Fazendo contas

Agora sou uma mulher matemática: vivo contando!

 

Porque entre o sanduíche de “feveillon” e carnaval, dona Bianquinha segue em seus planos de gravidez. E para não perder a conta, deixa eu registrar tudo direitinho! E aviso logo que esse texto interessará mais às mulheres que também tentam engravidar.

 

Primeira data que você nunca pode esquecer é a da última menstruação. É dali que saem todos os cálculos e, no caso de tudo dar certo, será quando começa a contar a sua gravidez.

 

Minha última data foi 03 de fevereiro.

 

O primeiro passo foi tomar o estimulador para ovular, no meu caso, o Omifin. Ele começa a ser tomado no 5º dia da menstruação, ou seja, nesse caso, no dia 7 de fevereiro. Foi tomado durante 5 dias. Ou seja, que tomei até o dia 11 de fevereiro.

 

No dia 13, fiz outra consulta como médico, que por sua vez confirmou que meu ovário esquerdo reagiu.

 

Daí ele disse que minha ovulação provavelmente seria entre os dias 15 e 16 de fevereiro. Segundo ele, o óvulo dura 48 horas e o espermatozóide 72 horas, portanto, para cercar essa data, deveríamos manter relações nos dias 15, 16 e 17 de fevereiro. E que não fizéssemos nada nos dois ou três dias anteriores.

 

Ele não me recomendou medir temperatura. Na dúvida eu medi e não tive grandes alterações. Também não me falou nada de deixar as pernas para cima por um tempo, coisa que a sabedoria popular prega constantemente. Mas quer saber, lenda ou verdade, não me custava colocar as pernitas para cima, então está valendo!

 

É um pouco engraçado você ter dia marcado para sexo, no caso, três dias seguidos, mas não achei nada ruim!

 

Muito bem, no dia 17 de fevereiro, comecei a tomar progesterona para dar uma forcinha. Voltei a tomar o Ultragestan 200mg, uma vez ao dia. Normalmente, tomo antes de deitar porque me dá muito sono. Aliás, acho ótimo, durmo que é uma beleza!

 

No dia 20, voltei no médico e fiz nova ecografia, para verificar se havia realmente ovulado, medir não sei o que do endométrio e blá, blá, blá… Bom, nessa consulta ainda é muito cedo para dizer que estou grávida, mas poderia confirmar que não estava. Felizmente, segundo ele, tudo seguia como se deve, como se diz por aqui, a coisa tinha “muy buena pinta”.

 

Ele fez novas contas e me disse para fazer o teste de gravidez no dia 3 de março. Até lá, a comer paredes de curiosidade para saber logo se deu certo!

 

Lógico que fiquei toda animada, né? O médico me perguntou se eu tinha algum sinal ou percebia alguma coisa diferente. Eu disse que sim, mas que ele não levasse muito em consideração, porque agora tudo que sinto acho que é um sinal!

 

O único problema é que minha resistência baixou e eu gripei, coisa que raramente acontece. É raríssimo que eu pegue uma gripe! Mas nem isso achei ruim, porque da primeira vez que engravidei, aconteceu exatamente a mesma coisa. Para ver o nível de neurose da pessoa, até a gripe eu achei que era um sinal positivo!

 

Bom, tinha uma outra questão, isso foi exatamente antes do final de semana do carnaval. E pelo sim ou pelo não, achei que não deveria me arriscar. Não quero fazer nada errado.

 

Assim que não deixei de aproveitar, de encontrar os amigos e tal, mas nada de beber ou abusar fisicamente. Dizem que manter suas atividades normais não é o problema, o complicado é fazer algo que não estava na sua rotina. Estou acostumada a um ritmo puxado, portanto, não me custa esforço adicional sair, dançar um pouco, caminhar, mas me preservei. Depois conto sobre o carnaval, que aliás, foi muito divertido.

 

E quer saber, eu aproveitei e sigo aproveitando muito minha vida, segurar minha onda não é esse sofrimento todo. O chato mesmo foi ficar toda entupida e com medo de usar qualquer medicação.

 

Admito que à medida que o tempo vai passando e se aproxima da data de fazer o teste, meu ânimo vai sendo substituído por preocupação. Não é que não acredite, sigo otimista até o final, mas às vezes me bate o pensamento do é bom demais para ser verdade. Será que engravido logo na primeira tentativa? E se não for agora, por quanto tempo ficarei nessa expectativa?

 

Porque por mais que a gente tente levar uma vida normal, fica difícil não pensar nisso. Como acabo de explicar, seria no mínimo imprudente que eu levasse a minha vida normal. Necessariamente, muda minha programação de viagens, os encontros com amigos, os horários, o que como, o que bebo, a maneira de fazer ginástica, de subir as escadas de casa. Então, como faço para simplesmente não pensar nisso? É complicado.

 

Isso quer dizer que estando ou não, comecei a levar uma vida de grávida! Não é ruim, mas é diferente, porque é meio maluco você agir como se estivesse, sem ter certeza se está!

 

Enfim, detalhes que devo ir aprendendo a lidar pelo caminho. Talvez seja bom para eu ir absorvendo que minha vida já mudou e esse é só o começo.

6 comentários em “Fazendo contas”

  1. Imagino a ansiedade (sentimento), na verdade acho que só quem tá tentando a gravidez sabe o que é sentir isso. Como diz o velho ditado “A fé move montanha” ou “Pensamento positivo atrae coisas positivas” , qualquer que seja o dito, o importante é estar cercada de amor e energia positiva (isso tu tens de sobra) 🙂 entao no final tudo dará certo. Fica bem. P.S.: Também tô gripada, cheguei ontem de viagem.

  2. Querida, vamo que vamo.. perninhas pra cima, fui uma das conselheiras da sabedoria popular..ahahah. Enfim! Torcida a postos. bjs

  3. Oi, Andreia e todas! Na verdade, esse teste de 3 de fevereiro deu negativo. Ainda não tive tempo de escrever, mas termino logo com o suspense 😉 Foi o primeiro mês de tentativa, assim que imagino ser normal. Amanhã vou ao médico, acredito que ele vá manter o mesmo tratamento. Besitos

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