Pokito a poko

Vale, venga, vou fazer as pazes com as palavras. Palavras me trazem de volta às pessoas, mas às vezes preciso voltar mais devagar.

 

Como foi por esses dias? De tudo um pouco. Passei um suspense paterno, melhorou. Passei pelas minhas crises, vai, melhorou também. E que bom que é verão e os dias são claríssimos e ensolarados.

 

Tomei um Vega Sicilia, que abuso. Descobri que também vai muito bem com galinha. Não uma qualquer, uma marinada e assada, feita bem devagar. E naquele momento, que vinho abrimos? Foda-se, que seja um Vega! Sou mais feliz porque tenho bom paladar, saúde para desfrutá-lo e companhia para compartilhar.

 

Inauguramos a piscina. Não estou nêga, mas já tenho uma cor mais saudável. Não chamei trezentos amigos, não estou pronta ainda, mas quero estar. Não gosto de coração pequeno.

 

Por esses dias já contei que trabalhei numa exposição de um amigo. É fogo como a arte ainda mexe comigo. Eu nego, renego, mas ela me pega de jeito.

 

A comunidade imparável acabou. Não sei se a culpa foi minha, não sei se alguém teve culpa. Sei que me aborreci, tive coisas mais importantes para resolver e deixei para lá. No dia em que recebi a mensagem que havia acabado, fiquei triste e nem fazia parte mais. A vida é assim, tem ciclos. E não fiz nada.

 

Na sexta-feira cheguei em casa meio cansada. Na verdade, cheguei cansada para burro! Mas era aniversário da outra imparável e tinha certeza que estava atrasada para a super-mega-festa-animadíssima dos nossos três milhões de amigos. Abri meus e-mails correndo para saber onde ir e recebi a mensagem que ela desanimou, não ia mais comemorar.

 

Hein? O que raios está acontecendo com o mundo? Todo mundo cansou?

 

Eu pensei em não fazer nada. Não era meu aniversário, vai que ela nem queria comemorar. Luiz estava chegando de Barcelona exausto, talvez fosse melhor deixar para lá. Mas de repente, a idéia de deixar para lá me deixou puta! Não posso esperar cada porre para dizer às pessoas que elas são importantes e já estava de saco cheio de não fazer nada.

 

Catei o telefone e liguei para minha amiga aniversariante, sem chance! A outra doida, que já estava deitada, não levou nem duas frases para ser convencida e em alguns minutos a confusão estava armada.

 

Nós e a Cinderela nos encontramos no Moulin Rose, quase meia noite, de lá seguimos para a famosa Sala Sol, onde outra amiga negociou a entrada, paga meia dúzia e não enfrentamos fila. A noite foi ótima! Chegamos em casa pelas 6 da matina, ainda com fome. Fui fazer entraña, que é um corte de churrasco. Sim, nosso café da manhã foi churrasco! Ainda bem, porque depois só consegui dar o ar da graça pelas 19:00hs.

 

Levantamos, sem muito pique para grandes farras, mas com fome. Fomos à uma churrascaria, a Brasa y Leña,  ver um amigo tocar, tudo bem light, pode acreditar.

 

Ainda na sexta, combinamos um churrasco no domingo. Mas como ninguém estava muito confiável, não sabíamos se ia rolar. Trocamos alguns telefonemas. Por que não? Mas só se acabarmos cedo porque segunda-feira todo mundo está ocupado. Beleza.

 

Domingo, acordamos bem, sábado foi tranquilo. E vou logo avisando que a culpa foi toda do Luiz, porque eu havia separado minha garrafinha de vinho para o churrasco. Afinal de contas, não tomo cerveja. Ele me pergunta, você vai tomar vinho? Estou levando cachaça. Ah, bom, então tá, tomo a cachaça…

 

Pois é, não preciso contar muito mais, né? Foram duas garrafas grandes e uma pequena de cachaça. E isso porque acabou cedo! Não vou contar tudo que aconteceu, até porque boa parte nem lembro! Melhor assim.

 

Na segunda-feira, eu, caxias como sempre, acordo preocupada para ir terminar a montagem da exposição. Felizmente, liga meu amigo antes, nem precisa, estamos quase no final, pode ficar tranquila. Diferente do pobre do Luiz que teve que ir para o tronco.

 

Na terça-feira, morgamos, dormimos cedinho.

 

Na quarta, fui caminhar com uma amiga no parque do Retiro. Ela está treinando para o Caminho de Santiago. Eu sempre estou treinando, porque nunca se sabe. Tenho planos malévolos de ir em setembro, mas vai depender de como as coisas caminhem pelo Brasil.

 

Na volta, Luiz e eu resolvemos jantar fora e conhecer um assador perto da onde moramos, a Casa José María. Fica na Calle Alejandro González, 8. Um show! Recomendo. Comi uma merluza recheada com gambas, setas e gulas. Atendimento educadíssimo e comida excelente!

 

Claro que com essas atividades já ganhei um quilo extra e estou pouco me lixando! Não aguento mais ouvir a mulherada falar em dietas! Meninas, a não ser que vocês realmente estejam uma vacas, eles não ligam para uma barriguinha! Eles também tem!

 

Hoje foi o vernissage da exposição que ajudei. Foi ótimo também! Não ficamos muito porque me deu fome, para variar um pouco. Daí fazer o que? Ligar para o Trifón, tem lugar? Vem que a gente dá um jeito. Aí vamos, né?

 

… andaba perdia de camino pa la casa, cavilando en lo que soy y en lo que siento, pokito a poko entendiendo, que no vale la pena andar por andar, que’s mejor caminá pa ir creciendo… volvere a encontrarme con vosotros, volvere a sonreir en la mañana, volvere con lagrima en los ojo, mirar al cielo y dar las gracias…

Ok, o clipe é brega, mas a música é boa 🙂

3 comentários em “Pokito a poko”

  1. Aiiiiiiiiiiiiiiiii que deliciaaaaaaaaaaaaaaaaa ter suas cronicas de volta!!!!!
    Obrigada por me animar a comemorar amiga!!!
    Foi tudibaooooooooooo!!!!

    besosss milessss

  2. Que ótimo ter suas crônicas de volta !! Adorei!!!
    Temos que nos animar e sair pra comemorar o meu na semana que vem!!
    E tb agradeço por animar nossa sexta passada.. você é realmente a IMPARÁVEL!!

    Te adoro Chica..

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