– salsinha/cebolinha

– sal a gosto (cuidado porque o queijo já é salgado)

Deixar a tapioca de molho por, no mínimo, 1 hora (espere ela inchar). Eu já deixo ela inchando em uma peneira, dentro de uma vasilha maior cheia de água, porque é mais fácil de escorrer o excesso de líquido depois.

Após a tapioca inchar, escorra e misture todos os ingredientes em um multiprocessador, deixando o sal por último (se você colocar o sal antes, o
fermento não atua bem). Facilita também se diluir a manteiga e o sal no leite quente, nesse caso, toda essa xícara é o que entra por último na mistura.

Untar com manteiga as forminhas (ou uma grande forma, se preferir) e levar ao forno até dourar (aproximadamente, forno em 180º, uns 30 minutos). Nas forminhas dá um pouco mais de trabalho, mas ficam os bolinhos em formato mais adequado ao aperitivo. Em uma forma maior, é mais prático, mas a consistência é bem macia e não fica tão bonito ao servir no prato. Quando fizer em uma forma maior, também pode ser decorado com queijo ralado por cima.

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Queijos

Recebi uma mensagem com o título: Um Tratado sobre Queijos. Não constava o nome do autor, por isso não sei a quem atribuir os créditos. Mas acho que vale o texto, bastante esclarecedor sobre como comprá-los, armazená-los e seus tipos.

Sobre queijos:

Para aproveitar todo o sabor do queijo é importante alguns cuidados na compra, na manipulação e no armazenamento, mas o principal é conhecer cada um deles. E para conhecer é preciso experimentar.

Qualquer que seja o tipo de queijo, a matéria-prima é uma só: o leite (que pode ser de vaca, de ovelha, de cabra e de búfala). Como acontece com os vinhos, as condições climáticas e geológicas têm influência no sabor e no estilo do queijo, já que determinam a forma como o animal é criado e alimentado. Assim, seu leite terá características específicas e irá determinar o sabor final do queijo. A quantidade de gordura do leite, integral, semidesnatado, desnatado ou enriquecido com nata, resulta em diferentes tipos de queijo. Em alguns casos se usa o leite cru, não-pasteurizado (cada vez menos comum), como no caso do queijo Taleggio do norte da Itália, e a mistura de diferentes tipos de leite (de cabra, vaca e ovelha). A quantidade de água que se elimina no processo de produção do queijo determina a maciez, o tipo de casca e o mofo que irá se desenvolver no queijo. A casca é um dos primeiros aspectos a se avaliar em um queijo.

Como comprar:

Em algumas lojas especializadas se pode contar com a ajuda de funcionários com conhecimento, que dão boas sugestões. Mas quando você entra no supermercado e se depara com uma grande quantidade de queijos, a escolha pode ser mais complicada. Em caso de dúvida, procure experimentar o queijo antes de comprá-lo. Como acontece com outros produtos, verifique a data de validade, o aspecto e os cuidados com a temperatura à qual o queijo se encontra (o que pode alterar o processo de maturação).

Como conservar:

Preste atenção na temperatura e verifique sempre se o queijo mantém suas características durante o armazenamento. Os queijos de massa dura devem ser envolvidos individualmente em filme plástico ou papel-alumínio (neste caso, faça alguns furos com um garfo para que o queijo possa respirar) para que não ressequem. Os queijos de massa macia (brie e camembert) devem ser mantidos no próprio papel da embalagem, que já é especial para sua conservação, e guardados na geladeira (assim como os frescos e fundidos). Os que apresentam mofo interno (os azuis) devem ser envolvidos em papel-alumínio. Para conservar queijos duros por pouco tempo, deixe-os em uma queijeira (com base de madeira e tampa de vidro), que não feche hermeticamente, permitindo que os queijos respirem.

Os tipos de queijos:

Os queijos podem ser classificados de acordo com o tipo de leite, a textura, o grau de maturação e a intensidade de seu sabor e aroma. A classificação mais comum é de acordo com a textura (queijos duros e semiduros, macios, frescos etc). A consistência dos chamados queijos duros varia de lisa e fácil de cortar até a áspera e granulada. Alguns deles são: o emmenthal, o gruyère, o grana (parmesão), o provolone, o pecorino, o cheddar e o gouda. Há ainda os queijos macios (brie e camembert), os azuis (roquefort e gorgonzola) e os frescos (queijo de cabra, cream cheese, ricota, cottage, mascarpone e queijo feta).

Queijo gouda

 

É um queijo holandês, de corte, produzido em várias regiões a partir de leite de vaca pasteurizado (o de leite cru ainda existe, mas é menos comum), com formato redondo, pesando de 5 kg a 10 kg. A casca é muito lisa e de cor vermelha. Depois de maturado (após 18 meses) ganha uma consistência um pouco granulosa, a parte interna ganha uma cor amarelo-escuro e seu sabor se torna mais complexo. Em poucos meses de maturação já é firme, de textura lisa e flexível. A parte interna é permeada por pequenos buracos. O sabor do queijo mais jovem é frutado e doce, mas à medida que envelhece o seu sabor e aroma se intensificam. Existem algumas versões de gouda que incluem temperos como alho, cebola ou cominho.

Como usar:

Queijo de mesa, pode ser usado em sanduíches frios e em gratinados.

Queijo gorgonzola

 

Originário do norte da Itália, é produzido com leite de vaca (o tradicional, com leite cru e a versão mais moderna, com leite pasteurizado) e apresenta um alto teor de gordura. Tem forma de um tambor pesando de 6 kg a 12 kg. A textura interna tem veios de mofo que vão do cinza ao azul, obtidos pela presença da penicillium gorgonzola (ou glaucum). Os diferentes métodos de fabricação, o tipo de mofo e a quantidade de sal dão origem a uma variedade de queijos, mas os mais famosos são o gorgonzola doce, suave, e o picante, de sabor mais intenso. Os curados em grutas (na versão mais tradicional) resultam nos melhores gorgonzolas.

Como usar:

Além de ser consumido ao natural, o gorgonzola pode ser usado no preparo de molhos (misturado com creme de leite) para massas, no recheio de tortas ou em pastas para canapês.

