Acabei de ler sobre o lançamento de um documentário “Herbert de Perto”, sobre o Herbert Vianna do Paralamas, se é que preciso explicar de quem se trata.
Primeira constatação, caraca o Herbert está velho! Está parecendo o Dr. Evil do Austin Powers! Segunda constatação, putz, será que as pessoas pensam o mesmo quando olham para mim? Sério, olho minhas fotos e tenho praticamente certeza que meu nariz cresceu! Pombas, sabia que orelha crescia, mas nariz também cresce? Isso é uma sacanagem, orelha pelo menos a gente pode cobrir com o cabelo!
Felizmente, mulheres costumam ser mais educadas. Homens já chegam logo dizendo que o outro está careca ou gordo! Acho que eles também não gostam, mas toleram por uma questão social, doidos para darem o troco em algum momento. Agora, fico imaginando alguma amiga me cumprimentando, Bianca, você está com uma papada, hein? E esse regime? Você está uma vaca! Eu ia querer morrer, logicamente depois de assassiná-la e com requintes de crueldade! Talvez seja por isso que as mulheres sejam mais gentis, conhecem o perigo nuclear em questão.
Outro dia, uma amiga espanhola na faixa dos cinquenta me disse que agradecia ao fato de não haver sido uma menina bonita no passado. Porque hoje, suas contemporâneas estão todas muito parecidas, sendo que as consideradas muito bonitas sofrendo mais, por terem a sensação que perderam alguma coisa. Um pouco de exagero, pois tampouco é uma mulher feia, mas entendi o que quis dizer. A beleza é relativa, e passa.
Muito bem, nunca fui vaidosa, juro. Durante a adolescência acreditava naquela bobagem que o importante era a “beleza interior”, nada mais cliché, vamos combinar. Era pouco feminina até a faculdade, quando ainda me vestia como uma militante comunista. Depois fui descobrindo que me cuidar também podia ser um prazer e que podia ser bastante conveniente calçar os sapatinhos cor de rosa. Inteligência te dá mais poder, mas aparência adequada ajuda muito.
Hoje estou confortável, acho que sou produzível. Poderia, ou posso, melhorar umas quantas coisas, que não vou contar nem morta, mas nada que me incomode significativamente ou que não possa ser disfarçado.
Por outro lado, para ser realmente sincera, vou na contra mão dessa minha amiga espanhola. Acho que a aparência me importa mais atualmente que antes. Já estou bem de beleza interior, queria era ser linda e sempre magra! Queria mesmo era ter o corpo da Madonna ou envelhecer como a Sophia Loren.
E a propósito, sobre a pergunta do início do texto, se as pessoas também acham que envelheci, era retórica. Não quero saber!
É… sefodeaí.com…

hahaha… Espelho, espelho meu, existe algum no mundo mais bonita do que eu???
hahahaha… pô, Claudinha, fala sério! A essa altura você ainda quer ficar mais inteligente? Eu quero ficar mais bonita… hahahahaha…
Bianca, nesse assunto (velhice) eu sou catedrático. Você está DEFINITIVAMENTE VELHO quando começa a fazer contagem regressiva da vida, se tornando um saudosista chato (começa a dizer “no meu tempo”, ou “antigamente”).
Mas em vez de velho, você pode optar por ser “MEU VELHO” quando curtir o papo dos mais jovens, acompanhar as novas ondas e tendências com interêsse real, não encher o saco dos outros com assuntos que já eram, manter-se jovial e interessado nas pessoas independentemente da idade.
Onde começa a velhice? That’s a good point! Meu filho de 28 anos se casa em novembro e já começou a me dar sermão preventivo para que eu não esculhambe demais na festa dele (ele não bebe). Foi uma guerra convencê-lo a colocar um barista preparando caipirinhas na beira da pista de dança. So,…. tudo é muito relativo.
bjs
Completamente de acordo
E que bom você conseguiu convencê-lo a colocar um barista porque, ainda que não precisemos exagerar, vamos combinar que festa sem nenhum álcool é chata pacas!
… mas vem cá, as orelhas e o nariz não precisavam crescer, né? hahahahah…