18 aninhos de casada… uma relação adulta!

No dia 18 de março é nosso aniversário de casamento e acabamos de fazer 18 aninhos!

 

Como tenho brincado por esses dias, agora nosso relacionamento é adulto, já pode dirigir, sair para beber e votar. O único problema é que qualquer infração é crime!

 

Pois é, engraçado que às vezes tenho essa sensação de que foi ontem. Não tenho o peso que imaginei que houvesse em tantos anos de relacionamento. Talvez até porque não somos os mesmos ao longo do tempo. Felizmente, nossas mudanças tem sido para o mesmo lado, e quando não são, damos nosso jeito de tornar a vida compatível e mais leve.

 

Ao mesmo tempo, outras vezes parece que sempre foi assim. Há umas semanas encontrei uma amiga nova, que me perguntou como a gente se conheceu. Tive que parar alguns segundos e organizar as ideias. Aquela sensação de como assim a gente se conheceu? Ele não estava sempre ali?

 

Não, não estava sempre ali, chegou um dia. Mas hoje é difícil lembrar de qualquer história importante onde Luiz não esteja presente. Temos nossa individualidade garantida, é lógico, impossível qualquer relacionamento sobreviver sem seu espaço, mas realmente há momentos que parece que a gente se fundiu.

 

Nas agendas dos nossos amigos, somos a Bianca “do Luiz” ou o Luiz “da Bianca”. Como nas cidades do interior, passou a ser nosso sobrenome.

 

Sem combinar, contamos as mesmas piadas, dividimos a mesma ironia sarcástica, nos vestimos da mesma cor e nos esforçamos para não pedir os mesmo pratos nos restaurantes (o que não precisamos negociar porque sempre sabemos o que o outro vai pedir). Poderia ser considerado monotonia, mas eu chamo de cumplicidade. E vamos combinar, de monótona nossa vida não tem nada!

 

De uns tempos para cá, me olho nas fotografias atuais e quase não gosto de nenhuma, não me reconheço. Cheguei à conclusão que é porque ainda me vejo no espelho e me imagino com olhos de passado. Mas não sou mais assim, não tenho o mesmo peso nem a mesma pele. E, principalmente, não tenho o mesmo olhar.

 

Não estou falando de vaidade ou do medo de envelhecer, simplesmente da consciência de que cada vez tenho menos tempo. Só isso.

 

Na verdade, talvez haja um pouco de vaidade sim, mas tenho um conforto. Escuto Luiz reclamar que se vê velho e é engraçado escutar suas próprias reclamações bem parecidas com as minhas mais íntimas e pensar que não noto nada disso nele. E o que noto, não me incomoda. Então, acredito (e tenho a esperança) que para ele também seja assim.

 

E essa é uma grande vantagem em poder envelhecer junto a quem se ama. Sem os óculos e com a luz baixa, ainda podemos ter dezoito anos.

 

 

4 comentários em “18 aninhos de casada… uma relação adulta!”

  1. Felicidades sempre na vida de vocês B & L 🙂 Almas gêmeas. Bianca, linda a cor cabelo vestida de noiva 🙂 Fica bem, besitos

  2. Concordo em gênero, número e grau…

    O prazer de envelhecer junto de quem eu amo é um prazer e tira todo o “gosto amargo” de perceber o meu envelhecimento individual.

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