A vida não anda me tratando mal…

A agenda segue cheia, mas até que andamos fazendo alguns programas diferentes. Fim de semana passado, fomos assistir uma amiga em um concerto Sufi. Achei interessante, porque estive há pouco tempo em Istanbul, onde conheci um pouco a respeito do assunto e me pareceu uma boa oportunidade para rever e entender melhor do que se tratava.

Fomos Luiz, eu e um casal de amigos. Bom, estava meio preocupada deles não gostarem, porque é o tipo da coisa que ou você embarca na viagem ou vai achar uma roubada. Felizmente, todo mundo embarcou e tivemos uma noite bastante agradável e relaxante.

Foi um concerto que durou umas duas horas, mas perdi a noção do tempo. A música é um pouco difícil de entender no início, um tipo de jam session oriental com ritmos e tons que parecem não fazer sentido, mas assim que você capta a estação e entra em sintonia com ela é quase um transe. Nossa amiga bailarina fez o giro sufi, que é algo que parece simples, mas você precisa estar realmente centrado e saber o que está fazendo. Caso contrário, vai acabar como um peru tonto se espatifando na parede, coisa que felizmente não aconteceu.

Nós quatro também ficamos muito impressionados com o indiano da percussão, que tocava um instrumento lindo, dois tambores encaixados em almofadas e afinados por um tipo de martelinho dourado. Era realmente hipnótico observar o cidadão. Um violinista da Tunísia que estava de passagem com um amigo, acho que francês, que tocava sax.  Dois aprendizes que às vezes tocavam um instrumento parecido a um pandeirão. E o mestre, Iraniano, que tocava alguns instrumentos diferentes, tanto de corda, como sopro e percussão. O conjunto era bacana e por mais que parecesse que cada um seguia sua própria viagem, o resultado final era incrivelmente harmônico.

O interessante é que só consegui realmente disfrutar de olhos fechados. É um tipo de música que faz mais sentido quando olhamos para dentro e buscamos equilíbrio. Quando olhava para os músicos, me distraía, principalmente com o indiano do tambor esquisito. Exceto quando nossa amiga girava, porque daí também gostava de assistir.

Enfim, valeu, deu vontade de repetir em algum momento. Saímos de lá atrás de um Pub, para sentar um pouco e bater papo. Tentei não chutar muito o pau da barraca, primeiro porque não estava na onda, segundo porque tínhamos um almoço de aniversário no dia seguinte para ir.

Outro programa muito legal! Um amigo comemorou seu aniversário em uma vinícola, que por sua vez, pertencia à família de um dos convidados presentes na festa. O local fica a mais ou menos uma hora e meia fora de Madri. O passeio de carro é bonito, a paisagem agradável. Enfim, teria valido nem que fosse só pelo passeio, mas foi mais que isso. A bodega era uma graça e o vinho corretíssimo! Conhecemos umas pessoas ótimas também, muito divertido. Voltamos para casa com a felicidade que o vinho sempre permite e ainda vim escutando músicas no meu super ipad, literalmente selecionadas a dedo!

Até que a vida não nos trata mal…

Mas seguindo, nesse almoço fiquei sabendo que entraria a semana do “Madrid Fusion”, o evento gastronômico mais importante do ano que acontece na cidade. É frequentada apenas por profissionais da área e os convites e credenciais são bem carinhos. Fiquei com vontade de ir e a amiga que acabei de conhecer no aniversário talvez conseguisse um convite para um dos dias. Beleza, vamos aguardar.

Na terça-feira à noite, toca o telefone, um amigão espanhol que trabalha com restaurantes e sabe que sou completamente fissurada com o tema. Tenho uma credencial para o Madrid Fusion amanhã, quer vir? Como assim, macaco quer banana? Claro que sim! O único problema é que está com nome de homem e há o risco de alguém perceber e criar caso. Sem problemas, prefiro arriscar do que perder!

Quarta-feira, cedinho, Bianquita está pronta e arrumada, doida para ir ao evento! Fui de carona com meu amigo, que ainda recolheu mais duas pessoas que foram conosco.

Chegando lá, coloco eu meu crachá de “José Miguel”, minha cara, né? Só que eu achava que passaria pelos controles uma única vez e lá dentro estava garantido. Não é bem assim, você passa pelos tais controles a cada vez que muda de andar, que entra em uma conferência, que troca de sala… enfim, tinha que mostrar a tal da credencial para lerem o código de barras umas 30 vezes! Considerando essa informação, até que fui bem, porque só uma delas me pegaram com a boca na botija!

