Quem está na chuva…

Os amigos e seguidores tem acompanhado a movimentação referente à nossa próxima aventura: uma Quinta vinícola em Portugal! Portanto, não é exatamente uma surpresa o fato de que, mais cedo ou mais tarde, chegaria uma mudança de endereço.

A questão era, quando?

Pois é, muita gente perguntava e a verdade é que nem conseguia definir quando seria a próxima visita à propriedade, que dirá uma mudança tão radical. Porque não é simplesmente morar em outro país, é todo um estilo de vida.

Por isso digo, não, nós realmente não sabíamos quando isso seria possível e menos ainda, como dar esse passo!

O plano A era seguir morando com Luiz na Inglaterra, na mesma casa que estamos hoje, e eu ficar na ponte aérea, tentando passar uma semana por mês em Portugal. Seguiríamos assim por mais ou menos um ano, até que toda a reforma da casa principal da Quinta ficasse pronta.

É um processo mais demorado do que parece, pelo seguinte, há duas casas na propriedade, uma ruína de pedra e uma casa principal em condições habitáveis. Acontece que essa casa principal, apesar de habitável, é muito simples e velha. Há 5 tomadas elétricas na casa funcionando! Tipo, se eu ligar meu secador de cabelos, capaz de cair a energia da geladeira! Dá para acampar com dignidade, mas precisa de renovação urgente!

Estamos na fase de elaboração do projeto dessa casa com o arquiteto. Entretanto, após o projeto finalizado, leva mais uns 3 a 4 meses para a aprovação (essa região é cheia de regras rígidas). E outros tantos meses para a realização da obra, que se for rapidíssima, levará mais 6 meses para aprontar. Ou seja, há um tempo razoável pela frente até poder ser uma residência definitiva.

O “causo” é que acreditávamos que a essa altura as viagens entre Inglaterra e Portugal estivessem mais fáceis. Tínhamos esperança que já houvesse sido implantado o passaporte do Covid pela vacinação adiantada. Mas na prática, essa abertura está bastante lenta e ninguém sabe exatamente quando vai acontecer. Cada vez que preciso viajar é um perrengue e um custo insano! Infelizmente, entramos agora em território mais político que efetivamente preocupado com a real saúde das pessoas. De uma forma ou de outra, a ideia de ir uma semana por mês foi para o saco!

Em paralelo, nosso amigo se ofereceu para viver na Quinta até o início das obras, com previsão inicial de começar por volta de outubro. O fato dele estar lá agora foi essencial! Deu um super fôlego, nos ajudou e segue ajudando extremamente! Porque ele pôde acompanhar pessoalmente o trabalho da empresa agrícola nas vinhas, está cuidando da casa, nos envia fotos e vídeos diários, enfim, nos ajuda muito a resolver os pepinos imediatos e dos trabalhos na terra. Até aí, fenomenal! O problema é ser um favor que ele nos faz com prazo para acabar. Ainda que não tenhamos uma data certa, com o início das obras, ele terá que desocupar a casa, e aí, como é que faz?

Bianquita que acreditou que a água estava batendo na canela, se deu conta que estava era pela cintura… melhor começar a me mexer!

Começamos a ver data da próxima viagem a Portugal. Porque a gente não quer perder a primeira vindima de nenhuma maneira! Só que havia uma outra questão, a vindima geralmente ocorre em setembro, mas não tem data definida ainda. E aí, como decidir essa viagem?

Putz… lá vem os planos complexos… poderia ir para ficar um mês, chegaria antes e voltaria depois do Luiz… mas onde vou ficar… poderia ser uma parte na casa da minha prima em Braga… poderia ser uma parte na própria Quinta com nosso amigo… poderíamos tentar alugar um local…

E um pensamento começou a martelar na cabeça, abrir mão de estar presente nos primeiros trabalhos da Quinta foi um sacrifício necessário, duro, mas que se viabilizou da melhor maneira. Acontece que, na obra da casa, eu preciso estar presente direto! Não tem jeito! Quem já fez obra, e fiz várias, sabe que são decisões diárias e se você está longe, é 100% de chance que vai dar problema! E vamos combinar, essa encrenca foi escolha nossa! Não faz nenhum sentido delegá-la!

Além do mais, voltei diferente depois da viagem da posse da Quinta. Honestamente, me senti tão em casa que não tinha um pingo de vontade de voltar para Inglaterra. Aquela remota dúvida que talvez fosse uma cidade pequena demais ou que poderia ficar entediada… imagina! A gente não parou um minuto! Nosso amigo que está lá, segue com intensas programações diárias, toda hora é uma história diferente!

