Bolo de caneca

Essas são daquelas receitas que a gente recebe por internet e, para ser sincera, não conheço a fonte original, único motivo pelo qual não atribuo os merecidos créditos.

De qualquer maneira, acho que compensa repassar, pois são fáceis e rápidas.

BOLO NA CANECA E NO MICROONDAS 

Você bate os ingredientes na própria caneca com um garfo e põe no micro-ondas por 3 minutos. A massa crua é mais mole que a de um bolo normal mas é assim mesmo. Não aumente a farinha ou terá um bolo duro.
 
Bolo de caneca
Você prepara na própria caneca que irá consumir e em apenas 3 minutos no micro-ondas.

Ingredientes:
– 1 ovo pequeno
– 4 colheres (sopa) de leite
– 3 colheres (sopa) de óleo
– 2 colheres (sopa) rasas de chocolate em pó
– 4 colheres (sopa) rasas de açúcar
– 4 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo
– 1 colher (café) rasa de fermento em pó
Modo de Preparo: Coloque o ovo na caneca e bata bem com um garfo.
– Acrescente o óleo, o açúcar, o leite, o chocolate e bata mais.
– Acrescente a farinha e o fermento e mexa delicadamente até encorpar.
– Leve por 3 minutos no microondas na potência máxima.
 
Dicas: A caneca deve ter capacidade de 300 ml.
– A medida de colher é sempre rasa.
– Você pode servir este bolo com coberturas, caldas, castanhas e sorvete. E pode comer quente.
 
 BOLO DE CHOCOLATE NA CANECA
(Rende 2 porções)

– 2 canecas com capacidade de 150 ml
– 1 gema
– 6 colheres (sopa) de leite condensado
– 1 colher (sopa) de manteiga 
– 1 colher (sopa) de leite
– 2 colheres (sopa) de chocolate em pó
– 5 colheres (sopa) de farinha de trigo peneirada
– 1 colher (café) de fermento químico
– 1 clara batida em neve

Cobertura: Leite condensado misturado com chocolate em pó a gosto
Em uma tigela ponha a gema, o leite condensado, a manteiga, o leite e o chocolate em pó. Bata com batedor de arame vigorosamente por três minutos. Acrescente a farinha de trigo e o fermento, e misture bem. Junte a clara em neve e incorpore à mistura, mexendo com delicadeza. Distribua nas canecas e asse por 25 minutos, a 180 graus em forno preaquecido. Se preferir, asse-o em forno micro-ondas. Nesse caso, apenas 3 minutos em potência máxima bastam. Retire do forno e, enquanto ainda estiver quente, faça alguns furos com um palito e despeje o leite condensado misturado com o chocolate. Decore como quiser.
 

BOLO DE LARANJA NA CANECA
(Rende 1 porção)
 
– 1 ovo
– 3 colheres (sopa) de óleo
– 4 colheres (sopa) rasas de açúcar
– 4 colheres (sopa) de suco de laranja
– 5 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo
– 1 colher (café) de fermento químico

Cobertura
– 2 colheres (sopa) açúcar de confeiteiro
– 3 colheres (chá) de suco de laranja
Coloque o ovo na caneca e bata com o garfo. Adicione o óleo, o açúcar e o suco de laranja e misture. Agregue a farinha, o fermento e misture até uniformizar. Leve por três minutos ao micro-ondas em potência máxima. 
Modo de fazer : Junte tudo e cubra o bolo.
Dica: Vale trocar o suco de laranja pelo de limão. Mas, para essa substituição, em vez de 4 colheres (sopa) do sumo da laranja, use 2 colheres (sopa) do limão, pois o sabor é mais acentuado.
 

