Escrever e coçar é só começar…

Será? Espero que sim, porque ando bastante enferrujada nesse sentido. Não sei se é fase, mas perdi um pouco a ansiedade de escrever para concretizar os fatos, talvez esteja pensando menos ou com menos vontade de pensar.

Tenho caminhado pouco também e para mim há uma relação direta entre caminhar e pensar, consequentemente, em escrever. Até tenho andado bastante, mas sempre ocupada ou viajando, portanto, o foco é para fora e não para dentro. Não é mau nem bom, só estou tentando entender porque de repente a escrita perdeu a prioridade na minha vida.

Então, resolvi escrever sem vontade mesmo, quem sabe assim vou pegando no tranco.

Meu irmão chegou na noite de Natal, literalmente. Luiz foi buscá-lo no aeroporto enquanto eu terminava os últimos preparativos para a Ceia. Fizemos o Natal dos exilados aqui em casa. Quem não tinha família em Madri, ou onde passar, foi bem vindo. Achei que viessem umas dez pessoas, vieram umas vinte. Achei bom, mais animado, além do que, comida e bebida sempre tem de sobra.

No dia seguinte, não acordamos tão tarde, demos uma voltinha pela cidade, arrumamos a casa e as malas e, logo no dia 26 de dezembro, partimos para Andorra. Luiz, meu irmão, eu e nosso gato. Adoro Andorra, tenho uma simpatia especial pelo lugar e foi bom para dar uma relaxada e esquiar um pouco. Também era uma oportunidade para meu irmão conhecer outro país.

Para ser sincera, nem lembrava mais como esquiar, havia me esquecido os movimentos e a sensação. Para mim, em relação a esquiar, é sempre assim, nunca consigo partir de onde parei e evoluir diretamente; preciso dar um passo atrás e logo evoluir. Assim que as primeiras baixadas me custaram um pouco, além de haver cometido a burrada de esquecer de apertar as botas e acreditar que não lembrava mais como controlar os esquis. Quando esse problema foi detectado, ganhei confiança e topei baixar com Luiz de uma pista maiorzinha.

A primeira descida comecei bem, dei uma travadinha no meio, mas fui me lembrando o que tinha que fazer e já cheguei animada. As outras descidas foram enfurecidas e uma delícia! Pena ter sido tão pouco tempo, pois senti que poderia melhorar novamente. Mas pelo menos funcionou como aquecimento para o carnaval, quando o plano A é ir esquiar na Áustria.

Voltamos a Madri para passarmos o reveillon por aqui, chegamos no dia 29 à noite. Não paramos um minuto e já emendamos na balada madrileña, afinal, meu irmão não ia descansar em euros, né?

A festa de Ano Novo foi na casa de uma amiga e também foi bem animada, com direito a tamborins, queima de fogos e tudo. O interessante é que foi o reveillon dos irmãos, onde três deles, incluindo o meu, apareceram pela Espanha sem haver programado com muita antecedência. Claro que chutamos o balde! Nós nem procurávamos mais os nossos copos, e sim nossas garrafas!

Resumo da ópera, chegamos em casa pelas 5 da matina.

O que não seria nenhum problema, caso não precisássemos estar no aeroporto ao meio dia, rumo à Turquia! Embarcamos meu irmão, uma amiga e eu para Istanbul (ou Estambul, se preferirem). Os três numa ressaca de dar gosto! Não aceitei nem o vinhozinho do serviço de bordo!

Chegamos sãos e salvos na cidade. Aliás, adorei Istanbul! Vale uma crônica só do local com dicas e fotos, vou tentar fazer isso em breve. O hotel que meu irmão escolheu era o máximo! Nada mais, nada menos que um janelão para o canal de Bósforo. Ou seja, fiquei na Europa, com vista para Ásia.

Dia 5 de janeiro, voltamos para Madri e emendamos com a despedida dele, na mesma noite, no El Junco, com os amigos daqui. De quebra, ainda chegaram uns amigos de São Paulo, que se juntaram a nós nessa mesma noite.

Dia seguinte, meu irmão embarcou para o Rio, fomos levá-lo ao aeroporto às nove da madrugada! Eu nem era uma pessoa ainda!

Mas está pensando que acabou? Lembra que chegaram amigos de São Paulo? Pois é, eles só passariam o dia 6 em Madri e se não aproveitássemos para sair nesse dia, sabe lá quando a gente se veria outra vez. Então, ânimo e energia que tem mais!

Passeamos com eles pelo centro da cidade, para mostrar um pouquinho e jantamos no Botín. Afinal, como todos turistas que chegam a Madri, queriam ir ao restaurante mais antigo do mundo. De qualquer maneira, era dia de reis e boa parte dos outros restaurantes estava fechada, assim que foi uma boa opção. Apesar de um pouco cansada, foi ótimo também sair com eles.

Na sexta-feira, finalmente, um dia sem hora para acordar e sem compromissos para cumprir. Quer dizer, mais ou menos, né? Porque me aguardava um faxinão daqueles! A glamurosa volta de viagem… Tudo bem, se tem que fazer, então tem que fazer e pronto. Aproveitei e já dei uma limpa no armário e comecei a zerar a casa para 2011.

Sábado, vacinamos o Jack. É importante para um gato tão internacional, que precisa viajar a qualquer momento, ter sua carteira de vacinação em dia. Ele sempre fica meio molinho nesse dia e dá pena da gente sair. Só fomos jantar perto de casa e voltamos logo.

Pouco depois de voltar do jantar, toca o telefone. Meu primo avisando que chegaria no dia seguinte, na verdade, ao todo seis pessoas, sendo duas crianças. Pelo que entendi da história, eles vinham almoçar conosco, mas não era certo que dormissem na cidade.

Muito bem, chegaram no domingo por volta do meio dia. Passeamos o dia todo e no fim da tarde fomos com eles ao Xanadú, para mostrar a pista de neve artificial. Mas realmente, não dormiram em Madri, voltaram pelas 22h para um hotel em Segóvia, de onde partiriam no dia seguinte pela manhã.

Hoje é segunda-feira, 10 de janeiro, a primeira do ano em que pareço voltar a alguma rotina. Daqui a pouco quero ver se consigo me matricular no Pilates novamente. Preciso de ajuda para me livrar dessas gordurinhas de festas de fim de ano que não me pertencem!

E que 2011 venha com tudo de melhor! Para mim, chegou com família, amigos, temperos variados e viagens, o que me parece um ótimo preságio!

3 comentários em “Escrever e coçar é só começar…”

  1. Iebaaaaaaaaaa, a imparavel voltou a escrever, que maravilha! Nossa chica, eu aqui entocada e voce a mil por hora né? rsrsrs Poderosa voce !!!
    Mil beijos saudosos !

  2. … não sei se é uma questão de poder ou a única alternativa, né? 🙂 Mas melhor assim, porque se não há uma razão para sair não dá vontade mesmo de por o nariz na rua… hehehe… pior que aqui em casa nem tem calefação direto… ui! E pode se preparar que nesse fim de semana a senhora desentoca por bem ou por mal! Se não sair a gente dá uma festa na sua casa, já sabe! Besitos

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