Receber amigos em casa, primeiro movimento

Escuto muito gente dizer que receber amigos em casa é uma arte. É possível que seja. Mas, para mim, receber gente é legal. E talvez essa seja a maior dica que possa dar: para você receber bem, primeiro você precisa gostar de ter pessoas na sua casa. 

Parece óbvio, mas na prática não é tão evidente assim. Há pessoas que se sentem invadidas com outros no seu ambiente. Porque suja, desorganiza, quebra coisas. E é verdade. Tudo isso acontece ou pode acontecer. Há também quem não está satisfeito em seu próprio lar e não quer trazer amigos em um lugar onde ele mesmo não se sinta à vontade. Há um monte de razões muito coerentes para alguém não querer recepcionar e se você é assim, não se martirize, isso não te faz uma má pessoa, simplesmente não receba. Tem milhões de restaurantes e lugares legais para convidar seus amigos. Resolvido. Nem precisa ler o resto do texto. 

Mas também tem gente que gostaria muito de receber amigos, mas acha que não sabe, se sente inseguro, acha que ninguém vai aparecer, não sabe o que servir, enfim, uma lista de medos do desconhecido. Para isso tem solução! 

Não sou uma expert no assunto, nem tenho essa pretensão, mas venho de uma família que sempre recebeu muita gente em casa e sou igual. Com a prática, você vai percebendo que algumas coisas funcionam melhor do que outras e acaba criando alguns processos meio automáticos que facilitam sua vida e deixam seus convidados felizes. Não posso garantir que o que vou contar esteja classificado nos protocolos oficiais, mas divido minha experiência com prazer. E também adoro ouvir e observar a experiência alheia, tem sempre alguma coisa que você aprende. 

Há quem acredite que festas e recepções são coisas fúteis, e que não deveríamos perder nosso precioso tempo e intelecto com essas banalidades. Será mesmo? Demonstrar que as pessoas são queridas é algo assim tão pequeno? Ver como se comporta um parceiro de negócios em um ambiente fora do escritório não te dá nenhuma informação? Então tá, né? 

Muito bem, vamos organizar o barraco, vou classificar essas recepções em dois grupos, formais e informais, sendo as formais relacionadas a trabalho, cerimônias oficiais etc.  

Por favor, não confundir as duas coisas, uma festa com o pessoal do seu trabalho é trabalho, não trate como festa. Você está ali para trabalhar e não para se divertir. Esse tipo de festa é para os negócios, não para os convidados. Um pouquinho de abstração, a gente pode sorrir, pode dançar, mas não se distraia nem se iluda, o foco é outro. Não consigo me lembrar de nenhuma grande festa em grandes empresas, onde não foi alguém demitido ou queimado no dia seguinte. Sinto muito, a vida é dura. 

Daqui para frente, vou tratar das festas ou reuniões informais, ou seja,  basicamente receber seus amigos e conhecidos em casa. E, nesse caso, diferente das formais, uma festa é sempre e absolutamente para seus convidados, não conheço outra maneira de funcionar. 

Primeiro de tudo: sim, receber dá trabalho! Não há como fazer omelete sem quebrar os ovos, receber dá trabalho e pronto. É bom que pareça aos seus convidados que não deu, mas dá. A questão é como você se relaciona com isso, eu, sinceramente, me divirto. Além do mais, você precisa ser uma pessoa que goste de agradar seus amigos. Não estou falando de bajulação, estou dizendo que quando um amigo meu sai de uma festa feliz e se sentindo especial, fico nas nuvens! Mesmo que canse um pouco, você tem aquela sensação de realização que deu certo, funcionou! 

Fora a energia bacana que deixa no ambiente. É muito comum as pessoas nos visitarem e dizerem que nossa casa tem um alto astral. Tenho certeza absoluta que parte dessa sensação vem do movimento de gente legal e que tem bons momentos aqui. O que no fundo quero dizer é que não tem milagre, não conheço nenhuma fórmula de boa festa instantânea. Só que compensa, o retorno é uma delícia! 