BOLO DE LEITE DE CÔCO NA CANECA
(Rende 1 porção)
 
– 1 ovo
– 2 colheres (sopa) de leite de coco
– 2 colheres (sopa) de leite
– 3 colheres (sopa) de óleo
– 4 colheres (sopa) rasas de açúcar
– 5 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo
– 1 colher (sopa) rasa de coco ralado
– 1 colher (café) de fermento químico

Cobertura
– 2 colheres (sopa) de açúcar de confeiteiro
– 3 colheres (chá) de leite de côco
– Côco ralado
Despeje o ovo inteiro na caneca e bata. Em seguida, junte o óleo, o açúcar, o leite de coco e misture bem. Acrescente a farinha, o fermento e mexa até a massa ficar uniforme. Leve por três minutos ao microondas na potência máxima. Cubra o bolo e polvilhe coco ralado.
Dica: Depois de preparar a massa, passe manteiga e polvilhe farinha em outra caneca e despeje a massa. Assim, o doce não gruda e não quebra ao desenformar.
 

BOLO DE FUBÁ COM GOIABADA NA CANECA
(Rende 1 porção)
 
– 1 ovo
– 3 colheres (sopa) de óleo
– 4 colheres (sopa) rasas de açúcar
– 4 colheres (sopa) de leite
– 2 colheres (sopa) rasas de fubá
– 4 colheres (sopa) rasas de farinha de trigo
– 1 colher (café) de fermento em pó

Cobertura
– 2 colheres (sopa) de goiabada
– 1 colher (sopa) de água
Derrame o ovo na caneca e bata com o garfo. Acrescente o óleo, o açúcar, o leite e o fubá e misture. Coloque a farinha de trigo e o fermento e mexa até dar o ponto. Leve por três minutos no microondas em potência máxima. 
Modo de fazer: Pique a goiabada, junte a água e ponha no microondas por um minuto. Espalhe sobre o bolo.
Dica: Em vez de goiabada, cubra o doce com geléias de sabores diferentes.  

 

BOLO DE CENOURA DE CANECA

Ingredientes
– 1 cenoura pequena
– 1 ovo
– 3 colheres de sopa de óleo de milho
– 1 pitada de sal
– 3 colheres de açúcar.
– 4 colheres de sopa rasa de trigo

Cobertura
– 1 colher de Nescau
– 1/2 colher de manteiga
– 1 colher de açúcar
– 1 colher de leite
Modo de preparo: Raspe a cenoura e corte em pedaços pequenos, coloque no processador, junto com o óleo e o ovo.. bate até a cenoura ficar bem triturada. Coloque na caneca, o trigo, o açúcar e o fermento , junte a cenoura batida e misture bem.. Meu micro-ondas é antigo.. acho que mais forte.. 2 minutos foi o tempo exato.
Cobertura: Misture tudo numa xicara de chá e leve ao micro-ondas por 40 seg. retire, bata bem deixe esfriar e cubra o bolo.

 

CANECA DE PÃO DE QUEIJO

 
– 1 ovo pequeno
– 4 colheres (sopa) de leite
– 3 colheres (sopa) de óleo
– 1 pitada de sal
– 4 colheres (sopa) de queijo parmesão ralado
– 4  colheres (sopa) de polvilho azedo
– 1 colher (café) de fermento em pó           
– margarina para untar
Modo de preparo: Bata todos os ingredientes no liquidificador, e unte a caneca com margarina, coloque esta mistura até a metade da altura da caneca e leve no microondas por 3 minutos em potência media retire e polvilhe o queijo parmesão para decorar.
Rendimento: 2 canecas

 

CANECA DE BOLO SALGADO
– 1 ovo pequeno
– 4 colheres (sopa) de leite
– 3 colheres (sopa) óleo
– 4 colheres (sopa) de farinha de trigo
– 1 colher (café) de fermento em pó
– 1 pitada de sal
– 1 fatia de queijo mozzarella
– 1 fatia de peito de peru
– ½ tomate picado sem semente
– orégano e queijo parmesão para decorar

 

