46 – Ufa! Que semana!

Semaninha atribulada! Caramba, não tive tempo de sentar para escrever uma cronicazinha! Portanto, farei o samba do criolo doido e tentarei contar tudo em uma só. Um cronicão express!

 

Começou no domingo, pela manhã, quando acordei super cedo para levar Luiz ao aeroporto. Levar é maneira de dizer, simplesmente acompanhá-lo, já que ficaria toda a semana fora, em Dubai. Cheguei quase a me arrepender, não por ter acordado às oito da matina em pleno domingo, mas quando vi a confusão que era o check in do seu vôo. Para tentar tornar visual o que estou escrevendo, basta imaginar que a fila “única” possuía três “sub-filas” diferentes e se embolava na entrada seguindo a lei do mais forte ou do mais cara-de-pau. Uma mistureba de idiomas e de gente! Não dava para saber quem trabalhava na companhia aérea, quem trabalhava em agências de turismo ou quem simplesmente estava ali não se sabe porque. Uma zorra!

 

Dubai não é essa bagunça, muito pelo contrário. Acho que era só o vôo com preço promocional que contribuiu para esse caos. Enfim, voltei aliviada para casa e com vontade de dormir mais um pouquinho. Luiz seguiu seu trajeto para o Oriente Médio, com direito a perder uma escala pelo caminho. Por mais incrível que pareça, no fim deu certo e o mais impressionante: a mala chegou junto com ele!

 

Muito bem, segunda-feira lá fui eu para faculdade. Diferente das minhas expectativas, a volta às aulas não foi tão má. O curso está me parecendo mais interessante que no primeiro semestre, fizeram algumas modificações na maneira de conduzir as aulas. Mas, enfim, tenho até medo de elogiar. De qualquer maneira, estou levando de forma mais leve e desencanada. Aparentemente, vou participar de uma exposição pelo fim de setembro, vamos ver.

 

Bom, saindo da aula com duas amigas, como disse, em plena segunda, uma delas sugeriu passarmos em um bar para tomarmos uma “copa”. Por que não? Luiz não estava na cidade mesmo. Pois fomos a terraza da Casa de América, uma das minhas favoritas. Estava um pouco vazia, mas a conversa era agradável e engraçada. Algumas cavas depois, nos pareceu uma ótima idéia sair para dançar. Resumo da ópera: passei rapidinho em casa para checar se Jack estava bem, fui para casa da minha amiga, de lá fomos para o Areia, um bar muito legal, fazer hora para o El Junco animar. E não é que o El Junco encheu? Eu amo essa cidade! Dancei até às quatro e meia da matina e ainda saí mais cedo que a minha amiga!

 

No dia seguinte, acordei morta de cansada, mas não tão tarde porque precisava entregar um desenho em uma “convocatoria”. Aqui, os salões de arte para os quais você envia seus trabalhos e tenta participar, chamam-se “convocatorias”. Soube dessa em questão muito em cima da hora, mas não quis perder a oportunidade de tentar. Desenho não é minha praia, mas estou beirando o desespero de fazer qualquer coisa, só para aquecer os motores. Pois bem, terminei o trabalho como pude e fui entregá-lo no caminho para faculdade.

 

Chegando lá, a decepção, não podia participar porque não sou espanhola nem hispano-americana. Liguei para um outro amigo artista brasileiro, que me deu a dica do salão e o avisei do problema. De lá, fui para aula meio sonâmbula e preocupada. Nem tanto por esse salão, que me preparei às pressas, mas porque me abria um precedente de não poder participar de outros.

 

No dia seguinte, quarta-feira, acordei com o telefonema do meu amigo artista. Ele tinha conseguido convencer a organização do salão a nos aceitar. Meio tonta de sono, ouvi um, “corre que eles aceitaram a gente, mas tem que ser na parte da manhã”. Lá fui eu outra vez tentar entregar meu desenho. No espaço cultural, vi uma série de outros desenhos já entregues e foi absolutamente intimidador. Francamente, o meu parecia brincadeira de criança, fiquei até com vergonha. Mas assumi como um exercício de humildade e depois precisava desencantar de uma vez!

