Eu e a ostra

Estou ficando com medo do mês que vem. Será meu inferno astral dos fatídicos quarenta, coincidindo com entrada emblemática de outono e ausência depressiva de luz. Pior, em algum momento entrarei na TPM! Talvez seja prudente pedir ao Luiz que me amarre na cama para evitar que corte os pulsos!

 

Sério, andei pensando nisso. Estou tão preocupada sobre o que fazer da vida nos próximos anos, melhor me concentrar em como sobreviverei no mês seguinte!

 

Para começar, estou uma ostra. Saio o mínimo possível, falo o mínimo possível. Poderia também comer o mínimo possível, mas nessa parte infelizmente continuo a mesma gulosa.

 

Assistir DVD no ar condicionado tem me parecido um pro-gra-ma-ço! Ler um livro então, o cúmulo da aventura! Não me lembro mais quando a gente deu a última festa. Agora, só reuniões com um ou dois casais. Isso pode parecer normal para muita gente, mas posso afirmar que para mim não é!

 

Será que estou mudando ou será apenas uma fase? Porque o que mais me assusta é o fato de estar bastante confortável assim. Isso pode ser grave! Até me auto analisei para saber se estou deprimida, mas cheguei a conclusão que era procurar pêlo em ovo, não estou deprimida. Pelo contrário, acho que os problemas mais sérios que enfrento hoje estão se resolvendo, de uma maneira ou de outra.

 

Passei a me preocupar mais com a saúde. Acho até que já me cuidava, mas isso vem ganhando prioridade. Em parte, pode ser pela péssima condição médica espanhola, mas sinto que vai além disso. Estou mais sensível aos problemas do mundo, as coisas me doem mais, levo mais tempo para me acalmar, fico arrasada e impressionada com a crueldade humana… Putz, os sintomas são claros: definitivamente, devo estar ficando velha! A diferença é que acreditava que a idade e experiência me fariam mais preparada para enfrentar o mal, digamos assim, mas na prática você tem mais consciência do tamanho que ele tem e isso é mais frustrante que encorajador.

 

Decidi que não vou fazer o Caminho de Santiago completo agora em outubro, por motivos diferentes aos que imaginava. Não tem nada a ver com a saúde do meu pai. Simplesmente, não está na hora. Engraçado porque tomei a decisão definitiva com a chegada de uma amiga do mesmo Caminho, me fez pensar que ele está lá e não sairá de lá. Do mesmo jeito que aprendi a decifrar os sinais de quando preciso ir, também estou percebendo quando não tem que ser. Nesse momento, o que preciso aprender e resolver está onde estou e vai para onde eu for.

 

Não quer dizer que ficarei em Madri, já tenho duas viagens planejadas. Uma para Munich, onde finalmente conseguirei participar da Oktoberfest. Que a propósito, é em setembro e não em outubro. E outra para Paris (ah… Paris…). Ambas viagens serão curtas, mas estou com muita vontade de ir. Na segunda, tentarei fazer algum curso de culinária, tenho buscado pela internet, mas ainda não encontrei nenhum que casasse datas e interesses.

 

Ou seja, setembro não me parece nada mal e o tempo está bem preenchido. Isso sem falar do aniversário do Luiz, que é esse fim de semana.

 

Depois vem o buraco negro de outubro, que nem quero pensar agora. E finalmente, novembro, quando as coisas parecem que irão melhorar.

 

Após quase cinco anos morando na Espanha, foi aprovada e regulamentada a validação da carteira de motorista brasileira. Como não precisava de carro, na verdade, seria uma trabalheira e um custo desnecessário, não tirei carteira novamente aqui. Mas agora com a validação, resolvi fazer a minha. Ficou marcado para o início de novembro, não havia data antes, será praticamente um presente de aniversário. Não me importava muito não ter a carteira aqui, mas agora que sei que poderei, me animei toda.

 

Luiz também se informou que na próxima renovação do NIE, que será nosso visto de residência permanente, independente da condição anterior, passo a ter direito ao visto de trabalho.

 

Não vou negar que a possibilidade de novamente possuir dois documentos com direitos fundamentais importantes é uma cenoura e tanto! Dá até medo ter expectativas porque já me frustrei um bocado com isso, mas agora está tão perto que talvez não seja ruim acreditar um pouco.

6 comentários em “Eu e a ostra”

  1. Sentindo falta das festas tb…

    A minha convalidacao ficou tb pra novembro, dia 18…

    bjos e saudades

  2. Oi Bianca

    Lembrei do niver do Luiz que é perto do meu. Não vai rolar festa? Não creio!!!
    Eu vou juntar uns amigos num restaurante/bar que se chama Dona Felicidade, conheceu? é mais um que conheço ha muuuito tempo e os donos são amigos do Claudio de infância, filhos de portugueses também e o lugar é tudo e bom, eu adoro.
    Bom desejo ao Luiz saúde, mais felicidades e muuuuitos anos de vida.

    Beijos

    Marianne

  3. OI chica, enquanto eu estou sem escrever vc esta a mil né? Que otimo!!! Tbem estou assim, falando pouco e sem animo pra gandaias,sabia!!!
    O que será isso??? rsrsr
    Mas tbem nao sindo falta nao …
    Affee envelhecer é fato hahha

    A minha “cita” é novembro tbem, nao lembro se dia 6 ou dia 9 (seu niver) . E vamos nós a dirigir pela louca Madrid hahaha.

    O que me preocupa é o Nando querer revezar os fim de semanas de quem bebe e quem nao bebe rsrs estava tao acostumada a beber em todos eles hehehe

    Beijosss

  4. Eeeee! Eu tb vou poder alugar carros e dirigir pela Espanha, que beleza! Minha cita tb é em novembro.

    E o Caminho te espera. Você saberá quando estiver pronta pra ele de novo. E eu também saberei 🙂 nao adianta colocar a carroça na frente dos bois, vc já fez isso mas agora sou eu que to aplicando o princípio do “o que tiver de ser, será” ao meu dia a dia. Na verdade eu to arrumando a casa antes de seguir com as tarefas antigas. Nao consigo fazer contas de panelistas em Portugal com o Caminho aparecendo na minha cabeça toda hora. Já arrumei as fotos. Agora preciso escrever antes que as idéias se percam….e espera que eu tenho mil coisas pra enfiar na sua cabeça ainda! 😉
    besos!

  5. Oi, Dani! A minha ficou para o dia 5. Já nos veremos amanhã!

    Oi, Marianne! Bom, festa de aniversário, você sabe que Luiz detesta, mas a feijoada está garantida 🙂 Conheço o Dona Felicidade, acho que não é a primeira vez que você comemora lá, certo? Feliz Aniversário e curta bastante! Manda um beijão para todo mundo.

    Oi, Didis! Sim, voltei a escrever com a corda toda, o que para mim é um alívio! Não sei porque raios estamos menos gandaieiras, mas enfim, vamos ver quanto tempo duramos assim. Você acredita que até minha resistência alcoolica (quase mítica) diminuiu! Pode? Mesmo assim, não quero saber desse negócio de revezar no volante… heheheh…

    Oi, Suz! Pode enfiar coisas na minha cabeça que ela anda bem oca… hahahahah… Escreve sim que estou louca para ler!

    Besitos a todas 🙂

  6. Oieee!!

    Outro texto que eu não podia deixar para depois…

    Fica tranquis… é uma fase!!

    Na vida, cada coisa a seu momento. E há hora para tudo. Inclusive de se recuperar, relaxar, refazer.

    Beijos grandes
    ale.

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