2 – Visita da Diretoria

Morando há mais ou menos umas três semanas no apartamento novo, chegou o segundo casal de hóspedes, amigos de São Paulo. E para falar desses amigos, preciso voltar um pouco o tempo.

 

Em 1997, Luiz foi trabalhar em uma empresa que organizou um treinamento para seus funcionários com a duração de dois meses, em Campinas. Isso quer dizer que um grupo de profissionais ficou internado tempo integral em um hotel estudando. Quando se coloca tanta gente junta por um período tão longo, há duas alternativas: ou se matam, ou ficam amigos. Por sorte, a segunda opção vingou.

 

Nesse período, ainda trabalhava como consultora de negócios e, por uma coincidência formidável, parte do meu projeto acontecia em Campinas. Portanto, procurava visitar esse cliente ou na sexta ou na segunda-feira e, assim, passava os fins de semana no hotel com Luiz. E claro, acabei conhecendo o pessoal todo.

 

Resumindo, desse grupo surgiu um tipo de núcleo de amigos queridos, com os quais temos contato até hoje. Nos chamamos de “a Diretoria”. A Diretoria está sempre presente nas festas, fica até mais tarde e tem alguns privilégios secretos.

 

Quando os diretores se casam ou namoram sério, os respectivos e respectivas acompanhantes recebem o status de diretor. Mas antes, passam por uma prova de iniciação. Desse casal que nos visitou, ele é sócio-fundador, como nós, e ela passou na prova de iniciação com louvor.

 

Além disso, por outra coincidência, temos mais um casal de amigos, morando aqui em Madri, que também são sócio-fundadores. Logo, organizamos o primeiro encontro internacional da Diretoria, filial Madri. Estarmos todos aqui na maior farra e falando português, foi razoavelmente surreal.

 

Uma visita relâmpago, mas que aproveitamos muito e foi super divertida. Eles trouxeram o kit arataca completo, contendo carne seca, paio e cachaça. De quebra, ainda veio um vinho português muito bom, da família desse nosso amigo.

 

Não foi só a visita, foi ao que ela me remeteu. A memória desses amigos é muito importante para mim, faz parte das coisas que fiz certo e das erradas perdoadas, porque afinal somos amigos. É reconfortante saber que importa menos onde estamos e mais com quem. E foi muito bom.

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