30 – Quinta de la Fuente del Berro

A região onde moro agora é conhecida como Fuente del Berro, o que até então, para mim era só um nome. Há pouco tempo descobri que a fonte existe mesmo e além dela, um parque charmoso e agradável, bem no meio da cidade. E o melhor, do lado de casa.

 

 

Em 1631, o Duque de Frías vendeu a Felipe IV uma extensa propriedade rica em hortas e abundante em água, proveniente de um manancial conhecido por Fuente del Berro. Atualmente, esses jardins dos finais do século XIX e princípios do XX, foram convertidos em um parque com algumas árvores centenárias, monumentos, estátuas e fontes. 

 

 

 

Há um centro cultural, onde se oferece à comunidade aulas de ginástica, artes, história espanhola etc. Qualquer hora dessas, vou lá me inscrever em algumas das atividades. Ao seu redor, se encontram pavões passeando livremente, ainda que um pouco tímidos, pois nenhum queria sair direito nas minhas fotos.

 

 

 

Atrás desse centro há um restaurante chamado Alkalde com uma grande e e elegante terraza, que desce margeando uma escadaria. Não é exatamente barato, mas acho que vale o jantar a luz de velas, ao ar livre e com aquele barulhinho de água no fundo. Muito romântico.

 

 

 

Também tem sua parte feia e estranha, quando fica ao lado da M-30, uma autovia que passa por quase toda sua lateral. Mas prefiro acreditar que estou em um oásis, ignoro os carros, e sempre fico olhando para o lado bonito da vegetação.

 

 

Outro ponto inconveniente para mim é que, diferente do parque do Retiro, é relativamente pequeno para treinar caminhada. Em menos de uma hora é tempo mais do que suficiente para haver recorrido toda sua extensão. Paciência, nem tudo é perfeito, e, por outro lado, possui a vantagem de não ser totalmente plano e posso praticar um pouco de subidas e descidas.

 

 

Nas redondezas desse parque há algumas ruas quase privativas, só de casas. Uma graça, lembra muito algumas partes do Brooklin, em São Paulo. Depois começam a se misturar com prédios bem antigos e outros muito novos, mas sempre baixos. Tem um jeitão de cidade do interior, acho engraçado. Às vezes, as pessoas nos cumprimentam na rua ou puxam papo, como se estivéssemos em um pueblo.

 

Enfim, aos poucos vamos descobrindo a nova vizinhança e cada vez mais gosto desse pedaço. Nossa casa fica a cerca de 10 minutos caminhando do apartamento anterior e, assim mesmo, parece que mudei de país.

 

Muito bom descobrir coisas novas só de olhar em volta, praticamente no mesmo lugar.

 

 

 

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