Então, arregacemos as mangas e vamos para prática. O fundamental para a festa funcionar é o antes. Quanto melhor você se planejar e deixar tudo engatilhado, mais você será capaz de se integrar e divertir na festa. Não adianta você ficar igual a uma maria louca servindo todo mundo e preparando tudo na hora, porque se você não conseguir aproveitar a festa, seus convidados dificilmente se divertirão. Eles estarão constrangidos vendo você de escrava e sem saber como te ajudar. A presença dos anfitriões na sala é fundamental. 

Veja bem, no mundo ideal, você pode contratar um buffet ou garçons, perfeito. Facilita, mas de qualquer forma, você precisa orientá-los antes. A equipe do buffet, por exemplo, precisa saber se há alguém com restrição alimentar. Se você contrata o garçon diretamente, ele precisa saber quantas pessoas virão e quanto de bebida ele dispõe, porque a partir daí ele controla as doses. Cabe à anfitriã saber dar o tom, decidir o que servir, se pode servir à vontade, se deve segurar em algum momento. Enfim, você tem menos trabalho, porém não aconselho delegar tudo de olhos fechados. 

Mas vamos combinar, hoje em dia não dá para a gente sair contratando buffet ou garçons para toda festinha. Além do custo, às vezes você quer fazer uma coisa menor, mais despretenciosa. Então, como você faz? Deixa tudo pronto antes. 

Putz! Mas tem uma receita fa-bu-lo-sa da sua avó, que demora trocentas horas para ficar pronta e só presta se fizer na hora… Esquece! Além de deixar seus convidados constrangidos, você vai matá-los de fome e de tédio. Aprenda outro prato ou peça uma pizza. Aliás, acho que a pizza deve ser sempre o plano B. Vai que você deixou tudo preparadinho certinho, mas na hora, errou a mão! Cassilda, você foi conversar e queimou! Não entre em pânico, volte para sala, conte o que aconteceu, morra de rir e ligue para a entrega de pizza. Um amigo que tenha intimidade para ir na sua casa, não vai ficar aborrecido por isso, pelo contrário, vira piada. 

Mais ainda, se você não sabe cozinhar mesmo, já convida logo o povo para a pizza e pronto! Faz um charme, acende umas velinhas, serve em prato de louça, um bom vinho, e já melhora muito. 

Agora, o outro extremo, os anfitriões descansados. Aquela festinha que você é convidada no sábado, toda satisfeita, vai bonitinha e no final do almoço, sobra a louça para você! Ninguém merece, né? Olha, uma coisa é você contar com uma mãozinha dos convidados, o que quer dizer levar um prato para mesa, se servir, recolher meia dúzia de copos, tudo bem. Mas o serviço sujo é dos anfitriões e acabou, entuba! Não estou falando da sua prima que foi te visitar e lavou uma xícara de café, tô falando de uma festa que sua convidada está com as unhas feitas e foi colocada para lavar uma pilha de pratos. Arrego!

É simples, cabe ao convidado perguntar uma ou duas vezes se os anfitriões precisam de ajuda, cabe ao anfitrião dizer que não precisa, ou aceitar um favor bem fácil.  

Tem exceções, claro, onde conta o bom senso. Por exemplo, se um convidado derrubou uma taça de vinho no chão e quer te ajudar a limpar, você deixa. Porque todo mundo que derruba alguma coisa fica super sem graça e quer compensar de algum jeito. Bom, se você tem alguém que possa limpar, não precisa que seu convidado limpe, mas peça para ele tomar conta ali um minutinho para ninguém pisar e assim você dá uma função para ele. E se você está sozinha, traz um paninho ou papel toalha e, enquanto ele mesmo limpa, você continua conversando com as pessoas normalmente. Não deixa de ser uma maneira de tirá-lo do centro das atenções em uma situação constrangedora. E de mais a mais é só uma porcaria de um copo, se você tinha tanto medo que quebrasse, servisse em outro. 

