E começou 2015, vamos dar uma atualizada?

Passamos Natal e Réveillon no Rio. Luiz foi e voltou, eu fiquei direto. Conseguimos que uma amiga viesse diariamente para checar comida e água dos gatos no período do Natal, e um amigo para fazer o mesmo no Réveillon. Dessa forma, acho que eles se estressaram menos, ainda estão um pouco traumatizados com tanta mudança em um curto espaço de tempo.

Foi bom ir para o Rio, afinal, parte da minha mudança para o Brasil foi ficar mais próxima da família. No Natal, meu pai estava mais ou menos, no Réveillon, melhorou bastante. Ele tem um tipo de convulsão do lado esquerdo do corpo, a mão começa a mover sem controle, como um espasmo e a perna perde o equilíbrio. Médico nenhum consegue descobrir que raio de problema é esse! A última possibilidade é uma hipotensão postural, que ele realmente tem, mas não vejo o remédio caréssimo ajudar especificamente nisso. Enfim, achei que eram dois problemas diferentes, a hipotensão e os espasmos e minha mãe teve a idéia de voltar com o remédio para os espasmos, dessa vez junto com o outro. Na primeira semana, funcionou maravilhosamente bem, e ele pode aproveitar melhor a noite de Ano Novo. Na semana seguinte, voltaram os espasmos, mas eu já não estava lá.

Muito bem, o Natal foi tranquilo, mais família mesmo. O Ano Novo foi show! Além da família, levamos alguns amigos nossos e achei o clima bem bacana. Minha mãe gostou do grupo, achou todo mundo simpático. Garantimos a janela principal para minha cunhada gravidérrima e meu pai verem os fogos bem de frente. Ele não aguenta descer na muvuca e estava reclamando que nunca conseguia ver bem, porque todo mundo corria para janela (lógico) e como ele é alto, ficava para trás. Só que ele nunca havia reclamado disso antes, nós nem sabíamos, e esse ano ele já precisava ficar sentado. Sem problemas, fui avisando a todos, que entenderam bem. E a verdade, é que é ótimo passar a virada na praia! Eu só não fui porque queria ficar com eles.

Assim que meu pai foi dormir, fui colocar meu biquini e acertar minhas contas com Iemanjá. Fazia tempo que não pulava as ondas de verdade e não tem comparação entrar no mar e sentir toda aquela energia boa de milhões de pessoas vestidas de branco, cada uma dentro de suas crenças ou descrenças, mas com a esperança que o ano seguinte será melhor.

Dia 2 de janeiro, pegamos o carro e voltamos para São Paulo. Baterias recarregadas! Que venha 2015!

Não tardou para finalmente resolvermos uma das nossas sagas: nossa mudança chegou! No dia 13 de janeiro, que era para dar sorte!

Fiz com a empresa Fink, brasileira. Achei que seria melhor para os trâmites nos portos, receita federal etc. Estão mais acostumados a lidar com o caos que é aqui! Não me decepcionei em nada, pelo contrário, o atendimento foi muito bom desde o início. Educados, profissionais, prestativos, tercerizaram a embalagem em Londres para uma empresa muito boa, fui mantida informada o tempo inteiro, enfim, recomendaria. Sempre quebra uma ou outra coisinha, mas dentro do tamanho da mudança, bastante razoável, nem valeria à pena acionar o seguro, muito trabalho para pouca coisa.

Prendi os gatos no quarto deles, é meio difícil prender os dois juntos, preciso de alguns artifícios, como abrir um patezinho, dar um agradinho… Mas não gosto de abusar desses recursos, porque depois eles ficam ariscos quando tenho que fazer outra vez. O problema é que é impossível fazer mudança com gatos soltos, não dá certo e é perigoso!

Pela primeira vez, tive uma empresa de mudança que me ajudou bastante a desembalar as caixas, uma mão na roda! Adiantou meu trabalho e ainda levou aquele monte de papelão que seria um perrengue para me livrar depois! Eles até se ofereceram para desembalar tudo, mas chega uma hora que você precisa dar uma arrumada antes de abrir o resto, ou vira aquele samba!

E nem sei dizer como foi bom ver minha casa tomando novamente jeito de lar! Até os gatos que saíram do quarto bem desconfiados, logo começaram a reconhecer os próprios cheiros e ficaram felizes da vida! Faltava começar a trabalhar a energia do local e a melhor coisa, na minha opinião, é receber amigos queridos. Sem falar que estava doidinha para dar uma festa!

Bom, os móveis chegaram na terça-feira, no sábado, já marquei logo uma festa de pré-inauguração! A propósito, marquei antes mesmo da mudança chegar, contando que tudo daria certo. Assim que a casa pre-ci-sa-va estar arrumada e a comida feita até sábado de qualquer jeito! Não foi daqueles festões que a gente gosta de dar, foi mais discreta sem poder convidar todos que gostaríamos, algo para checar como seria com a vizinhança e tal. Mas sabe como é, nossas festas pequenas dão uns 40 convidados…

E claro que deu tudo certo! Exceto pelo calor insano, que não conseguíamos dar vazão nem a pau, eu adorei! Essa é a parte mais legal de estar aqui, voltar a conviver com amigos que fazem parte da nossa história é muito bom!

No domingo, nossa casa era oficialmente um lar.

O plano A era fazer a super inauguração definitiva no dia 7 de fevereiro. Queria homenagear Iemanjá, queria fazer uma festa de “abre caminhos”, todos de branco e/ou azul. Mas por uma série de eventos que explicarei depois, não vou dar conta de fazer nada nessa data. Paciência, em alguma hora será.

Eu desconfiava, mas ainda não tinha certeza, que um furacão passaria no final de semana seguinte. Mas essa é uma outra história.

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