Carnaval em Madri 2012

Adianto que foi bem animado, aliás, se não foi o mais animado, seguramente foi o que mais dias teve!

 

Geralmente, nosso carnaval em Madri se resume ao sábado, quando nos juntamos e saímos em bloco para batucar na rua.

 

Acontece que dessa vez começou na quinta-feira, dia 16 de fevereiro. Pela hora do almoço, chegou meu irmão do Rio, junto com duas amigas. Ele ficou hospedado aqui em casa e as amigas em um apart hotel logo na esquina, muito perto.

 

Na mesma tarde, fiz um passeio pelo centro da cidade com eles e paramos para comer no Mercado de San Anton e no de San Miguel. Eles já começaram ali os trabalhos etílicos, mas eu estava uma lady só na água e, claro, nas tapas que são ótimas!

 

Bom, na sequência, foi a noite das caipirinhas, no Belmondo, uma coqueteleria bem charmosa em lavapiés. Lá fomos nós e um grupo de amigos. Luiz e eu não ficamos até muito tarde porque ele trabalhava no dia seguinte, aqui não tem feriado em carnaval. Então, pela hora da Cinderela a gente puxou nosso carro e o pessoal seguiu mais um pouco.

 

Na sexta, acordei meio entupida, senti que estava querendo gripar e me deu um pouco de medo. Meu irmão não estava sozinho e não dependia de mim para sair. Pois quer saber, fico em casa e me preservo, porque à noite tem mais.

 

E teve! Na sexta à noite foi um grito de carnaval, organizado por um amigo em um bar, na Taberna Alabanda, com direito à fantasias e marchinhas!

 

Veja bem, para quem estava atento, leu mais acima que meu irmão saiu do Rio em pleno carnaval para vir a Madri, certo? Imagino que por si só esse fato demonstre o quanto ele ama de paixão pular carnaval. Mas o caso é que nós íamos para esse bar e as amigas dele gostaram da história, portanto, ele acabou sendo voto vencido. E a verdade é que se divertiu e dançou bastante.

 

O pessoal se empolgou e todo mundo foi fantasiado. Com os amigos daqui não tem erro, todos embarcam na brincadeira sempre! Nem preciso dizer que o povo chutou o pau da barraca três vezes, né? O bar não estava lotado e virou festa privê, animada, mas confortável.

 

Como já contei, não estava tomando álcool nesse carnaval. Tudo bem, porque consigo me divertir sóbria no meio dos doidões, até dou corda. E devo ser a única que sabia exatamente o que estava acontecendo a todo momento. Entretanto, por empatia aos meus amigos ébrios, e sorte a deles, me abstenho de contar sobre a vida alheia, a menos que me toque diretamente. Mas para dar uma idéia do teor alcoólico da galera, só conto que duas pessoas perderam suas carteiras!

 

Uma delas, amiga do meu irmão, com seu passaporte dentro! Pequeno detalhe, no dia seguinte, bem cedo, os três tinham passagem marcada para Barcelona.

 

O que quer dizer que saímos cedo da festa, por volta dàs duas da manhã, para dar tempo deles dormirem alguma coisa. Mas na prática, não adiantou muito, porque tiveram que ir para a polícia dar queixa, entre outras pendências a serem resolvidas quando se perde a sua bolsa! Resultado, ninguém deitou antes das 4 da matina!

 

Um parêntese, enquanto esperávamos essa confusão com o povo na polícia, liga o outro amigo que tinha perdido a carteira. Atendo eu e bato o maior papo com ele, afinal, não estava fazendo nada mesmo e tinha que esperar acordada. E no meio de uma conversa relativamente surreal, entendo que ele perdeu uma carteira, em suas palavras: com 40 contos e minha carteira do coração…

 

Carteira do coração? Que raio será isso? Deve ter querido dizer que era uma carteira de estimação, que ele gostava, sei lá! O importante é que dizia não haver levado documentos.

 

No dia seguinte, ele mandou uma mensagem ao Luiz avisando que perdeu a carteira. Luiz respondeu que sabia. Ele não lembrava que já tinha nos falado! Meu amigo, você ligou duas vezes às 3 da matina e bateu o maior papo com a Bianca! E que raio é a carteira do coração?

 

Era uma carteirinha da Cruz Vermelha! E sim, ele tinha perdido os tais 40 euros, mas não havia levado documentos. Menos mal.

 

Seguindo a saga, no sábado, às 7 da manhã já estávamos de pé para levar meu irmão e a amiga que não perdeu nada no aeroporto e a outra na delegacia. Chegamos no apart hotel, só estava meu irmão e a amiga que ia viajar. A outra devia estar com vergonha, dormindo, sei lá! A gente ficou meio chateado de estar todo mundo acordado àquela hora e justo a pessoa que perdeu a bolsa não ter aparecido. Mas tudo bem, isso era problema deles.

 

O que não sabíamos é que em seguida ela levantou, conseguiu embarcar com a carteira de motorista com foto e acho que uma declaração da polícia que havia perdido o passaporte. Como era um vôo nacional, deu certo. E lá mesmo em Barcelona, ela conseguiu fazer outro passaporte de emergência. Enfim, tudo solucionado!