Modo de preparo: Misture todos os ingredientes menos a decoração numa caneca de 300 ml, misture bem e leve no microondas em potência alta por 3 minutos e decore com orégano e queijo parmesão e folhas de salsinha.
Rendimento: 1 caneca

 

CANECA DE PUDIM DE LEITE CONDENSADO
– 1 lata de leite condensado
– 1 e ½ lata de leite
– 3 ovos
– gotas de baunilha para perfumar

Calda: 6 colheres (de sopa) de açúcar ; 6 colheres(de sopa) de água
Modo de preparo: Em um recipiente misture os ingredientes do pudim (pode ser manual ou no liquidificador) misture bem os ingredientes e reserve. Para calda coloque o açúcar e água, leve ao microondas por 3 minutos em potência alta, coloque a calda na caneca e coloque a mistura na metade da caneca, faça isso em 4 canecas, leve uma de cada vez ao microondas por 3 minutos em potência alta. Decore com um pouco de calda.
Rendimento: 4 canecas

CANECA DE PETIT GATEAU
– ¾ lata de leite condensado
– ¾ caixa de creme de leite
– 3 ovos pequenos
– ½ lata de chocolate em pó
– 2 colheres (sopa) de farinha de trigo
– 1 colher (café) bem rasa de fermento em pó
– margarina para untar

Ganache:
– 100 g de chocolate ao leite
– 70 ml de creme de leite
– 1 saco de confeitar descartável

Decoração:
– 4 bolas de sorvete
– folhas de hortelã e calda de chocolate

Modo de preparo: Bata  todos os ingredientes em um liquidificador, coloque a mistura ate a metade da altura da caneca, já untada com margarina, e com o saco de confeitar coloque no meio da massa crua um pouco do ganache, leve ao microondas por 3 minutos, sirva com uma bola de sorvete de creme e folhas de hortelã.
Rendimento: 4 canecas

A tal da ração humana

Nessa última ida ao Brasil, estávamos de carro com um amigo, quando olho para o lado e vejo uma vitrine com o seguinte cartaz: temos ração humana.

Hein?! Agora entre as tribos paulistanas se encontraria alguma de canibais?

Não entendi nada, mas como Luiz e meu amigo continuavam conversando como se nada parece realmente anormal, deixei para lá.

Uns dois dias depois, recebo um e-mail de uma amiga de Madri, me pedindo se era possível levar para ela ração humana! Como assim? Isso está me perseguindo!

Enfim, foi ela quem me disse que se tratava de um tipo de dieta “da moda”… e que a irmã dela já tinha perdido uns 9 kg! Mulherada, vamos combinar, para perder 9 kg a gente come até cocô em pó, fala sério!

Bom, fiquei interessada, mas não achei a tal da ração para vender, nem me lembrava mais onde foi a bendita loja em que havia visto o anúncio na vitrine.

Muito bem, assim que cheguei em Madri e tive um pouco mais de tempo, resolvi investigar pela internet e achei algumas receitas caseiras. A gente mistura uma série de ingredientes ricos em fibra, tritura, e esse pó se toma com leite, iogurte ou suco. Pelo que entendi, a proposta é substituir uma ou duas refeições, dependendo de quanto peso se queira perder, por essa bebida turbinada. A idéia é que toda essa fibra vá mudando um pouco seu metabolismo, de maneira que seu intestino funciona melhor e o corpo absorve menos gordura. Além do mais, ao substituir uma refeição, você também estará diminuindo as calorias consumidas.

Olha, a essa altura do campeonato, não custa tentar, Luiz e eu resolvemos dar uma chance para a tal da ração. Começamos a tomá-la no café-da-manhã, e no jantar durante a semana. Fim de semana é liberado. Luiz toma com leite integral, tomo com leite semi-desnatado ou iogurte. No jantar, além da ração, como uma salada e alguma proteína magra. Luiz toma só a ração. Almoço normal, procurando não abusar durante a semana.

