Sexy shop: quem nunca teve curiosidade de entrar em um, que atire a primeira pedra!

Meninos, sugiro que vocês saiam da sala, porque aqui o papo é de mulher para mulher! Fala sério, quem nunca quis ir a um sexy shop? Nem que fosse só por curiosidade!

Quando começou a se falar desse tipo de loja no Brasil, eu morava em São Paulo e já era casada com Luiz. Um belo dia, resolvemos ir a um para ver como era, me senti moderníssima e super atrevida com a idéia!

Se alguém espera alguma história excitante e sensual, pode ir tirando o cavalinho da chuva! Foi um micão daqueles! Parecíamos dois jecas, completamente constrangidos e sem coragem de perguntar absolutamente nada! Ainda por cima, o vendedor era um homem e ficava acompanhando a gente na loja, todo solícito e eu queria que se abrisse uma cratera no chão para enfiar minha cara! No final, acabei comprando um gel qualquer daqueles, algum que eu apontei sem ter muita certeza do que se tratava, só para não parecer muito caipira e sair dali correndo, roxa!

Agora, do alto da minha experiência, posso afirmar que ir com seu querido cônjuge a um sexy shop é uma tremenda roubada! Para ambos! O negócio é ir com as amigas, porque daí vira gaiatice.

Muita água já rolou nesse período e as lojas especializadas, hoje em dia, se parecem mais vendedores de brinquedos e cosméticos do que outra coisa. Aprenderam também a colocar mulheres atendendo, o que quebra algumas barreiras.

Inventaram até um tal de “Tupper Sexy”, que é um tipo de reunião, como aquelas antigas de vendas de tupper ware. Se reune um grupo de amigas e uma vendedora faz a apresentação dos produtos, de maneira mais lúdica. Confesso que tenho vontade de ver alguma dessas reuniões, mas ainda não tive a oportunidade.

Muito bem, dito isso, no meu caminho para ir ao Pilates, passava por uma loja que estava sempre fechada (porque é hora da siesta) e não dava para saber do que se tratava. Chama “Jugueteria”, palavra originária de “juguetes”, em português, brinquedos. Ok. Outro dia, estava passeando a pé com Luiz e passamos por ali em outro horário. Quando a gente olha a vitrine, me toquei que era um sexy shop! Luiz começou a rir e pensou em entrar. Eu, lembrando da nossa experiência fatídica, desconversei e preferi seguir andando.

Mas não vou negar, uma curiosidade…

Até que ontem, estava pela rua caminhando sem grandes pressas e me lembrei da tal loja. Ai, acho que vou lá! Vacilei um pouco, e se eu chamasse alguma amiga? Menos mico… Mas também, quem vou chamar agora? Vou sair ligando para o povo e perguntando quem quer ir a uma sexy shop? Meio estranho, né? Bianca, deixa de ser infantil! Você é uma mulher bem resolvida, bauzaca, segura, fala sério, vai na porcaria da loja e pronto!

Beleza, fui. Quando cheguei bem na rua, lei de Murphy é infalível, na minha frente, dois operários. Putz grila, mas vou entrar com esses dois olhando? Ai, que vergonha! Auto confiança para o saco! Diminuí o passo para eles irem embora. Os dois resolveram parar. Viadinhos! Ok, apressei o passo. Não deu em outra, eles voltaram a andar.  Agora já não tem jeito, vou apressar mais ainda para entrar antes e eles nem vão notar nada.

Entrei na loja meio rápido, e só vi pela periferia do olhar os dois parando exatamente em frente, olhando para dentro e rindo. Ninguém merece! Agora preciso ficar aqui uns quarenta minutos até eles evaporarem! E se entrarem, eu grito! Não entraram, seguiram seu caminho. A paranóia era só minha.

Passados os cinco primeiros segundos que você não sabe bem para que lado olhar, o resto foi bastante normal. A loja era decorada com bom gosto e os artigos são expostos com bastante naturalidade. Havia dois vendedores, uma mulher, que inclusive depois percebi que era brasileira e uma pessoa que, honestamente, não sei de que sexo era. O ser hermafrodita se aproximou, muito educadamente, e disse que qualquer dúvida era só perguntar, mas também não ficou insistindo nem me acompanhando.

E por que fiz tanto drama em vir aqui mesmo? A coisa mais normal do mundo!

O único produto que me deu realmente vontade de rir era um tipo de cadeira erótica, que mais parecia umas faixas de couro penduradas ao teto. Estava à venda. Considerando o peso e o movimento em questão, fiquei imaginando que quem comprasse a dita cuja, teria que contratar alguém para pendurá-la. Foi inevitável visualizar a cena de explicar para o pedreiro o que ele teria que instalar!

Resolvi me animar a fazer perguntas! Foi quando descobri que a vendedora era brasileira, pelo sotaque. As explicações vieram na mesma naturalidade técnica de quem conta como utilizar um controle remoto ou um celular. Até aprendi umas coisinhas!

Saí de lá tranquila e orgulhosa da minha façanha de meia tijela. Vim rindo sozinha para casa, doida para contar para alguém essa besteira! E se eu comprei alguma coisa? Ah, mas não digo mesmo!

10 comentários em “Sexy shop: quem nunca teve curiosidade de entrar em um, que atire a primeira pedra!”

  1. Conta! Conta! Conta! O que você comprou? Conta! Conta! Conta!

    Há moooooitos anos eu e o Renato fomos a um grande lá na Consolação. Nem me lembro mais o nome. Não foi constrangedor, mas foi engraçado!

    Besitos!

  2. ahahahahaha… não conto, não conto e não conto! 😀 Não sei, talvez hoje em dia se nós fôssemos juntos a gente achasse engraçado… quem sabe, qualquer hora me animo a testar! Besitos

  3. Quem nunca foi a um não imagina o que pode estar perdendo. Até mesmo que ainda não possui nenhuma fantasia passará a ter várias quando conhecer uma loja de sex shop. Com a quantidade de sex shop pela internet, você compra seus produtos no conforto de sua casa e com total discrição.

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