72 – The day after

No primeiro dia do ano, surpreendentemente, não acordei tão tarde nem tinha um pingo de ressaca. Estava um pouco cansada, mas feliz com a noite anterior. Ainda não me sentia em 2006, mas fui aos poucos me habituando com a idéia de que o ano havia passado. 

Quando acordei, Luiz já tinha lavado a louça e ainda ganhei um cafezinho na cama. Ai, ai, desse jeito me apaixono! 

Saímos para dar uma volta com o casal de hóspedes que estava em casa. Fomos andar no teleférico que fica no “Paseo del Pintor Rosales”, bem próximo a estação de Argüelles. O trajeto é relativamente rápido, cerca de 10 minutos, e você pode ter uma ótima vista panorâmica da cidade. Saltamos em “Casa de Campo”, onde há uma espécie de mirante e uma cafeteria que estava fechada. Depois voltamos no próprio teleférico. Foi interessante, pois já conheço bem a cidade e pude reconhecer os principais pontos e monumentos. Além do que, o dia estava lindo e não tão frio. 

Quando voltamos para casa, bateu aquela fome! Daí, fomos ao melhor dos dias seguintes de festas: o enterro dos ossos! Isso para mim é um mistério, por que a comida rotineira no dia seguinte tem gosto de velha e a comida de festa tem gosto melhor? Bom, agora meus convidados vão saber meu segredo, mas escondi um pedaço do tender para comer no dia seguinte. Tá bom, tá bom, sei que é feio, mas juro que foi um pedaço bem pequeno e, afinal de contas, quem parte e reparte e não leva a melhor parte… 

Depois disso, morgamos em casa, veio aquela preguiça boa. Minha amiga queria aprender a pintar com aguada e dei umas dicas para ela, ficamos fazendo nossa arte despretenciosa.  

Nessa noite, nossos hóspedes prepararam o jantar, um curry de sabor exótico. A receita é, basicamente, fritar a pasta de curry com frango, adicionar leite de côco, beringela picada, ervilhas e molho de peixe. Come-se com o arroz basmati, feito só na água e sal. Como ainda nos restava um pouco de farofa da noite anterior e o prato é mais picante do que estou acostumada, Luiz e eu partimos para culinária fusion e comemos o curry junto com a farofinha. Para o desespero do amigo alemão que achou que estávamos estragando a comida. I don’t care! Tenho certeza que os tailandeses só não utilizam a farinha de mandioca porque não a conhecem, pois a combinação é bárbara! De qualquer forma, estava uma delícia e aprendi mais uma receita. 

Conversamos até o sono nos carregar para cama. A primeira segunda-feira do ano já estava ansiosa batendo na porta e querendo entrar. Pela manhã, bem cedo e ainda escuro, nossos amigos voltaram para Alemanha. 

A casa ficou um pouco vazia, mas com um bom astral. Acho que começamos bem esse ano. 

Css.

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