XVII – Hamman

Hamman, é o conhecido banho árabe ou banho turco. Aqui em Madri tem um que adoro. É misto, você frequenta usando traje de banho e, antes que comecem as piadinhas, é super família!  

O local é formado por cisternas centenárias, reformadas com os materiais da época. São três piscinas com temperaturas diferentes e uma sauna a vapor. Além disso, se quiser pode receber uma massagem. Não são só os banhos, o ambiente é mágico, você se transporta para outra região em outra época! Como já deve ter dado para perceber, o local é um culto ao relaxamento. 

A primeira vez que fui, estava com uma hóspede em casa e marcamos com amigos no local. Claro que perdemos a hora, acordamos afobadíssimas e fomos correndo como duas loucas! Em situações de pressão, na vida ou no trabalho, sou muito eficiente, porém, uma “generala”. E ainda por cima com sono! Pode imaginar como devia estar simpática. Chegando lá, uma das amigas já estava, e seu marido com a irmã chegaram correndo esbaforidos como a gente, alguns minutos depois. Caramba! Nunca vi um relaxamento tão estressante, viu! 

Bom, mas apesar dos pesares, conseguimos chegar bem em cima da hora e entrar. Uma das regras do local é manter o silêncio. Puxa vida! Depois daquela correria, dentro de um local maravilhoso e exótico, alguém acha que é possível manter quatro mulheres mudas? Que tortura! A gente ficava catando uns cantinhos mais vazios para dar uma fofocada básica. Depois de um tempo, baixada a adrenalina, conseguimos finalmente relaxar. Infelizmente, já era hora de irmos embora. 

Pequeno detalhe, naquela pressa toda, ninguém conseguiu comer antes de ir. E assim que saímos de lá, o estômago colava nas costas. Acho que já contei aqui o que ocorre com meu humor quando estou faminta, né? Entretanto, eram quatro da tarde e essa hora os restaurantes já fecharam. Foi um custo para achar um caro e ruinzinho aberto, mas fazer o que, pelo menos matou a fome. 

Comemos setas, que são nossos cogumelos. Se pronunciam “sêtas”. Dá para imaginar o potencial de piada que isso proporciona. E aí? Comeu as sêtas? Gosta de sêtas? Posso pegar sua sêta? Enfim… aquela baixaria! Mas até que foi engraçado! É verdade que o garçon não devia entender o que de tão divertido havia em dividir um prato de setas, talvez ele tenha pensado que errou na qualidade dos cogumelos… 

Voltei ao hamman algumas vezes, sem a mesma pressa nem gaiatice. Mais relaxante, admito, mas não tão divertido!

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