Entre calmarias e tempestades

Entre a saída de Madri e a volta para casa, ficou um hiato perdido, as férias no Rio. E a verdade é que foram ótimas e bastante aproveitadas.

 

Por lá, não queria perder tempo sentada escrevendo. Meu plano era chegar aqui e começar a contar tudo com calma. Mas logo de cara perdemos ao Jack, que parecia estar apenas esperando que a gente voltasse.

 

Depois fiquei sem vontade de falar ou escrever nada. Para ser sincera, só me dava vontade de dormir e, às vezes, dar uma ajeitada no apartamento novo. Até meu vício, que é a internet, diminuiu radicalmente.

 

Mas também não quero fazer drama, sei que são só momentos que vem e vão e a gente tem que aprender a respeitá-los.

 

Então, como um exercício de sanidade, vou voltar no tempo um pouco e contar o que passou nesse período, cronologicamente.

 

Chegamos ao Rio no dia 26 de agosto. Meu irmão e minha mãe nos esperavam no aeroporto. É o único lugar do planeta para o qual viajo com o número de bagagem que tenho direito. Porque sempre viajamos o mais leve possível, mas para o Rio não dá!  E, obviamente, tudo contrabando de comida! Vou com jamón, fuet, azeites… volto com cachaças, carne seca, paio, costelinha defumada… e, claro, com algumas poucas peças de roupa para acomodar as encomendas.

 

Por quase todos os dias, o plano era família durante o dia e amigos à noite.

 

Como sempre, é muito difícil a gente conseguir visitar algum amigo em sua casa. Nas primeiras vezes que íamos, não era raro que a gente marcasse, mas no dia acontecesse algum imprevisto e nos ferrasse os planos. Além do que, se íamos à casa de um, mas não na de outro, já viu, né? Quer saber, instituímos como regra: sinto muito, mas não vamos à casa de ninguém! Marcamos em algum bar, avisamos por Facebook e quem quiser e puder aparece! Não é infalível, mas funciona bem melhor assim.

 

Além do mais, vamos sem carro, por isso, preferimos sempre marcar as coisas pelas redondezas. Vamos combinar, nós atravessamos um oceano literalmente para estar ali, certo? Quem quiser nos ver, que pegue seu carrinho e atravesse algumas ruas, estou errada?

 

O fato é que adoro rever as pessoas e as que se dispõem a sair um pouquinho da sua rotina e nos encontrar são extremamente bem vindas!

 

Não me sinto tão distante, a internet encurta bastante os caminhos e me sinto participando da vida da família e dos amigos e eles participando da minha. Para quem mora em outro país, as redes sociais ganham outra dimensão. Mas para ser muito honesta, sinto falta de ver as pessoas ao vivo e a cores! E se tenho essa oportunidade, aproveito e curto mesmo.

 

Posso dizer que essa viagem foi aproveitada em todos os sentidos. Em relação à família, esperava até ter um pouco mais de trabalho. Nossos pais seguem envelhecendo, como nós mesmos, e sempre é uma incógnita se, ao estarmos aí, vamos passear em algum restaurante ou hospital.

 

Meus pais estavam bem, dentro do possível. Minha mãe me parece um pouco cansada e precisando relaxar mais, mas entendo que é complicado. Meu pai segue dando trabalho com sua indisciplina alimentícia, mas para ser sincera, quem sou eu para julgar? O que mais na vida lhe dá prazer além de comer bem? Será que eu não faria igual? Eu já desisti de me sentir culpada por isso. Se estivesse morando ali, ele estaria comendo o mesmo e minha mãe continuaria meio cansada. Lógico que o apoio da presença ajudaria, mas não resolveria. Aprendi simplesmente a aceitar e a estar disponível quando o calo aperta.

 

Acho até que quando vou, eles seguram um pouco a onda. Minha mãe procura reclamar menos e meu pai faz-de-conta que é um pouco disciplinado, tenta não abusar tanto. Assim a gente consegue aproveitar melhor o tempo, que sabemos que é curto.

 

Não fazemos grandes programações, além de estar mais em casa, almoçar juntos e coisas desse gênero. Entendi, ou me pareceu, que no final das contas, importa mais estarmos juntos em atividades rotineiras, que lembrem o estilo de vida que tínhamos quando ainda éramos crianças e morávamos ali.

