Tudo certo e nada resolvido, enquanto isso, vamos cantar

Dormimos com tudo reservado, redondinho, acordamos com a resposta do hotel do Natal nos avisando que iam fechar e não entenderam como conseguimos reservar por e-mail; os amigos de Bordeaux resolveram viajar e perguntaram se podíamos ir um pouco depois; e o apartamento do reveillon não aceitava animais. Como assim? Tudo de uma vez!

Felizmente, o apartamento de janeiro, o mais importante e complicado para mim, continua reservado direitinho (isola!).

Achei chato, porque procurar tudo outra vez é um porre, mas não cheguei a me aborrecer. Sei que tem momentos que tudo parece meio esfumaçado e confuso, mas logo o caos vai se organizando e damos um jeito.

Bom, encurtando o suspense, nesse momento, temos hotel novamente para o Natal e o estudio que vou morar em janeiro. Falta achar um lugar para ficar em Paris no reveillon.

O hotel do Natal é em uma cidade pequena no sul da França, em uma região que adoramos e que se engorda um quilo por dia. O plano inicial era de esquiar nesses dias, mas o joelho do Luiz não concordou muito com essa idéia. Portanto, ao invés de queimar calorias, vamos ganhá-las! Na verdade, esse era o problema da reserva, o carro chefe do hotel é seu restaurante, que estaria fechado no dia de Natal. Mas Luiz negociou com eles que podemos comer em outro lugar nesse dia, além de não ser nossa primeira vez no lugar, então, eles abriram uma exceção e dormiremos por lá mesmo.

Quanto a Bordeaux, também sem problemas, vamos direto para Paris. Uma pena não encontrar nossos amigos, mas para o Jack é até melhor ter menos uma parada no caminho. Por mais bonzinho que ele seja e acostumado a viajar, sempre tem um período de adaptação ao lugar que dormimos.

E o reveillon… não sei, mas já veremos.

Enquanto isso, na sala de justiça, ou melhor, na Sala Clamores, na quinta-feira um amigo fez seu show em homenagem a Raul Seixas. Depois do coral, passamos por lá para dar uma prestigiada. Após sua apresentação, abriu-se para uma jam session. Estávamos com uma amiga cantora que me perguntou se topava ir com ela dar uma canja. Eu com uma tosse do caramba, mas pensando bem, por que não? Ainda mais que o microfone principal era dela! E lá fomos Luiz e eu dar uma palhinha.

No sábado, um brunch de aniversário e na sequência a despedida de uma amiga querida, que está voltando para o Brasil depois de amanhã.

A esposa do aniversariante tem uma farmácia e pedi a ela alguma medicação para minha tosse persistente. Ela me deu um xarope daqueles! Bom, tenho uma estranha e divertida reação a xaropes, fico como se estivesse meio bêbada. Não é que potencialize se eu beber, só o xarope me deixa mais alta que algumas doses de whisky. Portanto, em um brunch onde o líquido mais forte que tomei foi um suco, estava larari larará!

A despedida da nossa amiga foi em um bar, o Kabocla. E o pessoal do coral, do qual ela faz parte,  também foi dar uma palhinha antes do show oficial. Cantamos cinco músicas, duas delas, uma surpresa para a amiga que se vai.

Sabendo que ia cantar, queria amenizar a tosse e tomei mais uma dose do xarope. Com a cigarrada que rola nos bares madrileños, é impossível aguentar sem beber e, afinal de contas, caipirinha leva limão, fonte de vitamina C. Ou seja, passei uma noite bastante divertida.

Não sei como raios saiu minha voz no microfone e pode ser que isso seja bom. Mas o importante e que não tossi enquanto cantava. Também batucamos nossos tamborins em duas músicas. Demos umas escorregadas, mas os amigos da platéia, talvez por gentileza, disseram que ficou legal.

Porque estava divertido, ou quem sabe pelo efeito do xarope, a noite passou rápido.

Na saída, nos despedindo do amigo músico, acho que devíamos fazer nosso Natal antecipado, afinal vamos nos desencontrar. Um churrasco de inverno? Talvez. Que dia? Esse não dá… nem esse… nem esse… E amanhã? Amanhã dá!

No taxi para casa, pensei que não tinha carne para churrasco, mas tinha ingredientes para uma feijoada pequena. No mesmo minuto, me deu um desejo incontrolável de comer uma feijuca e assim, acabei a madrugada, dessalgando as carnes.

Domingo, acordei sem um pingo de ressaca, afinal de contas, bebendo muito menos estava completamente alucinada. Econômico esse negócio de xarope! Fui direto para cozinha iniciar os trabalhos.

Estávamos em três casais e uma criança e demos conta de quase uma panela de feijoada. Excelente para o dia seguinte a uma chutada de balde.

Hoje minhas amigas lulus-bruxas vem aqui em casa, é dia de reunião da nossa irmandade das perucas coloridas. O grupo já não é o mesmo, pessoas vão e vem, ainda que todas sejam lembradas nos nossos encontros. Agora mais uma volta para o Brasil e vou sentir saudade, mas não estou triste, porque todo mundo tem seu caminho a seguir.

Ai, chega de 2009 já! Agora quero mais é começar o próximo!

Uma consideração sobre “Tudo certo e nada resolvido, enquanto isso, vamos cantar”

  1. Somos duas, também quero 2010 já, peloamordeDeus… ainda mais que os anos pares sempre me deram sorte!

    Dá raiva mesmo quando os planos nao dao certo, mas enfim, pensa que no fim dá tudo certo! E se ainda nao deu certo, é porque ainda nao chegou ao fim! Pelo menos eu tento fazer isso, hehehe…

    Quando você volta de Paris, em fevereiro??

    Besitos

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