Chama que ela vem!

Estou falando da mudança! E logo não tocarei nesse assunto por mais algum tempo, porque já entramos em novo ciclo e estamos passando da fase de transição.

 

Tem gente que não gosta de mudança e tem suas próprias razões para isso, não julgo, cada um sabe de si. Eu gosto. E não é que não sofra com elas, porque muitas vezes é realmente difícil. Agora, percebi que nem espero mais ela acontecer para recebê-la de boa vontade. Se ela começa a demorar, corro eu atrás dela!

 

E pode chamar que ela vem.

 

Depois de balançar a energia da casa e nos desfazer de parte do passado para deixar entrar o novo, olha quem apareceu? A mudança!

 

Muita calma nesse momento, nada tão radical, pouco a pouco e no tempo que deve ser. Simplesmente, o que estava entravado começou a se mover, só isso. Acontece que só isso, um olhar treinado sabe que é grande coisa.

 

Luiz andava borocoxô com seu trabalho. Ao mesmo tempo, como se queixar ou arriscar em um momento tão delicado como agora na Espanha? Um monte de gente desempregada ou ganhando mal pacas e ele bem na fotografia. Sei o que é estar nesse lugar, já estive aí e não é tão confortável como parece. Porque no fundo, você não está feliz, mas se sente até culpado em reclamar. A tendência natural é procurar se conformar. Mas vamos combinar, poucas coisas na vida são mais frustrantes que a conformação.

 

Acho que ninguém está realmente bem se não está feliz no seu trabalho, mas essa relação é mais forte para homens do que para mulheres. Juro que não estou sendo sexista e lógico que exceções existem, mas na média é assim. Pergunte a uma mulher, oi, fulana, tudo bem? Ela faz uma média entre casa, empresa, filhos, marido, amigos, seu peso, viagens… enfim, e provavelmente comece a falar da vida para você. Pois pergunte a mesma coisa a um homem  e ele começará a te responder diretamente sobre o trabalho. Algo como, tudo bem, a indústria está em uma boa fase… ou, mais ou menos, os clientes não andam comprando nada… e blá blá blá…não importa, quase sempre o que segue o “tudo bem ou não” é uma descrição do que está acontecendo no seu emprego. Principalmente se a conversa for com outro homem. Assim de simples, pode fazer o teste!

 

Portanto, meninas, alerta! Quando seu parceiro não está satisfeito no trabalho, se preparem, eles começam a se sentir inseguros em relação às suas capacidades em geral (porque o trabalho é ele) e independente do nível em que estejam, viram garotos, ficam ranzinzas, engordam. E é bem provável que precisem da sua ajuda (ou de alguém)  para ver que há vida além do escritório e eles continuam sendo as mesmas pessoas!

 

E não, não estou falando necessariamente do Luiz, falo do que observo em geral e é bastante claro. Uma mulher sabe a importância de se ver no olhar do outro, vai muito além da vaidade ou de se importar com o pensamento alheio, trata-se da eterna reconstrução que passamos. Ajuda muito nos vermos bem em outros olhos e saber que alguém acredita em você. E nisso, por conhecimento de causa, podemos ajudar bastante.

 

Mas voltando à prática, Luiz recebeu há pouco uma proposta para mudar de posição dentro da mesma empresa. Um cargo em que ele se sente muito melhor e sem o risco de deixar uma companhia razoavelmente segura, pelo menos nesses tempos. Contando assim, parece pouco, algumas linhas. Acontece que isso fez toda a diferença do mundo. Ele está feliz da vida e parece que tiramos um bode da sala!

 

Porque com isso, também me animo a tocar meus planos. Teoricamente, deve querer dizer que seguimos por Madri, pelo menos, por algum tempo razoável para executar algum plano e não morrer na praia.

 

Pois eu juro que o simples fato de me abrir e estar disposta a tocar o barco por aqui, fez começar a aparecer algumas propostas. Idéias que estou amadurecendo e já já contarei, só preciso que elas estejam mais claras e concretas. Mas adianto que é na área de gastronomia. Alguns projetos venho matutando há algum tempo, falta colocar em prática e espero ter a oportunidade de fazer isso em breve.