Queijo roquefort

 

É produzido com leite de ovelha não-pasteurizado ao qual é adicionado o mofo penicillium roqueforti. A umidade e a quantidade de ar no local de maturação, necessárias para que o mofo se desenvolva no queijo, são rigorosamente controladas. Originário da região de Rouergue, França, tem forma cilíndrica e pesa de 2 kg a 3 kg. A casca é pegajosa de cor marfim bem clara e a textura é macia, com um aroma característico e sabor que pode ser mais ou menos picante de acordo com o grau de maturação.

Como usar:

Queijo de mesa, pode ser servido com pão ou acompanhado de nozes e frutas secas. Fica gostoso em saladas com verduras, como radicchio e endívia.

Queijo emmenthal

 

De origem suíça (há também o alemão e o francês), o queijo emmenthal se caracteriza pelo grande número de buracos (quanto menores e mais redondos, mais forte e picante o queijo). O aroma do queijo jovem, até 3 meses, é suave, ligeiramente adocicado e frutado, com sabor de nozes. Os queijos mais curados, de 4 a 5 meses, são mais fortes e picantes. O emmenthal é fabricado com leite cru de vaca e cada peça tem de 60 kg a 130 kg. A casca natural é fina e dura, com uma cor bege-amarelada. Existem ainda os chamados emmenthal de massa dura, fabricados com leite pasteurizado.

Como usar:

O emmenthal é usado para gratinados (ralado) e no preparo da fondue. Assim como o gruyère, pode entrar na composição da clássica Sopa de Cebola francesa. Experimente incluí-lo no preparo de omeletes ou ralado sobre batatas cozidas, temperadas com ervas e azeite de oliva e levadas ao forno para gratinar. Fica bom, ainda, em sanduíches.

Queijo de cabra

 

Feito com leite cru ou pasteurizado, o queijo de cabra pode ser encontrado em diversas variedades de sabor e formato. Geralmente, são produzidos apenas com leite de cabra, porém pode haver mistura com leite de vaca e de ovelha. A palavra chèvre (cabra em português) estampada na embalagem mostra que o queijo é feito somente com leite de cabra. Se for feito com 50% de leite de cabra e 50% de outro tipo de leite é chamado demi-chèvre. A maioria dos queijos é produzida de maneira artesanal, principalmente na França, onde os queijos caseiros respondem pela maior parte da produção. O queijo de cabra pode ser classificado de acordo com a consistência da massa e o processo de cura, que irão determinar o seu aroma e o seu sabor. Algumas versões desse queijo apresentam ervas e especiarias em sua superfície.

Como usar:

Pode ser consumido ao natural, mas fica ótimo amassado com um garfo e temperado com azeite de oliva e ervas frescas (salsinha, cebolinha e até hortelã) ou com especiarias (experimente com pimenta-do-reino moída, pimenta rosa ou curry). Pode ser servido como aperitivo, em saladas, sanduíches ou entrar no preparo de massas e recheios.

Queijo mussarela

 

Feita com leite de vaca, é comercializada sem curar. Tem sabor mais acentuado e menos delicado do que a mussarela de búfala, sendo também menos macia.

Como usar:

A mussarela é usada em pizzas, sanduíches e para gratinar.

Mussarela de Búfala

 

Como o nome diz, é feita com leite de búfala e tem vários tamanhos e formatos. É comum ser vendida mergulhada no soro, quando apresenta textura elástica e é bem mais macia, mas pode ser encontrada de outras maneiras. Por tratar-se de um queijo fresco deve ser consumido em poucos dias. Quando a mussarela de búfala é defumada recebe o nome de mussarela affumicata (em italiano).

Como usar:

Devido ao elevado teor de água, a mussarela absorve facilmente os sabores de outros ingredientes e temperos. Sua textura macia rende pratos interessantes. Pode ser temperada com ervas e azeite de oliva e servida com pão, em saladas (como na clássica Caprese), em pizzas e para gratinar.

Queijo gruyère

 

Também de origem suíça (copiado em todo o mundo), o queijo gruyère é menor que o emmenthal e os buracos são pequenos e em menor quantidade. Seu sabor é mais forte do que o emmenthal e sua textura mais cremosa. É fabricado com leite cru de vaca e cada peça tem de 20 kg a 45 kg. A casca natural é dura, seca e de cor castanho-ferrugem. A textura do queijo é ligeiramente granulosa, densa e compacta (ao mesmo tempo é flexível). Esta densidade é a responsável pela sua excelente capacidade de derreter ao gratinar. Este queijo apresenta um sabor bem complexo: no primeiro momento, frutado, mas em seguida percebe-se um sabor de nozes. O queijo gruyère tem coloração amarela, um pouco mais escura que a do emmenthal.

Como usar:

Ótimo para gratinar, ralar e no preparo da fondue. Experimente incluí-lo em sanduíches quentes (misto ou bauru), em legumes gratinados, em sopas (como na Sopa de Cebola) e molhos à base de queijo. Experimente preparar filé de frango recheado com fatias de gruyère e presunto, depois empanado e frito.

Queijo grana

 

Grana é o nome genérico dos queijos duros e granulosos que tiveram origem no Vale do Rio Pó, na época do Império Romano. Trata-se de um queijo frutado, de sabor excelente e que deve ser maturado por pelo menos 12 meses. Os granas mais famosos (protegidos pela DO – denominação de origem) são o Grana Padano e o Parmiggiano Reggiano. Tanto um como outro são conhecidos no Brasil como parmesão.

Grana Padano

 

Proveniente de Piemonte, Lombardia, Emilia Romagna, Veneto e Trentino, o grana padano é um queijo duro, elaborado com leite cru de vaca e tem a forma de um tambor pesando de 24 kg a 40 kg. Apresenta uma casca muito dura, de cor amarelo forte, de textura lisa, grossa e, normalmente, oleosa.O grana padano deve ter um gosto fresco frutado e doce (lembrando abacaxi). Um verdadeiro grana padano e em boas condições de armazenamento deve ter um gosto suave e jamais ser amargo. A parte interna do queijo deve ter uma cor amarelo-claro e de textura dura. Armazenado em condições.