 

Com os pais do Luiz, as coisas andavam um pouco mais complicadas. Seu pai vem se recuperando, mas precisa de bastante ajuda. Sua mãe estava cansada, triste e distante. Ainda assim, tivemos bons momentos. Dentro do quadro, achei que meu sogro se recuperou mais do que imaginava, seguia com certa atitude positiva e uma lucidez que nem esperava.

 

Um dos dias que estive por lá, chamei minha mãe e minha sogra para um chá da tarde. Também foi uma amiga da minha mãe que gosto muito. Era uma maneira de tirar minha sogra desse ambiente de médico, enfermeira, doença… enfim, sair um pouco do contexto. Ao mesmo tempo, passar uma tarde com minha mãe era bastante agradável. Fomos ao Julieta de Serpa, uma casa de chás bastante refinada na Praia do Flamengo. Elas escolheram um dia que havia apresentação de músicas italianas. Vamos combinar, que as músicas não eram exatamente o meu forte, mas se elas estava felizes, eu também estava! E a verdade é que a apresentação era muito bem cuidada.

 

Vivo brincando que em uma relação é importante que haja uma cigarra e uma formiga, por isso, corri e gritei primeiro: Cigarra! Cigarra! Por outro lado, a cigarra também tem suas responsabilidades e cumpro direitinho com as minhas!

 

Resumindo, desde que chegamos até sairmos do Rio, não houve nenhuma grande alteração ou preocupação com os nossos pais, fora as de sempre. E isso é algo que já me vale as férias! Consigo relaxar e curtir também o restante da família, os amigos e a cidade.

 

E foi o que fiz.

 

Meu irmão está namorando sério e gostei da minha cunhada. Nessas coisas não há nada garantido, mas há bons começos e é o caso. Achei ele mais equilibrado e, principalmente, feliz com a relação. E, nem que fosse só por isso, já teria minha simpatia. Fico na torcida para que seja o melhor para os dois.

 

Minha mãe fez em casa um lanche para a família, que acabou virando uma festa! Minha família é muito bagunceira e festeira, honro minha origem. Achei ótimo, porque assim consegui ver bastante gente. Como disse antes, é difícil sair visitando de casa em casa, ainda que, às vezes, me bate essa vontade.

 

Também fomos a vários bares e, aos poucos, conseguimos ver a maioria dos amigos.

 

Alguns encontros bem diferentes, um deles, com mais dois casais de amigos que vivem aqui em Madri e, por coincidência, estavam de férias no mesmo momento. Foi meio bizarro fazer um encontro madrileño em plena Urca, mas bastante divertido. Ao longo da noite, chegaram amigos cariocas para aumentar a mesa.

 

Outro encontro bastante marcante foi com o pessoal que estudou comigo no segundo grau, em Brasília. Fizemos um encontro no Rio, reunindo não toda turma, afinal, a maioria segue morando em Brasília, mas com bastante gente querida que não encontrava há apenas 26 anos. Fiquei até nervosa no dia, mas a conversa fluiu naturalmente.

 

O único detalhe é que enchi a lata de cachaça, afinal é só o que bebo quando vou ao Brasil. Fala sério, o preço de vinho por lá é uma barbaridade! E cachaça boa é super difícil de se encontrar por essas bandas. Assim que minha escolha não é nem difícil!

 

Minha fama de boa bebedora me precede e, de modo geral, mantenho razoavelmente a classe. Pois é, mas com a emoção do momento, acho que desceu diferente, comi pouco, sei lá, fiquei lararí larará e liguei para Luiz ir me buscar! Ele, por sua vez, estava com amigos de colégio e também havia chutado o pau da barraca, mas estava melhor que eu. Muito bem, assim que ele apareceu, me despedi, pegamos um taxi e viemos embora.

 

Cheguei em casa colocando a alma para fora e só líquido! Foi quando me toquei que deveria haver lembrado de comer, né? Não seja por isso, fui cozinhar lingüiça com tutu, um jantarzinho básico para a madrugada. Mas o fato é que me fez melhorar. Fomos dormir e apaguei.

 

Pelas 4 da matina, acordei na cama e, já boa, comecei a pensar na noite, se havia falado alguma bobagem… se deveria pedir desculpas para alguém… essas besteiras… Daí comecei a tentar me lembrar se na hora que viemos embora havia pego minha bolsa e não lembrava nem a pau! É que sempre que saio com Luiz, não levo bolsa e das poucas vezes que isso acontece, não é raro que eu a esqueça. Entretanto, se estamos na casa de amigos isso não é um grande problema, mas em um bar no Rio de Janeiro…

 

Levantei num susto: Luiz, eu trouxe minha bolsa?

