33 – … en estos días de verano

No ano passado, fiquei meu primeiro agosto em Madri. O suficiente para jurar de pés juntos que jamais faria essa tontería outra vez!

 

Como tudo que a gente promete que nunca mais fará é logo a primeira coisa que a gente faz, a Lei de Murphy não me deixou fugir à regra e cá estamos nós, outro agosto aqui.

 

Esse é o mês que Madri muda de endereço. Muitas lojas e restaurantes fecham para férias, a cidade fica deserta, animais são abandonados, velhinhos são largados nos hospitais pelas próprias famílias, enfim, coisas bem tristes.  E isso tudo se deve ao calor insuportável que faz nessa época do ano, que leva todo mundo a fugir sem olhar para trás. Ficam meia dúzia de gatos pingados que sobraram, uns pringados.

 

Pois se o universo conspirou para que fosse assim, também nos ajudou a mostrar mais uma máxima, a que toda a regra tem exceção e que nem sempre isso é ruim. O clima está incrivelmente agradável! Os dias estão lindos e o calor razoavelmente suportável. Dá até medo de elogiar.

 

É verdade que na hora da siesta, entre 3 e 5 da tarde, a coisa fica meio complicada. Mas as manhãs e as noites estão uma delícia! E, convenhamos, na pior das hipóteses, ainda posso dizer que estou passando férias em Madri!

 

Os dias ensolarados tem a mesma claridade da praia e, mesmo usando protetor solar diariamente, nem estou tão branquela. Saio de camiseta cavada e tenho até marquinha branca da fita do Senhor do Bonfim que não arrebenta nem a pau!

 

Ontem fiz um programa que adorei, andar de bicicleta no parque do Retiro. A dica foi de uma amiga brasileira que mora aqui, fui com ela. Na Avenida Menéndez Pelayo, bem na frente de uma das portas para o parque, há uma loja que aluga bicicletas.

 

Minhas primeiras pedaladas saíram meio desengonçadas, mas rapidamente entrei no esquema. A boa notícia é que não ando tão enferrujada, minha musculatura amanheceu sem um pingo de dor. A parte difícil é, digamos, a parte glútea. Caraca! Aquele banquinho miniatura torturador de bumbuns só pode ser sacanagem dos fabricantes, né? Precisa mesmo ser tão pequeno e desconfortável? Deve ser um complô para vender short acolchoado!

 

Mas, enfim, a gente esquece o desconforto quando vai um pouco mais depressa, sente o vento no rosto e aquela luz, que parece estroboscópica, se alternando entre as folhas das árvores. Em breve, elas estarão amarelando e continuarão bonitas até o inverno.

 

Uma coisa engraçada, a gente não transpira. O clima aqui é tão seco que o suor evapora! Você precisa estar bem atento para não desidratar. Por outro lado, você não fica com aquela aparência nojenta de quem parece que não toma banho há dias. Apesar que alguns não tomam mesmo!

 

Assim que conseguir sentar sem franzir a testa, voltarei lá para repetir a dose. Quem sabe da próxima vez me anime e vá de biquini. Praia de europeu é gramado no parque, sabia? Quem não tem cão…

Seja bem vindo a comentar! Sua resposta pode demorar um pouco a ser publicada.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s