Queijo pecorino

 

Pecorino é o nome genérico que se dá aos queijos feitos exclusivamente com queijo de ovelha. De origem italiana, tem características específicas dependendo da região e da forma como é produzido (os diferentes tamanhos dos grânulos, o tempo de maturação, o tipo de leite empregado e as misturas de leite). Trata-se de um queijo com boa capacidade de conservação. Há o pecorino fresco, o semicurado, o doce e o pepato (com adicão de pimenta). À medida que o queijo fica mais curado, é usado para ralar. As variações mais famosas são o Pecorino Romano, o Sardo e o Toscano.

Pecorino Romano

 

Da região de Lazio e Sardenha, trata-se de um queijo duro produzido com leite cru de ovelha, tem a forma de um tambor pesando de 22 kg a 33 kg. A casca é dura e lisa e tem uma cor que varia com a idade do queijo, começando pelo palha, passando pelo amarelo-claro até o castanho-escuro. A textura do queijo é granulosa. Demora de 8 a 10 meses para maturar, período que desenvolve seu sabor: salgado e picante, que se torna cada vez mais robusto à medida que se torna mais maduro.

Pecorino Sardo

 

Da região da Sardenha, é feito com leite cru de ovelha. Menor que o romano, tem forma cilíndrica e pesa de 1 kg a 4 kg. A casca é dura e lisa e sua cor varia com a idade, começando pelo palha até o castanho-avermelhado-escuro. A textura é granulosa e o sabor é de nozes e ervas. Há dois tipos de pecorino sardo, o doce (maturado de 20 a 60 dias, pesa de 1 kg a 2 kg e tem a massa branca e firme), com sabor delicado e não picante, e o maduro (maturado por até 1 ano), que é mais duro, seco e com textura bem granulosa. Seu sabor é salgado e picante.

Pecorino Toscano

 

Da região da Toscana, trata-se de um queijo duro produzido com leite cru de ovelha, tem forma cilíndrica e pesa de 1 kg a 3 kg. A casca varia do palha até o castanho, podendo chegar ao preto (pecorino toscano crosta nero). Entre os pecorinos é o menor e o que tem maturação mais rápida. Quando jovem, o pecorino toscano é frutado, aromático, com textura flexível e sabor de nozes e caramelo.

Como usar:

Ralado e servido em massas ou risotos, no preparo de molhos e em saladas (ralado na parte mais grossa do ralador). Na cozinha siciliana é usado no preparo das clássicas e deliciosas sardinhas frescas recheadas com uma pasta de alho e pecorino e marinadas em louro.

 

Queijo edam

 

Trata-se de um queijo de massa semidura, holandês, produzido em várias regiões a partir de leite de vaca gordo ou semidesnatado, com formato esférico (prensado na forma de uma bola) e peso médio de 1,5 kg. A casca é pouco percebida, coberta com uma cera vermelha. O ideal é consumir o edam jovem quando sua textura é ainda flexível (evite os queijos borrachudos). O sabor adocicado e suave lembra nozes. O edam revestido com cera preta significa que foi maturado por pelo menos 17 semanas. Há também os maturados por 10 meses, deixando o queijo com sabor mais forte e indicado para a culinária.

Como usar:

Queijo de mesa, pode acompanhar refeições rápidas, ser usado em sanduíches e para gratinar.

Queijo provolone

 

Fabricado com leite de vaca, é feito com massa cozida e amassada (formaggi a pasta filata, como é denominado na Itália). Originário da região da Lombardia, tem diversos formatos e o peso varia de 200 g a 5 kg. A casca é dura e fina, de cor amarela-dourada e brilhante. Em alguns casos pode ser encerada. O provolone de 2 a 3 meses é flexível e apresenta uma textura aveludada. É conhecido como provolone doce ou suave. No provolone picante se emprega o coalho de cabrito, que acelera a maturação e deixa seu sabor mais forte. Há ainda o provolone envelhecido de 6 meses a 12 anos, que apresenta uma casca bem mais dura e sabor mais forte e condimentado.

Como usar:

Para gratinar, na fondue e em petiscos (ou no tradicional à milanesa). O provolone envelhecido é ótimo para ralar e acompanhar massas.

Queijo asiago

 

Queijo italiano produzido a partir de leite cru de vaca, tem formato cilíndrico, pesando de 8 kg a 20 kg. A casca é lisa, acetinada e com uma linda cor amarela quando o queijo é jovem. À medida que envelhece ganha a cor amarelo-torrado. Existem dois tipos de queijo asiago: o Pressato, que é elaborado com leite integral e curado por 20 a 30 dias, tem cor amarelo-claro, textura elástica e seu sabor e fragrância são doces e delicados. E o Asiago d’Allevo, um queijo maturado e o preferido pelos apreciadores de asiago. Elaborado com leite desnatado, o longo processo de maturação (12 meses) resulta em um queijo frutado, levemente picante, de textura granulosa e compacta. No seu interior encontram-se pequenos buracos. Depois de maturado por 2 anos, se torna quebradiço.

Como usar:

Quando jovem é usado como queijo de mesa. Maturado, pode ser ralado para servir sobre massas, risotos ou em gratinados e saladas. Pode ser usado em sanduíches.

Queijo-de-minas

 

É o queijo mais consumido em nosso país, seja pela facilidade em produzi-lo, seja pela vasta distribuição no mercado, sem falar no seu sabor que agrada ao paladar dos brasileiros. As variedades de queijo das diferentes regiões queijeiras de Minas Gerais distinguem-se umas das outras. O leite é diferente em razão do clima, do solo, da raça e da alimentação das vacas que dá a identidade para cada queijo.

Queijo frescal

 

É o mais conhecido e consumido, principalmente por pessoas que querem perder ou manter o peso. É consumido puro, em sanduíches e com doces, como a clássica combinação com goiabada (Romeu e Julieta). Trata-se de um queijo delicado, de massa crua e que deve ser consumido até 10 dias depois de fabricado, já que sua produção envolve muita manipulação e tem elevado teor de umidade. Fabricado no sul de Minas e na Zona da Mata mineira.

