32 – A volta para casa

Cheguei ontem de Santiago. Estou bem e, agora vou me exibir, sem nenhuma bolhinha! Nada de nada! Os dedões estão um pouco dormentes, mas nem chegou a inchar os pés.

Tínhamos um planejamento inicial de roteiro, mas mudamos tudo desde o primeiro dia. Aos poucos vou contando com calma toda a história porque é muita informação para digerir. Mas dá para adiantar as manchetes, ao final, saímos de Pamplona e caminhamos mais de 200 km, tenho que fazer as contas depois, foram15 dias de viagem. Além das caminhadas, conseguimos usar todo meio de transporte possível para saltar alguns trechos, trem, ônibus, taxi… só faltou carroça!

Demos muita sorte com o tempo. Chuva forte mesmo só nos pegou no último dia, mas daí é até bom para ter o que contar. Além do mais, Santiago é lindo com chuva. E vamos combinar que quem vai para o Caminho preocupado em se molhar, é melhor nem começar. Barro pegamos de monte! Aprendi a andar com um tijolo nos pés.

Nunca vi o Caminho tão cheio de gente, honestamente, houve trechos que pareciam mais procissões. Algo aconteceu na Alemanha, porque diria empiricamente que uns 80% dos peregrinos eram alemães. A lotação nos fez acionar super Luiz e nas últimas cidades foi mais seguro chegar com hotel reservado ou só nos sobraria roubada.

Na volta, ao invés de optar pelo trem, acelerei e vim de avião. O que me fez cair de pára-quedas em uma feijoada com os amigos do coral. Luiz me buscou no aeroporto e fomos direto para lá. Sabia que se passasse em casa antes, dificilmente me arrancariam daqui. Pois lá fui eu, vestida de peregrina e com a papete, único calçado diferente das botas de trekking que possuía ao alcance. Foi muito gostoso rever os amigos e um feijãozinho com arroz era tudo que precisava. Assumo que trouxe uma generosa quentinha para casa, não me fiz de rogada.

Em casa, me esperava meu felino gordo, que nem fez doce. Agarrei ele de monte, sem a menor resistência. A mochila ficou ao lado da porta, intocável junto as botas, não quis nem saber. Só queria um banho e minha caminha.

Pequenas aventuras nos tiram da rotina, mas foi muito bom voltar para casa.

4 comentários em “32 – A volta para casa”

  1. Oi Bianca
    Pelo pouco que escreveu pareceu que este percurso final foi mais light. Espero que tenha ocorrido tudo bem.
    Beijos.

  2. Oi, gente!

    Obrigada, é bom voltar!

    E sim, foi bem mais light. Já comecei a contar o primeiro dia.

    Besitos

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