30 – De volta para casa

Pousei em Madri às 6 da matina e Luiz levantou vôo para Londres às 7. Ou seja, não nos encontramos. Falamos pelo celular no aeroporto, mas foi impossível sair antes que ele fizesse o check in. Paciência!

 

Na hora de passar pela alfândega, mais um suspense! Óbvio que minha mala estava repleta de comida e cachaça! Lingüicinhas e costelinhas defumadas, carne seca, paio…  A cachaça é permitida, mas tem que vir na mala de mão e acho que só podem duas garrafas. Tinha cinco, dentro da mala. Como ninguém nunca me para, achei que valia o risco.

 

Pois na saída, eu e bem umas dez pessoas que vinham na minha frente do Brasil foram paradas e mandadas para passar a mala em um raio-X. Quando o raio-X acusava alguma coisa, elas iam para uma salinha atrás abrir a mala. O que mais poderia vir à cabeça nesse momento? F#$%u!

 

Mantive a calma, ou melhor, a cara-de-pau e fiquei atenta ao que poderia fazer para me safar. Era a última da fila e havia dois agentes fiscais. Minha mala já estava na boca da esteira, quando a mesma parou e o agente chamou as pessoas que passaram na minha frente para conferir a mala na salinha. O outro agente que ficou, começou a dar uma tremenda dura em dois homens que tinham mesmo pinta que eram imigrantes. Começou a perguntar onde eles iam, se queriam trabalhar aqui, essas coisas. Quer saber, ia ficar ali esperando para ser a próxima? Arrisquei.

 

Tirei a mala da boquinha do raio-x, já encostando na cortina, e a coloquei de volta no carrinho. Puxei minha carteira de residente e falei no melhor espanhol que podia, com cara de desentendida: Eu moro aqui, por onde eu passo? O agente, muito mais preocupado com a dura que estava dando, olhou de relance minha carteira e me mandou voltar e passar direto pelo portão sem ser revistada.

 

Ufa! Feijoada salva pelo congo!

 

Chegar em casa foi um grande alívio, estava super cansada. A única coisa que aguentei foi brincar um pouco com meu gato curioso e tomar um banho. Pelo caminho, fui encontrando bilhetinhos do Luiz pelo apartamento todo, ele sempre dá um jeito de estar presente.

 

Mergulhei na cama exausta e ainda não muito bem. Nem fome eu tinha. Só me recuperei mesmo no dia seguinte, quando Luiz voltou.

 

Fomos jantar no Trifón, antes que eles fechassem as portas no verão. Agora só em setembro. Muitos restaurantes aqui fazem isso, fecham em agosto. A cidade fica deserta.

 

Essa semana chegam três hóspedes e o apartamento vai animar outra vez. Enfim, de volta para casa.

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