Queijo-de-minas do tipo padrão

 

É firme com casca amarelada, massa interna branco-creme, buracos irregulares, sabor pronunciado e levemente ácido. Pode ser guardado sem perder as características por até 90 dias, desde que mantido sob refrigeração. Retire da geladeira de 15 a 20 minutos antes de servir para que o queijo recupere a consistência e sabor originais.

Queijo meia-cura

 

Também chamado de semicurado, é um queijo com características entre o queijo-de-minas padrão e o queijo prato. Seu tempo de cura é maior do que o minas padrão e varia de acordo com o fabricante. Sua massa é macia, amarelada e contém maior teor de gordura.

Queijo brie

 

Originário de Ile-de-France é elaborado com leite cru de vaca. As duas principais variedades, ambas com denominação de origem, são o brie de Meaux e o brie de Melun. O primeiro tem textura macia, mas firme (sem derreter) e tem aroma e sabor de cogumelos. Quando está bem curado, tem sabor forte, mas não picante. O brie de Melum tem sabor mais pronunciado e é um pouco mais salgado. Quando curado, sua textura quase derrete, o aroma é penetrante e o sabor, forte.

Como usar:

Somente como queijo de mesa. Sirva acompanhado de pães diversos, incluindo o sueco.

Queijo ricota

 

De origem italiana, a ricota é produzida a partir do soro de leite de vaca (bem poucas são elaboradas com soro de leite de ovelha). Quando se faz o queijo, o leite deve ser antes coagulado, separando a parte sólida (massa para fazer queijo) da líquida (soro). Nessa separação, a parte líquida ainda contém um pouco de sólido, que pode ser recuperado. Para isso, ferve-se o soro e a parte sólida (pequenos pedaços brancos) vem à superfície. Em seguida, essa mistura é coada, resultando num produto mole, esbranquiçado, que nada mais é do que a ricota. Uma ricota de boa qualidade deve ser firme, mas jamais sólida, e não deve esfarelar (a verdadeira ricota derrete na boca). Pedaços grosseiros de coágulos resultam num produto de qualidade inferior. Evite as ricotas de textura granulosa e arenosa e as que apresentam umidade excessiva. Existe ainda a ricota defumada, usada para ralar.

Como usar:

De sabor bem suave, a ricota pode entrar na composição de recheios de massas e pastéis, na elaboração de sobremesas e para fazer pastas para canapês.

Queijo camembert

 

Originário da região da Normandia, é produzido com leite cru de vaca. Em outras regiões pode ser feito também com leite pasteurizado. O formato é arredondado e pode pesar até 250 g. A casca apresenta uma crosta branca de bolor, que deve ser fina. À medida que o queijo matura, a casca ganha pigmentos coloridos (vermelhos, caramelo e amarelos) e o sabor e o aroma se intensificam. Tem textura macia muito agradável, aroma e sabor delicados e característicos. O original da Normandia apresenta sabor mais picante.

Como usar:

Somente como queijo de mesa. Sirva com pães diversos.

Queijo caciocavallo

 

Feito com leite cru de vaca, tem formato de cabaça, onde a parte mais estreita é usada para amarrar um barbante para pendurar o queijo. Pesa de 2 kg a 3 kg e tem elevado teor de gordura. A casca é lisa e oleosa. Aos 3 meses, tem sabor levemente doce e textura mais flexível, mas pode ser maturado por até 2 anos, quando pode ser ralado. O interior é amarelo-brilhante, a textura é fechada e o aroma, intenso.

Como usar:

Queijo de mesa, pode ser usado em sanduíches (frios ou quentes) e em gratinados.

Queijo cottage

 

De origem norte-americana, é elaborado com leite de vaca e apresenta massa ácida, de cor branca, sem forma e de textura cremosa e grumosa. Tem, no máximo, 15% de gordura, sendo ideal para quem faz dietas de controle de peso. Há marcas que possuem 5% de gordura (o menor teor entre os queijos).

Como usar:

Para acompanhar o pão, substituindo a manteiga, em saladas e para preparações mais leves e com menos gordura.

Cream cheese

 

De origem norte-americana, é feito com leite de vaca. O sabor é suave, tem textura cremosa e levemente aveludada e um gosto fresco, ligeiramente ácido. As versões feitas com leite integral têm uma riqueza de sabor conferido pela gordura da nata. Já as versões desnatadas têm uma textura um pouco granulosa, devido à adição de leite em pó.

Como usar:

Para servir com pão ou com torradas em substituição à manteiga, temperado com ervas e servido como patê, para fazer molhos cremosos, para rechear panquecas ou em sobremesas, como o cheesecake.

Queijo Feta

 

De origem grega, é tradicionalmente feito apenas de leite cru de ovelha (mas pode ser feito de leite de cabra ou uma mistura dos dois). Nas versões industrializadas, se utiliza o leite de vaca pasteurizado. Apresenta textura firme, macia e esfarelada e sabor acentuado.

Como usar

Acompanhado de pão, em saladas e em recheios.

Queijo parmiggiano

 

Originário de Modena, Parma, Reggio Emilia, zonas de Bolonha e Mântua, é um queijo duro, elaborado com leite cru de vaca e tem a forma de um tambor pesando de 24 kg a 40 kg. O controle de qualidade é tão grande, que as vacas que produzem o leite para a sua produção só podem alimentar-se de grama fresca, feno ou alfafa. Dessa maneira, garante-se um queijo de excelente qualidade. Apresenta uma casca muito dura, grossa, brilhante e tem uma cor que vai do amarelo ao alaranjado. O parmiggiano reggiano tem um aroma doce e frutado (lembrando abacaxi). Tem um sabor forte, robusto, encorpado e rico, mas jamais demasiadamente forte. Pode ser guardado durante meses e meses na geladeira.

Como usar:

Queijo de mesa, servido em lascas como entrada. Ralado ou em lascas, entra em molhos, massas, risotos, sopas e saladas. Poder ser ralado e guardado no congelador (é melhor do que comprar o queijo ralado industrializado, que nem sempre tem um sabor agradável).

