29 – Em Sampa

São Paulo faz parte do meu roteiro oficial no Brasil, simplesmente, não dá para não ir. Morei lá dez anos e adoro! Tem trânsito, poluição, violência… mas fazer o que? Também tem amigos, os melhores restaurantes, uma noite fantástica…

 

Acredito que o principal mesmo é que foi a cidade onde me tornei independente e, em seguida, construí junto com Luiz a estrutura do que é hoje nossa vida. Essa cidade tem um poder diferente de fazer você conseguir o que batalha e o que merece. Sei que em outros lugares isso acontece também, mas São Paulo é especial nesse sentido.

 

Aconteceu uma coisa esquisita, pela primeira vez, tive dificuldade em lembrar os caminhos pelas ruas da cidade. Ia me lembrando a medida que andava nelas, mas não veio naturalmente. Sempre tive uma facilidade incomum em circular de carro pelas confusas ruas paulistas, mas dessa vez foi mais complicado.

 

Por sorte, tive a mordomia dos meus amigos e sempre alguém me levava para os lugares. Ia olhando tudo como se estivesse fora do corpo assistindo. Uma sensação muito estranha. Só um dia, quando fui bem perto de onde morei alguns anos, tive aquela sensação familiar. Existe um lugar na Marginal Pinheiros, pouco depois de passar a ponte Cidade Jardim, que sempre foi onde eu tinha o sentimento de estar chegando em casa. Não me senti assim, mas mexeu um pouco comigo. Entretanto, quando entramos efetivamente no Morumbi, havia tanta construção nova que me confundi em uma das ruas.

 

No sábado, fiz um encontro geral com amigos no “Dloon”, em Moema. Sempre faço assim, marco um lugar grande e aviso a todo mundo. Quem pode aparece. Foi bem divertido e também foi a comemoração de aniversário de uma das amigas.

 

No dia seguinte, almocei no Tordesillas, um dos meus restaurantes favoritos em Sampa. Fazem comida brasileira e tem um Bobó divino! Não é barato, mas vale pelo cardápio delicioso e pela oferta de cachaças, que também adoro. Ali encontrei um amigo, ex-aluno do Santo Antonio, que veio de Campinas para o almoço; e também com a “Diretoria”, já explicada em crônicas anteriores. Na sequência, fomos ao Buena Vista.

 

Na segunda-feira, fiquei por conta da família paulista, amigos queridos que não sei dizer se adotamos ou fomos adotados. Conheci a “Area Artis”, galeria de arte dessa minha amiga, que está super bem montada na Rua Normandia, vale o programa.

 

Jantei com o casal de amigos, da casa onde estava hospedada, no Chalézinho. Comemos um foundue de carne feita no vinho. Ótima companhia e foi bom para relaxar um pouco. Nesse dia não estava me sentindo muito bem e no dia seguinte de manhã embarcaria de volta para Madri.

 

Na terça de manhã, acordei de malas prontas e fui direto para o aeroporto. Passei mal a viagem inteira com enxaqueca e cólicas homéricas. Lei de Murphy. Por outro lado, está confirmado: perdi completamente o medo de avião. Essa é uma excelente notícia!

 

Não tive medo minha vida inteira, começou depois de passar por algumas experiências aéreas meio complicadas. Passei por CB, por urubu na turbina com pouso de emergência e, para completar, um pouso em final de furacão. Cada vez que o avião balançava um pouquinho, era impossível não me lembrar. Mas agora, aparentemente, isso acabou e não sinto a menor falta.

 

De qualquer forma, foi muito bom pisar em terra firme outra vez.

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