70 – La noche en blanco

Em Madri, pela terceira vez, se celebrou La Noche en Blanco. Essa expressão em espanhol significa noite às claras, sem dormir. Uma vez ao ano, de sábado às 21 hs até domingo pelas 7 da matina, se realizam uma série de eventos por toda a cidade. São espetáculos e intervenções artísticas abertas e gratuítas para a população. Os museus e teatros abrem suas portas, o transporte público funciona sem interrupção, muitas casas de show não cobram ingresso e até alguns restaurantes e lanchonetes entram no jogo.

 

Veja bem, o que se consome é obviamente cobrado, mas o fato de tudo estar aberto, atrelado a cultura de sair à rua que o madrileño já possui em seu DNA, faz com que a cidade pulse uma noite inteira com gente passeando e disfrutando. Honestamente, chego a considerar um ato de cidadania.

 

E o fato de inverter o horário das atividades me parece genial. O mesmo evento realizado durante o dia, seria divertido. Mas realizá-lo durante toda a madrugada é quase subversivo. Altera imediatamente nosso olhar, vejo como arte.

 

Os eventos são divulgados com antecedência, porque participar de tudo é impossível, portanto você acaba elegendo seus pontos de interesse. Independente do que se escolha, a rua fica ótima para caminhar. É uma congregação que, conceitualmente, me lembra o reveillon na praia.

 

Nós optamos por um show de bossa nova na sala Clamores. Aliás, gostei muito do lugar, foi a primeira vez que estive lá. Tem um jeitão underground de jazz club. Temos uns amigos que iam tocar e nos reunimos em um grupo de umas quinze pessoas, nem todas no mesmo momento.

 

Foi legal rever alguns amigos que estavam fora de Madri e acabaram de voltar. Depois do show, viemos para casa, junto com mais três casais para continuar a beber e comer alguma coisa. Até havia o que comer na rua esse dia, mas não sabia. Normalmente, no mais tardar pelas duas da manhã, você só consegue beber. Acho um saco esse negócio de beber sem beliscar nada, me dá fome. Por volta das cinco e alguma coisa, todos se foram.

 

Por mim, teria caminhado mais pelas ruas, mas paciência. Minhas botas andam reclamando da ociosidade. Com a melhora da temperatura, espero voltar a ativa em breve. Além do mais, meus pais decidiram nos fazer uma visita, chegarão no início de outubro e estou bem animada por isso.

 

Enfim, no domingo não dormimos tanto, queria montar a churrasqueira nova. Nos animamos e compramos uma a carvão. A elétrica não estava dando vazão e com a temperatura esfriando, ficaria impraticável.

 

De domingo para segunda, ficamos sossegaditos. Luiz ainda está gripado e essa semana promete ser bem corrida.

 

7 comentários em “70 – La noche en blanco”

  1. Aqui em Sevilla tem um evento que chama Noche en el museo, ou algo assim. Os museus ficam abertos até as 3 da manhã. Nunca fui, mas este ano pretendo ir. Deve ser bem diferente a iluminação das obras, sei lá, acho que vai ser interessante! 🙂

  2. Oi, Glenda!

    Esse é o terceiro ano que fazem noche en blanco em Madrid, mas foi o primeiro que eu fui. Achei o máximo!

    Em Atlanta, algumas sextas-feiras à noite, eles abriam o principal museu da cidade e, além da visitação normal, também ofereciam shows de música. Era muito legal, te dava uma outra perspectiva do espaço. Vai sim e depois conta pra gente 😉

    Besitos

  3. Oi Bianca
    São Paulo também tem um dia e uma noite cultural onde tudo funciona o dia todo a noite toda, inclusive galerias, lojas, etc….
    Eu que moro perto da praça Benedito Calixto aproveito bem , pois além da feira de antiguidades que tem todo sábado, tem também umas lojas legais que ficam também e é uma oportunidade legal de vêr tudo com calma.
    Beijos

  4. E eu que pensei que esse primeiro finde fosse de descanso hahahahah!!! Chica, comi a minha quentinha, estava simplesmente maravilhooooooooosaaaaaaaa!!!!
    Beijoss

  5. Didis, quentinha de feijuca é só para quem tem prestígio!

    Descansar o que? Tá pensando que vou levar a fama de imparável sozinha? Na-na-ni-na-não…

    Besitos

  6. Oi, Marianne! Não lembro dessa noite em São Paulo, talvez tenha sido depois que mudei. A diferença é que Sampa não para nunca, portanto uma noite às claras não sai da rotina… heheheheh…

    Besitos

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