Mascarpone

 

De origem italiana, é cremoso, apresenta textura macia e homogênea e contém alto teor de gordura. Apesar de suas características, o mascarpone não pode ser, tecnicamente, definido como um queijo (está mais próximo de um creme). É obtido a partir da nata (que é aquecida), à qual se adiciona ácido cítrico ou tartárico, que provoca a coagulação, dando origem ao mascarpone.

Como usar:

Em sobremesas (como no clássico tiramisù), pratos cremosos, recheios e molhos. Pode ser substituído por uma mistura de ricota e creme de leite, embora o resultado não seja o mesmo.

Queijos e vinhos sem conflito

 

Apesar de ser esse um hábito antigo, a mistura não é tão simples quanto parece. O vinho errado pode matar o sabor do queijo. O contrário também é verdadeiro. Veja algumas sugestões de harmonização:

Queijos frescos

 

Muito apreciados pelo paladar nacional, os queijos frescos são ideais para iniciar uma reunião e pedem vinhos brancos frescos, secos, com boa acidez e aromáticos, como o Gewürztraminer, Riesling, Moscatel e Malvasia.  A maioria dos queijos cremosos de leite de cabra também casam perfeitamente com esses vinhos.

Queijos macios

 

Tanto o brie quanto o camembert combinam com vinhos brancos estruturados, como um Chardonnay que tenha permanecido em barrica de madeira por algum tempo. Um Sancerre é outra alternativa de primeira. Tintos leves, pouco tânicos, como os do Vale do Ródano, os conhecidos Côtes du Rhône, ou um cru Beaujolais, são outros exemplos de boa companhia. Na Normandia, região de origem do camembert, acompanha-se esse queijo com goles de calvados, destilado feito de maçã, assim como a sidra, o fermentado da mesma fruta. Um camembert maduro e de boa procedência não fará feio se for saboreado com um champanhe.

Queijos azuis

 

O sabor complexo e picante do roquefort combina com um Sauternes, vinho francês de sobremesa de alta concentração de açúcar. Com um Tokaji húngaro, o resultado também será agradável. No caso do italiano gorgonzola, a combinação clássica é um tinto leve como um Valpolicella nobre, um Barbera ou Bardolino. Arrisque também com um Passito di Pantelleria, o vinho licoroso da Sicília. Você verá que não fica nada mal. Outra possibilidade é abrir um Moscatel português.

Queijos semiduros

 

Queijos como o emmenthal, o gruyère e o queijo-de-minas curado e semicurado ficam bem com tintos leves, no máximo de médio corpo, como um Côtes du Rhône, um Pinot Noir ou um Beaujolais (feito com a uva Gamay, já há versões brasileiras), todos poucos tânicos. Também vão bem com alguns italianos mais leves como o Barbera e o Dolcetto. Podem ser bons parceiros brancos secos como os Chardonnays estruturados que permaneceram em barricas de carvalho. Os holandeses gouda e edam e o italiano asiago têm sabor mais pronunciado e pedem vinhos potentes, como os da uva Shiraz – não a casta original francesa Syrah, mas sua variação espalhada pelo Novo Mundo (Austrália, África do Sul, Argentina). Também formam ótima parceria com um Rioja Reserva, um Cabernet Sauvignon proveniente do Chile ou mesmo um Tannat uruguaio. O provolone pode ser associado com um Chianti Clássico, tinto da Toscana, ou um outro tinto de médio corpo. A mussarela funciona bem com um tinto leve ou de médio corpo.

Queijos duros

 

Em geral, esses queijos são reservados para a seqüência final, uma vez que com sabor demasiadamente marcante, acabam ofuscando os demais. As virtudes de um parmiggiano reggiano ou de um grana padano são ressaltadas com tintos potentes como um Cabernet Sauvignon Reserva chileno, um Amarone della Valpolicella ou um Zinfandel californiano encorpado. O pecorino vai bem com vinhos de médio corpo. Vale provar com um Malbec argentino, por exemplo. O Malbec traz uma doçura que produz um interessante contraste com esse queijo.

Uma opção interessante é contrariar a regra clássica de aproximar queijos duros e salgados de vinhos encorpados. Experimente prová-los com vinhos generosos, como um Porto ou Madeira. A mesma sugestão se aplica ao provolone. A bebida licorosa rompe com o gosto de defumado desse queijo.

Como harmonizar uma tábua de queijos:

Houve uma época em que os queijos eram servidos no lugar da sobremesa nos países europeus. Até hoje, os queijos costumam ser servidos para finalizar a refeição (antes ou depois da sobremesa) em países como França, Grã-Bretanha e Itália. Saiba como escolher os queijos e acompanhamentos para compor uma tábua de queijos, seja para terminar uma refeição ou para servir como aperitivo.

Como escolher os queijos:

O primeiro passo é escolher as categorias de queijo de sua preferência. Não é necessário ter queijos de todas as categorias, mas é interessante incluir queijos de diferentes texturas e sabores, dos suaves aos mais fortes (inclua pelo menos um de leite de cabra ou de ovelha). É importante também ter uma variedade de cores e formatos (evite servir todos no mesmo formato). Se possível, use facas próprias para queijos e jamais espete-os com um garfo no momento de cortar.

Para acompanhar:

Os bons queijos deveriam ser degustados ao natural, sem nenhum acompanhamento. Portanto, ao escolher itens para acompanhar uma tábua de queijos tenha em mente que o sabor deve ser sutil e não pode mascarar o ingrediente principal. Veja algumas sugestões:

Pães frescos, de casca crocante e sabor neutro, para não “brigar” com o queijo. Nada de pães com frutas secas, nozes, tomate ou azeitona.

Frutas da época também podem ser incluídas. Mas evite as de sabor mais ácido (limão, abacaxi, kiwi) e as muito doces. As mais indicadas são maçã, pêra, uva e figo.

Frutas secas, como uva passa, damasco, ameixa e figo, combinam muito bem com queijo, principalmente os duros, como o parmesão e o pecorino.

As frutas oleaginosas, como noz, castanha de caju, castanha-do-pará, amêndoa e avelã, também são bons acompanhamentos.