Em princípio, me pareceu prático e o sabor é bom, neutro com um toque de aveia ou castanha. Vamos ver com o tempo se funciona mesmo e depois conto por aqui se a gente deu conta.

Adaptei a receita para os ingredientes que encontro por essas bandas, e para quem também quiser tentar, segue abaixo:

Ingredientes: (todas as colheres são de sopa)

–         5 colheres de farelo de aveia

–         5 colheres de farelo de trigo

–         5 colheres de gérmen de trigo

–         5 colheres de lecitina de soja

–         3 colheres de quinua em flocos

–         1 colher de levedo de cerveja

–         1 colher de castanha-do-pará

–         1 colher de amêndoas

–         1 colher de semente de gergelim

–         1 colher de semente de linhaça

–         1 colher de gelatina natural

Bater todos os ingredientes juntos no liquidificador e guardar em um pote na geladeira. Essa quantidade nos dá para mais ou menos 5 dias, vai depender de quantas vezes ao dia se consuma. Se aconselha a não guardar essa mistura por mais de 10 dias. Melhor fazer fresco semanalmente.

Tomar entre uma e duas colheres de sopa, misturadas ao leite de vaca (de preferência desnatado), leite de soja, iogurte ou suco natural.

Eu não usei, mas algumas receitas também incluem o guaraná em pó, que de manhã deve dar uma boa energia, entretanto não encontro por aqui. Se não conseguir tomar sem açucar, melhor optar pelo mascavo. E se sentir falta de um pouco de sabor para não enjoar, recomenda-se o cacau em pó.

É fundamental beber bastante água durante o dia, afinal, a fibra só funciona a seu favor quando seu organismo está bem hidratado.

Madri: onde comer melhor e o que?

Faz algum tempo, estou para elaborar uma lista de restaurantes que gosto em Madri. Mas são muitos e às vezes dá até preguiça. Resolvi fazer um pouco diferente e ao invés de pensar primeiro no nome do local, dei prioridade ao prato. Em outras palavras, escolhi alguns pratos que, na minha opinião, se destacam como o melhor da cidade. E a partir daí, onde encontrá-los.

Há desde restaurantes mais sofisticados ao vendedor ambulante da madrugada. Não me concentrei apenas em comida espanhola, até porque gostamos muito de variar. Tudo que indiquei abaixo, já provei, aprovei e recomendo como o melhor que já comi em Madri.

Então, vamos lá, o/a melhor…

–                      Porção de presa e secreto ibéricos (tipos de corte de carne de porco); creme de cogumelos com ovos trufados – El Fogón de Trifón, Calle Ayala 144, 91 402 3794. Tudo que se pede no Trifón é excelente! Não tem erro! A carta de vinhos também é nota 10! É um restaurante pequeno, com meia dúzia de mesas mais a barra (balcão da frente). É elegante, sem perder a informalidade e o atendimento é diferenciado.

–                      Rabo de toro (rabada); merluza rebozada (peixe à milanesa) – Sonia, Calle de Bocángel 35, 91 725 1457. Uma taberna sin mariconadas, restaurante de bairro tradicional e de comida excelente! Possuem um ótimo cardápio, mas sendo cliente e tendo os ingredientes na geladeira, eles fazem o que você quiser! E muito bem feito!

–                      Plancha de mariscos – El Rincón de Jaén, Calle Don Ramón de la Cruz 88, 91 401 6334. Apertadinho, meio esfumaçado e informal. O atendimento é ótimo, educado e simpático! A plancha de mariscos é um escândalo! Recomendo pedir que se adicione os “carabineros” (um tipo de camarão de cor vinho, enorme e muito saboroso).  

–                      Salpicón de frutos do mar; arroz caldoso de bogavante – El Barril, Calle Goya 86, 91 578 3998. O salpicão é delicado e no tempero usam a laranja, o que dá um toque especial. Bogavante é um tipo de lagosta e para meu gosto, o arroz de bogavante é muito mais gostoso que a paella.

