America’s Cup

Fim de semana passado fomos a Valência, assistir a primeira regata do America’s Cup. Explico um pouco para quem não sabe do que se trata, até porque eu mesma também não sabia. É o torneio mais famoso e prestigiado na área, em outras palavras, uma mistura de copa do mundo do futebol com corrida de fórmula um, só que de barcos à vela. Também acontece de quatro em quatro anos.

 

Funciona da seguinte maneira, o último vencedor do America’s Cup fica esperando quem ganha a Copa Louis Vuitton e esses dois vencedores competem. Sempre o último vencedor do America’s Cup escolhe em qual o porto será a próxima competição, normalmente em seu país. Nesse caso, os vencedores da America’s Cup passada eram suíços, equipe Alinghi, que por motivos óbvios, precisavam optar por algum país onde houvesse mar. Elegeram o porto de Valência, o que fez a Espanha torcer em peso por eles. Os vencedores da Copa Louis Vuitton são da Nova Zelândia.

 

Muito bem, a equipe Alinghi bate nove pegas com a equipe New Zeland e o primeiro que ganhar cinco, vence o torneio. Nós fomos assistir a primeira dessas regatas.

 

A dúvida inicial era para quem iria torcer, principalmente considerando minha longa trajetória e conhecimento do tema. Então, optei por motivos bem racionais, New Zeland fala inglês, tenho amigos morando na Suíça, suíços costumam ser gente boa… resolvi torcer para o Alinghi.

 

Fomos Luiz, eu e um casal de amigos, nós compramos ingressos para assistir o peguinha náutico em alto mar. Não sabia muito bem como isso funcionaria, mas me parecia uma experiência muito diferente.

 

Sinceramente, nunca vi tantos barcos juntos! Juro que havia engarrafamento de iate! Nós fomos em um barco comercial mesmo, mas de acordo com o tamanho e animação dos iates que passavam ao nosso lado, ficávamos de farra escolhendo com quem deveríamos fazer amizade. Aliás, não sei como não batiam.

 

Tinha um probleminha, considerando que era uma regata, até lembrei do fato de que deveria haver bastante vento, mas nem me toquei do quanto o barco em que estava poderia balançar. E juro que havia momentos em que precisava me segurar como se estivesse sobre um touro de rodeio. Não cheguei a passar mal, mas fiquei meio mareada umas duas vezes. Algumas pessoas não se sentiram bem, entre elas, duas mulheres que não levantaram a cabeça por toda viagem. Os maridos solidários, sentados ao lado, com aquela cara de felicidade. Deveriam estar exultantes em pagar caro para ver as esposas enjoarem no mar.

 

Enfim, para ser muito franca, não conseguia entender bem quem estava ganhando a regata, mas achei aquela confusão muito interessante, me deu até vontade de saber velejar. Em boa parte do trajeto me distraí com a cor de água que deve ter sido a originária do nome azul marinho. Muito bonito.

 

A propósito, venceu Alinghi.

 

Depois da regata, ficamos por ali mesmo em uma terraza muito agradável. A estrutura para o evento foi bem montada e tudo me parecia funcionar. Quando resolvemos voltar para o hotel, era mais de dez da noite e estávamos todos exaustos. Sol cansa.

 

E para quem se interessou pelo assunto, até a última vez que acompanhei, as duas equipes estavam empatadas. O website para conferir os resultados é www.americascup.co.nz

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