 

De lá, corri para faculdade para tentar descobrir se ainda existia a minha escultura que deve participar da exposição em setembro. Existia! Estava guardada direitinho. Tive um trabalho do cão para montá-la sozinha, me faltavam mais quatro mãos. Mas funcionou. Corri para a aula, meio atrasada e nojenta, afinal de contas, montar uma escultura em ferro não é exatamente uma atividade leve.

 

Na mesma quarta-feira, descobri que o Salão da Bahia havia aberto suas portas e, na verdade, já estava fechando as próprias! Tinha até sexta-feira para enviar um projeto. Esse é o principal salão de arte contemporânea no Brasil e é meu sonho participar de um deles. Tenho um trabalho pronto que só estava esperando para enviar para lá, mas ainda não havia posto no papel. Ou seja, já deu para perceber que passei a quinta-feira como uma alucinada para finalizar as arestas da obra, fotografar e escrever tudo. No fim da tarde, havia fechado meu projeto e, modéstia às favas, fiquei muito satisfeita. Se vai entrar, não sei, é muito difícil. Mas foi importante para mim realizá-lo. Em alguma próxima crônica contarei sobre ele.

 

Na quinta, durante a aula, houvi o rumor que o Salão da Bahia havia prorrogado as inscrições. Caramba, que alívio! Ganhei mais um tempinho e bom que a idéia está fechada. Para completar, uma outra “convocatoria” que gostaria de participar também prorrogou as incrições para semana que vem. O legal é que antes, não estava muito animada a enviar um projeto. Mas depois da confusão que foi essa semana, ganhei ritmo de trabalho e daí me animei. Quer saber, funciono mesmo é na pressão!

 

Sendo assim, ganhei uma folguinha na sexta-feira, que foi aproveitada com a visita à exposição de um amigo artista.  O mesmo da “convocatoria” de desenho. Aliás, muito boa. De lá, fomos almoçar com sua esposa e uma amiga deles. Foi bom para dar uma relaxada.

 

Luiz chegou à noite de Dubai, morto de cansado, mas empolgado com a viagem. Dessa vez, teve um pouco mais de tempo para conhecer a cidade e quer que eu vá com ele em novembro. Acho que vou, também estou muito curiosa para conhecer o lugar. Ainda sobrou um pouco de energia para irmos por umas “tapas” na nossa copa cozinha: El Fogón de Trifón. A gente gosta muito de lá e a informalidade do serviço nos faz realmente sentir em casa. Dessa vez, fiquei devendo ao Trifón uma receita de moqueca. É que a gente deu a ele um vidrinho de azeite de dendê para experimentar. De quebra, ainda estreiei a bata lindíssima que Luiz trouxe para mim de Dubai.

 

Ufa, chegou sábado! Dormimos até tarde e de lá fomos esquiar, só para variar um pouquinho. Um casal de amigos com a filhinha nos encontrou pelo Shopping. Acho que eles se animaram a viajar conosco em dezembro para uma estação de esqui, espero que dê certo. Nesse dia, a pista de esqui artificial estava um porre! Muita gente e uma fila enorme para subir. Perdi a paciência e só aguentei uma hora. De qualquer forma, valeu pela companhia.

 

Domingo, voltamos e estava bem melhor. Eu, com minha roupa nova enfurecida de neve, até peguei um esqui maior e, inclusive, me arrisquei em um salto! Tá bom que o salto foi mínimo, era um morrinho de nada, mas fiquei toda orgulhosa. Principalmente, porque foi um dia em que minha vertigem estava atacada, me custou muito começar a aproveitar a descida.

 

Pues… nada… assim foi a semana e já me preparo para a segunda-feira. Ai, que preguiça!

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