–                      Carne – Rubaiyat, Calle Juan Ramón Jimenéz 37, 91 359 5696. Sim, é o restaurante brasileiro e sim, é a melhor carne de Madri. O atendimento também é perfeito!

–                      Jamón Ibérico de Bellota – En Busca del Tiempo, Calle de Barcelona 4, 91 521 9801. É um bar e restaurante no centro da cidade, a porção de jamón é especial. Muito bem cortada e servida com pan tumaca (torrada com molho de tomate fresco triturado).

–                      Tortilla española – Taberna de La Daniela, Calle General Pardiñas 21, 91 575 2329. Durante o almoço, são especializados em Cocido Madrileño e no jantar servem as tapas mais tradicionais. Sou tarada na tortilla de lá! É individual, feita no ponto perfeito, tostadinha por fora e molhadinha por dentro.

–                      Croquetas – Finos y Finas, Calle Don Ramón de la Cruz 49, 91 577 9379. As croquetas espanholas mais tradicionais são de jamón, mas é possível encontrar variações como frango ou bacalhau. Nesse local eles ousam outros sabores e fazem as croquetas menorezinhas e mais delicadas.

–                      Pintxos – Taberna Txakolí, Calle Cava Baja 26, 91 666 4877. Não é um restaurante, é só o balcão com uma infinidade de pintxos (torradas com algo por cima, como lombo com foie gras, salmão defumado com cream cheese etc). O meu favorito é o pintxo de vieira gratinada.

–                      Tajada de Bacalau – Casa Labra, Calle Tetuan 12. É um restaurante tradicional, fundado em 1860, muito próximo à Puerta del Sol. Nunca fui para as mesas do salón comedor, porque o balcão é o máximo! É um local para comer de pé e informalmente, fazer uma boquinha no passeio pelo centro da cidade. A “tajada” é um pedaço de bacalhau fresco empanado e frito no azeite, que só para se ter uma idéia, eu que nem ligo para bacalhau adorei! Para os que conhecem o Rio de Janeiro, faria uma comparação mais ou menos com o Bracarense, onde você passa depois da praia e toma uma cervejinha com bolinho de bacalhau, o conceito é parecido, na versão européia. 

–                      Sashimi – Mono Noke, Calle Hernán Cortés 19, 91 522 9806.  Um restaurante pequeno, que se atreveu a ser não fumador. A qualidade do peixe é diferenciada, fresco e bem cortado.

–                      Brunch – La Tapería, Calle San Bernardo 88, 91 593 0422. Melhor checar antes, porque não servem brunch durante todo o ano, mas foi o único local na cidade que encontrei um brunch de verdade, como dios manda! Para se acordar com preguiça no fim de semana e comer com calma.

–                      Tagliolini (pasta muito fina) com trufa de temporada – La Creazione, Calle Ventura de la Vega 9, 91 429 03 87. Um restaurante italiano normal, em zona razoavelmente turística. Mas essa pasta fininha, que lembra nosso “cabelo de anjo”, com trufas, é uma coisa de loucos!

–                      Bobó de camarão com caipirinha – Kabocla, Calle San Vicente Ferrer 55, 91 532 5966. Servido no almoço de sábado, uma delícia! Atendimento bastante simpático e informal, me sinto em casa.

–                      Ostras com champagne – Mercado de San Miguel, ao lado da Plaza Mayor. Na verdade, no mercado se encontram várias lojas e parece uma praça de alimentação, mas com um certo toque gourmet, bem no coração da cidade.

–                      Crepes – Crêperie Breizh, Calle de la Madera 36, 91 522 7982. Típica casa bretã, onde são servidas galettes (o que conhecemos por crepe, mas utilizando a farinha mais escura, originária do trigo sarraceno). O meu favorito é o “escandinavo”, com salmão defumado, nata e caviar, peço para a dona me adicionar um ovo com gema mal passada.

