Em Santiago de Compostela

Chegamos!

O último dia, fizemos mais lento. Luiz estava bem dolorido e eu queria aproveitar um pouco mais esse trecho.

A entrada em Santiago continua muito dura. Tentei prevenir o Luiz, mas sabe como é, essas coisas sao diferentes quando você experimenta. A gente sempre chega com um pouco de dor, ou com bastante, e precisa atravessar uns 3 km de cidade, se sentindo um ET até a Catedral explodir do seu lado esquerdo. Mas já sei que depois a ficha vai caindo, a gente melhora e finalmente deve dar algum tipo de demência, porque nao podemos esperar para fazer outra vez.

Hoje é a missa do peregrino, estamos torcendo para ter fumeiro, mas nao é certeza. Descobriremos em breve. Depois seguiremos até Finisterre.

Quando chegar em Madrid, dou mais notícias, porque tem uma chata desconhecida do meu lado me olhando aqui sem parar para usar a internet!

Besitos, Bianca

8 comentários em “Em Santiago de Compostela”

  1. Bianca e Luiz, que inveja! Fazer o Caminho de Santiago é meu sonho, irrealizável nesta encarnação (a Lygia é sedentária de carteirinha). Mesmo assim, faço umas trilhas por aqui mesmo, sempre que surge uma oportunidade. As trilhas da Chapada Diamantina, por exemplo, são de tirar o folêgo.

    Uma dica pro Luiz que está reclamando das bolhas no dedão. Da próxima vez calce uma meia fininha, do tipo “blister free” (Timberland), por baixo do meião. Funciona. Você anda o dia todo e quando tira a botina o pé está com jeitão de bundinha de nenê!

    Bjs

  2. Oi, Augusto!

    Luiz não teve bolhas, eram outras dores. É praticamente impossível você fazer o Caminho sem dor nenhuma, mas você aprende a lidar com elas.

    Eu que tive uma bolha no dedão, mas no meu caso é quase inevitável, tenho os pés mais sensíveis do planeta! De qualquer maneira, ela não me atrapalhou, porque já conto com elas, quando não vem nenhuma até me surpreende! Essa foi a quarta vez que voltei ao Caminho e só não tive bolhas uma única vez, por incrível que pareça, a vez que caminhei mais. Também já tentei essa dica da meia por debaixo, diminui o atrito, mas não consigo, a costura me incomoda profundamente e às vezes também faz bolha. A melhor dica, no meu caso, é a vaselina e o compeed preventivo.

    Você pode tentar convencer a Lygia a fazer os últimos 100km, é possível programar paradas mais tranquilas. Ou se ela não quiser de jeito nenhum, ela pode te esperar em Santiago em um belíssimo hotel, enquanto você faz a trilha em mais ou menos uma semana.

    Agora estou com vontade de fazer o Caminho inteiro, desde Roncesvalles, mas preciso encontrar alguma maneira de me financiar. Enfim, mas esses são outros planos.

    Besitos

  3. Olá Bianca
    Procuradno informações no google achei seu blog , tenho algumas pessaos que estão querendo fazer este caminho de Sarria até Santiago , de fato dar pra fazer em 5 dias ?
    Sugestão para as bohass dos pés,antes de vestir a meia coloque bastante pomada de Hipoglós aquela que o cheirinho é desagrdável mas tem vitamina A en E hidrata e protege.

    Sou do Agente de Viagens no Recife- PE
    Obrigada pela informação
    bjs
    Marta

  4. Oi, Marianne!

    Ai, caramba! Acho que vou ter que fazer um post explicando o que é fumeiro! É que na missa de Santiago, ao invés de hóstia, o padre substitui por um enorme cigarro de maconha que os devotos dão um tapa cada um, por isso que todo mundo tem visões etc… 😛

    E agora, com um pouco mais de seriedade, o botafumero, ou botafumeiro, ou em uma tradução meia boca, fumeiro, é um tipo de enorme defumador que há na Catedral de Santiago de Compostela.

    Besitos

  5. Oi, Marta!

    Aqui não tem Hipoglós (moro em Madrid), tem gente que prefere com Vick Vaporub, eu prefiro mesmo a vaselina. Enfim, são mil dicas e o importante é testá-las antes de começar o Caminho.

    Olha, dá para fazer em 5 dias, mas vai depender do preparo físico e do orçamento de cada um.

    Necessariamente, para conseguir a Compostelana, precisa começar no mínimo de Sarria (1 noite). As próximas paradas costumam ser Portomarín (21Km) e Palas del Rey (24km), ou seja, mais 2 noites. A partir daí, tem gente que vai direto de Palas até Arzúa (+/- 30Km) e de Arzúa até Santiago (+/- 40Km), as outras 2 noites.

    Acontece que, como você pode notar, esses dois últimos trechos são puxados, principalmente para quem não começou de Roncesvalles. Então, minha sugestão é quebrá-los, de Palas até Melide (+/- 16km); de Melide até Arzúa (+/- 14 km); de Arzúa até Rúa ou Pedrozo (+/- 19 km) e de Rúa até Santiago (+/- 22km). Aumenta o número de dias, mas o Caminho é mais tranquilo. Em Arzúa, inclusive, se pode usar a lanvaderia para o mesmo dia, um conforto para quem vem lavando roupa na mão pelas pias dos banheiros. Mas como disse antes, essa é uma decisão de cada um.

    Outro detalhe, se você trabalha como agente de viagens, melhor checar se os hotéis/pousadas que reservar estão na rota (não simplesmente na cidade), porque ninguém caminhando quer sair 2 metros do Caminho! Pode acreditar, faz uma diferença incrível!

    Besitos

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