Mais um exemplo, você receberá umas 20 pessoas em casa e está sozinha, ou seja, não tem nenhum garçon para te ajudar. O que você faz? Serve cada um? Deixa os convidados com esse trabalho? Outra vez, bom senso e deixar tudo arrumado antes. É tranquilo, só fazer pontos de distribuição facilmente identificáveis, num ponto você deixa os copos limpos, em outro as bebidas, em outro as comidas… Perto das bebidas, você já deixa o gelo. Guardanapos, louça, tudo que seus convidados irão precisar, já deve estar à vista e disponível. Você tenta servir pelo menos o primeiro drink, mostra onde está cada coisa e o caos se incumbe do resto, confia que dá certo. Seus convidados com menos de 60 anos, normalmente, até preferem se servir sozinhos; já os mais velhos, devem ser servidos, é uma questão de respeito. A não ser que eles mesmos se levantem e tomem a iniciativa, daí é outra história. 

O que servir? Há uns três bilhões de alternativas, mas vou tentar dar algumas dicas. Particularmente, se recebo mais de 15 pessoas, prefiro não servir nada quente, dá muito mais trabalho. Imagina que você terá que esquentar aquela meleca toda na hora, o que te levará para cozinha. Além do mais, os convidados não chegam todos ao mesmo tempo e sempre bate um pouco de dúvida sobre o momento adequado para esquentar os pratos. Quando você finalmente esquenta a porcaria do prato e põe na mesa, fica todo mundo fazendo cerimônia para não ser o primeiro a se servir e esfria tudo de novo. E para completar, faz aquela fila de bandejão na sua sala. Olha, que beleza!  

Sou a favor de facilitar minha própria vida, então, acho muito melhor servir saladas coloridas e interessantes, pastinhas, queijos, frutos secos, enfim, comidas que possam já estar na mesa quando os convidados cheguem. Por exemplo, https://buracodafechadura.com/2008/03/10/saladas-para-festas/

Mas se não tem jeito, você quer porque quer servir alguma coisa quente, ter um rechaud ajuda bastante. Também melhor optar por algo que possa ser esquentado no forno, ao invés do fogão, você ganha uns minutinhos a mais com seus convidados sem correr o risco de queimar a comida. 

Vou abrir um parênteses, estou falando das festas que você planejou e está oferecendo. Porque hoje em dia também é comum a gente ligar para meia dúzia de amigos e combinar de se encontrar em casa. Na verdade, tenho amigos com intimidade suficiente para me ligarem avisando que estão chegando. Isso é outra coisa, cai no nível de informalidade família, que tratarei em outro momento.

Agora, retomando e visualizando todo o conjunto, você preparou todas as comidas e deixou sobre a mesa. As bebidas, gelo, copos, guardanapos, louça, enfim, tudo o que seus convidados precisam, está disponível. Sua única preocupação é repor alguma coisa que acabe, se for o caso. O que te resta a fazer? Relaxar e aproveitar a festa!

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Arrumar a mesa para um jantar especial

XXI – La Tortilla Española

A tortilla española é uma instituição, uma espécie de orgulho nacional! Acho que é o “arroz-com-feijão” daqui. 

Da primeira vez que experimentamos, tanto eu quanto Luiz não achamos lá essas coisas. Muito cá entre nós, hein? Porque se algum espanhol me escutar dizer isso, é capaz de eu ser extraditada! Me pareceu um omeletão de batata meio sem graça. Com o tempo, fui pegando gosto e vendo que também depende muito se é bem feita. Atualmente, adoro! 

Receita: 

Cortar a batata em rodelas finas ou pedaços pequenos, secar e fritá-las em azeite. O azeite tem que cobrir as batatas e elas não precisam ficar morenas, mas cozidas. Adicionar cebola picada na fritura e deixar o cheiro subir (aquele cheirinho delicioso da cebola fritando no azeite…hummm).  

Em paralelo, bater os ovos, como em um omelete. Quando as batatas e a cebola estiverem no ponto, misturar rapidamente aos ovos batidos, adicionar um pouco de sal e fritar tudo, também como um omelete. Tem que fritar dos dois lados. Pessoalmente, prefiro quando o interior fica um pouco molhadinho. 

Pues… hombre! É muito bom! 

Essa combinação de ovos com batatas aqui é comum. Putz! É mortal! Mas como resistir? Falando nisso, tem também os huevos rotos, que são os ovos mexidos. Entretanto, costumam vir com batata frita no azeite e cubinhos de jamón curado. Um chute no balde! 

