Desfazendo os nós aos poucos

Pois é, com tanta coisa que resolveu acontecer ao mesmo tempo, às vezes fica até difícil você saber do que cuidar.

 

Então, vamos por partes.

 

Primeiro, tenho amigos show de bola! Foi um tal de gente aparecer e se oferecer para ajudar na mudança, carregar coisas, limpar etc. Eu acho o máximo essa disposição! Procuro pedir o mínimo possível, porque acredito que a gente só deve gastar o tempo dos outros quando não tem jeito mesmo. Mas não nego que é bacana saber que, se a gente precisar, sempre tem com quem contar.

 

Falando em mudança, contratei a mesma de sempre, a El Retiro. O engraçado é que, depois de tantas vezes, umas quatro, eu acho, acaba que tenho atendimento de empresa. Inclusive recebo cartão deles de Natal. Cliente VIP total! Também, eles sabem que de dois em dois anos eu bato lá para mudar outra vez.

 

Mas teremos que esperar sair a autorização da mudança, não vai ter jeito. Minha rua é muito apertada e precisam fechar o quarteirão por algumas horas para a gente poder tirar os móveis. Custa uma taxa de 100 euros e leva um mês para conseguir.

 

Fora que é um mico daqueles, né? No horário combinado, chega a polícia e fecha a rua. Depois estaciona o caminhão e começam a descer as caixas e móveis, geralmente, pela janela. Chama a maior atenção, todo mundo quer ver! Mas já nem me abalo com isso, estou calejada.

 

Bom, nós fizemos um acordo com o novo proprietário de não pagar a primeira mensalidade, mas em troca, pintar o apartamento (se a gente quisesse), colocar um forno e uma máquina de lavar roupa.

 

A gente quis pintar as paredes. A cor da sala era muito escura e o resto da casa, não estava terrível, mas se notava que havia sido usado. Queria entrar com tudo limpinho e novinho. Contratei uma pessoa para fazer isso. O mesmo operário que fazia tudo aqui no apartamento atual. Já estou acostumada com ele, não é muito barateiro, mas faz as coisas direito e é de confiança. Tem que ficar um pouco no pé dele, como todos, mas também conheço esse esquema.

 

No fim de semana, fui com Luiz comprar o tal do forno e da máquina de lavar. Ele conhecia um outlet por Las Rozas (bairro onde vou morar) que estava com bons preços. Devem entregar na quarta-feira, mesmo dia que o pintor ficou de começar.

 

Vira e mexe eu vou no apartamento novo. Ou para fazer o orçamento com o pintor, ou para mostrar para uma amiga, ou para levar material de limpeza… enfim, minha cabeça já está lá. Levei também uns incensos e comecei a deixar a casa com uma energia bacana. Só é meio complicado porque é longe e ruim para ir de condução. Então, tenho que ir cedo com Luiz para o trabalho dele e ficar com o carro.

 

Meu estilo de vida vai mudar muito, mas estou gostando. Tenho certeza que se fosse há um ou dois anos atrás, não daria certo, mas agora estou prontinha para esse passo. Acredito que minha vida parecerá mais com a que tinha no Brasil ou nos EUA, no sentido de estar sempre dependente do carro. Mas tudo bem, eu já brinquei de casinha europeia quase 8 anos, agora quero mais é conforto.

 

Semana passada, fui no médico. Ele é sempre animado. Minhas medidas do endométrio estão muito boas, fluxo de não-sei-o-que muito bom… mas sei lá, me preocupa um pouco me animar demais. Ele me marcou exame de sangue nessa quarta-feira, assim que até sexta, devo saber se rola ou não rola gravidez. Honestamente, não sei o que pensar, tem horas que acho que sim, outras que não. Não noto sintomas, mas não quer dizer muita coisa, porque além de muito cedo, não tive grandes sinais quando engravidei pela primeira vez. O que tiver que ser, será. Pelo menos, estarei bastante ocupada para me preocupar com isso ao longo da semana.

 

Quanto ao meu sogro, não melhorou. Os sinais vitais, digamos assim, se estabilizaram, mas sua lucidez está se perdendo e não dá para saber quando e se voltará. É bem duro, estou tentando não me envolver tanto, pelo menos até confirmar essa história da gravidez. Sei que não é bonito de se dizer, mas não vou negar que estou me preservando. A família do Luiz tem uma maneira diferente de se relacionar do que a minha e não quero confusão. Ajudo no que posso, mas não pretendo puxar essa responsabilidade e também ninguém me pediu que o fizesse.

 

Final de semana foi movimentado. Durante o dia, para variar um pouco estávamos resolvendo coisas do apartamento novo. E na sexta e no sábado tínhamos aniversários de amigas para ir.