 

Ele acorda assustado, não sei, ascende a luz para procurar. Olhamos tudo em volta e nada!

 

Levantamos, fui para a internet ver se havia algum recado de amigos… e nada. Luiz telefona para meu celular… e nada. Descobrimos o telefone do bar, mas a essa altura já estava fechado e ninguém atendia. Ele me diz: você precisa ligar para algum dos seus amigos  que foi  ao encontro para confirmar.

 

Hein? Como é que vou ligar para alguém às 4h30 da manhã?

 

Bianca, se você não ligar, temos que começar a cancelar os cartões agora!

 

Caraca, que vergonha! Mas ele tinha razão, não tinha outro jeito. Saí ligando. A primeira amiga, felizmente, não atendeu. O segundo, atendeu com voz de sono, é claro. Pedi milhões de desculpas, mas perguntei sobre a bolsa e ele não sabia de nada.

 

Quando estávamos a ponto de começar a cancelar os cartões, meu maravilhoso marido teve uma idéia brilhante! Meu Iphone tem GPS e nos conectamos para ver onde ele estava. Luiz tinha certeza que ele apontaria o endereço do bar e eu que ele estivesse passeando por algum morro!

 

Mas, de repente, ele me diz: Bi, está dizendo que o telefone está aqui!

 

Aquilo foi música para meus ouvidos, reascendeu uma chama de esperança! Voltamos a procurar no quarto, com Luiz telefonando para meu celular. Começamos a escutar um som que parecia vir do fundo do mar e descobrimos minha bolsa abafada embaixo de uns travesseiros! Por isso, não escutávamos nada antes.

 

Eu não conseguia nem comemorar de tão nervosa! Tinha meus documentos brasileiros e espanhóis, cartões de crédito, Iphone novo, celular do meu pai… putz! Olha o tamanho da encrenca!

 

Mas tudo bem, quando acaba bem! Minha bolsa não estava perdida e agora era só a vergonha de ter enchido a lata e acordado o povo de madrugada! Como minha dignidade já foi abandonada há anos (e assim vivo bem melhor), tudo bem também.

 

Mudando um pouco de assunto, as notícias que tinha do Jack em Madri também eram tranquilizadoras. Ele estava bem com o casal que ficou aqui em casa e eles mandavam notícias sempre. Provavelmente, já estava perdendo peso, mas é muito difícil para quem não convivia com ele notar, ele é muito peludo. Estava segura que ele estava sendo bem tratado e, pelas informações, estava gostando deles, conheço meu bicho. É que estava doentinho mesmo, coitado, e havia algum tempo.

 

O fato é que estava curtindo muito minhas férias, me sentindo bem, relaxada, calma. Daí me preocupou um pouco, conheço a diferença entre a calma e os períodos de calmaria que precedem as tempestades. Nas vésperas de vir embora, comecei a ficar meio angustiada. Mas é difícil saber o porquê, volta de férias é sempre difícil.

 

Chegamos muito bem, nossos amigos que ficaram em casa nos receberam no aeroporto com o carro. Assim que já voltamos com ar de vida normal.

 

Quando entramos pela porta, Jack veio correndo nos receber com seu tradicional miado de reclamação por companhia. Quando pegamos ele no colo, tanto eu como Luiz notamos que ele havia perdido mais peso e nos preocupou. Não estava estressado, se via que foi bem tratado, mas provavelmente, o problema nos rins havia avançado, a gente só não sabia o quanto.

 

Passamos o dia tentando que ele comesse, mas ele estava se recusando. No resto, parecia quase normal, seguia ronronante e gostando de carinho. No início da noite, quando costumo dar seu remédio com o patê que ele adorava, ele se recusou novamente. Isso sim era um sinal complicado, ele não estava simplesmente enjoado da comida renal, estava sem nenhum apetite.

 

Dormimos muito mal essa noite. Ainda assim, meu felino me fez sua habitual visita noturna pedindo carinho. Seguia ronronante, feliz, mas muito magrinho.

 

Pela manhã, Luiz deu uma fugida do trabalho e fomos levá-lo ao veterinário. Estávamos preocupados, mas sempre tento ter um rasgo de otimismo e pensar que pode haver tratamento mais um tempo.