 

Talvez não consiga executar exatamente o que quero, pelo menos no início, mas me importa começar de alguma maneira, sair do plano e ter alguma ação. Nem que me sirva de aprendizado, tudo bem, mas preciso sair do abstrato!

 

E para completar o quadro, na próxima segunda-feira, tenho consulta médica, para tentar engravidar novamente. Dessa vez, como manda o figurino e de maneira mais divertida, assim espero!

 

Do dia para noite, meu humor deu um giro. Hoje desceu minha menstruação do tal segundo ciclo, que eu precisava esperar para voltar a tentar. Parecem malucos esses rituais de passagem, mas funcionam que é uma beleza! De uma hora para outra quero comer melhor, tenho menos vontade de beber, quero tentar acordar mais cedo… uma injeção de energia!

 

Voltei a ter vontade de cuidar de mim, algo que senti falta quando perdi a gravidez. Não é que não me cuidasse, eu sempre me cuido bastante, mas era de uma maneira diferente que nem sei explicar direito. Quando estive grávida, me cuidar não era difícil, não era sacrifício, não custava, estava totalmente motivada e tudo parecia natural. O sono enorme que as grávidas reclamam às vezes, me sentou de maravilhas! Nem me lembro quando consegui dormir tão bem meses seguidos e acordar normalmente de manhã cedo, descansada, com vontade de tomar um café da manhã saudável. De comer em horas regulares e ter um prazer enorme em ingerir o que me fazia bem. De fazer ginástica com a consciência de que era uma cura para o corpo. De estar alegre em beber água e saber que estaria hidratada, com minha lucidez ao máximo, e ainda assim me divertir entre os que estavam em outra onda.

 

Isso tudo desapareceu no dia seguinte em que abortei. Como veio, toda essa disposição se foi. Eu quis muito que não acontecesse dessa forma, mas aconteceu e me deixou nostálgica não só pela gravidez em si, mas por quem eu fui nesse período.

 

Continuo sendo a mesma pessoa e continuo com as mesmas chances e riscos. Mas agora mesmo, só me importa que posso tentar de novo, ainda posso. E fiquei muito feliz pela possibilidade e por sentir o gosto dessa disposição novamente, de saber que essa força segue aí para quando eu realmente precisar.

 

Só faltava chamar.

9 comentários em “Chama que ela vem!”

  1. Oba! parece que o Feveillon já está trazendo os ares da mudança e das resoluções que acompanham o Ano Novo! Fico aqui na torcida por vc e pelo Luis, e com uma vontade enoooorme de estar aí bem pertinho de vcs…

    Beijocas!

  2. Oi, Bianca!
    Nao sei se vc curte esses selinhos pra blog. Mas ganhei um e gostaria de compartilhar contigo e indiquei teu blog também.
    Dà uma olhadinha là no meu blog.
    Bjos!

  3. Como nao me alegrar por vocês queridos!!!
    é pensar grande que vem grande!
    Pensa positivo que vem positivo e nada muda se vc nao mudar…
    E é isso mesmo, tem que ser uma metamorfose ambulante sempre!!!
    Beijos e 2012 só começou alias merece um brinde dia 11 no Feveillon!!!!!

  4. Oieee Bi!

    Vixe, por muitas razões, fazia tempo que eu não passava por aqui.

    Mas comecei a ler o texto e não parei até o final. Delicioso. Mais uma vez.

    Fiquei muito feliz com a notícia das mudanças e do novo ânimo. Por incrível que pareça, também senti isso… um pouco diferente, claro, mas rolou ontem. Andei me estranhando nos últimos tempos, mas ontem eu voltei a me reconhecer. Só que diferente, é claro.

    Mas o bom é que voltei a ter ânimo para pegar a minha tese e terminar com ela, de uma vez por todas. E seguir em frente. Algumas vezes a gente demora para dar este passo, para ter forças de retomar algo, mas uma hora isso chega.

    Muito sucesso para ti, nos projetos e com as novidades. E para o Luiz também. Aliás, parabéns para ele pela mudança. Fiquei contente.

    Beijos mil para vocês.

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