Home, Sweet Home

Voltar à rotina não foi difícil e foi rápido! Do jeito que prefiro.

Chegamos na terça-feira, pela manhã, e no mesmo dia, já recebemos um hóspede. Só deu tempo de dar uma cochilada e parti para o faxinão! Achei até bom, porque se dependesse apenas do Luiz e de mim, acho que teria dormido o dia todo e deixado para depois. Aliás, ele também não teve folga, só deixou as malas em casa, tomou um banho e partiu para o trabalho.

À noitinha, a casa já se encontrava em perfeita ordem, nem parecia que estava há um mês e meio fora. O jantar, nos convidou nosso hóspede e fomos ao pub da esquina, ver se o planeta seguia no mesmo lugar.

Quarta-feira, dia para terminar de por a casa nos trinques, fazer compras, lavar roupa… enfim, aquele “glamour” que é a volta de viagem, principalmente quando se mora na Europa. Aproveitei também para dormir um pouco melhor e me ajustar à programação do que estaria rolando pela cidade.

Na quinta-feira, voltei a treinar na academia. Não quis nem esperar a semana seguinte, marquei logo uma aula adiantada (normalmente faço nas terças) e tratei de suar a camisa. Não tem milagre, tenho que recomeçar e buscar o condicionamento físico todo outra vez! Mas tudo bem. Quando cheguei em casa, tomei finalmente coragem de me pesar, coisa que não fazia por todo esse tempo que estive fora. Para minha feliz surpresa, meu peso continuava igual, não engordei rosca! Considerando que não fiz dieta, que no Brasil acabo comendo mais, bebendo durante a semana com os amigos etc, foi uma notícia e tanto!

Ainda na quinta, descobri que uma amiga que me desencontrei no Brasil estava em Londres para comemorar seu aniversário. Teoricamente, eu chegaria na cidade no domingo e, por ter adiantado nossa volta, deu certo da gente se encontrar aqui. Fomos em quatro casais jantar em um restaurante indiano, Khan’s of Kensington. O que por si só já teria valido a noite, mas adicionalmente foi divertidíssimo! A conversa animou e fazia tempo que não ria tanto de gargalhar! Terapêutico.

Quando voltamos, ao chegar na nossa rua, vimos uma luz acesa na casa da gata que me visitava todos os dias, antes de viajar. Luiz perguntou se queria ir até lá e eu já estava careca de decidir que é lógico! Mal nos aproximamos e quem aparece? Minha super amiga, a gata! Toda feliz e adorando receber mimos e carinhos. Entrou conosco em casa e não queria ir embora de jeito nenhum! Eu estava amarradona, mas ao mesmo tempo, morta de sono, Luiz precisando dormir, enfim, tive que praticamente enganá-la para ela sair e eu conseguir fechar a janela. Afinal, ela não podia ficar aqui durante a noite, ela tem dono! Depois desse dia, a vi algumas vezes pelas redondezas, mas ela já não tem mais o hábito de me visitar, acho que fiquei muito tempo fora ou talvez ela entenda que sua missão principal foi cumprida, sei lá, gatos são muito espertos e sensitivos. De toda maneira, fiquei tranquila em confirmar que ela está bem, saudável e tem quem a cuide. Acho que já é hora de que a gente busque nosso próximo e próprio felino.

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Na sexta, despedida de outra amiga querida que se mudava para São Paulo. Novamente, conseguimos participar por termos voltado antes para casa. Fomos a um club bacaninha em Shoreditch, The Book Club. Outra vez, super divertido! Com o bônus extra de ter uma mesa de futebol totó, que eu amo e modéstia às favas, jogo bem. Claro que enchemos a lata, fazer o que?

Um amigo, o mesmo que Luiz conhece desde os tempos de faculdade, voltou conosco para casa e acabou ficando para dormir. Chegamos da noitada famintos e resolvi cozinhar no meio da madrugada, até para manter o costume, né? O dia seguinte sempre agradece.

No sábado, acordamos tarde e fomos almoçar, os três, no Borough Market. Estava com saudade das ostras do Wright Brothers e ne-ces-si-ta-va comprar burrata e azeite de trufas brancas.

Nosso amigo se animou e comprou boa parte do estoque de queijos de uma tenda francesa quase fechando. Com uma sacola cheia de queijos na mão, fedidíssimos, do jeito que adoro, se deu conta que era muita coisa só para ele e nos perguntou se queríamos ir para sua casa ajudar no consumo. Macaco quer banana? Dessa vez, lá fomos nós dormir por lá, assim ele podia beber tranquilo sem ter que dirigir depois. Banquete de queijos e vinhos!

Domingo, pela hora do almoço, ele nos deixou de carro e seguiu seu caminho. Para ser sincera, eu estava mortinha! Admito! Só queria saber de dormir e fazer algo leve para comer em casa mesmo.

E assim foi nossa chegada! Não sei dizer se estou há muito ou pouco tempo por essas bandas, são 9 meses, um pouco interrompidos, mas toda uma gestação. Sinto saudades de muita gente e muitas coisas, mas isso sempre fará parte da minha vida, então já não conta. O fato é que me sinto em casa e adoro saber ter essa sensação de lar em diferentes países e realidades. Talvez um dia, sinta saudades daqui também, quem sabe, mas agora não.

4 comentários em “Home, Sweet Home”

  1. Oi Bianca ! Espero que eu consiga visitar vocês e conhecer alguns pubs novos. Gostei muito dos dias que passei em Londres, mas já faz tempo !
    Eu não estava sabendo da pizzada no domingo… não li e-mails e não acessei o fb… que pena !
    Vocês conseguiram levar as cachaças ? Bem, fiquem com Deus e vamos mantendo contato ! Beijão para vocês !
    Paulo Barata

  2. Oi, Baratinha! Bem que achei estranho você não aparecer, nem falar nada… rsrsrsrsrs… mas tudo bem, menos mal que a gente já tinha se encontrado 😉 E sim, claro que trouxemos as cachaças! Vou tomar nesse sábado, resolvi fazer uma feijuca e a cachacinha vai cair que é uma maravilha! Já te conto! Aguardamos a visita! Beijo

  3. Bianca, cada vez mais fico com vontade de voltar a Londres. Estive aí em 1999. Estamos dando andamento nos planos para o ano que vem. Deve ser em maio até no máximo o começo de junho. Quero estar de volta quando a Copa começar. Quando tiver a confirmação e as datas, te aviso. Pena que você não conseguiu vir a Bsb. Bj, Dalmo

  4. Oi, Dalmo! Se seguirmos a tradição, a gente vai conseguir se encontrar por aqui também, tomara! 😉 Pois é, fiquei doida para ir para BSB mesmo, mas para ser bem sincera, a parte financeira pesou para um fim de semana. Parece bobagem, mas a gente já tinha esticado todas as cordas possíveis, afinal, não foi uma viagem planejada e quase 6 semanas é coisa pacas! Beijão e até maio!

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