 

Ele havia perdido outro kg, estava com praticamente metade de seu peso habitual. Os exames de sangue acusaram que realmente seu problema renal havia avançado. Não conseguimos que estabilizasse com o remédio e a comida especializada. Afinal, ele também tinha 13 anos, já era um senhor, não tinha a mesma capacidade para se recuperar.

 

Havia a possibilidade de interná-lo para tomar soro e medicação um par de dias, sem nenhuma garantia que isso melhoraria sua condição. Do que conheço meu gato, deixá-lo só em uma clínica tomando medicação intravenosa não melhoraria em nada, só o faria sofrer e se sentir sozinho. E para que? Para a gente ter mais alguns dias com ele? Para vê-lo definhar?

 

Preferia que ele se fosse ainda feliz, ronronante e sabendo que não o havíamos abandonado. O veterinário ainda se sensibilizou e disse que não precisávamos tomar a decisão naquele minuto, mas ele não sabia que essa decisão estava tomada há 8 anos, quando perdi minha primeira gata. Esperar só prorrogaria o sofrimento para todos, inclusive para meu Jack.

 

Ficamos com ele em todo o procedimento e voltamos para casa como menos um na família.

 

É duro, mas uma hora passa. Outro dia estava escrevendo sobre o luto e sei que um dia a gente acorda melhor, não dói tanto, é só saudade. Sigo me centrando que esse dia vai chegar. Hoje é mais fácil que ontem.

 

Tenho tentando me manter nos planos que havia feito antes, de cuidar mais de mim. Preciso um pouco desse egoísmo momentâneo de olhar para meu umbigo e me sentir melhor dentro do próprio corpo. Tenho a sensação de estar um pouco desequilibrada, fora do eixo. E não é só pelo Jack, é por tudo.

 

Voltei a pintar meu cabelo de vermelho, comecei a fazer alguns tratamentos estéticos menos invasivos, tento minha sexagésima dieta, pinto paredes, decoro a casa nova…

 

Vou começar a viajar mais, em princípio, acompanhando Luiz em viagens de trabalho, mas em breve, quero voltar ao Caminho de Santiago. Uns diazinhos caminhando e só pensando nos meus pés, setas amarelas e bosta de vaca, me fariam muito bem!

 

Ando sem vontade de cozinhar, comprando comida pronta direto. Na primeira semana, Luiz cozinhou! Como ele só tem duas especialidades, pipoca e carne na brasa, acabou sendo a segunda opção. Na verdade, ele se transformou no “Homem-Churrasco”! Passamos uma semana inteira comendo carne no carvão! Na boa, chegou o momento em que simplesmente não aguentei mais! Sugeri um churrasquinho de frutos do mar, só para variar um pouquinho! Ficou muito bom também.

 

Montamos um tipo de jacuzzi inflável na terraza, que tem sido meu xodó! Não consigo aguentar o sol do verão madrileño, mas dentro da água, posso passar um dia inteiro! Assim que estou até moreninha, acredite quem quiser.

 

Pois é, daí parecia que tudo caminhava para seu eixo, até sentir a sensação de calmaria outra vez.

 

No último domingo, resolvi tentar falar com minha mãe. Nosso fuso horário é muito diferente nessa época do ano e sei que ela estava evitando me perguntar sobre como estava porque me conhece. Quando estou triste, prefiro estar quieta e sem falar muito. Quando vai passando, eu mesma vou me encarregando de voltar ao mundo dos vivos.

 

Mas comecei a achar tudo muito quieto. Enfim, domingo consegui falar com ela e parecia tudo bem. Fofocamos um pouco e ela estava fazendo hora para ir ao clube, meu pai já estava lá. Então tá, foi implicância minha, estava tudo bem.

 

Segunda-feira, pela hora do almoço daqui, ela me procurou no Facebook, mas foi justamente no minuto em que estava desligando, porque tinha minha primeira sessão de cavitação (o mais parecido a uma lipoaspiração, mas sem cirurgia). Disse que a procurava mais tarde. Nem me toquei que, pela diferença do fuso, devia ser pelas 6 da manhã no Brasil, o que raios ela estava fazendo essa hora na internet, né?

 

Mas não pensei e passei boa parte do dia fora. Daí, quando chegou à tarde e estava mais tranquila, procurei por ela. Descobri que meu pai estava internado na UTI e nem queriam me falar nada.

