E a festa, como foi?

Foi o máximo!

 

Meu aniversário cai em um feriado e muita gente viaja. Não é de todo ruim, assim diminui a angústia de ter que escolher quem convidar. Porque, por mim e para o desespero do meu marido, sempre chamaria todo mundo!

 

Portanto, contei que morando fora do centro, ou seja, agora é difícil vir na minha casa sem carro e, ainda por cima sendo feriado, podia ficar à vontade para chamar a galera. Mas no meu cálculo pessoal, imaginei que seriam umas 50 pessoas, nessa ordem de grandeza, e assim foi.

 

Estava louca por uma festa!

 

Os últimos meses foram duros, com a confusão de mudança, morte do Jack, doenças diversas na família e tal, ficou difícil encontrar ânimo para comemorações.

 

Acontece que problemas fazem parte da vida, não tenho mais a expectativa de passar todo um ano com tudo absolutamente bem. Não existe mais essa possibilidade. Na verdade, talvez nunca tenha existido, na infância seus pais te poupam desses momentos ou a gente nem entende direito. Uma vez que a inocência se vai, o jeito é se acostumar às calmarias e tempestades. E a minha já se foi há muitos anos!

 

Assim que, resumindo, deu um intervalo entre furacões, em maior ou menor intensidade, eu sempre comemoro! Sabe-se lá quando será a próxima oportunidade. E adoro porque Luiz pensa igual e embarca junto.

 

Como não escondo de ninguém o quanto gosto de celebrar aniversário, acho até que a família, se tem algum problema, encobre e espera passar.

 

Acredito que gentileza, felicidade, alto astral e coisas do bem são contagiosas. Assim que deflagrada a onda, os amigos também seguem e se animam. A gente sabe que vai passar bem, se divertir e todo mundo precisa disso. Eu preciso disso.

 

Gosto de festas com alguma temática, porque você acaba encarnando algum personagem e se libera. Dessa vez, custei a encontrar um tema, porque queria e me pediam várias coisas. Daí fizemos um samba do criolo doido e fundimos aniversário, carnaval fora de época e descarrego, tudo-junto-ao-mesmo-tempo.

 

Os convidados foram incentivados a vir vestidos em três cores: azul para abrir novos caminhos; verde para deixar o de ruim para trás e branco para agradecer. Podia combinar cores, na verdade, podia qualquer coisa, era só de farra. E lógico que o pessoal é show e todo mundo entra na brincadeira.

 

Tinha “fogueira” em sal grosso para queimar uruca, fitinhas do senhor do Bonfim, espada de São Jorge, sete ondas para saltar e por aí vai.

 

Música ao vivo, não preciso nem contar, né? Claro que sim!

 

Começamos cedo, assim os amigos que trabalham na noite podem aproveitar e também evitamos problemas com vizinhos, afinal era a primeira festa nesse apartamento, sabe como é? A gente tem que ir adestrando aos poucos! Assim que tentei ser razoável e não enlouquecer Luiz, sem deixar a festa ficar chata. Aos poucos fomos diminuindo a intensidade do som. De maneira que, sim, fizemos barulho, mas procurei manter o respeito.

 

Ou por isso, ou pela minha teoria que os vizinhos sempre tem medo da gente, funcionou. Ninguém reclamou.

 

Como de costume, faço as comidinhas e os amigos trazem o que quiserem beber. Ainda bem que os fumantes ficam na varanda, porque pela quantidade de bebida, qualquer farpinha explodia o apartamento! O bolo, felizmente, ganhei de presente, porque só lembrei no dia anterior que não tinha pensado em nenhuma sobremesa! Geralmente, tenho um pouco de vergonha de cantar parabéns, mas esse ano estava no pique e com vontade.

 

Eu fui na minha cachacinha e nem tenho porque negar, lógico que chutei o pau da barraca! Sem esquecer de tomar litros e litros de água, porque sou profissional no assunto e tenho uma fama a zelar.

 

Toquei, cantei, dancei, dei novecentos e trinta e nove abraços etílicos e conselhos inúteis importantíssimos! Ganhei um monte de presentes e sorrisos legais! Enfim, me diverti horrores!

 

Luiz teve ajuda para arrumar o apartamento, porque afinal, de algo vale a intimidade e sempre tem quem desça o lixo, quem dê uma ajeitada na louça, quem dê uma limpada no chão… nossos convidados são muito independentes!

 

Infelizmente, uma hora a festa precisa acabar, eu sempre acho que foi pouco, mas me conformo.

 

Fui dormir feliz da vida. E será assim que me lembrarei desse aniversário.

4 comentários em “E a festa, como foi?”

  1. Bianca que vc possa comemorar mais 100 vezes seu aniversario, sempre cercada de pessoas de quem você gosta, com muita saúde, a sua lucidez, alegria e bom humor, e guardar somente as boas recordações pois no fim a única coisa que levamos são elas, um grande abraço.

  2. Biiiiiiiii, eu não lembro do bolo 😮 Nem do parabéns, nos cantamos????
    Era assim que eu tava?????? Afeeeeee kkkkkkk
    FOI TUDO DE BOM!!!!!!!!!
    E muitos mais virão…
    Beijocas

  3. ahahahahahaha… não é a única que não lembra do bolo. A Amanda também não lembrava e inclusive comeu do dito cujo! Enfim, depois da garrafinha de vodka evaporada, acho que você tinha motivos para esquecer algumas coisinhas, assim, detalhes, tipo o bolo de aniversário! kkkkkkkkkkkk Boa viagem, chica! Besitos

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