48 – Brincar

Quase fui a Florença no fim de semana, mas furou, historinha digna do sefodeaí.com, aliás, está lá. Mas enfim, com a viagem indo pelas cucuias, resolvi aproveitar para descansar um pouco. Temos saído de segunda a segunda e, por mais divertida que seja a programação, tem horas que a gente precisa dar um basta. Uma questão de prioridades.

 

Não ficamos enfurnados em casa, mas fizemos uma programação bem light. Na sexta, fomos a uma taberna encontrar uns amigos, mesmo assim, só porque uma das amigas está de volta para o Brasil e fico com saudades dela. Juro, tomei uma única tacinha de vinho e voltamos pouco depois da Cinderela.

 

No sábado, a programação não foi exatamente caseira, mas foi totalmente voltada para casa. O que acontece é que, logo depois que a gente muda, algumas das soluções provisórias tendem a se tornar definitivas. Tem mais ou menos três meses que mudamos, com algumas viagens no caminho. De maneira que estava exatamente naquele ponto em que, se não fizéssemos nada para consertar, ia ficar daquele jeito, com soluções capengas. Odeio isso! Portanto, na semana passada me deu os cinco minutos e resolvi botar a casa nos trinques. Aliás, a casa, a cabeça e o corpo! Tudo ao mesmo tempo.

 

Fiz minha listinha mental do que precisávamos e saímos na caçada: Ikea, Leroy Merlin, Media Market, Carrefour, Loja de instrumentos… o que mais falta? Deu tudo certo, achamos tudo.

 

Entre as compras, meu novo brinquedinho, um Wii Fit. Isso mesmo, me rendi ao Wii! Sou pré-Atari, o que hoje poderia ser traduzido como pré-histórica! O primeiro joguinho que apareceu lá em casa, quando éramos crianças, era em preto e branco, um tipo de jogo de tênis ou futebol. Haja imaginação para visualizar isso, porque se resumia a um palito de cada lado. O nível de dificuldade era alcançado aumentado-se a velocidade da bola e diminuindo o tal do palito. Nesse tempo, eu gostava, depois fui perdendo o interesse. Ainda mais com aquela quantidade de botões que tínhamos que apertar a cada movimento. Virou trabalho. Não tinha paciência.

 

Luiz ainda se empolgou com o Playstation e eu me conformava em dar palpites no jogo da Tomb Raider e do Resident Evil. Mesmo assim, com o tempo e a melhora de definição, as imagens foram me mareando e enchi o saco.

 

Muito bem, a primeira vez que vi alguém jogando Wii, me interessou pelo fato de ser físico. A informação ficou registrada, mas ainda não tinha me animado. Até que agora, no Brasil, encontrei uma amiga que fazia ginástica com o Wii Fit. Aí já me animou.

 

Tentei fazer matrícula em uma academia de ginástica aqui perto. Quer dizer, tentar nesse caso foi passar pela porta para pedir informação, fora do horário de atendimento. Mas a verdade é que acho academia um porre! Daí veio essa idéia de fazer em casa. Por que não? Juntava duas coisas, o Luiz podia aproveitar os joguinhos e eu os exercícios. Não é muito barato, coisa que me fez pensar se realmente utilizaria. Mas se eu não usasse, certamente, Luiz o faria. Então pronto!

 

Os joguinhos até parecem interessantes, entretanto, honestamente só gostei mesmo do boxe. Agora, o tal do Fit é uma maravilha! Hoje será meu quarto dia de exercícios, ou seja, cedo para conclusões tão definitivas, mas sinto uma forte probabilidade que dê certo.

 

Você pode escolher entre dois personal trainers. Escolhi o gatinho sarado para dizer que estou indo muito bem. Não deixa de ser uma motivação virtual. Imagina se ia escolher aquela vaca toda definida para me chamar de gorda? Nem morta! Enfim, entrei totalmente no espírito da coisa e tenho acordado com a musculatura dolorida, acredite se quiser.

 

Mas contei toda essa história para dizer, que malhar e cuidar do corpo faz muito bem e esse era o objetivo principal, mas o que gosto mesmo é da brincadeira. A idade e as responsabilidades que chegam com ela, fazem com que a gente vá perdendo a capacidade de brincar e, consequentemente, nosso bom humor. Talvez essa capacidade seja recuperada na velhice, mas por que esperar?

 

Brincar torna a vida mais leve, salva casamentos, ajuda a ganhar amigos, torna o trabalho menos chato, faz até você voltar à ginástica!

 

Aliás, meu personal sarado deve estar me esperando! Lá vou eu.

 

 

 

 

 

 

 

5 comentários em “48 – Brincar”

  1. Amigaaaaaaaaaaa , acho que vou pedir um desses pra mim rsrsrs o negocio vai ser fazer uma tabela de horarios de utilizaçao para os turnos rsrsrsrs

    beijosss

  2. Didis, recomendo to-tal-men-te!

    Meu personal sarado agora cortou o cabelo. Preciso dar um nome para ele! Acho que o chamarei de Apolo. Até tive uma aula, contra minha vontade, com aquela professora metida, mas ela me tratou direitinho. Essa já dei um nome, Cassandra, e a mitologia que explique.

    Falando sério, até o momento, tem funcionado. Claro que aproveitei e fechei a boca também, estou disciplinadíssima!

    Alguém faz aniversário hoje… Parabéns!

    Besitos

  3. Ameeeeeeeeeeeeeeiiiii esse texto!!

    Bianca, acho que é um dos melhores que você já escreveu. E, agora, finalmente o li inteiro… heheheheehhe. É que ontem eu comecei a ler mas daí, para meu espanto, meu chefe começou a me pedir um monte de coisas aqui no trampo e não deu para terminar. 🙂

    Hoje sim. Adorei!

    Sim, brincar é TUDO, como diria uma campanha que eu coordenei no meu ex-jornal daquela rede de comunicação onde eu trabalhava… e é verdade! Concordo plenamente contigo que brincar salva casamentos, aproxima pessoas, torna o trabalho menos chato e… sei que falaste isso, de outra forma, mas torna a vida MUITO mais interessante.

    Rir, já diriam os antigos – que sabiam mais que a gente – é o melhor remédio. E brincar então… é rir se divertindo, se movendo, saindo do lugar estático em que algumas vezes nos colocamos – ou nos colocam. Que ótimo que voltaste a brincar. Outra hora quero assistir uma sessão de ginástica sua, viu? hehehehehehehe

    Beijosssssssss grandes e vai brincar, menina!!!

  4. Oi Bianca
    Eu conheço este jogo mas confesso que não sou chegada nesses aparelhos, não sei se enjoei de vêr meus filhos e sobrinhos jogarem e até se matarem por eles que não tenho o menor interesse nem ao menos de aprender a jogar.
    Envelheci sim mas prefiro aprender novos jogos de baralho, jogo sentada, hahahaha. comendo e bebendo de preferência horas a fio. Tá certo que a musculatura não é mais a mesma, mas fala sério eu nunca fiz mesmo!
    Ainda bem que não tenho tendencia pra engordar.
    Boa sorte com o novo brinquedo.
    Beijos
    Marianne

  5. Oi, Marianne!

    Acho difícil que você pudesse ter menos interesse em joguinhos do que eu! Lembra, sou eu, a que não tem paciência para a segunda rodada de buraco, porque passa a mosca…

    Mas no tal do Wii fit estou totalmente viciada. Os joguinhos são legais, mas não me impressionam. Agora, o fit é tudo de bom!

    Besitos, Bianca

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