 

Hein?

 

Aparentemente, não é tão grave. Ele estava gripado, abusou um pouco no clube e passou mal, foi um pouco depois que eu havia falado com minha mãe. O caso é que, com tanta complicação que ele já teve, uma gripe pode assustar bastante e todo cuidado é pouco. Foi levado para o hospital e, por seu histórico, por precaução ele já vai direto para UTI, mas pode receber visitas, é um quarto particular. Está com uma infecção (provavelmente da gripe mesmo) e a respiração bastante pesada. Então, começaram a dar antibióticos e a alterar um pouco a dosagem da sua medicação. Para uma pessoa normal e jovem, isso é bobagem, mas no caso dele, como disse, precisa ser tudo monitorado.

 

Ainda é pouco? Vamos complicar mais?

 

Minha sogra também começou a ter alterações e precisou ser internada. Se não foi no mesmo dia que meu pai, foi no dia seguinte. Não corre risco de vida, felizmente, mas é sempre preocupante.

 

Ou seja, o clima aqui em casa está uma delícia, né? Parecemos dois zumbis!

 

Às vezes, tenho saudade de quando éramos crianças e acreditávamos que tudo daria certo e correria bem. Eu sei que era uma falsa expectativa, primeiro porque nossos pais filtravam boa parte dos problemas e depois, porque nossa perspectiva era muito menor. Os problemas seguiam ali, simplesmente não notávamos. De toda maneira, sinto falta dessa sensação.

 

Por outro lado, a experiência me fez entender que apesar das calmarias precederem tempestades, também há boa chance das tempestades anunciarem que o sol brilhará novamente. Simplesmente, ele não brilha para sempre, uma hora a noite precisa tomar seu lugar, e a noite também tem seu lado bom.

 

Hoje é quarta-feira e meu irmão acabou de me ligar, avisando que meu pai sai da UTI para o quarto normal. Normalmente, quer dizer que ele deve receber alta amanhã ou perto disso. Assim que espero que venha por aí um primeiro raio de sol!

 

Enfim, com tudo isso acontecendo, resolvemos não fazer a famosa tradicional feijoada do Luiz. Se toda essa história vai dar uma guinada de 180º e no dia estaremos animados… como vou saber? Espero que sim e, então, a gente muda tudo outra vez! Mas agora não tem clima e não quero estressar mais o Luiz.

 

De momento, um dia de cada vez e um leão por dia.

16 comentários em “Entre calmarias e tempestades”

  1. Querida! Estou aqui! Se conceição precisar de pelo menos umas piadinhas, me avise, corro no face, vou la levar ela para dar uma voltinha, enfim… estou qui! beijos para vocês e fale para o Luiz que agora tem alguém aqui que gosta muito de vocês e esta a disposição!!! beijos!!

  2. Bianca, sinto muito por toda a tempestade mais como você fala logo chegará a calmaria.
    Espero que tudo se resolva o mais rápido possivel e que tudo der certo.
    Quanto ao Jack, sinto muito nao perceber que ele estava perdendo peso. Na verdade ele estava bem, roronante, detrás do Patrick quando tocava o despertador todas as manhãs. Se deixava

  3. Tamise, o primeiro kg que Jack perdeu a gente também custou a perceber e olha que nós somos os donos. E, realmente, acredito que ele estava bem com vocês. Tenho certeza que ele parou de comer quando a gente chegou. Com a Buchannan foi bem parecido. Enquanto meus pais estavam nos visitando, ela segurou a onda. No dia que eles foram embora, ela parou de comer. Era seu sinal, os bichos encontram sua linguagem e o Jack encontrou a sua. A vocês, só tenho a agradecer por terem dado a ele os melhores últimos dias que ele poderia ter. Beijo

  4. Obrigada, Leila! A recíproca é verdadeira e a gente sabe que pode contar com você 😉 Mas realmente, espero que isso se resolva logo! Beijo

  5. Bianca e Luiz, agora eu percebi como é horrível estar longe e receber notícia dos nossos pais quando eles passam por um susto assim, e outros mais pesados. Comecei a ler e já fiquei em alerta. Mas que bom que ele já saiu da UTI e espero que a sua sogra também esteja melhor. Mando minhas energias daqui pra eles! E espero que a calmaria venha no momento que tiver que vir. O Caminho sempre ajuda 🙂 boas vibras pra vcs e aqui estou pro que precisarem, silêncio ou festa. Beijos!