 

Na sexta-feira, foi aniversário de uma amiga de trabalho do Luiz, que eu conhecia. Ela fechou uma área de um bar lounge em Las Rozas. Achei legal conhecer um pouco as redondezas e ver que por lá também há boas opções. Conheci outros companheiros de trabalho do Luiz e achei o pessoal bem legal. Acredito que ao mudar para lá a gente vá se entrosar mais com alguns deles.

 

Como curiosidade, conheci uma argentina e, no primeiro momento, admito que tinha meus preconceitos. Ela perguntou da onde eu era e quando eu falei Brasil, ela soltou um “ah”, meio antipático. Luiz e eu nos entreolhamos como quem diz, só podia ser argentina, né? Acontece que às vezes a gente se engana com a maneira de falar das pessoas, porque depois que ela terminou de cumprimentar o pessoal, voltou para mim e disse que adorava o Brasil, que o pai tinha apartamento no Rio e ela passava as férias por lá. Ou seja, o “ah” não era de despeito, era pela coincidência. O golpe de misericórdia foi quando ela disse que era Portela! Aí, eu já estava querendo virar amiga! É verdade que no decorrer da festa, se fizeram dois grupos, um bastante grande com o pessoal do trabalho e acompanhantes e outro pequeno só de argentinos. Como costume, acho que não queriam se misturar. Uma pena, poderia ter ficado amiga da portelense.

 

Enfim, não ficamos até muito tarde, estávamos meio cansados e tínhamos coisas para resolver na manhã do sábado.

 

E no sábado, foi aniversário de outra amigona, que se juntou com mais duas e fecharam uma boite só para os amigos. Foi um dia meio confuso, porque a Espanha estava jogando contra França um pouco antes de começar a festa. A cidade estava com os bares e ruas bastante cheios por isso. Mas a verdade é que para gente, acabou dando no mesmo. Fiquei feliz que a Espanha ganhou da França e fiquei feliz de ter uma noite reservada com os amigos. Estava afim de dançar e botar as bruxas para fora e assim o fiz.

 

Bebi minhas caipirinhas e nasceu um whisky na minha mão! Mas bebi bastante água e não chutei o pau da barraca. Melhor me cuidar. Porque ando com minha labirintite doida para vir. Felizmente, sem crise, mas meio tonta quando faço movimentos mais rápidos com a cabeça. Então, não quero abusar.

 

Durante a festa, perguntei a uma amiga se ela e o marido não queriam morar duas semanas lá no apartamento, quando formos ao Brasil de férias. É que agora é mais complicado ter alguém que possa ficar por lá. Como disse, precisa ter carro. Meu amigo trabalha bem perto e minha amiga gosta daquela área. Para gente, seria uma mão na roda, para cuidar do Jack. Eles toparam e fiquei mais tranquila por termos com quem deixar o gato. Beleza! Mais um assunto resolvido!

 

Na saída da festa, quando vou me despedir de uma amiga, ela me dá uma bolsinha e fala para eu ver depois. Não dava para a gente se escutar direito. Do lado de fora, abri e era um colar lindo! Fiquei na dúvida se ela havia se confundido, achando que eu fiz aniversário, ou se era para eu entregar para alguém e eu tinha aberto achando que era para mim. Mas nada, ganhei um presente assim de graça! Ela viu um colar que achou minha cara e simplesmente me deu. Adorei.

 

No taxi para casa, falo para o Luiz: olha, só para você não ser pego desprevenido, é possível que eu tenha convidado algumas pessoas para um churrasco lá no nosso apartamento novo no próximo sábado… Ele começou a rir sozinho, e eu estou convidado, tenho que levar alguma coisa? Claro que sim, e você tem que levar a churrasqueira!

 

Bom, honestamente, não sei se vai rolar. E nem é porque não temos nenhum móvel no apartamento ainda, isso os amigos não ligam. Mas é porque não sei se o pintor termina a tempo e se consigo limpar a casa. Já veremos.

 

De qualquer forma, tentamos comprar uma churrasqueira no domingo, mas estava tudo fechado. Vamos tentar durante a semana. Se não for para agora, será para depois. Mas uma churrasqueira na nova terraza é fundamental! Também vi um SPA portátil, na verdade, parece uma ofurô inflável que fiquei doida! Está na minha lista de desejos, mas preciso medir direitinho para ver se cabe bem.

 

E assim, pouco a pouco se desfazem os nós. Muito trabalho, mas tudo tem solução. E quer saber, bem que gosto desse movimento.

5 comentários em “Desfazendo os nós aos poucos”

  1. Lu, pois nasceu na minha mão! Foi plantado por um amigo… rsrsrsrs… e eu juro que não pedi, quando vi apareceu! Daí eu aceito a gentileza, né? Besitos

  2. Adorei saber das novidades. A gente não tá lá tão perto, mas temos carro, então podem contar pro que precisarem. E se não precisarem também! Muitas alegrias na nova casa!!! :))

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