Mais algumas notícias

Bom, nao teve fumeiro (e o teclado continua sem til). Esse negócio que todo domingo tem é lenda. Algum grupo precisa bancar o tal do fumeiro, caso contrário, nao rola. Apenas em dias comemorativos específicos (que nao sei quais sao) ou em anos santos (que tambem nao sei quais sao). Enfim, mas pelo menos a missa dessa vez nao falava de infidelidade no casamento, foi um pouquinho menos chata. A trilha sonora continua muito boa. A igreja continua um mercado de peixe, eventualmente alguém pede por alto falante para o pessoal lembrar de onde está e calar a boca. Mas tudo isso faz parte, e quando você já sabe, tenta ficar na sua redoma protegida pelas roupas de peregrino.

Após a missa, alugamos um carro. Luiz estava meio machucado e achamos que nao compesava piorar a situaçao, já havíamos chegado a Santiago. Acontece que dessa vez, queria porque queria ir até Finisterre e Muxía. O carro foi uma boa soluçao. Rodamos toda essa regiao, que depois eu conto, é um capítulo à parte. Sentar na última pedra do fim do mundo com o sol se pondo nao tem preço. E sim, é lindo!

Mas acabamos decidindo nao dormir por lá e após uma longa história que depois conto também, chegamos quase às 22:00hs em um lugar show! Fica entre Dopro e Padrón, meio escondido. Resolvemos dormir aqui mais uma noite.

Estamos bem. Nao tenho nenhuma dor, na verdade continuo com vontade de caminhar. Luiz melhorou bastante, ainda está usando tornozeleira e tem menos vontade de bater em alguém. A ficha ainda deve estar caindo também, é muito mais difícil da primeira vez que se chega a Santiago, muita informaçao, mas isso contará ele, se quiser.

E agora, acho que só escreverei desde Madrid.

Besitos a todos, Bianca

9 comentários em “Mais algumas notícias”

  1. heheheheh… Luiz Paulo, foi exatamente assim que recebi a informação! Pode acreditar.

    O negócio de ano santo, acho que é meio papo furado também, porque ano passado era (não sei porque, mas alguém me falou que era ano santo – um dos motivos para ter tanta gente no Caminho) e não teve botafumero quando cheguei. As datas específicas devem ser coisas muito importantes, tipo Páscoa, Natal, esses feriados religiosos mais significativos.

    Honestamente, pelo que entendi, certo mesmo, só se pagarem. O que em nada me estranha.

    Como você deve ter lido acima, estamos em Madrid, vou tentar me lembrar de mais alguma dica antes de você embarcar. Avisei do fumeiro porque de repente você está se programando para estar em Santiago no domingo, como nós fizemos, e não rolou coisa nenhuma.

    Besitos

  2. Puxa, entao acho que sou uma pessoa privilegiada, porque já vi o botafumeiro 2 vezes! Uma delas foi com o Ernesto sozinha, acho que foi quando fomos a galícia juntos pela primeira vez, nao me lembro se era 2004 ou 2005, só me lembro que ainda nao tínhamos o Pancho…e a segunda vez que vi o botafumeiro foi no ano passado, em outubro, quando levei meus pais e minha irma à galícia depois do meu casamento… nao era dia santo nao… demos sorte, chegamos em Santiago só pra visitar e a minha mae, ao entrar na catedral, deu com o final da missa… católica como é, nao houve como tira-la dali, e quando o padre passou o botafumeiro eu pensei que a véia ia ter um troço de tanta emoçao… rs.

    Enfim Bianca, seja bem-vinda ao lar novamente! Vc já nos contará como foi o caminho dessa vez…

  3. Oi, Alessandra!

    Pois sim, você realmente deu muita, mas muuuiiiiitaaa sorte! Uma vez já é difícil, duas então! Putz! Ano passado foi ano santo, o que em tese garantiria sua utilização. Mas sei que o tal do botafumero andou em “reparos”, não me lembro exatamente quando voltou à ativa. Passou no jornal sua volta, mas honestamente, não me lembro quando foi. Também pode ter coincidido de algum grupo ter pago por ele, o que garante seu funcionamento. Enfim, já desencanei do tal do fumeiro, tenho vontade de vê-lo, deve ser realmente emocionante, mas quando começa a ficar muito complicado, me cansa 🙂 Só não entendi uma coisa, você falou do padre passando o botafumero? Porque ele fica pendurado no teto. É esse que você está falando?

    Já o Caminho, sempre me dá vontade de voltar. Ainda que cada vez seja diferente, em todas volto com gosto de quero mais.

    Besitos

  4. Sim, é o que fica pendurado no teto mesmo, hehehe… falei que o padre passou porque se nao me falha a memória é o padre que lança o botafumeiro, ele avisa antes pra sair todo mundo do caminho, porque afinal de contas se aquilo pega alguém é um abraço… rs… e ele o lança. É bonito e cheira muito bem, a primeira vez eu fiquei impressionada, na segunda eu já nao vi nada demais, hehehehe… minha mae chorou como uma menina… nós demos muita sorte mesmo de ter pilhado uma missa com botafumeiro sem ter planejado nada!

    Hoje lembrei de vc, vi no jornal sobre um cara que está fazendo uma espécie de reality road do caminho, vai passar na National Geographic… ele vai sair da Holanda e vai mostrar todo o caminho… dá uma olhada no site do El MUndo, talvez eles tenham colocado on line também.

  5. “Luiz tem menos vontade de bater em alguém” é óootema! hahhaa o que nao faz uma dorzinha no pé/joelho/pernas/tendao/ etc, nao? hehe
    Eu acho que o botafumeiro, agora, entao, é questao de sorte. Essa coisa voadora me marcou desde a primeira vez que vi um documentário sobre o Caminho. Ou, BI, ele só aparece pra quem visita Santiago, ou quem faz o Caminho inteiro 🙂

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