47 – Deus deu uma passadinha por Madri

Muita calma nesse momento! Não é uma crônica religiosa, prometo. Mas é que tem um certo baixinho, magrinho e rasta, que quando abre a boca vira um gigante. E quando sobe em um palco, vira deus! Que posso fazer, sou louca pelo Djavan e ontem ele fez show em Madri.

 

É outro que, felizmente, quase não muda. E se muda, é sempre para melhor. Ainda por cima ele é flamengo.

 

… é surpresa demais que trazes, ainda bem que eu sou flamengo… mesmo quando ele não vai bem, algo me diz em rubro-negro, que o sofrimento leva além, não existe amor sem medo… quem não tem pra quem se dar, o dia é igual a noite…

 

Graças aos amigos, que compraram os ingressos enquanto estava no Brasil, lá fomos nós! Bom, nós e toda a colônia brasileira. Encontramos um monte de gente conhecida. Se bem, que havia bastante espanhóis também.

 

Sou tão tiete do Djavan que digo não ter maturidade em conhecê-lo pessoalmente, tenho certeza que vou pagar o maior mico. Vai parecer aquela conversa de bêbado: pô cara, gosto de você pra caramba! Sei lá, ele tem o dom de me deixar feliz através das músicas.

 

… sei lá, o que te dá, não quer meu calor…

 

Acho as letras complexas, inteligentes e ao mesmo tempo acessíveis. São geniais sem serem pretenciosas.  Ele combina palavras de maneira inusitada, traduz cores, cria verbos, ele pode, né?

 

E quem consegue cantar o que canta Djavan? Caraca, olha que já melhorei bastante, tudo bem que não sou cantora, mas nunca consigo encontrar o tom para cantar suas músicas. Ele tem o seu próprio, particular, praticamente impossível para os seres humanos normais. E mesmo assim, a gente canta com ele porque não dá para segurar.

 

Tá bom, tá bom, chega de tietagem, acho que já ficou claro o suficiente. Vamos ao show. Aconteceu em Conde Duque, em um pátio interno, totalmente ao ar livre, muito bonito e agradável. Tem uma boa estrutura, com banheiros razoáveis e um bar que não vende só cerveja.

 

Ainda que a bebida não tenha sido um problema, pois um amigo levou um presentinho para mim, uma garrafinha com doses generosas de whisky, que compartilhei. Mais tarde, descobrimos que no bar também vendia. Ponto para eles!

 

Resumindo, assistir Djavan, bem acompanhada, com amigos, boa estrutura, comida, bebida… do que vou reclamar? Não quero outra vida.

 

… tudo que Deus criou pensando em você, fez a via-láctea, fez os dinossauros. Sem pensar em nada fez a minha vida e te deu. Sem contar os dias que me faz morrer, sem saber de ti, jogado à solidão. Mas se quer saber se eu quero outra vida… não… não…

 

A propósito, como curiosidade, o primeiro show que assisti com Luiz, ainda namorados, foi Djavan. Lembrei disso ontem.

 

O único defeito do show foi que ele só voltou uma vez depois do final. A brasileirada, que não desiste nunca, bem que ficou aplaudindo e tentando fazê-lo voltar, mas nada. Para mim e minha amiga, que também morou em Brasília, ficou faltando uma música, a mesma que escolhi para Madri.

 

Não tem problema, se não cantou ele, cantamos nós e resolvemos o assunto.

 

… passa mais além do Céu de Brasília, traço do arquiteto, gosto tanto dela assim… gosto de filha, música de preto, gosto tanto dela assim… mas é doce morrer nesse mar de lembrar e nunca esquecer… se eu tivesse mais alma pra dar, eu daria, isso para mim é viver…

  

 

 

7 comentários em “47 – Deus deu uma passadinha por Madri”

  1. Oi Bianca
    Mais que bom que seus amigos ai compraram as entradas, pois Djavan é imperdível. Acredita que ele fez um show em São Paulo e eu fui no mesmo show 3 vezes?
    Eu amo esse neguinho. Vai ser bom assim lá nos quintos…
    A gente sempre acha que ele devia ter cantado mais né?
    O filho dele, Max, toca guitarra na banda do pai.
    As fotos ficaram boas hem?
    Beijos
    Marianne

  2. Oi, Marianne!

    Ele é tudo de bom! E ainda dá uma dançadinha de ladinho super sexy! heheheheh…

    O baterista e o guitarrista são filhos dele e tocaram no show também. O canalha do meu marido fica dizendo que ele economiza a maior grana com a família na banda 🙂 Mas falando sério, todos os músicos, incluindo os filhos, são muito bons. Tem um tal de Waltinho Gil ou algo assim nos metais que arrebenta.

    Besitos

  3. …esqueci de dizer, o tal Max que você perguntou, é o da extrema direita na primeira foto.

    E as fotos quem tirou foi uma amiga, a mesma que comprou os ingressos e que está sempre por aqui, a Didis.

  4. E olha eu aqui heheh

    Ainda bem que fomos a esse show pois na verdade eu amo Djavan e qdo ele veio a ultima vez eu estava indo pro Brasil e fiquei com pena de nao poder ir . —

    Ele realmente é fantastico !!!! E sempre toca no fundo da alma!!!

    Beijoss

  5. Didis, toca no fundo da alma e no fundo da garganta! Cantei tanto no show dele, que hoje a voz faltava no coral… heheheh…

    The Police + Djavan, em menos de uma semana, é demais para meu coração! Haja energia!

    Besitos

  6. Nossa, eu também adoro o Djavan. Pena que em Sevilla todos os shows passam longe. Não entendo, a “gira” cruza toda a Andalucia, Córdoba, Granada, Málaga, Almeria e até em Algeciras o pessoal vai, dando um salto sobre Sevilla…Fugindo à regra, em maio o nosso Ministro deu as caras por aqui, mas infelizmente não pude ir…

  7. Também não entendo porque não passam por Sevilla, não é uma cidade pequena e ainda por cima é linda! Fui só uma vez e achei uma graça.

    Para minha sorte, quando os artistas estão de “gira” pela Espanha, sempre passam por aqui ou Barcelona. Acho que mais por aqui mesmo, por ser a capital.

    Besitos

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