Segunda-feira, no médico…

Lá fui eu para minha consulta de rotina.

 

É assim, se espera a regra baixar e pelo quinto dia começo a tomar um estimulante para ovulação por 5 dias seguidos, um comprimido pela manhã e outro pela noite.

 

Daí, tenho que ir ao médico para ele checar como vai a tal da ovulação e pelas medidas que ele tira, faz as contas dos meus dias férteis. Assim, que todo mês vou ao ginecologista fazer uma ecografia para ele definir meus dias de “procriação”.

 

Não é tão ruim quanto soa, na verdade, até que a gente leva no bom humor. Às vezes, tenho que ir depois para checar se ovulei mesmo e já chego logo dizendo: fiz meus deveres de casa direitinho! Ele ri e sinto que fica na maior torcida para que eu engravide mesmo. É bom que me anima.

 

Mas na última consulta não cheguei tão animada. Queria conversar com ele sobre parar de tomar os hormônios e estava com algumas dúvidas. Ele percebeu logo e, felizmente, teve a sensibilidade de me ouvir e esclarecer melhor algumas coisas.

 

Primeiro, porque minha última menstruação foi a coisa mais estranha do planeta. Atrasei uns 3 ou 4 dias e sou um relógio. Logo veio cheio de coágulos. Estava desconfiada que fecundava, mas o embrião não seguia. Ao mesmo tempo, não sabia se isso era coisa da minha cabeça. Até porque os testes de gravidez de farmácia me davam sempre negativo.

 

Ele achou que era uma teoria possível, na verdade, até concordava com ela. Não achei o melhor dos mundos, mas de certa maneira, senti que posso reconhecer algumas sensações físicas e que não era simplesmente loucura minha. Também me disse que era um bom sinal, porque ainda que o ideal fosse a gravidez, meu corpo segue reagindo.

 

Perguntei se isso queria dizer que eram meus óvulos que já não estavam bons e por isso não evoluíam. Ele respondeu que poderia ser, mas não necessariamente, há outros fatores que poderiam influenciar. O que também me tranquilizou.

 

Expliquei que estava cansando e antes de seguir, ele já me adiantou que eu estava no quarto ciclo de tentativas e que se tenta no máximo seis. Assim que, eu não sabia, mas havia um final previsto. Tinha decidido tomar os hormônios só mais esse mês, mas diante dessa resposta, prefiro fazer o seis ciclos completos. Mais um, menos um…  fico tranquila e não tenho a responsabilidade por essa decisão. Não sou eu que preciso desistir, se for o caso.

 

De qualquer maneira, eu normalmente preciso começar a tomar progesterona a partir dos dias férteis. E é o hormônio que mais tem me enchido o saco. Perguntei se a gente não podia cortá-lo e, se realmente engravidasse, voltava a tomar imediatamente.

 

Ele me explicou que, na minha idade, é normal as mulheres terem carência de progesterona e tal… seria mais prudente manter… mas o que exatamente estava me afetando a progesterona?

 

Comecei dizendo que estava me dando muita retenção de líquidos, meus cistos estavam aumentando e que estava incômoda.

 

Ele seguiu meio na dúvida, tentando me convencer que não era tão mal, até que me perguntou novamente, está te incomodando tanto a progesterona?

 

Não tive outra alternativa, precisei usar a resposta que toda mulher sabe que não se pode contra argumentar:

 

_ Doutor, estou gooorrrrrda!

 

Muito bem, antes de ser médico, ele é homem e bem casado, sabe muito bem o que essa frase significa. Qualquer ser masculino razoavelmente inteligente e em sã consciência, nesse momento não dá mais um pio!

 

O discurso mudou para, veja bem, a progesterona é importante, mas é mais importante você estar bem com seu corpo, isso também afeta. Então fazemos assim, não começa a progesterona ainda e volta aqui na semana que vem, vamos ver seu endométrio e dependendo de não sei o que, isso indica se há ou não carência de progesterona. Daí a gente decide. Mas de toda maneira, pelo menos adiamos o hormônio!

 

Minha sanidade agradece!

 

Ele quer fazer outra coisa diferente também, esse mês não faço só o teste de farmácia, ele deve me pedir um exame de sangue para medir meu FSH (ou algo assim, sei que tem “H”).

