E a festa de aniversário?

Foi ótima! Começamos encarando logo a sexta-feira 13. Entre estigmas e bruxas, recebemos os amigos.

Confesso que estava um pouco apreensiva, morrendo de medo que desse algum problema com meus pais no Brasil, coisa que  não aconteceu. Gostaria que tivessem vindo e eles também, mas nem sempre a vida é perfeita. Pelo menos, veio meu irmão. E tudo estava dando tão certo, que nem seria justo reclamar.

Com a festa em si, estou acostumada e facilitei minha vida servindo tudo que já podia estar na mesa e tivesse pouca necessidade de manutenção e reposição. Queijos, azeitonas, canapés, caviar, pastinhas, frutos secos… nada que precisasse de pratos, porque não gosto de descartáveis, só uso quando realmente é necessário. Mas nos quarenta, queria um mínimo de glamour, né? Mesmo assim, até o momento do pessoal chegar, fiquei bastante ocupada. De bebida, só servi champagne e cerveja, por mim, só serviria champagne, mas quebrei o galho dos amigos. Luiz e meu irmão, me ajudavam na reposição das garrafas durante a festa. Nesse caso, além das minhas taças de cristal, precisei completar com descartáveis mesmo, paciência. Metade das taças se quebraram durante a festa, mas tudo bem, precisava de mais espaço nos armários e os próprios convidados iam se encarregando de solucionar os cacos de vidro.

Menos mal que dessa vez, liberei os sapatos. Além de frio do lado de fora, única possibilidade para os amigos fumantes, o pessoal vinha fantasiado e sei que às vezes os sapatos também fazem parte do disfarce. Portanto, meu gato ficou preso no quarto até de manhã.

Na decoração, fui ajudada por uma amiga, que também fez o bolo. Tenho vergonha da hora do parabéns, é comum nas festas de aniversário me fazer de morta e não cantar. Mas dessa vez, queria tudo que tivesse direito!

 

Eu queria porque queria me fantasiar de loba! Ao mesmo tempo, não queria usar uma máscara ou um macacão horroroso de pelo, afinal, precisava cumprimentar as pessoas e sair bem nas fotografias. Puxa, queria ficar mais bonita, né? Ninguém merece passar o aniversário fantasiada de saco! Então, acabei improvisando alguma coisa que gostei do resultado.

 

Meu irmão se inspirou na grama artificial usada na sala e se fantasiou de juiz de futebol, dava cartão vermelho para quem não estivesse bebendo.

 

Luiz… bom, Luiz se fantasiou de alguma coisa esquisita, mistura de exorcista, monstro do pântano e um cruz credo! Estava realmente assustador.

 

E assim recebemos as pessoas, que diga-se de passagem, também capricharam nas suas fantasias. Bruxas, elfas, magos, monstros, sol, noite, Fantasma da ópera, Umpa Lumpa, Elvira, hippie, árabes, gnomo, She-ra, borboletas, anjos, vampiros, anos 70, andróide blade runner, cortesã medieval, bobo da corte… teve de tudo!

Convidei deus e o mundo e o destino que se encarregasse de fazer caber em casa. No final, algumas baixas no próprio dia da festa pela gripe que se espalhou pela cidade, uma pena. Vieram por volta de umas 50 pessoas, ando mais seletiva.

A música foi ao vivo, com a Lenna Pablo, que é uma fera! Tocou com o Tinho e o Thiago. Também eram convidados da festa e isso garantiu um som de qualidade excelente e um repertório black que adoro. Tenho outros amigos músicos que gostaria que cantassem também, mas dessa vez não deu.

 

Bom, com esse arsenal, me preocupava um pouco a reação dos vizinhos e tentei amenizar a situação. As janelas foram bem fechadas e o chão todo forrado com a grama artificial da varanda, com borracha embaixo. Pedi para o pessoal fumar e conversar na varanda de cima, que é mais isolada; na da sala, onde ficou a cerveja, o som vai para o quarto da vizinha ao lado. Não sei o quanto isso abafou o barulho, mas o importante é que ninguém reclamou. Provavelmente, além dessas providências, os vizinhos foram tolerantes.

Para mim, a noite sempre passa muito rápido, mas passou e me diverti para burro! Por volta das cinco da matina, uma boa parte dos convidados havia partido, ficou a diretoria. É a hora que me lembro que praticamente não comi durante à noite e, com menos gente para alimentar, lá fui eu para cozinha fazer huevos rotos e calabreza. Sentados no chão, parecíamos em um acampamento, tomamos nosso café da manhã e fofocamos um pouco.

Às seis da manhã, quarenta garrafas de champagne e cento e alguma coisa latinhas de cerveja depois, os últimos convidados partiram.

Luiz e eu fomos limpar o chão de casa e arrumar um pouco a confusão, para poder soltar o Jack. Por volta dàs sete, fomos dormir. Eu já nem conseguia mais pronunciar as palavras direito.

Ao meio dia tocou o interfone. Pulamos da cama de golpe com o coração disparado! Tinha certeza que seria algum tipo de intimação do condomínio para deixar o edifício! Mas eram só flores, um casal que não pode comparecer. Respirei aliviada, ainda que o mundo parecesse do avesso.

Sei que quando fiz 30 anos, contratei um DJ. Quando fiz 40, uma banda. Desconfio que nos 50, melhor contratar uma equipe médica e deixar de plantão!

…e foi mais ou menos assim

4 comentários em “E a festa de aniversário?”

  1. Oi Bianca

    Que festão heim!!! Onde voce arrumou esta fantasia? ficou ótima. Aliás todos capricharam nas fantasias foi super legal.
    Parabéns mais uma vez.

    Beijos

    Marianne

  2. Aeaeee chica, e ainda bem que eu sempre estou nessa diretoria do cafe da manha compartindo esses pratos da madrugada com voces hehehe.
    Realmente foi tuuuuuuuuuuuuudo de Otimoooooooooo!!!
    Beijoss

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