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Vou logo avisando, acho um saco seguir receitas! Ou melhor dizendo, não gosto de seguir à risca, sempre é bom um pouco de liberdade para criar.

Além do mais, tem uma coisa que a gente aprende, receitas são pontos de referência, feitas para funcionar (quase) perfeitamente em situações normais de temperatura e pressão. Mas elas nunca consideram que o telefone toca… que o filho chora… que as potências dos fornos são diferentes… que um ingrediente mais ou menos fresco cozinha em outro tempo… que frutas e verduras não tem o mesmo tamanho sempre… enfim, acho que mais importante do que saber seguir uma receita nova, é se preparar para improvisar um pouco e saber corrigir, se for necessário.

Dito isso, segue a “receita” da Tarte Tatin que fiz hoje:

–         13 maçãs

–         +/- 300 g de açúcar

–         +/- 200 g de manteiga

–         cardamomo

–         gengibre em pó

–         noz moscada

–         pimenta do reino

–         massa quebrada, pode comprar pronta (usei a massa folhada, que era a que tinha em casa e funcionou também)

A idéia de incluir o cardamomo, aprendi em Cuq Toulza, onde fiz um curso de culinária por um dia. Já contei por aqui em alguma crônica passada. Muito bem, mas queria que ela ficasse um pouco mais “spicy” e resolvi incluir algumas pitadas de gengibre em pó, noz moscada e pimenta do reino, para ver o que dava. Na prática, não altera a maneira de fazer, ou seja, pode eliminar ou substituir por canela, cravo ou alguma outra especiaria que lhe convenha.

Muito bem, deixei minhas maçãs lindas lavadinhas dentro da forma nova que acabei de comprar em Paris e estava doida para testar. Mas acabei demorando um par de dias para fazer, por estar ocupada com outras coisas. Não me dei conta que Luiz, cada vez que passava pela cozinha, achava as maçãs tão bonitas que comia uma.

No dia de fazer a torta, lá fui eu procurar a receita que aprendi em Cuq Toulza, mas não achei. Ah, quer saber, vou meio no olho. Ainda vou fotografar passo a passo, porque se ficar legal, posto no blog.

Bom, começando nossa receita, cobrir o fundo da forma com o açúcar, a manteiga e as especiarias. Descascar as maçãs, dividir ao meio e começar a arrumar na forma. Melhor não demorar muito, porque as maçãs começam a escurecer. Não entre em pânico, se escurecer um pouco não tem problema, porque elas vão caramelizar. Só não deixar as pobrezinhas lá largadas até ficarem pretas, ok?

 

Quando a forma estiver quase toda preenchida, descobrir que seu marido comeu as maçãs que faltavam para completar a torta!

Comunicar esse fato tranquilamente para ele e, enquanto seu marido corre esbaforido para comprar mais maçãs na mercearia da rua, afinal de contas você iria matá-lo por deixar sua torta banguela, você pode aproveitar o tempo e colocar a forma em fogo baixinho.

 

A manteiga e o açúcar vão começar a derreter no fundo e formar um caramelo. A própria maçã solta um pouco de caldo e vai temperando essa mistura.

Seu marido volta para casa em 35 segundos, meio pálido, com uma dúzia de maçãs fresquinhas. Você usa as duas que te faltavam para completar a forma. E todos em casa respiram aliviados.

 

Cozinhar em fogo baixo por uns 30 minutos, não precisa mexer.

Descobrir que as maçãs, quando cozinham, diminuem de tamanho e começam a boiar na forma. Descascar outra maçã bem rápido e completar o buraco!

Após esses 30 minutos, virar as maçãs, para elas caramelizarem do outro lado também.

 

Deixar, pelo menos, mais 30 minutos do outro lado. Nesse período, descobrir que a marca das maçãs que seu marido trouxe é diferente. Mais macias, elas começam a derreter no meio da forma.

Desligar o fogo antes das maçãs estarem caramelizadas decentemente, com medo delas derreterem.

Cobrir o fundo da torta com a massa folhada esticadinha. Fazer um buraquinho no meio (não sei muito bem porque, mas vi o chef fazendo e achei que deveria repetir).

Levar a torta ao forno pré-aquecido, a uns 180 graus. Ficar de olho para ver se a massa não queima e cozinha direito. Leva uns 15 minutos, mas depende do forno, melhor realmente ficar tomando conta.

 

Retirar a torta e deixar esfriar um pouco. Não pode deixar esfriar totalmente, ou o caramelo pode grudar na forma.

 

Virar a forma em um prato.

Comemorar porque sua torta virou inteirinha! Se alguma maçã sair do lugar, sempre dá para arrumar na mão mesmo!

Descobrir que não caramelizou o suficiente e seu prato é raso demais, ou seja, toda a calda se espalha por seu balcão da cozinha.

Manter a calma e secar toda aquela meleira. Não se dê por vencida! Quase tudo na vida tem solução!

Na mesma forma, refazer um pouco de calda de caramelo (açúcar, manteiga, calda líquida que estiver escorrendo da sua tarte tatin, um pouco mais de cardamomo ou a especiaria que usar). Quando a calda estiver na cor e espessura desejadas, escorrer por cima da sua torta e fazer de conta que tudo deu certo desde o primeiro momento.

 

Provar, descobrir que ficou uma delícia e valeu o perrengue!

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Bolo de caneca

Essas são daquelas receitas que a gente recebe por internet e, para ser sincera, não conheço a fonte original, único motivo pelo qual não atribuo os merecidos créditos.

De qualquer maneira, acho que compensa repassar, pois são fáceis e rápidas.

BOLO NA CANECA E NO MICROONDAS 

Você bate os ingredientes na própria caneca com um garfo e põe no micro-ondas por 3 minutos. A massa crua é mais mole que a de um bolo normal mas é assim mesmo. Não aumente a farinha ou terá um bolo duro.
 
Bolo de caneca
Você prepara na própria caneca que irá consumir e em apenas 3 minutos no micro-ondas.