  6. Biancosa, sei que longe do jeito que estou, nao posso ajudar muito (no sentido da palavra), mas algumas oracoes com o nome da familia nao fazem mal a ninguem: entao essa vai ser a minha parte!!!! Coloco todas nas minhas rezas hoje a noite. Voce sao tao especiais para mim 🙂 E tenho certeza como voce: o sol esta chegando, o importante e nao desperdicar os momentos da luz!!! Beijos e forca, amiga! Tenho verdadeira admiracao por voce conseguir dividir isso com os amigos por esse mundao afora. Eu te entendo TAO BEM :):):) Cheers!!

  7. Hola Bianca amanha temos um dia bem especial na igreja tambem me junto pra rezar por todos voces, e o caminho de Santiago è longo, e minha casa fica no meio do caminho, assim que sintase a vontade pra vir. Um beijo Antonia.

  8. Bi! Um leão por dia! Tempo ao tempo e tudo vai dar certo! É meio utópico, sei disso, mas vale a pena acreditar, ou ao menos tentar.
    Sinto muito pelo Jack, fiquei bem chateada e sei que se falasse disso contigo ao vivo choraria, pq gostava muito dele, muito mesmo.
    E boas energias para sua família, muita saúde e muita força!
    Bjão e se precisar, dá um toque.

  9. Bianca, eu queria te recomendar um livro. Chama-se Deep Nutrition – Why Your Genes Need Traditional Food. Fala de muita coisa, acho que vai ajudar no lance de engravidar, no fato do seu pai não querer fazer dieta (quem quer?) e tem muita informação legal mesmo. Inclusive explica porque a cozinha francesa é a mais rica nutricionalmente para o corpo – e isso que os autores são americanos. Considerando que vc gosta de cozinhar, acho uma ótima pedida.

  10. Pois é pessoal, obrigada pelos comentários carinhosos e preocupados. As coisas sinalizam melhorar, meu pai realmente saiu da UTI e foi para o quarto, assim que imagino que entre hoje e amanhã ele receba alta. O que considero uma ótima notícia!

    O resto vai se ajeitando com o tempo, é assim mesmo. Nem todos os dias podemos estar felizes, é normal. É um dos motivos pelo qual celebramos tudo o que temos direito, dá um fôlego para esses momentos.

    A única coisa que não perco é o apetite… rsrsrsrs… sacanagem, né? 😉

    Falando nisso, Bel, valeu a dica, vou dar uma olhada. Até que de modo geral somos bastante preocupados com a alimentação. Chutamos o balde um pouco nos fins de semana, afinal, ninguém é de ferro. Mas sempre bom ler a respeito e aprender mais.

    Patrícia, te mandei um e-mail.

    Beijão para todas e fiquem bem vocês também!

  11. Bianca,

    Apesar de não costumar comentar muito, adoro ler o teu blog e costumo acompanhar… lamento muito por tudo e espero que o teu pai e sogra recuperem o mais depressa possível.

    Como a minha mãe costumava dizer não há bem que nunca acabe nem mal que senpre dure 🙂

    Beijos
    Andreia

  12. Que maré braba chica!Espero que seu pai saia o quanto antes do hospital e a mae do Luiz se recupere logo também. Nao ha de ser nada, dias melhores virao e aí voltarao as festas, feijoadas e toda a alegria e o bom astral de sempre! Como diz o ditado, nao há mal que sempre dure! Muita energia positiva para vocês!!!!Beijao

  13. Bi,
    Já te disse o que pensava e os meus melhores desejos…
    A nuvem vai passar e o ceu volta a ficar azul…
    Ler tudo isso, nao tem como nao se emocionar e admirar sua serenidades nas palavras…
    Tenho certeza que tudo vai dar uma super guinada de mais de 180º, confia e faça a parte de vocês como vem fazendo…

    Beijos grandes!!!

  14. Oi, Andreia! Já te vi por aqui, seja bem vinda! Pois é, assim como você e Tereza, também acho que não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe… e vice-versa.

    É, Patrícia, vamos aguardar mais uma super guinada e que chegue logo!

    Obrigada, meninas, Besitos

  15. Boas notícias do front: meu pai já saiu do hospital e está bem em casa 🙂 O leão do dia já foi!

    Obrigada pela torcida e boas energias, pessoal!

    Besito

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