120 – Várias coisas

Um monte de coisas picadinhas acontecendo e eu com uma preguiça danada para escrever. Afinal de contas, escrever me faz revisitar momentos, alguns quero, outros não.

 

Por esses dias, ficou pronto meu NIE, documento espanhol. Demorou só um ano e dois dias! Considerando que é válido por dois anos, metade da validade foi comida no processo. Mas, enfim, está pronto e em mãos. Portanto, agora tenho direito a ir e vir por mais um tempinho sem dar grandes satisfações, ou seja, saí da prisão domiciliar, agora estou só sob condicional. E tenho que parecer muito feliz por isso. Ok, Fernando Pessoa, se tudo vale a pena se a alma não é pequena, então vamos aproveitando o que é bom.

 

A exposição de agosto em São Paulo furou. Infelizmente, envolve um investimento que não posso garantir agora. Não é exatamente trivial você morar em um país e fazer uma individual do outro lado do oceano. Talvez em outro momento ficasse mais frustrada, mas já ando meio cética, ou anestesiada, sei lá, ando sem muita paciência para ficar me aborrecendo. O caos se encarregará de eleger o melhor momento.

 

Claro que estou em cólicas para chegar logo o dia da viagem e minha prioridade hoje é o Caminho. Estava me achando pouco preparada, mas nos últimos dias, dei uma recuperada. A gente perde o condicionamento muito rápido, mas por outro lado, tenho conseguido recuperar mais rápido também. Imprevistos acontecem, alguns bons outros não. Sempre me lembro da segunda vez que fui e precisamos voltar porque me machuquei feio. Costumava me lembrar dessa história como um imprevisto que me impediu de continuar por uma questão física. Semana passada me bateu um insight meio óbvio, que não completei o roteiro que havíamos nos programado, mas completei um trecho difícil inteirinho bastante machucada. Me ocorreu que, apesar dos pesares, só completei esse trecho porque estava muito bem preparada. Depois curei, voltei, fiz mais quilometragem do que nunca, sem nem uma bolhinha de nada! Foi melhor do que a primeira vez? Não, nem melhor nem pior, foi outra coisa, completamente diferente. Isso me trouxe mais confiança, não é definitivo, é só um trecho, se não der certo, posso tentar outra e outra vez. E também, o que é dar certo? De maneira geral, depende muito mais de como você interprete a situação do que dos fatos em si.

 

Segurei um pouco o ritmo das baladas, mas só um pouquinho, porque imparável que se preze, cai em tentação. O que posso fazer, ficam colocando jacas na minha frente, eu piso todas.

 

Na quinta-feira, conhecemos um casal de amigos do meu irmão, estavam em lua de mel por essas bandas. Ligaram para meu celular, aquele objeto inútil que é um excelente despertador, e deixaram um recado. Claro que ouvi depois deles saírem, mas deixaram o nome do hotel. A gente estava pronto para fazer uma caminhada, sim, com aquela roupinha peregrina de costume. Pensamos, a gente pode ir andando até lá, já cobre metade da quilometragem diária, e se eles tiverem chegado, a gente sai para tomar alguma coisa. Bom, começou assim, acabou de madrugada em um bar de jazz. Luiz e eu ainda voltamos caminhando para casa.

 

Enquanto isso, na sala de justiça, a mais nova imparável, cuja a prova de iniciação consistia em fazer esfirras, sugeriu nos encontrarmos no fim de semana. Conversa vai, conversa vem, pensei, também podia fazer um quibe… e por que não, uma festa árabe? Verdade seja dita, me pareceu divertido fazer uma festa árabe no sábado de aleluia. Foi na nossa casa e cada um trouxe alguma coisa dentro do tema, além  de pedirmos para que viessem vestidos de brimos.

 

Como uma imagem vale mais que mil palavras, vou mostrar que a gente recebeu as pessoas assim.

 

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Juro! Quando ainda estava me arrumando, crente que estava abafando, me aparece Luiz com essa cara na porta do banheiro! Quase tive um treco! Caraca, casei com o Mohamed?

 

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Não foi uma festa tão grande, no que conseguimos fazer reunião pequena. Mas os amigos, como sempre, entraram na brincadeira e ficou engraçado. Nenhum vizinho reclamou. Ainda não sabemos se era por estarem viajando no feriado, ou porque ficaram com medo de sermos terroristas.

 

Domingo deu a maior preguiça de andar, ainda por cima fazia um friozinho. A primavera ainda não estabilizou, mas não reclamo, os dias estão bonitos e finalmente anoitecendo mais tarde. Luz!

 

E agora, adivinha o que vou fazer? Ai, que saudade das minhas botinhas queridas…

 

 

16 comentários em “120 – Várias coisas”

  1. Oi Bianca

    O Luiz é brimo faz tempo, hahahaha, ficou perfeito.
    E voce estava linda hem? a roupa foi ele quem comprou
    em Dubai? ou voce improvisou mesmo? ficou ótimo.
    Pois é voce não vai expor aqui por que? não vai vir mais?
    ou voce nem ia vir mesmo?

