E não é que a gente cantou mesmo?

Eu já me acabei de rir com o vídeo que passou pelo website do bar onde cantamos. Fizemos tanta propaganda e no final eu mal apareço no escuro e o microfone não pega a nossa voz, hilário! Mas garanto que a gente cantou mesmo e, apesar do nervoso nos travar um pouco, juro que não chegamos a atrapalhar o show.

 

Mas vamos por partes, passei um dia completamente improdutivo. Não conseguia sair do orkut, de farra com os outros integrantes do coral. Na verdade, estamos buscando um nome para o grupo, o que tem gerado mil mensagens engraçadas. Mas acho que era um pouco de desculpa também para aliviar a tensão da nossa estréia.

 

Quando digo nossa estréia, parece até que o show era nosso! O que acontece é que a cantora é uma profissional, que pode ter seus momentos de nervosismo também, mas pelo menos em tese, está habituada. Para a gente, era tudo novidade.

 

Chegamos super cedo no local, por um lado, para guardar lugar na frente e facilitar nossa entrada no palco. Mas na realidade, queria mesmo era chegar logo e ver o tamanho da encrenca. Não conhecia o bar e estar ali antes me fazia sentir mais familiarizada. Os primeiros a chegar eram todos conhecidos e isso amenizou bastante as coisas. Em pouco tempo, com toda sinceridade, fiquei bem à vontade.

 

Muito bem, quando todos do coral já estavam no local, precisávamos dar uma última repassada na música. Mas onde? Porque as pessoas que assistiriam ao show também já haviam começado a chegar. Não houve dúvida: todo mundo para o banheiro feminino! Acontece que o tal banheiro era mínimo, desses que só tem um lugar para suas necessidades básicas e um espacinho de nada para a pia. E ali nos concentramos umas 15 pessoas, entre homens e mulheres, com todas as piadinhas possíveis! Fechamos a porta e mandamos bala, na música, óbvio.

 

Eu não sei se foram meus ouvidos, mas acho que nunca cantamos tão bem antes. Todo mundo concentrado e afinadinho. Além do mais, a acústica do banheiro era ótima. Isso ajudou muito a dar confiança.

 

Então, tá né? Agora não tinha volta e o show iria começar. Nossa professora-cantora entrou e arrebentou. Uma voz super bonita, carismática, e cantando Cartola ficava até covardia. O local era bastante aconchegante, estava cheio, e talvez por estarmos sentados muito próximos ao palco, ficou intimista e agradável.

 

Achei que não fosse conseguir aproveitar o show por ficar ansiosa. Mas isso não aconteceu. Em alguns momentos até esqueci que cantaríamos. Fomos aconselhados a não tomar bebida alcoólica antes de cantar, regra que respeitei. Já Luiz se auto-entitulou dicípulo de Tim Maia e Vinícius de Moraes e mandou ver uma dose de whisky. Bom, comprei minha dose também, mas deixei na mesa para tomar depois de cantar, ou em comemoração ou para esquecer, isso decidiria de acordo com o resultado da nossa apresentação.

 

Pouco antes da nossa entrada, houve um momento muito bonito e espontâneo. Ela começou a cantar “As Rosas Não Falam” e pouco a pouco as pessoas foram engrossando um coro baixinho, mas presente. Arrepiou.

 

E finalmente, nossa hora de entrar. O palco era pequenininho e não cabia todo mundo, fomos nos arranjando do jeito que dava. Os meninos aparecem bem. Já as meninas, eu inclusive, aparecemos pouco. Um dos amigos ficou na frente da luz, obviamente não fez de propósito, acho que era onde ele cabia. Mas o fato é que as mocinhas ficaram no escuro. Para quem estava no local, acredito que não foi um problema, mas na filmagem, ficamos invisíveis. Se eu soubesse disso antes, talvez não tivesse ficado nervosa.

 

Porque eu até achei que não estava mais nervosa, não estava mesmo, mas na hora que subi no palco e olhei aquele monte de gente assistindo, a garganta secou! E para a voz sair? Não sei se era impressão, mas escutava a voz do coro baixa e nervosa também, quase sumindo, e só pensava que não dava para parar dali e era melhor cantar mal que desanimar. Chega um momento em que você só pensa na música e a coisa flui mais fácil. A garganta continuava seca e o fôlego foi acabando, agradeci não haver bebido antes.

 

Contando assim, parece que foi ruim, o que não é verdade. Apesar da ansiedade, era gostoso e divertido. Um nervosinho bom, vontade de acertar e melhorar. Sabíamos das nossas limitações, mas topamos o desafio e valeu a pena. Agora, naquela lista de coisas que precisamos fazer na vida, podemos dizer que cantamos em um bar. E quando nossa cantora-professora ficar muito famosa, poderemos falar com ar displicente: já cantei com ela…

 

 

 

 

Para quem quiser assistir o vídeo da nossa palhinha, segue o link. Estou meio escondida atrás da cantora e o Luiz está de camisa rosa na frente.

http://www.youtube.com/watch?v=MWyyz5AQiLo

 

<a href=”http://grupobalaio.blogspot.com/“>Cantoria</a>

 

<a href=”http://www.youtube.com/watch?v=MWyyz5AQiLo“>youtube</a>

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