 

Voltamos para casa e demos uma cochilada para agüentar o tranco! Porque no sábado era o principal programa carnavalesco, dia de por o bloco na rua! Fomos nos juntando em um grupo de amigos, e passamos ensaiando músicas e percussão nos domingos de janeiro e fevereiro.

 

Vou ser bastante sincera, no dia mesmo estava mortinha! Gripada, toda entupida, sem poder tomar remédio, sem poder ficar doente, sem poder beber e um frio do cão na rua! Afinal, aqui é inverno!

 

Acontece que tinha posto a maior pilha em um monte de gente, feito toda a propaganda, levantado expectativas… enfim, não dava para amarelar de jeito nenhum.

 

Então, às cinco da tarde lá estávamos nós na concentração do bloco, no Kabokla. O plano A era ficar só na concentração e na hora de ir para a rua a gente sair pela tangente e voltar para casa. Mas já dizia Vicente Mateus que quem está na chuva é para se queimar. Assim que quando o bloco foi para a rua, lá fomos nós com ele.

 

Fui tocando tamborim e o Luiz, caxixi. Mas pelo meio do bloco ele também tocou tamborim comigo. Saímos do Kabokla, na Calle San Vicente Ferrer, caminhamos até a Plaza de España, subimos pela Gran Via até Callao, descemos a Preciados até a Puerta do Sol. De lá, se fez o caminho de volta.

 

Mostro um dos vídeos do pessoal, quando estávamos descendo a Preciados. Dá para notar que é um bloco bastante democrático, cada um toca e canta o que quiser. Na frente é uma música, na bateria é outra! Mas tudo bem, o importante é a brincadeira e divertido foi! A gente aparece duas vezes, a primeira por volta dos 20 segundos, quando um dos músicos mostra uma garrafa, estamos atrás dele tocando tamborins; e a segunda quase no final vídeo.

 

No trajeto de volta, assim que chegamos em Callao, caminho para nossa casa, resolvemos sair à francesa e tirar nosso time de campo. Demos nossos chapéus para outras duas pessoas e tomamos nosso rumo!

 

Domingo foi dia de preguiça! Meu irmão estava em Barcelona ainda, chegaria na segunda-feira, e já sabia que durante a semana a programação deveria seguir. Melhor a gente aproveitar para descansar.

 

Segunda-feira, tive médico e estava tudo certo. Ótimo, assim relaxei um pouco! Aproveitei para pegar o nome de algum descongestionante nasal que eu pudesse usar e me senti melhor.

 

O pessoal chegou de Barcelona no fim da tarde. E nessa noite, além dos três, ainda haviam chegado mais dois casais, amigos do meu irmão. Marcamos jantar com todo mundo, um grupo de nove pessoas, em plena segundona! Fomos ao Paralelo Cero, onde eles foram super gentis e nos colocaram em uma sala privativa para nosso grupo.

 

As amigas do meu irmão eram bem divertidas e os casais também, assim que a animação seguiu. Luiz voltou para casa, afinal ele não está de férias, e segui com eles para o Olé Lola, um bar lounge em Malasaña.

 

Na terça, jantamos no já legendário El Fogón de Trifón, como não poderia deixar de ser e na quarta-feira, fomos ao La Mucca. Enfim, tentei buscar lugares com estilos diferentes para variar um pouco.

 

Na quarta, depois do jantar e de deixar Luiz em casa, fui com eles até o El Junco, mas nem me atrevi a entrar, porque me conheço e sei que não tenho maturidade! Fui só garantir que eles soubessem o caminho e voltei da porta!

 

Na quinta-feira, ainda saí com meu irmão durante o dia, para fazer as últimas compras e comer alguma coisa só nós dois. E à noite eles foram embora.

 

Por um lado, dei aquela respirada por poder descansar, mas por outro, ficou a sensação de meio vazio. Eu bem que estava gostando da confusão, por mais comportada que estivesse.

 

Para quem achava que ia acordar mais tarde na sexta, nada! Obra em casa! Pelo menos foi rápido e pela hora do almoço já estava tudo resolvido.

 

Quando chegou à noite, perguntei ao Luiz se ele queria sair para jantar ou fazer alguma coisa e ele praticamente rosnou para mim! Após cruzar com seu olhar, algo entre um assassino em série e alguém pedindo clemência, achei que era melhor ficar quieta em casa mesmo…

 

Um novo fim de semana estava chegando,  porque ninguém acha que acabou, né? Mas, enfim, essa já é outra história…

2 comentários em “Carnaval em Madri 2012”

  1. Nosso carnaval foi show mesmo!!!!!!!!!
    E vcs sao muito valentes porque aguentaram firme e forte e dona Bi, sem beber, com frio o que é mais dificil…
    Mas ficou linda, concentradissima tocando seu tamborim ao lado do seu querido! Querido que nao toquei seu ovinho neste carnaval…rsrsrs Porque já tenho meu… Obrigada! Bem foi uma farra gostosa, e passamos super bem!
    Na sapucai do centro de Madrid… bacana!!!!!!!!!!! Beijos!!!!

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