XXX – Eu e Jack

Depois de ficarem conosco por duas semanas, meus pais voltaram ao Brasil. De quebra, Luiz também viajou a trabalho para Boston. Que Boston! Caramba, como a casa fica vazia de repente!  

Já é a segunda vez que tenho hóspedes que vão embora com Luiz viajando. Fico com aquela cara de bunda. Desculpe, mas não sei como descrever de forma mais educada essa expressão de nádegas! Essas coisas tem que ter regulamento! Não pode ser assim! Vamos combinar, quem vier a partir de agora está proibido de dizer que está indo embora. Diz que vai comprar cigarros e não volta, pode ser?  

Vou saber que é mentira, quase ninguém que conheço fuma! Mas, pelo menos, consigo manter minha pose. Posso fazer a cara 43 e dar aquela olhadinha distraída por cima do ombro e dizer, ok! Dá para trazer pão também? Daí vocês respondem, claro, então vou levar a mala para ajudar a trazer tudo… E dessa forma nos despedimos civilizadamente! 

Ainda bem que eu sou flamengo e tenho meu Jack, que além de gato é um cavalheiro. Faz questão de fingir que precisa da minha companhia o tempo todo. Quando a casa se esvazia ele fica elétrico, faz um monte de gaiatices e quase me derruba para correr na minha frente se embolando nos meus pés. Depois vem dormir comigo e interrompe meu sono leve com seu ronco. Ele ronca! Acordo com um rosto de gato, colado no meu, com o bigode me fazendo cosquinha e ronronando bem alto. É hora de levantar e voltar à quase-rotina.

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