E os pinchos e as tostas? São torradões, o pincho do tamanho de uma bruschetta e as tostas maiores. Varia a cobertura: camarões, gulas, jamón, queijos… combinações criativas. Também perto de casa, tem um bar de copas que serve uma dessas torradas com camarõezinhos ao alho e óleo, que estou segura que um certo amigo meu,  também hóspede aqui, vai mexer na cadeira só de ouvir! 

Tem as croquetas, mas essas merecem um capítulo especial. 

Para terminar de meter o pé na jaca mesmo, só pedindo o vinho da casa para acompanhar. Ultimamente, nem me preocupo em saber a marca, pois é sempre bom. Me conformo em pedir pela região e estamos conversados. 

Bom, agora preciso ir, porque me deu uma fome…

56 – Paella

A melhor paella espanhola que já comi foi em… São Paulo! A campeã é a do Don Curro, sinto muito! Não é que aqui elas sejam ruins, mas ainda não achei aquela definitiva. The Ultimate Paella! Enfim, continuarei tentando, fazer o que? Acabo de pegar algumas dicas de locais para comer uma boa paella com legítimos madrileños, a ver… 

Nos restaurantes, diferente do que imaginava, costuma ser sevida como entrada. Mas, se quiser, você pode pedir como prato principal que ninguém faz cara feia. Quer dizer, podem até fazer, mas é mala leche mesmo. Ignore! Se isso acontecer, utilize a cara 9, a de caguei-sou-cliente-e-você-não-está-fazendo-nenhum-favor.  

O arroz costuma ser bem gostoso, mas os frutos do mar são regulados. Um pouquinho de nada e mais casca que carne. Nem entendo porque, já que os frutos do mar daqui são excelentes e fresquíssimos. Todo pescado do país é concentrado em Madri e depois distribuído aos outros lugares, ou seja, é tudo de primeira. 

Não existe uma versão oficial para o nome “paella”. Entretanto, ouvi uma história que faz sentido e achei muito bonitinha. Normalmente, as mulheres cozinhavam durante toda a semana e os maridos para dar-lhes uma folguinha, às vezes, cozinhavam para elas. O “para” aqui pode ser abreviado como “pa”, assim como o nosso “pra”, e o “ela” se diz “ella”. Portanto, quando o marido cozinhava para a esposa, ele cozinhava “pa ella”. Pa +  Ella = Paella 

Meninas, a paella é nossa! Meninos, uma dica, aprendam a história e a fazer paella, pois pode ser muito romântico! Um homem cozinhando para sua amada é super sexy! 

Receita de paella de frutos do mar  (do jeito que faço, há outros) 

Ingredientes – nunca sei exatamente, mas aqui vai uma aproximação razoável: 

Arroz (1 xícara e meia)

Água (3 xícaras)

Azeite (cobrindo levemente o fundo da panela)

Alho (1 cabeça inteira bem picada)

Cebola (1 cebola inteira)

Tomate (1 tomate, sem sementes, picado em cubinhos)

½ xícara de ervilhas

Pimentão vermelho (metade de um, picado em cubinhos)

Pimentão verde (metade de um, picado em cubinhos)

Açafrão (o equivalente a uma colher de sopa)

Frutos do mar (uns 6 camarões grandes e outros menores,  100 gramas de lula, umas 20 conchinhas de vôngoles, uns 5 mexilhões…)

Cuentro ou Salsinha (mais ou menos meia xícara bem picadinho – dica, use uma tesoura de cozinha ao invés de uma faca e pique em cima da panela na hora de usar) 

Modo de fazer: 

Refogar o arroz no azeite, alho e cebola. Seja generoso nos três últimos ingredientes. Acrescentar pedaços bem picadinhos de tomates, pimentões verdes e vermelhos, e as ervilhas. Adicionar o fundamental açafrão.  

Em paralelo, ferver a água a ser adicionada, aproximadamente o dobro da quantidade do arroz, e reservar.  

Colocar os frutos do mar, com casca e tudo. Use os que você gostar mais, gosto de usar camarões, lulas, vôngoles, mexilhões, langostinos e carabineiros pequenos. Os mexilhões devem ser colocados por cima de tudo, dentro de suas conchas. Os vôngoles podem ser misturados, mas também dentro de suas conchas. 

