Pois é, quem lê as crônicas sabe que faço parte de um coral amador e por conta disso, às vezes temos a chance de experimentar o gostinho de quem canta profissionalmente. Além das nossas apresentações, nossa maestra costuma nos chamar para dar palhinhas em seus shows nos bares de Madri.
Muito bem, pois nossa professora, que é a única profissional e que canta de verdade, está gravando um CD e nos chamou para participar em uma das faixas. Olha que honra! O máximo, né? Imagina a oportunidade de cantar em um CD e com gente bem bacana!
Eu me empolguei toda e estava me achando. Honestamente, não é que estivesse me sentindo uma grande cantora, é que estava animada só com o fato de poder participar, de ver como funciona, de entrar em um estúdio, enfim, todo esse contexto me parecia interessantíssimo.
Então tá, tem uma piada meio antiga de um cidadão que fica perdido em uma ilha deserta com a Kim Basinger (por aí dá para ver a idade da piada, pode substituir a atriz). Ele tenta de tudo para conquistá-la, até que um dia ela cede aos seus pedidos e eles tem uma noite sórdida de amor! No dia seguinte, ele está triste, cabisbaixo e ela não entende nada. Pergunta se pode fazer alguma coisa para que ele fique mais feliz e ele pede para que ela se fantasie de homem e fique de costas. Ela acha aquilo muito esquisito, mas topa. Ele chega por trás, bate no seu ombro e diz: Betão, você não sabe quem eu peguei ontem…
É um pouco grosseira, eu sei, mas ilustra o que quero dizer. Do que adianta você fazer uma coisa muito legal se não pode contar para ninguém?
Portanto, lá fui eu para o estúdio armada da minha câmera fotográfica para registrar todos os movimentos e provar que fiz isso mesmo! E assim comecei a bater foto logo no início, do pessoal chegando, do estúdio e tal.
As meninas gravaram primeiro, e os meninos, incluindo meu digníssimo marido, assumiram um pouco a responsabilidade de fotografar. Enquanto estou lá preocupada em acertar o fone de ouvido e caprichando para fazer tudo direitinho, vi o Luiz com a câmera fotográfica mandando ver. Fiquei toda feliz que ele estava pegando tudo. Legal!
Daí, entraram eles e nós fomos fotografar. Corri para aproveitar o intervalo e registrá-lo também, não só ele, mas todo o grupo. Saímos para deixá-los cantar e fui ver finalmente as fotos que ele havia tirado, para ver se saí bem, se estava de olhos fechados, gorda, essas coisas que só as meninas notam nas fotos.
Não havia nenhuma, eu disse ne-nhu-ma, foto minha cantando no estúdio. Ai que raiva! Queria matá-lo! Ele estava fotografando com outra câmera que nem sei de quem era! Tudo bem, se ele quisesse ser legal e fotografar com várias câmeras, podia fotografar com trinta diferentes! Desde que, lógico, incluísse a nossa, né?
Tudo bem, Bianca, não vai armar um barraco agora por causa disso. Respira fundo, calma, você viu a tempo. Ainda teríamos que entrar para gravar uma última parte todos juntos e pensei que poderia ter uns segundos para pedir que alguém me batesse uma fotozinha de nada!
Pois estou eu nessa concentração do não-esquece-de-tirar-a-merda-da-foto, quando nossa maestra nos chama para entrar outra vez. Eu já sabia que o estúdio é pago por tempo e não é barato, então você tem que procurar fazer tudo o mais rápido possível. Sendo assim, levantei no reflexo rapidinho e parti toda decidida, sem tirar os olhos da minha câmera.
Dei com a cara na porra da porta de vidro isolante sem dó nem piedade. Fez aquele estrondo que não dava para disfarçar e dizer que não foi nada. Um esporro do cão, o maior mico! Ainda ficou a marca da minha testa no vidro.
As pessoas, muito educadas, primeiro perguntam se você machucou. Claro, todo mundo doido para você dizer que não e caírem na gargalhada, né? E fazer o que? Só posso rir, o pior é que foi engraçado.
Minha amiga sacana ainda teve a presença de espírito de tirar foto do momento. Tudo bem, também sou gaiata e fiz até pose, mas doeu de verdade. Fez um galo meio roxo para me lembrar do evento por alguns dias.
O importante é que deu tempo de tirar outras fotos. É verdade que tiveram que ser sem flash, assim meio tremidinhas para não aparecer o galo, mas tudo bem.
Isso é que dá, quem nunca comeu melado, quando come se lambuza! Sefodeaí.com…
PS: Fui informada que essa faixinha vermelha no vidro, avisando sobre porta, foi substituída agora por um aviso maior. Desconfio que minha testa teve algo a ver com isso.


Rs! Desculpaê, mas tenho que rachar o bico! Se o texto fizesse parte das Crônicas, talvez eu fosse mais comedida… Mas como está no Sefodeaí.com, não dá prá segurar! Hahaha!
Ah, e só faço isso porque já passei por coisa parecida. Mas não arrebentei a testa, foi o nariz! Coisa rujúcula…
Besitos!
hahahahah… pode rir! Pode sacanear que eu mereço!
Pois é, se você passou por semelhante fato, sabe que rola aquela fração de segundo em que você bate e volta, e fica tentando entender o que aconteceu. Você não quer acreditar que foi protagonista do pequeno vexame. Daí você torce para ninguém ter visto, mesmo sabendo que é totalmente impossível, porque fez o maior barulho! Putz, sefodeaí.com total!
Besitos
Oi querida.
Sim, esse adesivinho vermelho foi substituido por uma fita crepe grossa de lado a lado….e a marca da tua testa esta la até hoje, haha.
Mas peraí, eu nâo apressei ninguem nâo, hein!!! O estúdio era por hora mas vcs podiam fazer no tempo que fosse preciso. Magina se eu vou estressar com os convidados!! Que eles (vocês e os outros) façam bem e tranquilos…..no tempo que precisarem, afinal isso vai ser pra sempre, né?
Beijocas!
Baixou o galo?rs…
Sorry….Esqueci de colocar meu nome no recado anterior…
Assinado: Vanessa.
Bjca.
Oi, Vanessita! Você não apressou a gente não, pelo contrário até teve bastante paciência, mas a gente sabia que era assim e aí a responsabilidade bate, né? E pelo visto, a testa também!
E sim, o galo baixou, levou quase uma semana me lembrando, mas sem maiores consequências além do mico. Besitos