11 – Festa junina

Adoro festa junina! Na verdade, gosto de quase todo tipo de festa temática e, nesse caso, ainda por cima amo as comidinhas!

 

Muito bem, em Madri não há festa junina como comemoramos. Nenhum problema, o que não tem a gente inventa. Juntei com mais duas amigas e organizamos a tal da festa aqui em casa, com bandeirinhas coloridas e tudo.

 

Aliás, essas bandeirinhas deram o maior trabalho, porque no Brasil a gente compra o cordão prontinho. Aqui, tive que comprar papel crepom colorido, cortar as bandeiras, colar etc. Mas como não tê-las em uma festa junina? É o que dá o clima! Achei umas toalhas de mesa xadrez e coloquei umas velas no meio da mesinha de centro para fingir que era a fogueira. A decoração foi completada por chapéus de palha que uma amiga achou na venda do chinês. Olha que com boa vontade, até que ficou bem bonitinho.

 

Estava meio na dúvida se me fantasiava, porque vai que ninguém aparecesse de caipira, né? Bom, fiz maria-chiquinha, pus uma blusa bem colorida, um baton vermelho e bochechas rosadas. Quando minha primeira amiga chegou, fez tranças e pintas no rosto, daí me animei mais e fiz as pintinhas também. No fim das contas, o povo todo que chegou foi entrando no espírito da festa e se fantasiando. Até a filha de uma amiga, nenenzinha ainda, chegou vestida de caipirinha.

 

Nas comidas, todo mundo trouxe alguma coisa que fosse típica. Havia cachorro-quente, salsichão com farofa, milho cozido, pipoca, amendoin, pão-de-queijo, pé-de-moleque, bananada e doce de abóbora com côco. Quentão não dava para fazer porque aqui é muito quente em junho, daí fiz sangria, que é o similar geladinho nacional. Também havia cachacinha e refrigerantes.

 

Agora, definitivamente, o ponto alto foi a dança! Arrastamos os móveis na sala pequena e improvisamos uma quadrilha surreal. Foi a pior quadrilha que já vi na vida, nada poderia ser mais desorganizado! Cada um lembrava de um pedaço e íamos tentando juntar os fragmentos do baile. Acho que de quadrilha teve pouco, mas arrancou boas gargalhadas. Eu, pelo menos, me acabei de rir.

 

O golpe de misericórdia foi quando alguém lembrou que faltava celebrar o casamento. Sobrou para um casal de amigos, noivos, e todos nós completamos o teatrinho bizarro, com direito a Luiz de espada em punho, na falta da escopeta.

 

Enfim, muito bom ter um pedacinho do Brasil aqui. Também muito bom saber que a gente leva essas coisas na memória e, com uma pequena motivação, cada um lembrando um pedaço, a gente junta tudo e faz uma festa.

 

Anarriê… dama prum lado cavalêro pru otro… olha a cobra… é mentira… caminho da roça…

Seja bem vindo a comentar! Sua resposta pode demorar um pouco a ser publicada.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s