17 – Acho que faço uma exposição na semana que vem

Desconfio que, na semana que vem, vou participar de uma exposição coletiva. A frase é um pouco estranha, mas é verdade. Só acredito vendo, tô até com medo de convidar as pessoas.

 

No Master em Arte Contemporânea que farei até dezembro, há duas exposições previstas, uma na semana que vem e outra no fim do ano. Além das aulas teóricas, a gente desenvolve um trabalho para essas exposições.

 

No meu caso, desenvolvi uma instalação em aço, continuidade do trabalho que realizava ainda no Brasil, mas não tinha o espaço físico e a técnica para executá-la. Finalmente, consegui realizá-la no enorme atelier da faculdade, que conta com as máquinas, ferramentas e orientação necessária. Mesmo assim, foi bem complicado, a começar por levar o material para lá, Luiz precisou me ajudar. Depois, porque cada passo dado era novo para mim e não tinha margem para erros grandes, não havia sobra de material para substituir no que errasse.

 

Para complicar, descobri na véspera que o atelier fecharia uma semana antes do que era previsto. Por sorte, vinha trabalhando como uma louca enfurecida para terminar a peça a tempo e poder fazer um melhor acabamento com calma. Muito bem, a peça terminei, mas o acabamento foi para o saco! Paciência, não está perfeita, mas funciona.

 

Tudo isso soa um pouco como desculpa, juro que não é. A verdade é que precisaria de mais tempo para essa obra, mas não queria perder a oportunidade de uma exposição e corri atrás como pude. Além do mais, é uma chance de ver como a obra funciona com outros espectadores e entender que tipo de ajustes são importantes.

 

Em paralelo a isso, ao meu ver, há uma desorganização surreal no evento. Tudo ficou muito no ar, desde a decisão de quem iria expor, até quem faria os textos do catálogo, que dia exatamente iniciaria a exposição, que dia acabaria… Enfim, para se ter uma idéia, o catálogo deve ficar pronto, se for realmente realizado, no próprio dia da exposição e para quem já organizou ou participou de alguma, sabe que isso é um absurdo!

 

E para complicar mais ainda, rola um certo stress entre a coordenação e os alunos e hoje haverá uma reunião para discutir possíveis mudanças no semestre que vem. Imagina, uma semana antes da exposição vem essa história! Não duvido nada que eles cancelem, bate na madeira.

 

No início, não fazia tanta questão em participar, estava mais preocupada em trabalhar com consistência, em paralelo. Mas agora, tão perto e depois de tanto esforço, não queria morrer na praia. Não deixaria de ser um começo, algo para desencantar e, porque não, uma linha interessante no meu currículo.

 

Enfim, no pain, no gain e o que há de ser… 

Desconfio que, na semana que vem, vou participar de uma exposição coletiva. A frase é um pouco estranha, mas é verdade. Só acredito vendo, tô até com medo de convidar as pessoas.

 

No Master em Arte Contemporânea que farei até dezembro, há duas exposições previstas, uma na semana que vem e outra no fim do ano. Além das aulas teóricas, a gente desenvolve um trabalho para essas exposições.

 

No meu caso, desenvolvi uma instalação em aço, continuidade do trabalho que realizava ainda no Brasil, mas não tinha o espaço físico e a técnica para executá-la. Finalmente, consegui realizá-la no enorme atelier da faculdade, que conta com as máquinas, ferramentas e orientação necessária. Mesmo assim, foi bem complicado, a começar por levar o material para lá, Luiz precisou me ajudar. Depois, porque cada passo dado era novo para mim e não tinha margem para erros grandes, não havia sobra de material para substituir no que errasse.

 

Para complicar, descobri na véspera que o atelier fecharia uma semana antes do que era previsto. Por sorte, vinha trabalhando como uma louca enfurecida para terminar a peça a tempo e poder fazer um melhor acabamento com calma. Muito bem, a peça terminei, mas o acabamento foi para o saco! Paciência, não está perfeita, mas funciona.

 

Tudo isso soa um pouco como desculpa, juro que não é. A verdade é que precisaria de mais tempo para essa obra, mas não queria perder a oportunidade de uma exposição e corri atrás como pude. Além do mais, é uma chance de ver como a obra funciona com outros espectadores e entender que tipo de ajustes são importantes.

 

Em paralelo a isso, ao meu ver, há uma desorganização surreal no evento. Tudo ficou muito no ar, desde a decisão de quem iria expor, até quem faria os textos do catálogo, que dia exatamente iniciaria a exposição, que dia acabaria… Enfim, para se ter uma idéia, o catálogo deve ficar pronto, se for realmente realizado, no próprio dia da exposição e para quem já organizou ou participou de alguma, sabe que isso é um absurdo!

 

E para complicar mais ainda, rola um certo stress entre a coordenação e os alunos e hoje haverá uma reunião para discutir possíveis mudanças no semestre que vem. Imagina, uma semana antes da exposição vem essa história! Não duvido nada que eles cancelem, bate na madeira.

 

No início, não fazia tanta questão em participar, estava mais preocupada em trabalhar com consistência, em paralelo. Mas agora, tão perto e depois de tanto esforço, não queria morrer na praia. Não deixaria de ser um começo, algo para desencantar e, porque não, uma linha interessante no meu currículo.

 

Enfim, no pain, no gain e o que há de ser…

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