22 – Casamento de amigos x Internet

O amigo que ajudei na surpresa do anel de noivado casou no civil ontem, quarta-feira, em Navacerrada. Fomos o único casal de amigos convidados para essa cerimônia, só havia família muito próxima, de maneira que nos sentimos honrados com o convite. A festa mesmo é no sábado.

 

Por que estou contando isso? Muito bem, porque se pode notar que era um convite imperdível. Na semana anterior já havia combinado com o Luiz para ele se virar e dar um jeito de ter o dia livre. Acontece que na terça, véspera desse casamento, me liga a Telefónica avisando que vinha alguém no dia seguinte para fazer a entrega do ADSL, ou seja, a tão esperada internet.

 

Depois que armamos o maior barraco para adiantar essa entrega prevista para o dia 19, como recusar o tal pedido que finalmente chegaria? Disse que sim e fomos ver o que dava para fazer.

 

Meu plano A era ficar pronta para o casório, que seria na hora do almoço, e torcer para nosso pedido ser o primeiro da manhã. De repente, iria o Luiz nos representando e eu ficaria esperando a Telefónica, mas essa opção nos deixava muito desconfortáveis. Pensei em pedir que o porteiro recebesse, mas Luiz acreditava que eles instalariam alguma coisa dentro de casa. E a verdade é que o porteiro nem fica o dia inteiro na portaria, também era arriscado. Minha chave não queria deixar, porque tem o Jack em casa. Bom e se de repente eles nem viessem? Ou só aparecessem no fim da tarde? E se a gente contasse com a sorte, fosse no casamento e torcesse para eles não aparecerem antes? Mas e se aparecessem? Dependo da internet para tudo!

 

Enfim, Luiz saiu ligando para Deus e o mundo para ver se algum amigo poderia ficar aqui em casa, esperando pela Telefónica. Eu morro de vergonha de fazer isso, mas ele não queria ir à cerimônia sozinho e acho que tinha razão, eu também não achava legal. O problema é que no meio da semana é difícil achar alguém disponível de manhã e de tarde. Roubadaça, né?

 

No final das contas, aos 45 minutos do segundo tempo, uma amiga de um amigo topou. Nós a conhecíamos e é uma gracinha de pessoa, mas não teríamos intimidade de pedir esse favor diretamente, afinal ela nunca tinha vindo aqui em casa antes. Quando Luiz me contou, fiquei imaginando a confusão que ele tinha montado, pois a história já havia se transformado em uma verdadeira corrente.

 

O importante é que ela topou e é super gente boa, está terminando veterinária e adora bichos. Segundo ela, era também uma curtição ficar no apartamento porque matava um pouco a saudade das suas gatas. Isso eu entendo, porque quando viajo sinto muita falta do meu felino gordo. Foi a salvação a lavoura porque assim pudemos ir os dois tranquilos ao casamento.

 

Pois lá fomos nós subir a serra. A cerimônia foi no cartório de Navacerrada, e foi o próprio alcade (prefeito) quem realizou. Ainda que seja uma cidadezinha pequena, é muito charmosa e achei legal isso dele realizar pessoalmente os casamentos. De lá, seguimos para um almoço, também muito agradável e bom astral.

 

Quando eles disseram que só iam as pessoas muito próximas, não estavam exagerando. Do lado da noiva, havia seus pais, seu irmão com a esposa e um casal de tios; do lado do noivo, sua mãe, sua irmã com o marido e uma filhinha. E nós, ou seja, realmente foi um prestígio e tanto, Luiz inclusive assinou como testemunha no cartório. Se não tivesse ido por causa da Telefónica, eu não me perdoaria jamais, além de perder esse momento, seria uma tremenda falta de educação. Mas enfim, o fato é que deu tudo certo.

 

Chegamos em casa perto das 17:30 e nossa amiga ainda estava aqui, até porque a Telefónica não havia dado as caras. Imagina isso? Conversamos um pouquinho e Luiz foi deixá-la em casa, o mínimo de gentileza que podíamos retribuir. Nesse período que ele estava fora, finalmente, a Telefónica chegou!

 

Fiquei até nervosa com a probabilidade de conectar naquele mesmo dia. Bom, o representante subiu, me entregou um pacote e pediu para assinar o recebimento. Mas não precisa entrar? E ele, não, só entregar. Então, tá.

 

Isso quer dizer o seguinte, toda essa confusão era só para entregar o aparelho, que nós já temos, ele não precisava instalar nada. E não, ainda não tenho internet disponível no apartamento, simplesmente, tenho dois aparelhos. De matar, né não?

 

Luiz ligou para lá assim que chegou em casa, mas como de costume, nenhuma explicação razoável. O operador disse para aguardar um pouco que em breve o aparato deveria reconhecer o sinal, ou alguma coisa parecida com isso.

 

E eu tô aqui esperando… Ainda bem que fui ao casamento!

 

 

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