    Beijos

    Marianne

  2. Chica, foi tudo perrrrfeito , vcs estavam lindos ,
    festa como sempre na casa de vcs é tudibao!!!!

    Beijosss

  3. Hahahaha… e mais hahahaha… Pensei a mesma coisa quando vi a foto do Luiz. Se ele se veste assim quando vai fazer negócio com os brimos, eles vão com certeza falar com ele em árabe. E quem sabe o Luiz não consegue um poçinho de petróleo como gorgeta.

    Mas olha, você não ficou nem um pouco atrás. Só faltaram é claro as muitas jóias de ouro e diamantes, mas isso o Luiz pode se encarregar quando voltar pra terrinha dos brimos.

  4. Oi, Claudia Ale!

    hehehehehehehe… menina, por pouco não gritei achando que havia um intruso em casa! 🙂 Bom, ele não se veste assim para fazer negócio, não precisa, comprou a dishadasha de gaiato. Mas bem que gostei! No meu caso é mais fácil, né? Minha cara não aparece mesmo… hehehehe… mas notou que havia uma interpretação no olhar? kkkkkkkkkkkkkkkk… Coloquei um pulseirão dourado, mas também acho que está faltando ouro e diamantes! Boa idéia!

    Besitos

  5. Oi, Claudia!

    Pode divulgar sim, ficou engraçado mesmo! Tem mais lá no orkut, é que aqui evito colocar foto dos outros.

    Besitos

  6. Oi, Marianne!

    Obrigada! 🙂 Comprei a bata em Dubai, o lenço/véu improvisei. Luiz, não lembro se comprou em Dubai ou Arábia Saudita, mas deve ter sido em Dubai, porque o da Arábia acho que é xadrez com vermelho.

    Pois é, não vou mais. Acho que a essa altura você deve ter conversado com Ana. Ficava complicado para ela organizar a estrutura sozinha e para mim não dá para ficar muito tempo no Brasil. Já fui esse ano e meu atelier é aqui. Enfim, talvez no futuro com mais tempo a gente consiga se organizar.

    Besitos

  7. Oi Bianca,
    Esses dias fiz uma receita sua, o kibe de bandeja com o molho de yogurte,fico muito bom. Obrigada pela dica.
    E ai…vai outra vez fazer o Caminho?
    Nós estamos pensando em fazer outra vez tbm, só que agora não quero ir em moto, quero ir caminhando mesmo.
    Te deixo uma dica, nada de tomar banho pela manhã antes de caminhar,banho só mesmo à noite antes de dormir e não passe hidratante nos pés, pois eles ficam muito suaves e ai é bolha na certa.
    Te desejo um feliz Caminho e ao Luiz tbm.
    Beijos e boa sorte!

  8. Oi, Neusa!

    Quanto tempo! Tudo bom com você? Pois é, vou outra vez, para a gente é relativamente fácil, né? Acho que você vai gostar de ir caminhando, quando você for a gente pode conversar melhor e te passo alguns lugares também para ficar que são bons. Quanto aos pés, são sempre minha maior preocupação e portanto trato muito bem deles. Não costumo tomar banho pela manhã, só quando chego à tarde, porque aí sim estamos com aquele aroma de suor misturado com bosta de vaca… hehehehe…

    Obrigada! Besitos

  9. Oi Bianca! Vocês realmente sao imparáveis, hein? Até festa árabe! Rs… ficaram muito bem, os dois, o Luiz ficou perfeito mesmo!

    Boa sorte com o Caminho, eu adoraria faze-lo um dia… quem sabe…

    Besitos

  10. Oi, Alessandra! O que não falta aqui é pretexto para farra! Quanto ao Caminho, recomendo, ainda mais para quem está tão perto, o que facilita muito. Besitos

  11. Ôh, Luiz, com essas bochechas (gorduchas), quem está precisando fazer o Caminho é você!!! Você está com cara de excesso de Pata Negra e mucho vino…

  12. hahahahahah… ainda bem que minhas bochechas estão cobertas pelo véu!

    Augusto, quando você vier para cá vai ver o sacrifício que é fechar a boca nessa terra! 😛 Luiz diz que está em forma, porque afinal de contas, redondo é uma forma!

    Ele também vai fazer o Caminho comigo dessa vez. Mas o pior é que a gente não emagrece nada lá. Eu, pelo menos, como bem pra burro! Dá uma fome louca!

    Besitos

  13. Que lindos!! Adorei.
    Nossa, mais brimo impossivel, né? Pena que nâo deu tempo da gente ir…bvom, tambem pena, pena nâo porque a gente tava la na terra dos brimos, hehe.

    Beijos grandes.

  14. Oi, Vanessa brima! Você estava na terra original… hahahaha… mas pena que não deu para virem, foi divertido. Besitos

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