 

Enfim, não saí de lá exultante, mas saí tranquila. Pelo menos entendi as coisas um pouco melhor, diminuiu a quantidade de hormônios, sei que meu corpo ainda reage e sei que existe uma data final para o processo.

 

Uma última coisinha, antes de vir a famosa frase: relaxa que acontece! Que, a propósito, não faz nenhum sentido para quem realmente está tentando. Gostaria de contar a experiência de uma amiga que tentou por uns três anos (e está gravidíssima agora). Ela ficava preocupada por não conseguir “relaxar” e perguntou a sua médica se isso poderia estar afetando a falta da gravidez. A médica respondeu que não afetava em absolutamente nada! Na-da! Daí veio a próxima pergunta, então, por que é normal, por exemplo, as pessoas engravidarem em viagens de férias? Não é porque relaxam e saem da rotina? Pois não, queridas, é simplesmente porque fazem mais sexo!

 

E dito isso, relaxada ou não relaxada, agora me toca a desfrutar da parte mais divertida da história. Deixa eu fazer meus deveres de casa, né?

6 comentários em “Segunda-feira, no médico…”

  1. Bianca, o médico da sua amiga tem razao nao tem nada de relaxar ou nao relaxar, acontece e pronto.
    Nao te pergunto sempre porém estou também na torcida. O importante ser feliz, tentar quantas vezes você possa.
    Eu serei mãe, não sei como nem quando mais tenho certeza disso e sei que se vc quer será também de uma maneira ou de outra, tomara que seja com um barrigao. Chá de bebe, festas de bebe, etc.
    Sorte e qualquer coisa estamos do seu lado é só gritar!!!

  2. Bianca,
    Sei que nao acreditas em Deus, mas eu acredito e sei Que tudo nas nossas vidas tem um proposito. Sei bem o q vc esta passando pois passei por mais ou menos isto em 2003. Tenho 2 filhos do primeiro casamento e estou com Marcelo ha 13 anos e o que nos mais sentimos falta e do nosso baby. Em 2003 fui ao Brasil e fiz uma cirurgia de reversao tubaria. Com minha burrice e ignorancia, aproveitei pra fazer uma lipoescultura, pois tinha certeza Que iria engravidar e queria estar magra. Meu tiro saiu pela culatra. So nao morri, por meu nome nao estava na escala do dia. Fui parar na UTI e gastei 3 meses pra me recuperar. Voltando pros EUA, comecei a mesma via sacra q vc esta passando. Resultado.: minhas trompas nao funcionaram, engordei horrores, o baby nao veio e agora tudo quanto e dieta nao adianta nada. Com tudo isto aprendi que o que e pra ser sera. As nossas vontades nao sao maiores que as vontades de Deus pra nos. Tenho uma amiga do segundo grau Que minha amiga aqui no face que tentou engravidar durantes anos, fez tudo quanto e tratamento, ai encheu p saco e desistiu. Ai, agora vejo fotos do Gustavinho, com 3 anos. Ela me disse outro dia: Monica, quando eu relaxei e deixei acontencer o q estava reservado pra minha vida, fiquei gravida e quase nao acreditei. Entao querida, RELAXA, o que for pra ser, sera. Mas saiba que estarei torcendo por vc sempre. Perdoe minha maneira sincera de expressar minhas crencas e ideias. Bjs

  3. kk ai Banca, de novo essa história do “relaxa”… até qdo teremos q ouvir isso??? heheheheheheheh – bjos

  4. Pois é, Vivi… rsrsrsrsrs… independente do que eu diga, as pessoas entendem o que querem, né? Não entra na cabeça do povo que relaxar é igual a desistir, é a única maneira. Enfim, é um tal de me dizerem para relaxar e/ou rezar, menina! Quando, vamos combinar, o conselho certo é: faça sexo! heheheheh… Mas tudo bem, como já disse, não me aborrece mais 😉 Besitos

  5. Oi, Monica! Que bom que você se recuperou, né? O corpo, acho que é uma questão de tempo, o mais importante é a saúde, com certeza! Obrigada pela torcida e que te passe o melhor para vocês! Besitos

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