–                      PF (arroz, feijão, carne e mandioca frita) – Olokun, Calle Fuencarral 105, 91 445 6916. É um restaurante cubano, mas para os brazucas também funciona muito bem. Às vezes, dá aquele desejo de comer uma comida caseira, aquele feijãozinho preto com arroz…

–                      Pastel de carne – Mesob, Calle Manuela de Malasaña 17 91 445 8170. É um restaurante etíope, portanto, não é exatamente o nosso pastel, mas é muito parecido. O local é simples e o atendimento bem simpático.

–                      Mixto Quente – Lanchonete da Casa do Brasil, Av. Arcos de la Victoria s/n. Uma delícia! Crocantinho, no ponto perfeito. A gente sempre come antes do ensaio do coral.

–                      Hamburguer – Mr. Dog, Calle San Bernardo 28, 91 523 5295. Abriu há pouco tempo, mas já me deixou freguesa, inclusive, acho que o dono é brasileiro. Também vendem umas coxinhas e um cachorro quente muito bons, mas o hamburguer é imbatível!

–                      Cachorro Quente (com cebola crocante) – Happy Day, Calle Espíritu Santu 11. É um micro café com uma única mesa e precisa ter sorte para conseguí-la. O lugar é mais indicado para passar e levar. Charmosérrimo, com jeitão de interior dos EUA e com ótimas tortas, como a de maçã e a de chocolate.

–                      Salada Ceasar (com frango) – Home, Calle Espíritu Santu 12, 91 522 9728.  A decoração segue o padrão americano, como se você estivesse em um trailler. Oferece hamburgueres bem honestos, o que é a proposta principal da casa, mas o ponto alto mesmo é a salada.

–                      Salgadinhos (no estilo brasileiro) – Africano que fica na porta do Oba Oba (não é necessário entrar no local), início da Calle Jacometrezo. Do lado de fora, às três da manhã, chega um africano com os salgadinhos quentinhos e bem embrulhados individualmente. O mais cobiçado é o risólis de camarão, mas o espetinho de frango e o risólis de carne também mandam muito bem! Como ele provavelmente seja ilegal, um pouco de cuidado ao divulgá-lo ou procurá-lo. Mas vamos combinar que no meio da madrugada, onde já não há lugares abertos para se comer nada, bate um bolão!

Com o tempo, pretendo ir ampliando ou atualizando a lista. Há outros restaurantes que gostamos e frequentamos, mas dessa vez, o que escolhi como carro chefe foram os pratos. E só para que conste, não ganho um tostão com isso.

Bom apetite!

E falando em comida, onde comer em Paris?

Bom, como boa parte das decisões que a gente toma, onde comer é uma eleição muito pessoal. Depende do gosto de cada um e de quanto está disposto a investir em determinado momento.

No meu caso, que não me incomodo em cozinhar, inclusive gosto e levo jeito, a opção de sair para comer precisa ser boa. Ou melhor ficar em casa!

Acho que boa comida é obrigação em qualquer restaurante. O preço deve variar em função da complexidade do prato, tipo de ingredientes, ambiente em geral, serviço e por aí vai. Ou seja, barato ou caro, um restaurante precisa oferecer uma comida honesta e o preço precisa ser compatível com que se oferece.

Vou começar pelo que não gostei. Le Relais de l’Entrecôte, é uma cadeia de restaurantes, fui no de Montparnasse. Recebi uma boa indicação, vi filas e filas na porta e deduzi que só poderia ser um bom lugar. Fui com a expectativa alta e achei fraco. É assim, primeiro só existe uma opção que é uma saladinha verde meio safada de entrada, o tal do Entrecôte que chegou flutuando em molho e batata frita, que sim estava bem feita. Como sobremesa, a super especialidade da casa, um profiteroles que tinha o mesmo sabor de qualquer outro congelado. Tomei uma taça (não uma garrafa, uma tacinha) de vinho tinto e um café. Saiu por 40 euros! A comida estava ruim? Não, mas não valia esse valor mesmo. Será que dei azar no dia? Talvez, mas não tenho a intenção de voltar para confirmar. 