Adicionar a água fervente, salpicar o cuentro ou salsinha e baixar bem o fogo. Esperar a água secar e servir na hora. 

Atenção: Caso não tenha a panela apropriada, utilize uma rasa e de fundo largo. Originalmente, esse prato deve ser feito no fogo ao ar livre. Diz a lenda que o ideal é utilizar folhas de parreira para alimentar esse fogo. O aroma e a fumaça sobem e alteram o sabor da paella, no mesmo estilo dos defumados. Mas se estiver na sua cozinha, pode levar a panela ao forno (se isso for possível sem ter partes derretidas). A maneira mais simples é no fogão mesmo, em fogo baixo, tampando a panela enquanto a água do arroz seca. 

Existe a versão onde também se adiciona frango e coelho. Mas se é sua primeira paella é melhor não complicar muito. 

Boa sorte! 

58 – Las Croquetas

Preciso fazer uma confissão que pode me custar muito caro no futuro: adoro croquete! Aliás, adoro salgadinhos em geral, coxinhas, empadinhas, risólis, bolinhos de bacalhau, bolinhas de queijo… huuummm… minha boca encheu de água! 

Infelizmente, depois do Caco Antibes, todas essas deliciosas mini-tentações foram classificadas de “coisa de pobre” e sumiram das festas brasileiras. Fazer o que? Gosto das comidas exóticas e também das sofisticadas, apenas acredito que um prazer não exclui o outro. E tem dias que morro por uma coxinha cheia de catupiry legítimo derretido. 

Muito bem, ainda resta salvação para o mundo! Aqui em Madri, um dos aperitivos mais populares são as fabulosas croquetas! É a redenção do croquete! São encontradas tanto em bares mais despojados, como em restaurantes elegantes. Lógico que na segunda opção sempre há algum diferencial, mas que é croqueta… é croqueta! 

Entretanto, há uma pegadinha para brasileiros. Quando a gente prova a primeira croqueta, esperamos um recheio mais sólido. Pois, nesse caso, a massa já é o recheio. Só que essa massa é salpicada com algum tipo de acompanhamento. A clássica vem com pedacinhos de jamón, mas é comum também encontrar as de pollo (frango). Os restaurantes mais descolados inovam mesclando outros recheios, como camarões ou queijo brie. Mas nunca em pedaços generosos, costuma ser triturado com a massa. 

Deve ser frita na hora e no azeite estalando de quente. Hombre, o sabor é de maravillas! 

Caso queira aprender a fazê-las, a receita segue abaixo. E se algum despeitado se atrever a torcer o nariz dizendo que é “coisa de pobre”, nada como responder que é um velho hábito adquirido na Europa.  

Ingredientes:

         1 colher de sopa de azeite

         2 colheres de sopa de farinha de trigo

         ¼ de litro de leite (pode ser um pouco mais)

         1 ovo

         100g de farinha de rosca

         noz moscada

         100g de jamón em pedacinhos minúsculos (ou o recheio que você preferir)

         sal 

Modo de fazer: 

Levar a panela ao fogo com o azeite. Deixar o azeite esquentar, mas não ferver, não deixe levantar fumaça. Tire a panela um pouco do fogo e adicione lentamente a farinha, movendo com uma colher-de-pau até que forme uma massa. 

Retorne a panela ao fogo médio, adicione lentamente o leite, mexendo sem parar até que a massa esteja cozida e consistente. Colocar uma pitada de noz moscada, sal a gosto e os pedacinhos de jamón. Continue mexendo a massa até que se espesse. 

Coloque essa massa, já espessa, em um recipiente e deixe-a esfriar. Depois de fria, modele os bolinhos no formato de croquete. 

Bata o ovo em outro recipiente. Molhe o croquete (epa! Isso ficou meio sexual!) nesse ovo e depois passe na farinha de rosca. Como se fosse um bife à milanesa. 

Estão prontas para fritar. Devem ser fritas no azeite bem quente que as cubra. Quando estiverem douradas, estão prontas para serem servidas. 

Coma sem arrependimento e ria dos pobres de espírito!