Estava ausente destas bandas do Sefodeaí por puro turbilhão de histórias acontecendo na vida fora deste blog da Bianca. Mas neste tempo, ainda que sem escrever, não deixei de pensar em histórias de “fodelança”, no bom sentido. Agora, finalmente, escrevo uma delas.
Não faz muito tempo eu era uma universitária. Ok que o tempo é relativo e a verdade é que já se passaram sete anos desde que saí de uns certos corredores de tijolinhos a vista e de seus bares próximos. Mas algumas vezes me sinto ainda respirando aquele ar de elocubrações, sonhos, inquietudes e vontade de aprender, de fazer, de agir.
Mas a história que eu vou contar não tem a ver com sonhos universitários. Tem mesmo relação direta com a vida “fora” das salas de aula.
Desde que comecei a faculdade de jornalismo, para ser mais exata logo no fim do primeiro semestre do curso, comecei a minha “rotina de formaturas”. Naquele primeiro ano eu fui, eu acho, a “só” umas duas ou três. Mas depois esse número foi aumentando conforme os meus círculos de amizade também iam se expandindo.
Era engraçado ver cada final de semestre se aproximando e eu me “preparando” para ir a duas ou três festas de formatura. O “preparando” uso assim entre aspas porque, desencanada como sou, na verdade eu nem me preparava muito. Ok que usava vestidinhos interessantes – a maioria que eu repeti em mais de um festa em distintos semestres – e que “fazia cabelo e maquiagem” com quem entendia do babado melhor do que eu, mas fora isso, nada mais. O lance era me acabar nas festas dançando muito (mesmo que as músicas fossem várias e várias vezes sempre as mesmas), celebrando as pessoas que eu conhecia, os amigos e, claro, sem me preocupar com o dia seguinte.
Até aí tudo bem, tudo normal. Mas o Sefodeaí aparece quando você menos espera e mais está “imerso” em uma festa do gênero.
Eu já tinha me formado quando uma amiga me convidou para a sua festa de formatura – sim, porque mesmo depois de ter passado a minha festa de formatura eu continuava sendo convidada para uma ou outra do gênero. Como sempre desde meu segundo semestre de faculdade, eu ia de carro para Itajaí, a cidade onde estudei – e onde estudaram também a maioria dos amigos que me convidavam para as tais festas. Então saia de Blumenau, minha cidade, e ia para Itajaí na boa, normalmente acompanhada de algum amigo, para voltar só na manhã seguinte – também de carro.
Tudo bem, tudo certo, fomos o Cristiano e eu para a formatura da Gaby. Lá encontramos muitos amigos em comum e nos acabamos em dançar, beber, dar risadas, assistir a uma ou outra cena de ciumeira – porque sempre tem destas, né? -, dar mais risada, beber mais, dançar até queimar todas as calorias e a bebida sair pelos poros. Muito bem, festa normal. Lá pelas tantas, mortos – ainda não era de manhã -, um casal de amigos decidiu ir embora. Ok. O Cristiano e eu ficamos mais. Quando decidimos ir embora, eu faço uma pergunta absurda: onde mesmo está a chave do meu carro???
Não sei porque cargas d’água eu tinha deixado a chave do meu carro na bolsa da minha amiga que tinha ido embora com o namorado. E ela, claro, na hora de sair, nem “tchum” para a chave do meu carro ali, na sua bolsa. Tudo bem, se os dois não morassem em Blumenau. Ebaaaaaaaaaa! Sefodeaí.com perplexidade. COMO ASSIM VC LEVOU A CHAVE DO CARRO PARA BLUMENAU???????????? Aaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhh.
Daí ficamos lá fora, finalera da festa, com a Gaby e o então namorado, pensando o que fazer. Eles tinham ido para lá de moto – nem pensar de irmos juntos para Blumenau. Ligamos para a minha amiga que tinha sequestrado a nossa volta para casa sem querer. Ela pensou em mandar um táxi com a chave do carro, pensou em voltar ela mesma para levar… enfim. Pensamos nós também em ir de táxi para casa, mas e o carro?? Digamos que aquele lugar não era o melhor para deixar um carro lá um dia inteiro “sozinho”.
Bem, depois de calculadas todas as possibilidades e de eu não acreditar no que estava acontecendo, de ter preguiça só de pensar em cada alternativa – eu ir e ter que voltar em seguida, em duas horas de viagem inútil, ou o mesmo a minha amiga ou o namorado da Gaby fazendo -, o problema foi resolvido com a chave sendo enviada por um motoboy. Ainda bem que as cidades ficam uma hora apenas (¡¡¡¡na madruga com frio nunca pode ser “apenas”!!!!) de distância uma da outra.
Então ficamos ali, no frio da madrugada de uma cidade litorânea, literalmente na sarjeta, perto do meu Fiestinha, esperando a tal chave chegar de motoboy. Sefodeaí.com frio e sem bebida! O jeito foi dar risada e esperar, mortos de cansados. E eu, depois, ainda tive que ir dirigindo, enquanto meu amigo, esperto no banco do carona, ia dormindo. Sefodeaí.com música alta no rádio para cantar junto e chegar inteira em casa.


…hehehehe… viva os motoboys e os celulares! E ainda bem que pelo menos você não estava sozinha, já pensou o tédio?
Besitos