Então, vamos aos que recomendo, alguns já contei por aqui em algum momento. Pasco http://restaurantpasco.com/ , ótima comida, tradicional com certa criatividade, serviço simpático. Chez Andre, 12 rue Marbeuf, 0147205957, apertado como qualquer bistrot parisiense ainda que o local nem seja tão pequeno, melhor fazer reserva, a comida é ótima e bem servida. Chez Janou, http://www.chezjanou.com/, uma graça, público um pouco mais jovem, mas nada incômodo. Chez Marcel, 7 rue Stanislas, 0145482994, um bistrot mais típico seria impossível, pequenininho, é levado por um casal simpático de senhores, o preço é mais do que justo e a comida é ótima, achei romântico. Les Papilles, http://www.lespapillesparis.fr/, considerado um dos melhores bistros de Paris e acho que com justiça, mantém a informalidade, mas os pratos são mais complexos e muito bem elaborados. Vini Lounge, http://www.vinilounge.fr/, é um bar à vin, modernoso, sempre aberto, bom atendimento, pratos bem cuidados, ótimos vinhos e preço justo. New Jawad, http://www.newjawad.com/, comida da indiana e paquistanesa, para variar um pouco, né? La Place Royale, 2 bis. Place des Vosges, 0142785816, bom, só de ser na Place des Vosges já ganha pontos, mas ainda por cima, a comida é boa e o atendimento atencioso, é correr para o abraço!

Qualquer creperia da rue Monptparnasse, deve haver pelo menos uma meia dúzia. São simples, apertadinhas, baratas e legais. Aliás, qualquer creperia do meio da rua também serve. Aquele crepe quentinho, feito na hora, com o queijo derretendo e uma pimentinha do reino é o céu!

Também como maravilhosamente bem na casa do nosso amigo francês, mas esse, infelizmente não posso recomendar.

Pão caseiro

Resolvi fazer meu pão de cada dia.

 

Acho que na vida há prazeres que não precisamos abrir mão. Acho o máximo comprar um pão quentinho na padaria, melhor ainda, variedades de pães de cores e sabores diferentes.

 

Acontece que em Madri, de maneira geral, o pão é um pouco seco para meu paladar. Não é uma questão de fazerem certo ou errado, é que eles gostam assim e as padarias atendem ao gosto do freguês. Tem a questão da higiene, que nem vou começar a falar, que até melhorou bastante, mas ainda deixa muito a desejar.

 

Não é só isso, vou ser sincera, tenho um pouco de preguiça de sair pela manhã para comprar pão também.

 

E para completar, todo mundo vive dizendo que pão engorda. Resumindo, fui aos poucos eliminando o pão de casa.

 

Mas de uns tempos para cá, foi me dando vontade de fazer pão caseiro. Acho que foi depois de um programa gastronômico francês que assisti na televisão. Além de quebrar uma série de mitos do malévolo e engordativo pão, mostrava uns pães preparados com sementes, cereais e um monte de coisas gostosas.

 

Daí consegui uma receita de pão caseiro e testei. Gostei. Não fica como o tradicional pãozinho de sal, mas por outro lado não tem bromato, me parece mais saudável e satisfaz com pedaços menores.

 

Nesse fim de semana estive na Alemanha e como resistir aos deliciosos pãezinhos? Foi quanto tomei a decisão de fazer meu pão.

 

Logo abaixo, coloco a receita básica que a Pathy me passou. Pessoalmente, o que gosto é adicionar gergelim, linhaça, semente de abóbora… o que der vontade. Também funciona se rechearmos com queijo ou geléia. Enfim, cada um com sua criatividade e gosto pessoal.