Daí comecei a amadurecer a ideia de alugar um apartamento pequeno para ter uma base na cidade e poder ficar prazos maiores. Mas simplesmente, foi uma tarefa impossível! Não existia lugar para alugar! Luiz acha que ninguém aluga nada, quem mora na cidade tem casa própria ou da família.

Depois de procurar muito, entendi que podia tentar as casas de turismo rural, que alugam por temporada. E daí, tentar negociar um melhor preço por alguns meses de aluguel, até porque seria na baixa temporada, quando ficam vazias. Mas, nesse caso, só faria sentido se fosse a longo prazo.

E como é que vou alugar uma casa a longo prazo lá e manter outra casa alugada aqui na Inglaterra? A gente não tem cacife para isso!

De repente, me fiz a pergunta certa: e se não for só por um mês? E se eu for de mala e cuia? Se a gente inverter tudo! Muda o paradígma!

A única questão que pega é que, de momento, Luiz não pode mudar da Inglaterra, a residência fiscal dele é aqui, o emprego é aqui e pronto! Ele tem que e vai continuar morando aqui, pelo menos por um período igual ou maior que 50% do ano. Por lei é assim e com lei a gente não brinca.

Mas veja bem, a ideia era que eu fizesse a ponte aérea nesse início e, quando a Quinta ficasse pronta, faria a ponte aérea o Luiz. Então, por que não adiantar logo essa história? O aluguel de uma casa em Mesão Frio é cerca de 1/3 ou menos do que precisamos pagar aqui, e com todo conforto! Faz muito mais sentido que nossa casa principal seja lá!

E assim decidimos! Vamos rumo ao meu endereço número 48! Na verdade, talvez seja o 48 e 49 ao mesmo tempo, mas já explicarei!

O plano é sair da casa que estamos em Windsor, alugar uma casa em Mesão Frio, eu vou de mala, cuia e gatos para lá; Luiz aluga um lugar bem pequeno aqui para servir de base e ele fica na ponte aérea entre Inglaterra e Portugal. Sendo que, em um primeiro momento, como seu trabalho ainda está totalmente remoto, ele poderá passar um pouco mais de tempo por lá, trabalhando à distância. Tempo esse em que acreditamos que as fronteiras possam estar mais fáceis para as viagens.

Por isso digo que o próximo endereço, na verdade, serão dois endereços em paralelo. Um meu em Portugal e outro do Luiz na Inglaterra. Porque afinal, a nossa vida é simples!

Mas a gente terá bastante tempo para planejar isso bem, né?

Claro que não! As passagens já estão compradas, vamos no dia 28 de agosto. Eu fico de vez com os gatos, ele volta, mas não sabe bem a data ainda. Também demos o aviso que vamos sair ao proprietário da casa que moramos em Windsor. E, porque não poderia ser sem emoção, ainda não conseguimos alugar uma casa em Mesão Frio, nem o lugar que Luiz terá como base aqui.

Mas tudo bem, vai dar certo! O caos é meu elemento! O importante é que está decidido e estou feliz pacas! Agora é fazer o que a gente faz melhor: pular no abismo e torcer para ser baixinho!

Como dizia Vicente Mateus, quem está na chuva… é para se queimar!

6 comentários em “Quem está na chuva…”

  1. Pelo que já conheço, vocês gostam de viver perigosamente e com grandes emoções, né? Mas felizmente até agora deu tudo certo e continuará dando.
    Muito sucesso para vocês nessa nova aventura…

  2. E assim é que é bom: com emoçao! 🙂
    E nem vou desejar energia e folego com a(s) mudança(s) pq isso vcs ja tem de sobra. Vou desejar é que esse friozinho na barriga seja presença constante nos projetos futuros. Tenho certeza de que virao muitas historias MARAVILHOSAS para lermos daqui a pouquinho. Pensa que beleza, em meio ao caos, sentar, botar os pés pra cima e beber um delicioso vinho de produçao propria 😉
    Felicidades, queridos!

  3. Oi, Tati! Ah, como espero esse momento dos pézinhos para cima e um vinhozinho de produção própria… 😎🥰 Ainda tem muita ralação até esse dia chegar… mas vai chegar sim! 👊 Por enquanto, estou naquele momento em que você passa o dia inteiro super ocupada e vai dormir com a certeza que esqueceu alguma coisa importante que precisava fazer… 😏😅Beijão e muito obrigada! 😘

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