Chegou dezembro

E o ano se vai, assim, correndo! Acho que meus anos não passam mais, eles seguem uma enxurrada e me levam junto. Até gosto dessa sensação de movimento, mas às vezes a velocidade é vertiginosa.

 

Faz agora uns seis meses que saímos do centro de Madri para Las Rozas. Não tive problema para me adaptar, poderia ser mais difícil, mas não foi. Achei bom estar um pouco afastada da muvuca, não para sempre, mas por esse período teve suas vantagens.

 

Gostei de voltar a dirigir, de estar em um apartamento grande e mais confortável, fazer nossos trocentos churrascos, com amigos ou somente Luiz e eu.

 

A cidade já não é como quando chegamos, a crise pegou os espanhóis de jeito. Próximo de onde morávamos, há praticamente um protesto nas ruas por semana, com direito a policiais de choque, latas de lixo destruídas e por aí vai. Os noticiários anunciam despejos e escândalos. É triste, mas estar afastada fisicamente desse olho de furacão acabou me preservando um pouco. Tenho consciência de quão egoísta soa esse pensamento e sinto muito, estou sendo sincera, não conviver com o problema não faz o mundo melhor, mas faz minha vida mais fácil.

 

Aproveitei para cuidar de mim. Descansei, dormi melhor, fiz alguns tratamentos estéticos e, pouco a pouco, vou recuperando minha forma anterior à paulada hormonal. Ainda me falta perder algo de peso, mas não tenho mais o eterno corpo de grávida recente que me acompanhou no último ano. O cabelo está quase comprido outra vez e vermelho, como eu gosto. Fútil, né? Estou sabendo… e pouco me importando.

 

Esse período não se resumiu a cuidar do meu umbigo. Sigo com meus mil planos, só não ando com muita vontade de contá-los, nem sei porque.

 

Tenho o costume de usar meu cotidiano para me exercitar, em vários sentidos, porque não só o físico precisa de ginástica. E tenho usado os últimos meses para tonificar alguns músculos meio adormecidos. Acho legal saber que algumas habilidades ainda estão lá, só dar uma azeitadinha na máquina que ela funciona.

 

Ando pressentindo mudanças de ventos, ainda não sei para que lado soprarão, mas estou pronta para voar na mesma direção, seja ela qual for.

 

Esperando 2013, pode chegar!

2 comentários em “Chegou dezembro”

  1. Gostei! Minha leitura da vida, a essa altura já vista pelo retrovisor, é que vivemos numa montanha russa, que sobe devagarinho até mais ou menos os 50 anos e depois disso despenca, em velocidade (no resto também). Mas, como tudo que é vertiginoso, essa fase da vida também pode ser muito interessante. É preciso estar preparado. bjs

  2. Oi, Augusto! Sei lá, tenho a impressão que já estou nessa montanha russa, subindo e baixando, há algum tempo… rsrsrsrs… mas já te responderei melhor quando chegar aos 50! E sim, também acho que pode ser bastante interessante! 🙂 Besito

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