 

Ingredientes:

 

–          600g de farinha de trigo (aqui compro uma especial para pão, em espanhol, harina para repostería)

–          2 ½ envelopes de fermento ou 2 tabletes (levedura de pan)

–          2 colheres de sopa de açucar

–          1 colher de sopa de sal

–          200ml de leite morno

–          2 ovos (batidos no garfo)

–          2 colheres de manteiga (não gosto de margarina, mas cada um com seu cada um)

 

Modo de fazer:

 

–          Misturar os ingredientes. Costumo juntar tudo o que é em pó e misturar. Depois faço como se fosse um vulcãozinho e despejo dentro os líquidos (leite, ovos batidos). Se o fermento for em tablete, dissolvo no leite morno.

–          Amassar com vontade até ficar homogêneo.

–          Deixar a massa descansando, coberta com um pano úmedo por, no mínimo, duas horas. A massa vai crescer.

–          Assar por uns 20 minutos a 130 graus e mais 10 minutos a 170.

 

Caso queira inventar moda, alguns exemplos:

 

–          Misture as sementes já nos ingredientes em pó. Também pode ser colocado depois, por cima da massa.

–          Quando a massa tiver descansado e crescido, abra como se fosse uma pizza e recheie de queijo, geléia, carne moída, calabresa… o que der vontade de experimentar. Depende se é para um café da manhã ou um lanche. Detalhe, se for rechear com algo doce, melhor por menos sal na massa, por exemplo, uma colher de sobremesa. Depois enrole como um rocambole e feche bem as pontas para o recheio não vazar.

–          Pode ser pincelado gema de ovo por cima do pão antes de assar, fica uma cor bonita.

 

Enfim, o pão é seu! Arrisque um pouco, divirta-se e bom apetite!

Massa crua, com gergelim por cima
Massa crua, com gergelim por cima
Massa crua recheada
Massa crua recheada

Bolo individual na xícara – rápido e fácil

Até o presente momento, porque isso sempre pode mudar, gosto de cozinhar comidas salgadas. Doces são sempre meu fraco por um motivo muito simples, a grande maioria você precisa seguir uma receita ou a coisa não vai funcionar.

Uma vez, por acaso, experimentei bater um ovo e colocar no microondas e ele cresceu como um soufflé. Pensei, puxa, podia fazer um bolo assim. Fui para internet procurar se alguém havia tido essa idéia e felizmente, sim. Há algumas receitas disponíveis, gosto dessa:

Ingredientes:

– 1 ovo

– 3 colheres sopa de farinha de trigo

– 1 colher café de fermento em pó

– 3 colheres sopa de chocolate em pó

– 2 colheres sopa de açúcar

– 5 colheres sopa de leite

– 1 colher café de óleo

Modo de Fazer:

– bater o ovo com um garfo

– acrescentar o óleo e o leite, misturar

– acrescentar o açúcar e o chocolate, misturar

– acrescentar a farinha e o fermento, misturar até incorporar

– colocar toda a mistura em uma xícara de, no mínimo, 250 ml e levá-la diretamente ao microondas. O bolo é servido nessa própria xícara.

– 3 minutos no microondas na potência máxima

– dica: não é necessário, mas gosto de untar a xícara com manteiga

Pudim de Maria Mole – receita da Kátia

Ingredientes:

– 2 caixinhas + 2 colheres (sobremesa) de pó para maria mole
dissolvidas em 1 xícara (chá) de água fervente
– 2 latas de leite condensado
– 2 latas de creme de leite com soro (ou 500ml de nata para montar, para os que moram na Espanha)
– 1 caixinha de leite de coco
– 1 medida (da lata) de leite
 
Calda:

– 2 xícaras (chá) de açucar refinado
– 1/2 xícara (chá) de água
 
Preparação:

– Bata tudo no liquidificador e leve para gelar de um dia para o outro numa forma para pudim caramelizada com metade da calda, a outra metade deixe para jogar por cima quando desenformar.
– Desenformar 10 minutos antes de servir.
– A calda é só cozinhar uns 10 min até caramelizar