Ingredientes:
– 1 ovo pequeno
– 4 colheres (sopa) de leite
– 3 colheres (sopa) de óleo
– 2 colheres (sopa) rasas de chocolate em pó
– 4 colheres (sopa) rasas de açúcar
– 4 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo
– 1 colher (café) rasa de fermento em pó
Modo de Preparo: Coloque o ovo na caneca e bata bem com um garfo.
– Acrescente o óleo, o açúcar, o leite, o chocolate e bata mais.
– Acrescente a farinha e o fermento e mexa delicadamente até encorpar.
– Leve por 3 minutos no microondas na potência máxima.
 
Dicas: A caneca deve ter capacidade de 300 ml.
– A medida de colher é sempre rasa.
– Você pode servir este bolo com coberturas, caldas, castanhas e sorvete. E pode comer quente.
 
 BOLO DE CHOCOLATE NA CANECA
(Rende 2 porções)

– 2 canecas com capacidade de 150 ml
– 1 gema
– 6 colheres (sopa) de leite condensado
– 1 colher (sopa) de manteiga 
– 1 colher (sopa) de leite
– 2 colheres (sopa) de chocolate em pó
– 5 colheres (sopa) de farinha de trigo peneirada
– 1 colher (café) de fermento químico
– 1 clara batida em neve

Cobertura: Leite condensado misturado com chocolate em pó a gosto
Em uma tigela ponha a gema, o leite condensado, a manteiga, o leite e o chocolate em pó. Bata com batedor de arame vigorosamente por três minutos. Acrescente a farinha de trigo e o fermento, e misture bem. Junte a clara em neve e incorpore à mistura, mexendo com delicadeza. Distribua nas canecas e asse por 25 minutos, a 180 graus em forno preaquecido. Se preferir, asse-o em forno micro-ondas. Nesse caso, apenas 3 minutos em potência máxima bastam. Retire do forno e, enquanto ainda estiver quente, faça alguns furos com um palito e despeje o leite condensado misturado com o chocolate. Decore como quiser.
 

BOLO DE LARANJA NA CANECA
(Rende 1 porção)
 
– 1 ovo
– 3 colheres (sopa) de óleo
– 4 colheres (sopa) rasas de açúcar
– 4 colheres (sopa) de suco de laranja
– 5 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo
– 1 colher (café) de fermento químico

Cobertura
– 2 colheres (sopa) açúcar de confeiteiro
– 3 colheres (chá) de suco de laranja
Coloque o ovo na caneca e bata com o garfo. Adicione o óleo, o açúcar e o suco de laranja e misture. Agregue a farinha, o fermento e misture até uniformizar. Leve por três minutos ao micro-ondas em potência máxima. 
Modo de fazer : Junte tudo e cubra o bolo.
Dica: Vale trocar o suco de laranja pelo de limão. Mas, para essa substituição, em vez de 4 colheres (sopa) do sumo da laranja, use 2 colheres (sopa) do limão, pois o sabor é mais acentuado.
 

BOLO DE LEITE DE CÔCO NA CANECA
(Rende 1 porção)
 
– 1 ovo
– 2 colheres (sopa) de leite de coco
– 2 colheres (sopa) de leite
– 3 colheres (sopa) de óleo
– 4 colheres (sopa) rasas de açúcar
– 5 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo
– 1 colher (sopa) rasa de coco ralado
– 1 colher (café) de fermento químico

Cobertura
– 2 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro
– 3 colheres (chá) de leite de côco
– Côco ralado
Despeje o ovo inteiro na caneca e bata. Em seguida, junte o óleo, o açúcar, o leite de coco e misture bem. Acrescente a farinha, o fermento e mexa até a massa ficar uniforme. Leve por três minutos ao microondas na potência máxima. Cubra o bolo e polvilhe coco ralado.
Dica: Depois de preparar a massa, passe manteiga e polvilhe farinha em outra caneca e despeje a massa. Assim, o doce não gruda e não quebra ao desenformar.
 

BOLO DE FUBÁ COM GOIABADA NA CANECA
(Rende 1 porção)
 
– 1 ovo
– 3 colheres (sopa) de óleo
– 4 colheres (sopa) rasas de açúcar
– 4 colheres (sopa) de leite
– 2 colheres (sopa) rasas de fubá
– 4 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo
– 1 colher (café) de fermento em pó

Cobertura
– 2 colheres (sopa) de goiabada
– 1 colher (sopa) de água
Derrame o ovo na caneca e bata com o garfo. Acrescente o óleo, o açúcar, o leite e o fubá e misture. Coloque a farinha de trigo e o fermento e mexa até dar o ponto. Leve por três minutos no microondas em potência máxima. 
Modo de fazer: Pique a goiabada, junte a água e ponha no microondas por um minuto. Espalhe sobre o bolo.
Dica: Em vez de goiabada, cubra o doce com geléias de sabores diferentes.  

 

BOLO DE CENOURA DE CANECA

Ingredientes
– 1 cenoura pequena
– 1 ovo
– 3 colheres de sopa de óleo de milho
– 1 pitada de sal
– 3 colheres de açúcar.
– 4 colheres de sopa rasa de trigo

Cobertura
– 1 colher de Nescau
– 1/2 colher de manteiga
– 1 colher de açúcar
– 1 colher de leite
Modo de preparo: Raspe a cenoura e corte em pedaços pequenos, coloque no processador, junto com o óleo e o ovo.. bate até a cenoura ficar bem triturada. Coloque na caneca, o trigo, o açúcar e o fermento , junte a cenoura batida e misture bem.. Meu micro-ondas é antigo.. acho que mais forte.. 2 minutos foi o tempo exato.
Cobertura: Misture tudo numa xicara de chá e leve ao micro-ondas por 40 seg. retire, bata bem deixe esfriar e cubra o bolo.