Em uma das conferências, um infeliz resolveu além de passar o código de barras, puxar meu crachá para ler o nome, um corno, né? Mas você não é José Miguel… E sua mãe, vai bem?

Bom, fiz sinal para meu amigo que fui barrada e ele voltou comigo. Disse que ia tentar resolver com não sei quem. Verdade que eu estava bem sem graça, não só por ser barrada, mas por colocá-lo naquela situação. Enfim, ele foi falar com outra pessoa e pediu para eu esperar. Esperei.

Daqui a pouco, meu amigo vem com um cidadão falando no celular, escuto ele dizer para ele que tinha que ser pela outra entrada e me fez um sinal rápido para seguí-lo. Como boa carioca, nem perguntei nada, fiz cara de haja naturalmente e fui caminhando com o “desconhecido” que fingia falar no celular. Na entrada, mostro meu crachá e enquanto o segurança olhava, ele me fez sinal de que fosse entrando que ele ia depois e começou a perguntar qualquer absurdo para o segurança. O típico efeito distração! Beleza, entrei!

Pouco depois, chega meu amigo e nos esbaldamos de rir. Porque eu parecia uma adolescente entrando de penetra nas festas! Mas tudo bem, o importante é que deu certo.

A partir daí, peguei a manha de mostrar a credencial com o dedo, assim como quem não quer nada, sobre o nome. Funcionou. Não fui mais parada. Mas admito que rolava um certo stress de ser pega novamente.

Valeu à pena, porque foi um dia super bem aproveitado e, ao mesmo tempo, divertido. Assisti a umas palestras que, mesmo curtas, me agregaram algum valor e trouxeram inspiração. Cada vez tenho mais consolidada a idéia na cabeça do que quero fazer nessa área e recebi algumas informações que reforçaram esses conceitos. Fiquei satisfeita com o que ouvi. Além do mais, esse meu amigo conhece deus e o mundo e acabei conhecendo umas pessoas legais também. E isso, sem falar das comidinhas que a gente é praticamente obrigado a experimentar o tempo todo, tapas, queijinhos, vinhos, champagnes, ai, ai… vida dura!

Ou seja, a dieta semanal foi para o saco, né? E juro que ando levando a sério! Nem tanto um regime, mas uma melhoria na alimentação mesmo.

E como se fosse pouco, no sábado ainda teve feijoada na casa de uma amiga! Putz! Quem é capaz de emagrecer desse jeito? Eu não tenho maturidade, chutei o pau da barraca! Bateu a síndrome da abstinência e me atraquei com a feijuca, queijo coalho, calabresa, cachaça, whisky e o golpe de misericórdia que foram uns chocolates da Kopenhagem! Um pequeno detalhe, porque venho comendo super leve, meu corpo já não tolera os abusos da mesma maneira e lógico que, na hora de me deitar, meu estômago parecia que ia explodir! Sofri pela madrugada. Felizmente, acordei bem e incrivelmente sem ressaca! Porque até já tinha me preparado psicologicamente para acordar arrasada.

Menos mal, porque tínhamos que encontrar no domingo com dois amigos que passavam por Madri a trabalho. Foi ótimo também! Agradável e light! Outra vez, comi mais do que devia, fomos a um restaurante tailandês. A única coisa é que bebi água e nada além de água!

E agora segunda-feira! Dia internacional de retomar a dieta, vamos ver se tomo vergonha e seguro minha onda.

2 comentários em “A vida não anda me tratando mal…”

  1. Nossa chica, intensa a suas semanas 🙂 , pois é, depois da literal chutada de balde do sábado voltamos tbem a segunda feira o dia internacional da dieta rssrs hoje fiquei feliz, comecei ontem e hoje de manha meu chefe me olhou e disse : ” estas mas delgada eh”. Hahaha com um dia de regime nada melhor do que um incentivo rsrsrs ainda mais nesse frio. E que venha a sexta feira !!!!

    beijos

  2. Até que andam movimentadas sim 🙂 E nem contei da festinha na sua casa, né?

    Menina, é o máximo quando alguém diz que a gente emagreceu… heheheh… um incentivo é show!

    E sexta tem mais… já estou fazendo as comidinhas e me controlando para não exagerar nas “provas” 😀

    Daqui a pouquinho vou para o Pilates me afogar em abdominais!

    Besitos

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