Como andar de bicicleta

 

 

Festeiro que se preze não perde a mão. É como andar de bicicleta, você dá as primeiras pedaladas e o resto sai naturalmente. 

Intervalo nos problemas pessoais e mundiais, crises que esperem um pouquinho, porque tradição é tradição, e em setembro aqui em casa tem feijoada! E tem que ser completa!

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Fizemos novamente o abadá, distribuído logo na chegada. Deixei disponível tesoura para quem quisesse personalizar o seu. A maioria das meninas optou por modificar a camiseta. Bom, sou zero à esquerda com qualquer coisa parecida à costura, mas uma amiga me ajudou com o meu e com o de outras convidadas.

Estampa da camiseta 2009

Estampa da camiseta 2009

 

Foram 5 kgs de feijão preto, 2 pacotes de arroz, 3 kgs de farinha, 9 bolsas de acelga (para fazer a falsa couve), 3 kgs de laranja e duas gavetas do congelador em carnes variadas. Uma semana na cozinha, fazendo aos poucos e congelando. O feijão, foi feito na véspera e refogado no dia. Nada de panela de pressão, feijão sem pressa, cozido devagarinho com cada carne ao seu tempo. 

Quanto às sobremesas, uma amiga veio dormir aqui em casa desde quinta-feira e fez pudim, mousse de limão, torta alemã, pavê e um bolo maravilhoso com o símbolo do flamengo (ela é vascaína, fazer o que? Ninguém é perfeito e promessa é dívida!). Outra amiga trouxe um creme de abacaxi.

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Enquanto o pessoal chegava, servimos frutos secos, linguicinhas, azeitonas, queijo e batata frita. Nada demais, porque vamos combinar, não faltava comida, né?

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De bebida, foram 130 latas de cerveja, 9 garrafas de cachaça, 1 garrafa de vodka, ½ garrafa de rum, 20 lts de refrigerante, resfriados em 35 bolsas de gelo. Colocamos instruções para a caipirinha self service e o pessoal se virou. Da próxima vez, melhor ter mais cerveja, não faltou, mas não sobrou.

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Os pratos e talheres foram descartáveis, sinto muito. Pessoalmente, detesto coisas de plástico, mas com 40 amigos presentes, ficava impossível ser diferente. 

Muito bem, o fato é que 85% do meu trabalho é antes dos convidados chegarem. Na hora da festa, relaxo e curto. Alguma coisa sempre tem para fazer, mas para ser sincera, gosto de ter funções ou atividades. Até servir a comida, cuidei da festa, a partir daí, todos já estavam à vontade e com intimidade suficiente para que o barco seguisse sozinho. 

Depois do almoço, começou a música ao vivo e lá fui eu para o meio deles batucar. Imagina se vou perder essa oportunidade? Agarrei meu djembe e fui para o meio dos percussionistas tentar aprender por osmose. Não sei como raios estava tocando, mas estava me sentindo a própria! De vez em quando, precisava me lembrar que era a dona da casa e ia atender alguém. Claro que outra pessoa se apoderava do instrumento e eu ficava marcando sob pressão com cara de cachorro magro até recuperá-lo de volta.

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... fui ao ar, perdi o lugar! :P
... fui ao ar, perdi o lugar! 😛

Lá pelas tantas, achei que já havia saído muita bebida e que ainda tinha gente que dirigiria para casa. Brilhante idéia, vou esquentar a feijoada outra vez! E lá foi o caldo de feijão na cumbuca! 

Mais ou menos pela meia noite, os últimos convidados se foram. Nossa amiga que dormiu aqui em casa ajudou com a louça, Luiz com a arrumação e o lixo, passei pano na casa e fomos dormir com tudo resolvido. 

Acordei tarde, nem vi minha amiga sair. Ficamos morgando o domingo inteiro. Havia planejado fazer um jantar especial só para Luiz e eu, e tomarmos um Pera Manca, que estava reservado para seu aniversário. Imagina se a gente aguentou? Claro que não! Essa semana, quando a feijoada estiver devidamente expulsa desse corpito, dou uma caprichada.

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10 comentários em “Como andar de bicicleta”

  1. Hahaha e foi mesmo tudo isso!!!
    Tudo de otimooooooooooooo como sempre!!!
    Domingo eu nao andava, mas tudo bem, minha voz continua de “pato roco” e hoje já é segunda feira rsrs tomei dorflex antes de dormir e ainda estou pensando se começo o regime… hahaha
    Beijossssssssssss

  2. Oi, Didis! Acordei bem, só com preguiça e hematomas inexplicáveis. O duro está fazer dieta, porque a feijoada ainda deu para congelar, mas com a quantidade de doces na geladeira… ai, ai… nem contei das algemas, né? hahahahah… só lembrei depois! Besitos

  3. muito bom resumo da ópera! eu acho que a gente precisa aprender a batucar por osmose (e com o Nando ajudando do lado) mais vezes! eu adorei!!!!!! sua casa já tem “festa” nas veias….hehehe se vc nao faz uma de vez em quando ela deve ficar triste e murcha 😉
    besos!

  4. Oi, Anônima Paquete! Pior que é, casa sem festa não é a mesma coisa. E olha que andamos super tranquilos. O legal é que alguns convidados já se animaram a fazer festa também, acredita? Acho que é contagiante… heheheh… Quanto à batucada, o planeta já sabe que sou totalmente a favor. Com certeza o Nando se juntaria, pelo que sei, ele só não gosta de cantar. Besitos

  5. A Feijoada do Luiz vai acabar virando um “Brazilian Day” madrileno. Muito legal! Fiquei curioso em pensar onde vocês compram por aí todos os pertences para uma feijoada desse tamanho. Deu água na boca, inclusive da festa que pareceu tri-legal. Na próxima vocês poderiam filmar e botar no YouTube.

    Fala pro Luiz começar a escolher o ângulo pras fotos. A vida boa de Madrid já está deixando uma marca no perfil dele. Tá na hora dele começar a correr para segurar a onda.

    Bjs

  6. Oi, Augusto!

    Pois aqui não tem YouTube não, é ao vivo e a cores porque no vídeo não sai o cheirinho da feijuca 🙂 Quem sabe no próximo setembro vocês não se animam?

    Quanto aos pertences, é o seguinte, temos um amigo que trabalhou em uma companhia aérea, e por isso, as passagens para ele saem muito baratas (custavam menos de $E200). Mesmo assim, é um barato relativo, porque se você vai sempre, começa a pesar. Daí ele teve a idéia de vender o peso da bagagem dele e, dessa forma paga sua passagem e vai “de graça” para o Brasil quase todo mês, passa o fim de semana e volta. Por exemplo, ele tem direito a 60kgs de bagagem, cobra entre 5 e 8 euros por kg, e ainda faz as compras para a gente no Brasil. Se você quiser, te passo o contato, ele pode, por exemplo, te levar vinhos e jamón daqui. Claro que por motivos de segurança, ele só faz isso para gente conhecida ou indicada por amigos. Infelizmente, ele saiu dessa empresa e só tem direito a essas passagens para os próximos dois anos. Mas até lá, vamos aproveitando.

    Quanto ao perfil do Luiz, reconheço que tenho uma certa responsabilidade. Ele diz que está em forma, porque redondo também é uma forma! Eu acho que ele está ótimo e visualmente feliz 😛

    Besitos

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