Ai, ai, ai, ai… está chegando a hora…

Cadê que consigo inspiração e paciência para escrever? Essa semana foi ansiedade na veia, doida para começar logo a caminhada. Não sei porque fico tão agoniada para ir logo, nem é a primeira vez!

 

Nesse período, um amigo dormirá aqui em casa, para o Jack não ficar sozinho. Esse ano contei com a ajuda de três amigos para conseguir viajar ao mesmo tempo que Luiz, o que foi uma mão na roda impagável. Nosso gato é o mais próximo de filho que temos e sempre foi um pouco difícil administrar viagens sem ele. Como um típico felino, ele não parece muito sociável e faz o maior doce com as visitas, mas sinto claramente a diferença que faz o fato de ter gente dormindo em casa com ele.

 

Amanhã cedo começaremos nossa saga. Vamos de trem até Pamplona e pegaremos um taxi até Sant Jean Pied-de-Port, de onde se inicia oficialmente o Caminho de Santiago. O roteiro inicial é, sair de lá, dormir em Roncesvalles (25 km), Zubiri (22 km), Pamplona (20 km), Puente la Reina (23,4 km), Estella (22 km), Los Arcos (21 km) e Logroño (27,3 km).

 

A quilometragem diária me parece razoável, me preocupa apenas o primeiro dia, quando atravessaremos os Pirineus e há apenas uma parada com estrutura. A temperatura também está mais baixa do que planejamos, mas isso não é de todo mal. Sente-se um pouco de frio para iniciar, mas logo o corpo aquece. O contrário, quando está muito quente, é que complica bastante.

 

Há uma ambiguidade interessante. Por um lado, tento planejar todo o possível, saber por onde vou passar ou dormir, quais os trechos mais complicados, enfim, acho que é uma maneira de não perder o controle, porque detesto perder o controle. Mas por outro lado, é justamente essa impossibilidade de prever e controlar todos os detalhes que me atrai muito, traz um ar de aventura.

 

O que vou aprender dessa vez? Será que conseguirei evitar as malditas bolhas? Como será a volta para casa? E da onde tiro paciência para aceitar cada resposta a seu tempo?

 

Bueno, me voy. Volto em mais ou menos uma semana e só quero voltar com saúde, o resto se pode acertar. E quando nossa maior preocupação é a saúde, é que estamos realmente envelhecendo. Ainda bem que moro na Espanha, e aqui nós ficamos mayores

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