 

CANECA DE PÃO DE QUEIJO

 
– 1 ovo pequeno
– 4 colheres (sopa) de leite
– 3 colheres (sopa) de óleo
– 1 pitada de sal
– 4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
– 4  colheres (sopa) de polvilho azedo
– 1 colher (café) de fermento em pó           
– margarina para untar
Modo de preparo: Bata todos os ingredientes no liquidificador, e unte a caneca com margarina, coloque esta mistura até a metade da altura da caneca e leve no microondas por 3 minutos em potência media retire e polvilhe o queijo parmesão para decorar.
Rendimento: 2 canecas

 

CANECA DE BOLO SALGADO
– 1 ovo pequeno
– 4 colheres (sopa) de leite
– 3 colheres (sopa) óleo
– 4 colheres (sopa) de farinha de trigo
– 1 colher (café) de fermento em pó
– 1 pitada de sal
– 1 fatia de queijo mozzarella
– 1 fatia de peito de peru
– ½ tomate picado sem semente
– orégano e queijo parmesão para decorar

 

Modo de preparo: Misture todos os ingredientes menos a decoração numa caneca de 300 ml, misture bem e leve no microondas em potência alta por 3 minutos e decore com orégano e queijo parmesão e folhas de salsinha.
Rendimento: 1 caneca

 

CANECA DE PUDIM DE LEITE CONDENSADO
– 1 lata de leite condensado
– 1 e ½ lata de leite
– 3 ovos
– gotas de baunilha para perfumar

Calda: 6 colheres (de sopa) de açúcar ; 6 colheres(de sopa) de água
Modo de preparo: Em um recipiente misture os ingredientes do pudim (pode ser manual ou no liquidificador) misture bem os ingredientes e reserve. Para calda coloque o açúcar e água, leve ao microondas por 3 minutos em potência alta, coloque a calda na caneca e coloque a mistura na metade da caneca, faça isso em 4 canecas, leve uma de cada vez ao microondas por 3 minutos em potência alta. Decore com um pouco de calda.
Rendimento: 4 canecas

CANECA DE PETIT GATEAU
– ¾ lata de leite condensado
– ¾ caixa de creme de leite
– 3 ovos pequenos
– ½ lata de chocolate em pó
– 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
– 1 colher (café) bem rasa de fermento em pó
– margarina para untar

Ganache:
– 100 g de chocolate ao leite
– 70 ml de creme de leite
– 1 saco de confeitar descartável

Decoração:
– 4 bolas de sorvete
– folhas de hortelã e calda de chocolate

Modo de preparo: Bata  todos os ingredientes em um liquidificador, coloque a mistura ate a metade da altura da caneca, já untada com margarina, e com o saco de confeitar coloque no meio da massa crua um pouco do ganache, leve ao microondas por 3 minutos, sirva com uma bola de sorvete de creme e folhas de hortelã.
Rendimento: 4 canecas

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Nessa última ida ao Brasil, estávamos de carro com um amigo, quando olho para o lado e vejo uma vitrine com o seguinte cartaz: temos ração humana.

Hein?! Agora entre as tribos paulistanas se encontraria alguma de canibais?

Não entendi nada, mas como Luiz e meu amigo continuavam conversando como se nada parece realmente anormal, deixei para lá.

Uns dois dias depois, recebo um e-mail de uma amiga de Madri, me pedindo se era possível levar para ela ração humana! Como assim? Isso está me perseguindo!

Enfim, foi ela quem me disse que se tratava de um tipo de dieta “da moda”… e que a irmã dela já tinha perdido uns 9 kg! Mulherada, vamos combinar, para perder 9 kg a gente come até cocô em pó, fala sério!

Bom, fiquei interessada, mas não achei a tal da ração para vender, nem me lembrava mais onde foi a bendita loja em que havia visto o anúncio na vitrine.

Muito bem, assim que cheguei em Madri e tive um pouco mais de tempo, resolvi investigar pela internet e achei algumas receitas caseiras. A gente mistura uma série de ingredientes ricos em fibra, tritura, e esse pó se toma com leite, iogurte ou suco. Pelo que entendi, a proposta é substituir uma ou duas refeições, dependendo de quanto peso se queira perder, por essa bebida turbinada. A idéia é que toda essa fibra vá mudando um pouco seu metabolismo, de maneira que seu intestino funciona melhor e o corpo absorve menos gordura. Além do mais, ao substituir uma refeição, você também estará diminuindo as calorias consumidas.

Olha, a essa altura do campeonato, não custa tentar, Luiz e eu resolvemos dar uma chance para a tal da ração. Começamos a tomá-la no café-da-manhã, e no jantar durante a semana. Fim de semana é liberado. Luiz toma com leite integral, tomo com leite semi-desnatado ou iogurte. No jantar, além da ração, como uma salada e alguma proteína magra. Luiz toma só a ração. Almoço normal, procurando não abusar durante a semana.

Em princípio, me pareceu prático e o sabor é bom, neutro com um toque de aveia ou castanha. Vamos ver com o tempo se funciona mesmo e depois conto por aqui se a gente deu conta.

Adaptei a receita para os ingredientes que encontro por essas bandas, e para quem também quiser tentar, segue abaixo:

Ingredientes: (todas as colheres são de sopa)

–         5 colheres de farelo de aveia

–         5 colheres de farelo de trigo

–         5 colheres de gérmen de trigo

–         5 colheres de lecitina de soja

–         3 colheres de quinua em flocos

–         1 colher de levedo de cerveja

–         1 colher de castanha-do-pará

–         1 colher de amêndoas

–         1 colher de semente de gergelim

–         1 colher de semente de linhaça

–         1 colher de gelatina natural

Bater todos os ingredientes juntos no liquidificador e guardar em um pote na geladeira. Essa quantidade nos dá para mais ou menos 5 dias, vai depender de quantas vezes ao dia se consuma. Se aconselha a não guardar essa mistura por mais de 10 dias. Melhor fazer fresco semanalmente.

Tomar entre uma e duas colheres de sopa, misturadas ao leite de vaca (de preferência desnatado), leite de soja, iogurte ou suco natural.

Eu não usei, mas algumas receitas também incluem o guaraná em pó, que de manhã deve dar uma boa energia, entretanto não encontro por aqui. Se não conseguir tomar sem açucar, melhor optar pelo mascavo. E se sentir falta de um pouco de sabor para não enjoar, recomenda-se o cacau em pó.

É fundamental beber bastante água durante o dia, afinal, a fibra só funciona a seu favor quando seu organismo está bem hidratado.

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